Mostrando postagens com marcador Podolatria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Podolatria. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pés Eróticos


Meu brother SensooBr que sabe tudo sobre podolatria e algo mais, me mandou um conceito sobre pés eróticos. É um assunto complexo, passível de divergência, e se vocês as têm, mandem ver nos comentários, ou endossem tudo que o excelente escriba pensa sobre os pés como um fetiche.

Por SensooBr

Entendo que os fetichistas adoradores de pés dedicam grande parte de suas preferências ao prazer do simples ato de olhar, admirar, desejar seu objeto de paixão. É o que normalmente se chama de ‘worship’. Daí se presumea grande aceitação e indiscutível sucesso pela divulgação de fotos e vídeos nos websites e redes sociais ligados a esse tipo específico de podolatria. Ou seja, apenas através da singela exibição dos pés femininos quer estejam eles calçados, vestidos de meias ou não.
Nesse segmento, o fetichista, ou mais propriamente o footlover, desenvolve estas sensações, em si, intimamente ligadas à sua libido, o que é bem diferente do prazer ligado simplesmente ao sentimento de êxtase, provocado pela admiração daquilo que é belo. Afinal não se trata de uma emoção visual pura e simples, pois há outros ingredientes envolvidos nessa questão eque estão ligados ao sexualismo. E isso acaba fazendo toda a diferença.
Nesse sentido, entendo também que existam certas particularidades intrínsecas que permitem se classificar, a critério pessoal, os pés femininos como sendo bonitos, não feios - neutros, comuns, normais, desinteressantes – feios, e aquilo que eu gostaria de rotular como sendo pés eróticos.
Proponho essa distinção, pois em primeiríssimo lugar, o conceito de beleza é bastante subjetivo. Todos nós sabemos que gosto não se discute, inclusive um ditado popular traduz exatamente este ponto de vista: “Quem ama o feio, bonito lhe parece”. E, além disso, para mim também existe uma diferença abismal entre um pé bonito e um pé erótico.
Diria que um pé bonito é aquele puramente ligado ao mencionado sentimento de êxtase, enquanto o pé erótico, por sua vez, é aquele intimamente ligado ao sensualismo. Por que não?
Em outras palavras, diria que um pé bonito não é necessariamente um pé erótico, e um pé erótico não é necessariamente um pé bonito. Portanto, classificar um pé bonito, feio, ou não feio, como um pé erótico torna-seum próprio de cada um.
Em nível pessoal as singularidades que, a meu julgamento, permitem os pés serem considerados como eróticos, estão principalmente relacionadas ao desenho acentuado das suas curvas, a forma dos dedões,o equilíbrio com os dedos menores e o tamanho perfeito de suas unhas, além, é claro, de uma perfeita sintonia com os tornozelose as pernas.Entretanto, não são os detalhes e, sim, o conjunto da obra que acaba prevalecendo e se tornando o fator determinante.
Sem meias palavras, considero um pé erótico aquele cujo peito do pé (colo) apresenta uma curvatura bem delineada, o bastante para se harmonizar com a sua largura. O pé alargado normalmente mostra um alto conteúdo erótico, traduzindo poder e força. Ainda na composição dessa parte mediana dos pés, o arco da planta também bem delineado é igualmente um fator altamente positivo e de destaque ligado ao erotismo. Nós os adoradores de pés, normalmente dedicamos especial atenção a esse pormenor. As curvas das plantas ressaltam um potencial de sensualidade, que é ainda maior quando os pés se encontram descalços e em posição de ponta ou meia ponta.
Com relação aos dedões, estes devem se destacar pela proporcionalidade. De preferência volumosos no tamanho exato, em contraponto à disposição dos dedos menores sempre mais apreciados quando em escadinha. Além disso, devem ser culminados por unhas nem curtas e nem longas demais, apenas o bastante comprida e levemente arredondadas para se arrematarem adequadamente às pontas dos dedos.
Inclusive a parte de trás dos pés, que normalmente é a vista menos explorada pelos adoradores de plantão, também tem seu lado fortemente ligado ao erotismo. Nesse caso, tem muito a ver com o cuidado estético das calosidades do calcanhar e, principalmente, com a sua relação de conformidade e harmonia com os tornozelos. É quando os tornozelos delgados exaltam sua inestimável importância e poder. Ainda mais quando encimados por pernas sedutoras e bem torneadas. Registre-se que os fetichistas sempre focam ardentes desejos de lambidas e sugadas nos calcanhares e nos tendões de Aquiles de um pé feminino. Um autêntico porto seguro recheado de delícias inconfessáveis.

Para concluir, e em igual nível de importância, a parte debaixo dos pés também traduz uma enorme e particular inclinação erótica. Tanto pelo apelo visual quanto pelas suas íntimas ligações ao tato e ao paladar. As solas lisas, ou no máximo levemente ásperas, livres de calosidades indesejáveis, são a preferência de uma grande parcela dos fetichistas. O leve enrugamento das plantas também é uma particularidade bastante considerada nesse meio.

Ainda relacionado com o lado erótico, há que se considerar que nos entrededos se encontram cheiros e sabores que só os iniciados entendem e apreciam.
Pelo menos essa é a minha modesta opinião.

E aí? Concordam?
Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Tudo Sobre os Pés


Por SensooBR

Embora não conste dos dicionários da língua portuguesa, a podolatria, tanto do Brasil como em Portugal, se refere, em última análise, ao ato de uns sentirem desejo e prazer (ou excitação) sexual ligado aos pés de outrem. Na verdade esses “uns” são normalmente homens e os “outrem” as mulheres, embora nada impeça que tais emoções sejam homossexuais e que os “uns” também possam ser as mulheres.
Principalmente nas culturas européia e estadunidense, a podolatria, conhecida como feetfetish, é tratada abertamente como uma poderosa e rentável cultura de prazer sexual, porém com algumas nuanças próprias bem características. E a apologia é quase que exclusiva para os pés femininos.
Neste segmento, o fetiche se manifesta com maior presença no viés do sexualismo, onde os pés femininos se tornam verdadeiros instrumentos de prazer para o podólatra, (footlover), ligados aos sentidos do tato, do olfato e do paladar, através dos atos de tocar (caressing), envolver com as mãos (grabbing), cheirar (sniffing), lamber (licking), mordiscar (bitting), beijar (kissing) ou sugar (sucking).
Os pés femininos ainda são reais protagonistas em outras atividades sexuais mais explícitas, como roçar (rubbing), masturbar (footjob) e até mesmo receber jatos de esperma (cumming). E, além disso, também são objeto de certas práticas características, estas ligadas diretamente ao sadomasoquismo (S&M), como o trampling.
O fetiche ainda se manifesta em outros segmentos de pouca expressão, mas que também vale serem registrados, como os de fungifilia (prazer sexual ao ver ou tocar pés com micoses, frieiras e outros tipos de fungos) e de oddities (prazer em ver pés em situações extravagantes).
Muito embora exista esta corrente fetichista totalmente envolvida com os aspectos de pura sexualidade, a podolatria também permeia em outra dimensão do erotismo, esta voltada para o viés do sensualismo, onde o prazer ligado aos pés femininos está mais focado no sentido da visão envolvendo a dualidade exibir/admirar. Algo na linha de um tipo de voyeurismo de conotação bucólica.
Neste prisma,o erotismo se manifesta de dois modos distintos. Pelo lado da sedução e pelo lado da adoração.
Na sedução, o processo se instala na mulher e decorre da exibição voluntária dos seus pés com o firme propósito de atrair os olhares desejosos dos podólatras adoradores de pés.
Via de regra, a mulher cuida de seus pés apenas em extensão ao resto do corpo, utilizando cremes, removendo calosidades, pintando as unhas etc. Entretanto, a mulher que conhece o poder de sedução de seus pés explora esse dom com maiores cuidados, atentando para os mínimos detalhes que fazem toda a diferença, como o corte perfeito das unhas, as cores dos esmaltes, o uso preferencial de calçados abertos e por aí vai.
Além disso, exibe seus pés, sempre que possível, nas poses mais cobiçadas pelos admiradores, como, por exemplo, com as pernas cruzadas em “Y”, com os pés em posição de ponta ou explorando os ângulos mais favoráveis sob o ponto de vista do observador.
Já na adoração, o processo ocorre no emocional do fetichista que dedica suas preferências ligadas ao prazer no simples ato de olhar, admirar, desejar (worship) os pés femininos. Nesse particular, redes sociais e web sites especializados promovem a exposição de fotos de pés femininos, prestando um serviço inigualável em prol da divulgação da podolatria.

