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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Bound Brazil 2012


Após três anos de atividades o site Bound Brazil segue mostrando as meninas brasileiras e o fetiche de bondage.
No mês de janeiro tem muita novidade e alguns retornos que fizeram muita falta por essas bandas.
Pra celebrar, uma pequena amostra do que vem por aí nas próximas semanas.





terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sobre Tijolos e Muros


Se existe um desafio na vida ele está intrínseco no significado de maturidade.
Não é fácil se achar maduro, quase completo. O ser humano está sempre em evolução e por mais que insista em se achar próximo a perfeição de si mesmo ainda existe caminhos a percorrer.
Ser fetichista e estar na plenitude do seu próprio desejo não é motivo de se achar intocável, pelo contrário, é razão de preocupação porque a responsabilidade se multiplica. Quando resolvi escrever e publicar um blog não tinha tanta certeza de que após mais de três anos ainda estaria desenhando linhas e idéias por aqui. A continuidade é algo inacessível quando se começa um projeto, isso é fato. Entretanto, a força de vontade de postar ainda é latente e não fujo a luta, por nada. Entregar pontos e encerrar disputas não faz parte dos meus planos.
É como uma construção. Tudo começa com tijolos e um muro.
Costumo dizer que o final do ano quando se aproxima exibe ares de reflexão. Daí me lembro de um desafio ainda maior que foi e tem sido o site Bound Brazil. Um sonho de muitos que gostam de bondage por aqui e que tomei a frente e decidi empreender. Muito se disse e muito se diz a esse respeito, mas nada é fácil. Competir é duro, porque lá fora isso existe faz muito tempo, a mentalidade é outra e os recursos tecnológicos estão sempre avançados.
E por que não tentar?
Essa semana algo estranho me surpreendeu. Na verdade, não foi tão surpreendente assim, pois o trabalho do site por mil razões andou comprometido nos últimos dois meses. Tive que fazer ginástica pra não sucumbir, por isso vale uma reflexão pública e divisível.
Foi complicado ficar sem algumas pessoas que sempre me ajudaram nessa luta. Porque você pode até ser o pai da idéia, mas jamais pode imaginar fazer tudo sozinho. Não fosse a determinação minha e do Ynno hoje o site seria uma lenda contada num bar escuro por dois caras bêbados num fim de noite fetichista.
Lá fora o baque não foi sentido. O site continuou estável, sem problemas aparentes. Mas aqui, onde a compreensão deveria ser regra pra quem sempre aspirou ter um portal que falasse seu idioma com meninas tão brasileiras quanto todas as nossas aspirações houve piração. Mensagens que chegaram de pessoas amigas, queridas de fato, reclamando com veemência e dedo em riste. Analisando um fato sem base, decretando um final de véspera e apregoando um caos evidente. Doeu fundo, mas a ferida tem cura.
E a cura está na continuidade, na renovação e na própria persistência. O site volta ao normal essa semana e encerra o ano com gana de vencer o próximo. Pessoas que fizeram falta estão de volta, entenderam o que passou e hoje me fizeram muito feliz por conta disso. Não tiro a razão dos amigos que me magoaram com críticas porque elas são legitimas, apenas a forma e a desconfiança soaram exageradas. A eles e a todos que assinam o site posto de forma clara e pública meu pedido de desculpas.
Entretanto, deixo registrado meu desapontamento pelo fato de não terem encampado o espírito que se