O fetichista, ou mais propriamente o podólatra, desenvolve, em si, sensações intimamente ligadas à sua libido, o que é bem diferente do prazer ligado simplesmente ao sentimento de êxtase, provocado pela vista daquilo que é belo. E é exatamente sob este aspecto que, por se tratar de um próprio individual, cada podólatra vivencia seu fetiche à sua maneira.
Muito embora não haja um padrão único, há alguns parâmetros clássicos que caracterizam bem o erotismo dos pés femininos e que são praticamente unanimidade nesse interessante e

diversificado universo fetichista: presença cênica poderosa; linhas acentuadas e harmônicas; arco da planta levemente enrugado; dedos menores perfilados em escadinha; dedo maior volumoso e estético; unhas bem cuidadas e cortadas no tamanho exato; solas lisas e macias; tornozelos delgados; entre outros.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Podolatria e Bom Senso


Se existe algo que gosto muito de fazer quando o assunto é falar de fetiches com seriedade é estender a palavra a quem sabe o que diz relativo ao assunto que lhe é de total interesse.
O texto a seguir não está solto no ar, ele faz parte do livro “Pés e Podolatria” enviado gentilmente por meu brother SensooBR .
Claro que muito já se disse aqui sobre isso nas tantas matérias do blog, entretanto não se trata apenas de uma idéia, mas de um conceito, baseado num estudo que ele desenvolve e desenvolveu sobre o tema.
Interessante para os que comungam do mesmo poder de sedução que os pés exercem dentro de um erotismo frenético e atuante, cada vez mais evidente na mídia, tanto para as meninas que vez por outra dão de cara com alguém que passa a admirar uma parte de seu corpo até então desconhecida por ela mesma, ou desprezada em certos casos.
Abaixo seguem os links onde é possível estabelecer uma linha de contato com o autor do livro e seus ótimos e eficientes conceitos.
Aspas pra ele.

“Lembro bem que lá nos idos da infância, me descobri com um tipo de interesse, no mínimo incomum por causa da pouca idade, relacionando um pé feminino a uma irrecusável e inexplicável sensação de satisfação interior. Eu tinha como brincadeira predileta ficar passando a mão nas solas ásperas e grossas dos pés da minha babá.
Com o passar dos anos, tal interesse foi se manifestando mais claramente, inicialmente ancorado apenas sob o aspecto visual, na medida em que eu me pegava sempre bisbilhotando discretamente os pés das mulheres, julgando suas aparências estéticas, classificando pés bonitos, pés feios e pés normais (ou desinteressantes). E isso acabou inclusive se tornando motivo de chacota entre meus amigos que me gozavam abertamente por causa desse meu interesse tão pouco convencional.
Mas na verdade era apenas os pés feios que me afetavam diretamente, provocando em mim uma absoluta rejeição inclusive sob o aspecto sexual, este conectado diretamente à minha libido. Nunca fui capaz de concretizar uma relação sexual com uma parceira de pés feios.
Com o advento da internet acabei descobrindo que eu era na verdade um “footlover” mal resolvido, pois se aqui em pindorama o fetiche dos pés era um autêntico tabu, no resto do mundo isso era absolutamente normal e, para meu espanto e surpresa, bastante divulgado, apreciado e até muito bem discutido na grande rede.
Desde então o fetiche dos pés femininos gradativamente deixou de ser apenas o “feetfetish” para vir a se tornar a podolatria, um neologismo que acabou se consagrando entre nós.

Hoje em dia, folgo em assistir aos avanços com que o assunto é tratado, mas percebo que ainda existe bastante preconceito entre nós em relação ao fetiche dos pés femininos. E, por se tratar de uma questão séria, e não simplesmente um tipo de parafilia, foi que resolvi mostrar e dar a cara a tapa e sair em busca de espaços midiáticos para divulgar e discutir abertamente essa questão tão polêmica.
Além do YouTube, onde mantenho um modesto canal para divulgar a podolatria, agora também me decidi enveredar pelo caminho do Facebook, onde acabei conseguindo amizade com o titular

desse grandioso blog, que me honrou com o convite para postar essas linhas e quem sabe até futuramente vir também a apresentar e discutir alguns conceitos relativos a esse empolgante e bastante controverso assunto.”

Links para o SensooBR:
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100003301924345
Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=6-1Ik5_2R3g&feature=share

Um ótimo final de semana a todos!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

De Dentro pra Fora, De Fora pra Dentro


Demorou demais pra esquecer a timidez.
Pensou pra cacete, foram anos de escuro. Chances perdidas, relacionamentos pela metade, uma loucura fechada a sete chaves.
Lia demais, sabia tanto e guardava tudo e jamais dividia. As palavras nunca deixaram o pensamento. Era um fetichista completo, autodidata, e os textos e as fotos foram sua companhia nas noites sem sono.
Mas sempre existe um dia diferente quando todos os contos se tornam reais.
E numa dessas viradas da vida alguém interessante apareceu. Uma pessoa que preenchia o modelo tão desejado nas muitas noites de insônia. Uma mulher bonita, atrativa, inteligente, e o melhor, grande, com quase um metro e oitenta calçando trinta e nove e dona de pés que sua podolatria latente sempre andou a procura.
Mas a vida não é perfeita e muitas vezes o certo chega por caminhos opostos. A internet é vasta e reúne pessoas de lugares distantes, de norte a sul num país de dimensões continentais. E pra complicar mais ainda nosso personagem de hoje, ela pouco ou quase nada sabia sobre o assunto.
O cenário não era dos mais agradáveis, mas ele não desistiria tão fácil.
Primeiro conseguiu vencer a timidez que jamais lhe permitira sequer escrever o que tanto lhe encantava mesmo através da tela de um computador. Dado esse passo ele tinha plena consciência de que ela poderia lhe dar um fora e nunca mais voltar.
Mas ela queria saber. Ainda que de fora pra dentro do meio fetichista havia nela a intenção de conhecer aquele mundo e, principalmente o que movia seu habitante. Sagaz, ela cativava com as palavras escritas de uma forma direta. Mostrou os pés na câmera, exibiu fotos calçando botas de inverno e falou em cheiro, suor e desejos.
O cara pirou. Uma piração de fato e de direito que o levou imediatamente a esquecer o sono, só que desta vez por uma bela causa. O mundo se resumia a ele, ela e as telas de computadores.
O que era imprevisto virou realidade e ela, por sua vez, comia cultura fetichista em generosos pedaços através do que ele a indicava pra ler e por seus próprios instintos. Contou sobre vontades que teve, de desistências de pessoas as quais se relacionou e chegou ao ponto de dizer que este era um dos seus desejos escondidos.
Bendito segredo...
Pirou mais uma vez e blasfemou contra todos os analistas de sistemas por não terem inventado algo mais real dentro do mundo virtual.
Ela tinha que ser dele e ele queria se entregar a ela. Por completo, sem frações.
Fez as contas, calculou roteiros, reinventou dias de trabalho e descanso e plasmou um encontro a qualquer preço. Ela tinha duvidas. Sair da fantasia escrita e falada pelo telefone é complicado para uma mulher jovem e do interior. Brecou seu impulso e queria não querendo, se policiando, medindo, enquanto ele a queria de qualquer maneira.

Hoje ainda discutem formas e métodos que os aproxime. Ela já não faz tanta objeção assim de brincar com o novo, com o que já não é mais tão desconhecido assim. Ele elabora planos, pensa em largar tudo, noutras friamente percebe que o passo a ser dado além de definitivo tem que ser consciente.
São as melodias que a possibilidade do mundo virtual coloca na vida das pessoas e age como um vício, criando uma dependência muitas vezes cruel e desumana.
Mas há de chegar o dia em que ele a trará pra perto ou ficará bem longe, porém, muito próximo daquilo que ele sempre imaginou como ideal.

Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vox Populi


O universo fetichista é um segmento social. Uma cultura, ou sub-cultura, tanto faz.
E dentro deste segmento existe um tipo de casta que se movimenta e faz com que esta espécie de gueto tenha vida própria. As pessoas gastam com fetiches. Seja em sex shop, em assinatura de sites pela Internet, roupas, calçados e assessórios, a roda se move e se houvesse um levantamento alguns índices seriam consideráveis.
Como também seria importante levar em conta determinados aspectos dentro deste universo, como por exemplo, os fetiches mais populares. A idéia não seria excluir minorias, todos são participativos no cenário, mas entender como tudo se move num meio onde se coabita.
É inegável que algumas manifestações fetichistas significam uma preferência.
O fetiche por pés, por exemplo, é responsável pelo aparecimento de pessoas de fora do meio dentro desse mundo com freqüência. Mulheres que se especializam em construir espaços na rede dedicados a fotografia de seus pés surgem num cenário repleto de admiradores que passam a segui-las ampliando o planeta fetiche na rede.
No rastro dessas mulheres de pés bonitos e cuidados que postam suas fotos em blogs ou rede sociais, uma centena de adeptos curte todos os detalhes e chegam a opinar sobre o que deve aparecer na tela, criando um clima surreal, kafkiano, onde tudo é possível no campo virtual. Qual mulher não gosta de ter sua beleza cultuada por muitos, ainda que sejam apenas seus pés em total evidência?
Muito comum, o fetiche por pés chamado de podolatria é praticado entre casais ainda que fora do circuito de eventos e festas fetichistas. Os pés se tornam eróticos no momento que há a participação efetiva dos mesmos para criar a energia do sexo.
As moças sabem disso. Então se ocupam em cuidar do que desperta a atenção dos marmanjos.
Aí vale tatuagem bem colocada, unhas impecáveis e todos os cuidados que se deve ter. Entretanto, vale observar que nem todos os admiradores dos pés femininos comungam dum mesmo pensamento quando esse assunto está em pauta. Se o negócio aqui é quantificar os fetichistas atuantes deve ser considerada a galera que curte pés sujos, maltratados, com calosidades e com mau cheiro.
O fetiche é mesmo singular. E podolatria é um campo vasto que chega a ser inimaginável.
Querem exemplos? Mulheres que não são lésbicas e gostam de pés femininos. Elas assumem que vidram os olhos na rua diante de pés femininos bonitos. Algumas ficam só no olhar enquanto outras se arriscam em ter os sintomas da podolatria. Beijam, acariciam, mas não admitem ter relações sexuais com as donas dos pés. É possível isso? Elas garantem que sim.
Mas as moças não estão apenas interessadas em pés femininos.
Por isso, é bom os cidadãos colocarem suas barbas de molho para ir a uma podóloga e cuidar dos pés. As meninas andam assumindo que gostam de homens que se cuidam e passam a inverter os papeis admirando os pés masculinos. Fora do nicho fetichista, na parte do planeta que se chama de baunilha essa preferência sexual aumenta a cada dia e é fácil medir pelas interlocuções que tenho com certa freqüência através da net e de pessoas não fetichistas que acessam o blog.

Vários escritores há anos definem os pés como uma zona erógena do corpo humano, capaz de provocar uma atração muito forte quando parceiros se encontram para o sexo. Entretanto, para ser considerado de fato um fetiche, é necessária que esta atração se transforme numa espécie de vício, uma tara com a importância suficiente e fundamental para despertar a libido.
O tesão por pés pode aparecer noutras tendências fetichistas, como as dominantes e submissas. Nas dominantes o bondage surge como fator preponderante. Vários bondagistas se rendem a pés amarrados, indefesos. Nas

manifestações submissas o trampling é o principal elemento de interesse dos fetichistas.
Resumindo, a mulherada que esteja atenta, pois é hora de pegar os caras pelo pé, literalmente.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Fábrica Fetichista


Uma introdução, neste caso, é obrigatória.
Quem escreve essa história na íntegra é a Lilian Ferreira. Uma amiga de longa data que descreve os fetiches com conhecimento de causa e há tempos tem meu convite pra postar aqui. Detalhe: ela escreveu o enredo do filme The Resort.
Vale ficar atento ao que essa moça conta.

Por Lilian Ferreira

Well, como você sabe nobre amigo ACM eu e o fetiche temos um caso de contos e dúvidas.
Ler teu blog é uma terapia, adoro de paixão.
Daí nessas terras gaúchas vez por outra esbarro com falácias ilusionistas que nem sempre têm um tiquinho de essência verdadeira.
Mas pasme grande amigo, porque uma guria em quem não apostaria um cêntimo, me contou umas tantas que não podiam passar em branco. E, finalmente, driblando o atraso, trago pra ti e tua gente uma novidade contada por essa “não fetichista”, mas assumida por direto e fato.
Foi assim: entre namoro e união não demorou mais de seis meses. Ela logo descobriu o fascínio de seu marido por seus pés. Conta que lendo uma revista, a qual nem lembra o nome, achou uma matéria dedicada ao assunto. Encontrou nas páginas tudo que precisava saber para satisfazer seu amado.
Mesmo que a reportagem não trouxesse os toques básicos sobre o fetiche ela colheu uma idéia ampla e se pôs em campo elaborando um plano prático e simples de ter seu homem aos seus pés. Como foi? Ela quebrou o gelo, mandou a vergonha às favas e dialogou com ele até entender que o cheiro de seus pés suados era o sinal da magia.
Dito e feito: passou a fabricar chulé! Soa simples, engraçado e até irônico, mas ela montou uma fabriqueta para a produção de chulé de uma maneira fácil e direta.
Escolheu o calçado que mais lhe fazia suar os pés e com ele rumava todos os dias para o trabalho. Ela leciona, trabalha de pé, causa um calor intenso, abrasivo às vezes. Ao voltar para casa retirava os sapatos e com os pés ainda suados escolhia um segundo calçado, desta vez atraente, desses que cruzamos na vitrine e perdemos a noção do saldo do cartão... Ave!
O maridão ao chegar passava horas cheirando, beijando, lambendo e alisando seus pés.
Cumpriu a profecia... Não imaginem que ela deixou de lado os cuidados com seus pés, porque toda semana se postava diante da pedicure para deixar a casa em ordem.
E quando a coisa andava feia e um rosnava para o outro a guria tacava o pé na cara do marido e logo abafavam o caso. Desta forma vivem felizes. Sem traumas e realizados.
Ela garante que não há nada demais em se dedicar a realizar a fantasia do marido que julga inocente. O que a incomoda é o fato dele um dia perceber outros aromas além da porta de casa, mas esse drama está presente em qualquer união, casamento, o que for, com ou sem chulé.
O mais importante é que sua fábrica segue sua linha de produção com um gigantesco custo-benefício.
Aqui está meu nobre como querias. Feliz da vida por te atender e me realizar.
Beijos dos Pampas
Lilian

Portanto mulherada fica aqui uma dica da Lilian que como sempre consegue descrever com maestria absoluta os mínimos detalhes, de como fabricar o encanto de forma simples, mas capaz de virar a cabeça de seus parceiros desde que gostem é claro.
Caros amigos podólatras: anotem as dicas e mãos à obra.
Espalhem a notícia!
A fotografia acima é um presente da minha amiga MoRina da Flórida, USA.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agonias


Hello crazy people!
Alguém já viu um fetichista agoniado? Tipo prestes a explodir, remexendo os olhos, esfregando aos mãos, doido pra por em prática seus estranhos desejos diante de um fato?
Pra quem já viu vale o replay e quem nunca teve acesso a uma cena desse tipo não custa ficar antenado. Essa vem das alterosas, da doce BH.
O Mauro é um parceiro virtual. Podólatra de fato, de direito e com carteirinha no bolso.
Pouca gente sabe desse seu lado – digamos – exótico, e, por isso, me mandou essa mensagem que sem sombra de dúvida tinha que ser dividida com todos.
Quis o destino (e, neste caso, foi mesmo o destino) que o nosso amigo Mauro ao buscar uma grana extra no final do ano passado, fosse parar dentro de uma sapataria de um Shopping Center. Triste sina ou seria somente comparável a incrível fábula da Raposa tomando conta do galinheiro? Segundo conta, um amigo indicou uma loja que já havia fechado a cota e dali foi parar num lugar onde seus sonhos encontraram abrigo.
Em meio a histórias de risco e a realização do fetiche através de lascas inocentes aos olhos alheios, Mauro ficou até Fevereiro (eram três meses de contrato) e de lá trouxe casos incríveis.
Vou tentar resumir alguns.
Era instrução da gerencia a colaboração de todos visando o aumento das vendas e, por isso, os vendedores deveriam insistir junto às clientes mostrando as novidades e ofertas. Mauro não fugiu às regras e a cada pedido que recebia sobre determinado calçado, trazia pelo menos mais três ou quatro a reboque. “Era um tal de experimenta pra cá e pra lá que algumas vezes esquecia até onde estava” – Afirma.
Numa noite de correria uma mulher alta e magra chegou acompanhada do namorado (seria marido?). Mauro foi solícito e trouxe alguns pares de calçados para que a moça experimentasse. Ato contínuo agachou diante daquela mulher e ela prontamente esticou o pé em sua direção para que ele realizasse a troca.
“ACM, aquela não deu pra resistir. Ao retirar o sapato que ela usava o chulé alcançou as minhas narinas em questão de segundos. Os pés eram longos e os dedos compridos, na minha medida. Nem liguei para o cara que estava com ela. Ao retirar seu sapato usado alisei delicadamente à sola de seu pé, toquei sua pele suada o que me remeteu a uma imediata ereção.”
Imaginem os percalços de um fetichista em agonia...
Em meio a uma crise aguda de paudurescência, agachado diante da razão de seus desejos e encantado pelo aroma que lhe impedia de resistir. Um verdadeiro suplício de Tântalo vivido em pleno terceiro milênio numa sapataria dentro de uma metrópole.
Existem outros casos vividos em três meses com doses de humor e um quase desespero.
Da garota que não queria mais o sapato velho e ao pedir que Mauro desse fim ao calçado hoje se tornou um regalo em seu armário, a outra cliente que supostamente identificou seu fetiche e a todo o momento com um sorriso no rosto perguntava se o calçado lhe caía bem.
Mauro conta que durante os mais de noventa dias em que esteve na loja chegou ao cumulo de se masturbar duas vezes ao dia, uma antes de ir pra o trabalho com o claro intuito de acalmar os ânimos e outra em casa ao voltar do batente.

Claro que esse caso do Mauro não serve como exemplo. É apenas uma história comum em que o sujeito consegue um trabalho num local que lhe desperta outros interesses. Toda a agonia do Mauro por estar diante do objeto de seu fetiche não é diferente de tantos outros fetichistas que se deparam com seu fetiche predileto ao cruzar uma esquina.
Ceder ao tesão é humano, por isso existem casos em que é possível tirar proveito de determinadas situações, embora a maneira correta de lidar com o fetiche é trazer pra nossas vidas aquilo que nos dá prazer.
Não vale como critica ao Mauro, meu parceiro aqui do blog, mas somente a constatação de que o que é bom quando não fundamentado dura muito pouco.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Prisioneiro do Tempo


Por Marcelo V.

Tudo aconteceu há sete anos.
As conversas pela Internet tomavam quase todo o dia. Até o trabalho estava complicado (eu trabalho com eventos). E de tanto insistir ela me enviou o que eu mais queria: as fotografias dos seus pés.
Sou podólatra, mas um daqueles muito tímidos, capaz de arranjar mil desculpas quando passo na rua e não consigo desgrudar os olhos do que me atrai. Antes desse caso, vivi relacionamentos e fui incapaz de falar sobre meu fetiche. Quando achava que ia ser a hora tentava um beijinho aqui e outro ali e sempre as malditas cócegas pra atrapalhar. Aliás, cócegas e podólatras é um caso sério, porque quando você consegue chegar perto a mulher fala: “nem pensar em tocar no meu pé, eu morro de cócegas”.
Mas com ela foi diferente, e acredite, depois de falarmos pela Internet durante quase seis meses criei coragem pra confessar que morava na mesma cidade. Até o dia em que marcamos de nos encontrar.
Ela queria um relacionamento sério e eu queria os seus pés. Nem me importava com mais nada além disso, porque via a chance de pela primeira vez encontrar com alguém que sabia o que eu queria. E quando olhei pra aquela mulher de mais de um e setenta em cima de um salto que a deixava mais alta que eu quase tive um troço. Tremia mais que vara verde e ela notou minha timidez.
Em poucos dias estávamos namorando e por conta disso eu tinha a minha disposição aqueles pés tamanho trinta e oito (ou trinta e nove) prontinhos pra mim. Ela só usava salto alto o que aumentava o meu desejo consideravelmente. Passava o dia inteiro trabalhando numa empresa na Rua Uruguaiana e sempre que nos encontrávamos no final do dia desembrulhava seus pés de dentro do sapato e saciava seu cansaço com longos beijos e massagens.
Foram quatro anos vivendo a mais pura felicidade que até hoje pude experimentar.
Guardei todas as fotos, todas as meias que ela me presenteou depois de usadas, enfim, colecionei as coisas materiais e esqueci do mais importante: a continuidade da nossa relação.
Minha vida desregrada devido ao meu trabalho e o imediatismo dela foram às razões que fizeram com que nossos caminhos seguissem rumos diferentes. Ela nunca se importou em realizar meu fetiche, jamais questionou o que eu gostava e, talvez essa seja a razão de tanto arrependimento que carrego comigo.
Hoje ela está casada, tem uma filha, vive com alguém e nem sei se ainda lembra daqueles anos da mesma forma que eu. Será que conheceu outro sujeito que gostasse de pés?
Pode parecer dor de corno, mas isso ainda insiste em martelar minhas lembranças.
Nunca mais consegui viver meu fetiche como naqueles anos. Pode ser que hoje não me falte coragem de abordar alguma mulher e lhe confessar meus desejos, mas a sensação é de que alguma coisa ficou no passado e se perdeu pra sempre, porque sinto que jamais será a mesma coisa.
Sempre que leio seu blog ACM e presto atenção nos casos que descreve aqui me dá uma vontade enorme de falar sobre esse episódio. Então resolvi escrever. Já cheguei a pensar em buscar uma terapia, em fazer uma análise, mas tenho pra mim que o problema está muito mais ligado ao fetiche do que outra coisa.

Outros relacionamentos vieram e já beijei outros pés com muita dificuldade pela minha timidez, mas independente disso acho que aquela aventura fetichista ficará guardada pra sempre e tenho absoluta certeza de que será impossível esquecer ou viver alguma coisa parecida outra vez.
Abraços
Marcelo

(Minha opinião sobre a mensagem do Marcelo está no espaço de comentários a esta matéria)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dúvidas Fetichistas


Existem fetiches que despertam dúvidas. Há casos de tamanha duplicidade de uso e gosto que chega a causar espanto. Então peço aos amigos e amigas que me ajudem a resolver certas questões ditando as suas preferências.
Havaianas, as sandálias. Atende aos apelos dos podólatras e ao mesmo tempo atrai masoquistas que deliram ao levar chineladas com as legítimas. Tenho um amigo que admite a dor como seu único remédio. Agüenta até chinelada na cara. Passa horas a fio lambendo as sandálias usadas da parceira até sair à mancha. Outros, amantes dos pés por excelência e vocação, se derretem ao ver pés bem cuidados dentro de uma dessas maravilhas de borracha que tanto encanto produz.
Aliás, vale uma observação: podolatria é um fetiche tão extenso que fica difícil compor um painel que possa abranger as preferências de seus praticantes, tamanha a capacidade dos caras em produzir gostos raros e exóticos.
Bondage, indoor ou outdoor. Estes dois tipos de cenário numa trama bondagista dormem e acordam na cabeça dessa galera bronzeada que baba ao ver uma mulher amarrada. Os que gostam de cenas ao ar livre entre árvores, jardins ou até trilhos de trem preferem imagens outdoor. Gostam de assistir a vídeos de seqüestros imaginários e consentidos com garotas em apuros na mala do carro ou algo do gênero.
Trazem dentro da lembrança imagens de seriados policiais e de aventura que acabam traduzidos em suas práticas. Uma praia deserta desperta mil e uma idéias fáceis de decifrar.
Por outro lado, a turma que incorpora mobília, trajes fetichistas de couro e lindos lençóis de seda, não abre mão das imagens produzidas do lado de dentro. Ainda que as meninas usem biquínis estes bondagistas preferem ver suas musas envolvidas em tramas com um cenário interno. Deliram por mulheres amarradas envoltas em toalha de banho, lingerie ou prontas pra uma grande festa. Mas como diz um grande amigo, nada melhor que vê-la amarrada nua e de salto alto...
Ou ainda, como o vosso amigo escriba aqui, aqueles que ficam em cima do muro. Ora admiram cenas externas e outras vezes realizam-se com o bondage feito dentro de casa. Dúvida cruel...
Até o sadomasoquismo é passível de apresentar diferenças.
Parece simples e fácil, ou seja, aos olhos de quem assiste a conta fecha: um sádico e uma masoquista, ou vive e versa, seriam como a fome e a vontade de comer. Tudo se encaixa.
Mas existem as dúvidas. Sim e elas estão justamente nas preferências.
Conheço sádicos e sádicas que não suportam a submissão excessiva. Explico. Calma.
Os caras ou as moças descem a lenha e o masoquista fica inerte, nada sente e nada fala. Tenho uma amiga que diz: submisso que não sente a força da minha mão não serve. Decreta!
Só que isso não ocorre por vontade própria. É uma questão de ponto de saturação da dor. Alguns masoquistas têm orgulho disso. Como para todo chinelo velho existe um pé cansado, alguns sádicos ou sádicas preferem este tipo de masoquista. Exploram esta resistência e sentem prazer ao conseguir alcançar o limite de seus parceiros. Realizam-se ao chegar a este ponto.
Que fique claro, porém, que todos estes fenômenos ocorrem num universo fetichista, onde tudo deve seguir o principio consensual.

Quando um não quer dois não brigam e ponto.
Nenhum fetichista sai por aí com uma chibata na mão, ou uma corda, pronto pra saciar suas taras com quem assim não o deseja, ou não admite. Determinadas situações acontecem depois de muito diálogo e prévio consentimento.
É bom que fique claro, afinal, já basta o rótulo!
E se faltou alguma coisa, conto com a ajuda dos leitores e leitoras para buscarem mais dúvidas e ajudarem na construção deste espaço, no qual todo dia tenho orgulho de dar uma pequena contribuição.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Antibucetário


Dizem que é uma neurose.
Outros apostam em timidez, medo, traumas, coisas que as pessoas arrastam pela vida e eclode na idade adulta. É fundamental a exclusão dos homossexuais.
Estamos falando da famosa “xotofobia”, ou no popular “medo de buceta”.
Mas isso não é um fetiche. Claro que não, mas existem casos onde o fetiche também contribui. Quer um exemplo?
Manel é podólatra. Daqueles loucos, fascinados por pés. Detalhista, chega a ser uma mala sem alça de tanto procurar uma perfeição que só existe dentro de seu próprio pensamento.
Se diz incapaz de esconder seus desejos perante a parceira e não mede esforços ou conseqüências para chegar ao objetivo. A sua cena perfeita é quando sua parceira usa sapatos fechados durante todo o dia, e ao chegar em casa, nem ouse em descalçá-los, porque ele faz absoluta questão de guardar as meias de nylon usadas dentro de um pequeno saco plástico para conservar o aroma dos sapatos.
Depois de retirados os sapatos, Manel pede que ela coloque uma linda sandália de salto tipo agulha para começar qualquer relação. Exigente ao extremo gosta de repetir o ritual diariamente e se mostra egoísta, sempre, pois realiza sua fantasia sem dar qualquer chance a sua parceira de ser coadjuvante.
Ele explica: “não divido o sexo. Costumo realizar o fetiche de foot job, ou seja, transo com seus pés. Beijo, adoro, faço carícias e cheiro até atingir o gozo. Contra a minha vontade, admito ter relações sexuais com ela ao menos uma vez por semana, e assim mesmo de forma obrigatória. O formato e o cheiro da vagina me causam desconforto”.
Este fetichista, um nobre cidadão respeitável, é um antibucetário.
Não costumo julgar, acho que cada um tem direito a ter seus próprios devaneios. No caso do Manel fica nítido que a fantasia não é compartilhada, ele coloca as cartas na mesa e ela aceita o jogo ou não, pelo menos é o que fica evidente neste relato. Quando ele diz que “aceita ter relações sexuais uma vez na semana” deixa claro que a vagina passa ao largo de sua preferência.
E vai além. Não suporta a introdução de qualquer outra manifestação fetichista em suas brincadeiras. Cordas, algemas, velas ou trampling, nada disso faz parte de sua fantasia. Ele gosta do desenho dos pés, do tratamento que a mulher dispensa para deixá-los sempre a seu gosto e de calçados. Faz questão absoluta de escolher tudo que a sua parceira usa para colocar nos pés.
Vivendo e aprendendo.
O universo fetichista é acima de tudo surpreendente. Quando se supõe saber de todas as taras e manias novos desejos aparecem do nada. E o Manel não é o primeiro que me fala sobre isso.

Tive um amigo que contratava prostitutas para fazer dangling à sua frente. Dangling é o movimento que a mulher realiza calçando e descalçando os sapatos. Jamais admitiu que elas tirassem uma peça do vestuário e sequer tocava-lhes nos pés. A masturbação era farta, não era solitária, e as mulheres em poses pré-contratadas apenas lhe provocavam com o balanço dos sapatos.
Confesso que há certa incoerência nestes fatos porque a inclusão do sexo oposto funciona somente como um objeto, uma figura inanimada sem direito a participar. Imaginar que alguém concorde com tais atitudes é difícil, porém não é impossível, já que na vida desses fetichistas existe sempre uma parceira.
Sou um fetichista confesso e assumido, mas dentre todas as minhas manias e preferência o órgão sexual feminino é parte importante e, sem ele, o fetiche não teria o menor sentido, afinal, como bem se diz por aí, tudo tem que acabar de maneira que agrade a gregos e “troianas”.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Festa do Reco


Tinha tudo pra ser uma daquelas festas de jovens em busca de aventura.
Desculpa pra namorada, sexta-feira de lua cheia, calor e muita disposição. O Reco ia se mudar e armou uma social na casa vazia.
Bebidas rachadas, vinte e poucos anos, seis amigos e pelo menos dez garotas. Algumas conhecidas e outras recém chegadas. Musica boa rolando e muita adrenalina.
As pessoas foram “se achando” quando o álcool começou a fazer efeito. Me lembro que rolou até lança perfume. A luz era quase imperceptível já que por precaução tratamos de sumir com as poucas lâmpadas que restavam, e nesse vai e vem, embolado com alguém num solitário sofá que deixaram na casa porque já não suportaria o transporte, notei um camarada do meu lado esquerdo com os pés da garota enfiados dentro da boca.
Devido a pouca luz (quase um breu) era impossível ver quem era.
O cara lambia, cheirava, fazia miséria e ela chapada era só gargalhadas. Cócegas? Talvez.
Mas o fato é que fetiche naquele tempo (olha que estamos falando de oitenta e qualquer coisa) era assunto proibido. Gostar de fetiche era coisa de tarado, maníaco sexual e outros predicados. E o cidadão não estava nem aí pra qualquer um que desse de cara com aquilo.
Fiquei tão ligado na imagem que meu tesão se multiplicou. Seria algum instinto de voyeur correndo nas veias? Sei lá, mas que a visão de uma cena pouco comum provoca a libido eu não tenho dúvidas.
Pois com o fetiche rolando ao lado tratei de me embolar com a garota de forma voraz. Era um beijo aqui e o olho grudado ali. A mulher já estava totalmente entregue e eu me embalava a cada olhada no podólatra se esbaldando à minha esquerda. Era um olho no gato e outro no peixe, uma paulada aqui e uma olhada pra lá.
Quando o cara mudou de posição pude ter certeza de quem era. Um parceiro, amigão, que jamais tinha confessado sua preferência por pés.
Fiquei com a cena na cabeça e pensei: vou amarrar essa mulher!
Tirei o cadarço do tênis e ela me deu um fora. “Nada disso. Que porra é essa?”
Insisti mas no máximo só rolou amarrar um pulso. Ficou parecendo uma rabiola de pipa mal feita. Um lixo. Mas o circo estava armado e parti com tudo, mesmo que o bondage comparado a podolatria do meu amigo tivesse a marca da imperfeição.
A festa foi rolando e as horas passando até chegar à irmã do Reco e acabar a brincadeira.
Mas engana-se quem pensa que foi ela quem acabou com a festa.
O bafafá melou quando o Reco pegou o Sérgio comendo a irmã dele...
Nunca tive coragem de tocar no assunto com o meu amigo. Fingi que não vi e ele talvez nem estivesse interessado em saber se alguém tinha notado sua podolatria.
Os tempos eram outros e a cabeça também.
Valeu a festa e, principalmente a lembrança.
Tempos difíceis. Hoje seria mais fácil. Porém, vai saber?

Diana Vidal Week

Falei dessa musa aqui essa semana.
Mas esse é um daqueles casos em que falar é quase nada perto do que se pode ver.
A Diana deu um show nos ensaios desta semana do Bound Brazil.
Sente o olhar.
Sempre relembrando que neste mês de Novembro, quando o site completa dois anos, cada semana é dedicada a uma modelo em especial.
O vídeo de dez minutos é um colírio pra quem gosta de bondage e silver tape. Não custa lembrar que é um dos materiais utilizados para imobilização mais pedidos por bondagistas.
Junto, o site exibe um photoset com as melhores cenas.
Um prato cheio. Imperdível!

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Com os Olhos Grudados no Chão


O Fernando passava a vida assim: olhando pro chão.
Alguns transeuntes pensavam que ele estava sempre à procura de um objeto perdido, mas seus olhos eram guiados pelos pés das moças.
Pra arranjar namorada era um desafio. Quem achava que ele olhava para o rosto delas, os lábios, seios ou andava em busca de um corpo escultural quebrava a cara. Pra ser sua namorada tinha que ter os pés perfeitos, ou os que ele assim determinava.
Aos mais íntimos ele confessava, fazia comentários e queria opiniões. Mas como obter feedback se algumas pessoas nada entendiam?
Um dia ele namorou e se casou. Pra muitos um fato normal, pra mim que o conhecia muito bem entendi que os pés daquela mulher resumiram a sua procura. Estava apaixonado por aqueles dez dedos.
Passou um tempo que não nos vimos. Casei também, na época, e a luta pela sobrevivência absorvia meus dias e noites de tal forma que os amigos foram ficando pra trás e sumindo aos poucos. Um dia cruzei com o Fernando no Centro. Marcamos de almoçar e pôr o papo em dia. O almoço durango, num daqueles restaurantes especializados em galeto servido no balcão que aqui no Rio se chama de “bunda de fora”, Fernando desandou a falar da mulher, de tudo que sentia por ela e como era de costume, reclamou da falta de grana. Nada anormal para dois jovens com vinte e poucos anos e a vida por ganhar.
Mas seu lamento tinha um sentido. E tanto.
O cara me falou que cerca de trinta por cento do salário, que não era lá essas coisas, gastava com a contratação de garotas de programa que iam até sua casa, de forma discreta, e lá participavam das fantasias que mantinha com a esposa. “ACM, eu não toco nas mulheres e tão pouco minha mulher. Elas só beijam os pés da minha esposa para que eu assista”.
Embora fossemos fetichistas assumidos, a princípio estranhei o fato, não pela realização da fantasia sexual em si, mas pelo comprometimento de suas receitas.
Normalmente este tipo de comportamento é comum em pessoas com maior poder aquisitivo, que podem tirar generosas lascas de seu soldo para essa brincadeira. Mas o cara estava na batalha, tentando construir uma vida a dois, o que fazia contraste com tamanho desperdício.
Os argumentos do sujeito eram firmes. Mostravam segurança e, principalmente, dependência total e absoluta.
“Cara, chego ao ponto de exigir que elas venham de sapatos fechados para que minha mulher não tenha ciúmes. Nunca me passou pela cabeça utilizar qualquer dessas garotas de forma solitária e por isso conto com o apoio da minha esposa.”
Fernando continuava com suas histórias e eu engolia a comida acompanhada da surpresa. Ficava boquiaberto com os conceitos do cara que fazia questão de admitir que outros vinte por cento do que ganhava era deixado em lojas de calçados, porque quase toda semana comprava sapatos para a mulher.
Durante um bom tempo mantivemos contato. Fernando atravessou momentos terríveis de falta de grana. Atrasava aluguel, corria atrás de bicos pra garantir as contas, mas não desistia de suas aventuras. Nunca perguntei a ela o que pensava disso tudo. Nunca houve intimidade pra tanto e eu a conhecia pouco.
Escrevi sobre o Fernando hoje porque me lembrei de fatos antigos. Tem uns quinze anos que não o vejo, mas soube que hoje ele é proprietário de uma casa de festas infantis e vive bem. Continua casado com a mesma mulher e deve ser feliz.

O Fernando, o Bacalha para os íntimos, apostou e se deu bem. Jamais abriu mão de suas fantasias, mas correu riscos. Sei que hoje ele tem uma filha, já tentei de todas as formas fazer contato e quem sabe através da matéria de hoje, de uma maneira ou de outra, isso chegue ao seu conhecimento. Se servir, marquei um golaço, caso contrário, fica aqui o registro, a lembrança e o fetiche.
Eta saudosismo que mata!
Quer saber? Embora não me considere um podólatra, também adoro ver mulher beijando o pé da outra.

Só não sei se apostaria tanto...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Conhecendo o Fetiche


Uma amiga que não havia tido contato com qualquer fetiche até ler o blog comentou: “outro dia num bar notei que um cara estava de olhos grudados nos meus pés. Calçava uma sandália que deixava meus pés a mostra. Confesso que deu constrangimento ao ver que o olhar do sujeito era direto, sem disfarces. Desculpa, mas achei que muitas dessas matérias fossem um delírio”.
Pois é, minha amiga perdeu a chance de levar o cidadão a loucura.
Claro, se ela tivesse interesse na pessoa que não tirava os olhos de seus pés e conhecendo os truques fetichistas, poderia começar um “dangling”, aquele movimento que as mulheres fazem colocando e tirando o calçado, ou de repente, bolaria algumas poses salientes balançando os pés até que o nobre podólatra perdesse a linha.
Como diz a canção, todo fetichista vai onde seu objeto do desejo está.
Mas pra que isso tenha sentido, duas coisas são importantes. A suposta parceira gostar da idéia de ter um fetichista a seus pés, nesse caso, literalmente, e que ela conheça o assunto.
Se existir essa química é partir para o abraço, mas nem sempre é assim e muitas vezes esse caminho é de pedras que se deve montar até alcançar o destino.
E se por acaso ela não quiser entender um fetichista sinto dizer, mas pior pra ela.
Tenho que concordar que alguns fetichistas tornam-se tão intensos que fica difícil haver um relacionamento com alguém que apenas deseja entrar na festa, realizar os desejos secretos da pessoa que gosta, sem ter a obrigação de pertencer a esse universo.
Já vi tanta gente mudar de opinião nesse mundo que falando ninguém acredita. Mulheres que hoje amam ter seus pés adorados por seus parceiros e que antes não davam à mínima nem para os cuidados que os pés exigem, e outras que não vêem nada de mal em usar cordas ou velas em suas relações. Só que essa intensidade deve ser moderada, sem exagero ou excessos, evitando o desgaste fatal que levará a relação a um ponto insuportável.
O fetichista deve preservar a sua conduta, deve ser moderado ao expor suas vontades a quem está apenas pisando em casca de ovos num mundo que jamais imaginou pertencer.
Saber começar, ter sabedoria para conduzir evitando o fracasso.
Costumo dizer que para o fetichista ter sucesso em sua busca é preciso se conformar em estar obrigado a dar “duas cantadas”. A primeira com o claro intuito de conseguir a mulher que deseja e a segunda na hora de falar de suas fantasias.
Portanto, prepare a saliva porque esse disco não muda. A música é a mesma desde que o mundo é mundo e quem não quiser se arriscar que procure nem tentar, porque o caminho é árduo e penoso brother!
Vale uma dica?
Bom, não precisa ser o mestre dos mestres, mostrar-se conhecedor de tudo que rola do lado de cá da linha. O boi da bunda branca normalmente se estrepa, se acha acima do bem e do mal e acaba passando a impressão de que sabe tudo, e ser o dono da verdade às vezes atrapalha.
Humildade pra reconhecer que sempre é bom aprender um pouco mais. É um bom começo.

Ter firmeza de propósito ao defender o que te faz sentir bem e comer pelas beiradas, mostrando o lado bom da coisa construindo uma relação fetichista nova, sem vícios do passado, principalmente para não deixar a impressão de que algum dia qualquer foi melhor do que hoje.
Cada caso é um caso e o que foi bom antes tem grandes chances de ser melhor ainda agora.
Não reconstrua, apenas construa.
Faça a parceira conhecer o fetiche, mas não se esqueça de que você está conhecendo junto com ela, porque por mais que tenha experimentado de tudo, com ela será apenas pela primeira vez.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os Pés da Yanne


Toda história tem seu herói ou heroína e com o fetiche não podia ser diferente.
No fetiche por pés, a podolatria, várias musas têm lugar cativo na idolatria dos fetichistas que babam por pés que com a sua magia encantam esses seguidores.
Diversas musas espalham fotografia dos pés pela rede, isso já foi dito aqui dezenas de vezes, mas existem as campeãs de audiência, aquelas que criaram um mural pra deixar claro que seus pés são motivo de adoração para um segmento que a cada dia que passa cresce mais e mais.
Uma dessas Deusas, a Yanne, (Miss Feet Brasil 2008), não deixa por menos e seja no site ou em seu blog, faz jus ao titulo e posta gratuitamente belíssimas fotografias de suas armas poderosas.
Com a palavra essa menina e suas descobertas:

Tudo começou em agosto de 2007, quando eu fui com minha família e uma amiga passear na chácara do meu tio. Era um lindo e ensolarado dia, muito divertido! Eu e minha amiga resolvemos subir nas ameixeiras para comer ameixas recém tiradas da árvore (hum, estava uma delicia... rs). Foi quando eu disse para a minha amiga tirar uma foto minha sentada na árvore e outra só dos meus pés, para destacar a tatuagem.
Ela tirou as fotos e me mostrou. Eu peguei a câmera digital e guardei, ficando nela apenas uma foto dos meus pés! A intenção era colocar no meu orkut pessoal apenas para mostrar a tatuagem. Até aquele momento eu não sabia sobre fetiche por pés e sequer tinha a noção que iriam reparar em meu álbum e fazer tantos comentários, fazendo uma verdadeira revolução na minha vida.
Coloquei a foto no meu orkut pessoal, com a seguinte legenda: “Eu amo minha Tatoo” .
Então comecei a receber recados de pessoas que eu nem conhecia. Eu não entendia porque as pessoas entravam ali para elogiar meus pés. Alguns iam além, pedindo para eu colocar mais fotos, pedi
ndo msn e tal...Confesso que tudo aquilo era muito estranho para mim, mas ao mesmo tempo que era engraçado era interessante.
Não sei ao certo como as pessoas me encontravam. Acredito que seja pelo fato de fazer parte de uma comunidade, de quem tem tatuagem no pé. Foi então que comecei a me interagir no assunto, pesquisando e lendo artigos em sites e comunidades, e ao mesmo tempo descobrindo que tudo aquilo fazia parte do meu mundo, que naquele momento nascia um despertar para esse fetiche o qual então eu ainda não havia nem ouvido falar, mas de certa forma me despertava!
Posso garantir que sempre cuidei dos meus pés, fazendo as unhas toda semana, pois tenho comigo o seguinte lema: pés, mãos e cabelos são os cartões de visita de uma pessoa.
Com tudo isso, fiz diversas amizades virtuais, com meninas que também tinham fotos dos pés e elas, além disso, já tinham a sua página no Orkut voltada para a Podolatria. E eu até então tinha apenas uma foto dos meus pés no meu perfil pessoal! Foi aí que decidi também criar o meu espaço e dar vida a “Yanne”. Criei o perfil no dia 11 de outubro de 2007, com um espaço voltado somente ao fetiche.

Fui evoluindo o orkut, fazendo amizades novas e ganhando vários fãs, colocando fotos e mais fotos, até que nasceu a idéia de criar o site e ultrapassar as fronteiras do Orkut, para que todos possam conhecer meus pezinhos e interagir comigo. Certamente muitas pessoas irão se identificar com o conteúdo desse site e poderão descobrir o quanto a podolatria é normal e prazerosa. Afirmo com todas as letras que “Yanne” não é um personagem, e sim algo que dentro de mim ainda estava quieto, guardado, esperando despertar e despertou na melhor hora e fase da minha vida!
Acredito que tudo tem seu tempo...


Para fazer perguntas a Yanne e visitar sua página acesse: http://www.yannefeet.com

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quem dá mais?


Senhores podólatras, façam seus lances.
O que vai a leilão talvez justifique a sua sagacidade.
Não é novidade por aqui, algumas meninas fazem esse tipo de oferta pela Internet e nos Estados Unidos as grandes musas da cena fetichista utilizam objetos pessoais para leiloar aos seus fãs.
Tal e qual o fetiche de Burusera no Japão, a Rainha Scarlet resolveu dar aos podólatras a chance única de conquistar o direito de adquirir suas meias usadas por três dias. Ela posta um vídeo mostrando aos interessados o objeto do desejo, ou da cobiça, e quem sabe do prazer.
Basta enviar um email para a Scarlet (o endereço eletrônico está no final do artigo de hoje) e fazer o lance.
Claro que essas meias dessa linda rainha atende aos anseios dos adoradores de pés com tesão por odores de pés femininos, afinal Scarlet tira o sapato e a meia como pode ser comprovado através do pequeno clipe que dá veracidade ao leilão.
Brother, a coisa estava feia mesmo... No bom sentido, é lógico!
Então façam suas ofertas aqui: domme.scarlet@gmail.com

Boa sorte!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Beijo no Pé


Esse não é mais um artigo sobre podolatria.
A idéia é falar sobre um simples beijo no pé.
Pode começar por lá, parar por ali ou ir adiante. Isso depende da vontade de cada um.
Pra mim as coisas podem começar por um beijo no pé, pra muitos, porém, pode ser o fim da linha, pode ser o ponto limítrofe onde tudo acontece e nada mais.
Quem nunca quis dar um beijo num pé? Quem jamais ganhou um beijo no pé?
Beija-se os pés por devoção, por submissão, por dominação ou apenas por tesão.
O encanto começa (ou termina) nos pés. Nada mais arcaico que repetir que a beleza de uma mulher começa pelos pés. Muita gente afirma, debate, poucos rebatem e alguns se calam.
Já ouvi cosias assim: “porra, vai beijar meus pés e depois me beijar a boca? Que nojo!”.
Cacete, será possível ter nojo dos próprios pés? É, vá lá que eu não esteja pensando em alguém que tem conhecimento total da falta de conservação de partes do próprio corpo...
Vai saber!
Tem fetichista que é categórico: “todo podólatra é chato!”. Pronto, dada a sentença, todo podólatra é pegajoso, inconseqüente, e coisa e tal. Mas será que este mesmo fetichista não parou pra pensar que um podólatra pode também dizer que todo dominador é um saco, que todo submisso é insuportável? Embora eu não ache nem isso ou aquilo, está no direito dele, é o tesão dele, a opinião dele.
Portanto, é hora de saber conviver com os pés e quem paga pau pra eles.
Conheço um monte de podo dominadores. O Fetlife está lotado de artistas que não abrem mão de amarrar dedões, de combinar sapatos, sandálias, ter opinião sobre a posição em que os pés devem estar amarrados numa cena de bondage em hogtie.
Eu me rendo, sou um deles.
Então, se eu posso amarrar uma mulher e colocar os pés da dita cuja na posição que eu quero, porque o podólatra não tem o direito de gostar deles sem cordas ou algemas?
Vou mais além: acho uma loucura ver uma mulher beijando os pés de outra. Duvida? Bom, devem existir uns vinte vídeos deste tipo entre os oitenta e sete que figuram nos arquivos do Bound Brazil.
E hoje tem mais um pra galeria.
Só que esse tem uma diferença: vai um pouco além do conceito de podolatria. Tem a minha marca registrada. Criação e realização. Apenas não filmei, esse papo é com a Lucia Sanny, mas sou o pai da criança.
Esse vídeo, com o nome de “Bondage & Romance”, tem no enredo aquilo que eu considero a cena perfeita em se tratando de podo. O beijo no pé que marca o inicio da trama termina da maneira que eu imagino como deve ser.

Modéstia a parte, as meninas (Daphne e Anna) fizeram como manda o figurino, entenderam a mensagem e tiveram a leitura exata.
Resumo da ópera: o beijo no pé é a armadilha perfeita que conduz a insanidade do desejo ardente. Soa bem. Concordo.
Então meninas é hora de caprichar, cuidar de cada detalhe com a plena consciência de que você está pisando numa arma poderosa, capaz de mover montanhas de gelo em corações ansiosos.



Um conselho final: deixe que ele tire o seu sapato.
O resto com certeza será uma festa, inesquecível.

Um bom fim de semana a todos!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fair Play


O fetiche é muito particular, mas existem caminhos difíceis de entender ou imaginar.
Por exemplo, as meninas que durante cenas fetichistas gostam de praticar com outras meninas, porém não se consideram lésbicas.
A razão para não se acharem lésbicas vem do fato de não gostarem de sexo com outras garotas, o único contato se dá em práticas fetichistas. A podolatria ente mulheres está entre as preferidas, mas existem as dominadoras que adoram humilhar submissas.
Há explicação lógica?
Pra saber essa resposta só dando a palavra a essas mulheres e suas fantasias.
Desde que haja jogo limpo creio toda e qualquer prática fetichista é aceitável. É o caso de uma amiga que tem verdadeira loucura e adoração por pés femininos. Uma autêntica podólatra.
Coleciona fotografias dos pés das amigas e freqüenta os mesmos espaços destinados aos homens com essa tendência. Tem preferência por determinados calçados e arrisca passos para praticar uma podolatria totalmente submissa.
Do outro lado da linha, uma dominadora convive com o sonho de submeter um casal aos seus caprichos. Ela não aceita a mulher submissa sozinha para uma cena, afirma que deve vir acompanhada e seu parceiro que será obrigado a assistir sua mulher em dolorosos castigos. Mas pasmem, porque ela deseja a presença masculina somente como voyeur e veta qualquer participação do submisso na cena, a qual deseja que seja apenas com a mulher.
Cabeça de fetichista é terra que ninguém se atreve a descobrir...
Poderia citar aqui vários exemplos, afinal a convivência traz o conhecimento necessário que acaba servindo de base para falar desse assunto.
Os homens na esmagadora maioria são loucos por cenas onde duas mulheres se beijam e se tocam até o orgasmo, até os que se dizem não fetichistas, embora achem estimulante quando elas utilizam brinquedinhos que vedem nos sex shops. Foi-se o tempo em que essas lojinhas eram uma parada obrigatória apenas para o público fetichista.
Ainda que alguns considerem uma perversão duas mulheres numa cena BDSM, vale o ingresso ver duas fêmeas em pleno exercício de realização de seus desejos. Por que não?

Depoimento:

“Não sei de onde veio e nem me lembro muito bem como começou. Acho que vinha de uma festa e uma amiga resolveu descansar os pés cansados no meu colo.
Comecei com algumas carícias e me senti bem. Nesse momento me deu muita vontade de beijar-lhes os pés. A cor do esmalte, a perfeição das unhas bem feitas, alguma coisa me levou a fazer o que fiz.
Ficou nisso e não fui além, porque não me interessava outra situação que não fosse aqueles belos pés no meu colo. Desde esse dia passei a gostar dos pés femininos e encontro nisso um estimulo, embora jamais tenha tido desejo de ter algo a mais que os beijos nos pés.
Nunca procurei explicação lógica. Tenho esse desejo e é o que me basta.”

terça-feira, 16 de março de 2010

Fetiches: como disfarçar?


Ontem, numa conversa super agradável com um velho conhecido fetichista, surgiram grandes gargalhadas quando abordamos um assunto pra lá de interessante: a famosa “bandeira”.
O que é “dar bandeira”?
Em meio a um punhado de definições, escolhi uma tremenda bandeira daquelas quase impossíveis de disfarçar. Digo quase, sempre acreditando que pra tudo existe uma solução, ainda que tardia.
Vamos lá. O cara é podólatra, daqueles que não resistem a uma cena involuntária de dangling ou sentar ao lado de uma mulher de pernas cruzadas calçando uma linda sandália num coletivo. Tudo isso acontece e o “cara de pau” está fingindo ler um jornal e ao se distrair a perna relaxa e encosta “acidentalmente” nos pés da passageira ao seu lado.
De tanto ter os olhos grudados ao entra e sai do sapato fechado nos pés a sua frente, ao mesmo tempo esbarrando a perna nos pés de sua vizinha de banco, a inevitável excitação ganha corpo e, ato continuo, surge a ereção.
É chegada a hora do disfarce, da dissimulação descarada. Pegar a mochila ou a pasta de documentos para colocar sobre o colo evitando que a ereção tome corpo e fique aparente.
Assim como esse exemplo de um amigo louco por pés, outros casos chamam a atenção pela criatividade na hora de evitar que alguém descubra o tesão iminente.
O convicto bondagista alucinado por cenas tipo Damsels in Distress se acomoda no cinema ao lado da namorada que ainda não tem total conhecimento de seus desejos. A mulher inocente, recém apresentada ao fetiche, imagina cenas entre ambos envoltos em lençóis de cetim, lingerie no corpo esbelto e cordas macias.
De repente, numa cena de pavor na parte final do filme, a protagonista aparece amarrada num local imundo, tipo armazém abandonado. Cercada de poeira, presa por cordas velhas e esfarrapadas de sisal com um pedaço de pano de uma camiseta velha por dentro da boca. A heroína do filme está prestes a sofrer conseqüências inimagináveis e nesse momento a namorada nervosa, rezando para que alguém apareça em socorro da atriz, coloca as mãos nas pernas de seu parceiro e descobre que ele está com a atenção voltada para a tela e se encontra em crise total de paudurecencia aguda.
Que bandeira Mané! Como sair dessa?
Até explicar que focinho de porco não é tomada lá se foi à melhor parte do filme. O tempo fecha e ela já não sabe se está ao lado de um cara com um fetiche gostoso de praticar, ou de um psicopata alucinado que obtém prazer ao ver uma mulher em perigo num filme de ação e suspense.
Prepare a saliva, porque a tarefa será das mais ingratas a ser concluída.
Por mais que eu diga aqui que o melhor é abrir o jogo e contar tudo sobre seu fetiche à sua parceira, nem sempre a banda toca nesse ritmo e abrir o jogo demais pode dar zebra.
Melhor ir falando aos poucos e torcer pra não acontecer um fato que estrague a ordem que você elaborou na cabeça.

Como diz meu amigão Vagalume: chegar diante de uma mulher e dizer que gosta de chulé é agressivo pra cacete, embora um dia ela venha a descobrir.
Mas como quem está na chuva está arriscado a se molhar, a coisa certa a fazer é viver o fetiche da maneira que for possível, e assim como os caras na escola jogavam a caneta no chão pra ver as calcinhas das mulheres subindo as escadas, porque não perdoar um podólatra que atira um objeto ao lado dos pés de uma mulher pra ver de perto tudo que lhe faz bem?
Toda manifestação fetichista deve ser preservada, jamais condenada.
Impossível imaginar que alguém torça o nariz a um homem que fique excitado com uma cena de um filme no cinema e achar graça dos caras que tiram sarro em ônibus lotado.
Tente disfarçar, mas se não der jeito, empunhe a bandeira e saia por aí feliz, afinal ficar excitado faz muito bem à saúde.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Podolatria: pés limpos ou sujos?


O fetiche fica legal quando existe algum ponto de discordância e uma discussão sadia anima o papo e, por conseqüência o ambiente.
Agora há pouco estava preparando a programação do site Bound Brazil para o mês de Fevereiro com o Carlos e o Ynno, quando algumas cenas de podolatria contidas num vídeo deste mês vieram a baila. E por quê? Simples, algumas modelos reclamam com outras na hora de gravar certas cenas beijando os pés quando as colegas não os têm limpos.
Vá lá que entre modelos que estão fantasiando a realidade fetichista num vídeo esta reclamação tenha procedência, mas se levarmos esse assunto pra dentro de uma roda de podólatras a coisa esquenta mais que azeite em frigideira.
A questão ultrapassa a linha de discussão entre dois pontos como é titulo da matéria.
Vou dar um exemplo: a garota chegou para gravar um vídeo, sabia do enredo, estudou o script, entendia que em determinado momento seus pés seriam beijados pela parceira. No entanto, veio calçando um tênis All Star e quando os retirou para a gravação, seus pés apareceram limpos, sem nenhum traço de sujeira aparente. Mas o cheirinho...
E qual seria a real diferença entre um pé limpo e um pé sujo para um podólatra?
A simples aparência suja ou limpa?
Para o Carlos que é fetichista, mas não é podólatra, o pé limpo significa a somatória da limpeza aparente com a falta de odor.
Para o Ynno a simples constatação visual de limpeza é suficiente para o pé estar limpo. Então, neste caso, o odor nada teria a ver com pés sujos ou limpos.
Na verdade, esse assunto deveria contar com a participação de podólatras que engrandeceriam o debate e acabariam com as dúvidas. Porque quando se fala de adoradores de pés que gostam de pés limpos ou sujos o que se imagina é exatamente a definição do Ynno, ou seja, a limpeza sem sujeira aparente.
Pensando em obter esse feedback, a primeira enquete de 2010 toca nesse ponto e aponta três opções possíveis para votar:
Pés limpos com odor, sem odor ou sujos.
Peço a todos os amigos e amigas que tirem essa dúvida e também contribuam com a opinião pessoal, sendo ou não podólatra, assim como nós fizemos hoje.

AS MELHORES DE 2009

Seguindo a cartilha, posto mais uma matéria muito lida e solicitada no ano passado.
“O dia em que virei suco”, conta sem segredos uma história real e hilária vivida há muito tempo atrás.

Na verdade todo mundo gosta de falar de coisas que deram certo e ninguém sai por aí falando de micos, de vaciladas, derrotas, coisas assim. Pois chegou a hora de revelar as famosas roubadas. Era uma morena daquelas que ninguém desvia o olhar. De babar mesmo. Eu, com meus vinte e um aninhos nas costas, um humilde discotecário (na época DJ era discotecário mesmo!) da casa noturna que ela era habituè, mantinha o olhar vidrado naquela Deusa e já a havia comido durante o banho várias vezes ininterruptas. Era muita bronha, dia após dia sem a menor cerimônia. Leia mais...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Com o Pé Direito


Essa é pra começar o ano de bom humor.
Segundo um amigo doidão de jogar pedra essa história aconteceu de verdade, mas como prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém, em minha opinião esse relato é tão verdadeiro quanto nota de duzentos reais.
Vamos aos fatos.
O cara chegou à praia de Copacabana encharcado de álcool por volta de onze da noite para o Réveillon. Veio de táxi (a lei seca ta pegando!). Havia marcado com um grupo de amigos antes de começar a biritar, mas já não se lembrava do local exato.
Bebado que chega é foda mesmo! O cara sai abraçando todo mundo, deseja feliz ano novo ao primeiro cachorro que encontra pela rua e em poucos minutos está tão intimo que já se sente em família em meio a um grupo de pessoas que acabou de conhecer. Convida a mulher dos outros pra dançar esbanjando alegria e um entusiasmo incomum.
E foi nessa balada totalmente distante dos amigos que já não o esperavam, que conta feliz como sua aventura teve inicio.
Após derramar uma garrafa de champanhe goela abaixo, viu-se entre beijos e abraços com uma mulher morena com quem trocou confraternizações na virada.
Levado a um apartamento na mesma Copacabana as tantas da madrugada, não pestanejou em realizar seu maior sonho de consumo: podolatria.
Pois é, uma prova inconteste de que o furor fetichista nem mesmo um porre é capaz de apagar...
E num quarto iluminado apenas por um abajur em seus últimos suspiros, ele foi tirando cada peça de roupa da nova namorada até se deparar com um par de tênis brancos. Desatou os nós com cuidado e já tendo flashes de sã consciência, avançou sobre as solas sujas dos pés cansados e suados da morena jogada na cama. A pouca luz não lhe dava uma exata noção do tamanho da sujeira concentrada naqueles belos pés, mas o forte odor que parecia oriundo de um saco de biscoitos Fofura, sabor queijo, não lhe deixava nenhuma dúvida: era pegar ou largar. Tal e qual um bravo guerreiro ele não abandonou a luta e caiu dentro mesmo assim, embora seu desejo podólatra nada tenha a ver com chulé.
A mulher não estava dando à mínima e gostava das caricias que ele lhe brindava.
Mas o forte cheiro que o incomodava misturado a toda a quantidade de bebida que seu estomago havia absorvido por horas a fio, fizeram nosso herói ter um enjôo tão devastador que terminou num vomito incontrolável no chão de carpete. Aí o que já era ruim ficou terrível e meu grande amigo viu sua genitália broxar sem piedade.

Aquela morena bem que tentou levá-lo de volta à cena por umas três vezes numa última cartada, porém, tendo conhecimento dos desejos fetichistas do sujeito insistia em esfregar-lhe os pés entre a boca e o nariz. Daí o que vinha era uma golfada após a outra e meu amigo já implorava por um chuveiro e umas boas horas de sono.
Não sei o desfecho dessa história, se ele conseguiu terminar o que começou ou se depois de um merecido descanso e uns três envelopes de sonrisal as coisas se acalmaram. Também duvido que ele se lembre de tantos detalhes devido ao estado etílico, mas ele jura que tudo isso não foi um delírio e promete algo tipo cenas dos próximos capítulos que virão durante o verão.
É esperar pra ver...
Na verdade cada um tem sua visão de como começar o ano novo com o pé direito, e meu grande amigo Marcos como um bom podólatra teve a sua chance. Basta aparar algumas arestas e conseguir uma continuidade de preferência com a cara limpa.
Feliz ano novo pra você brother!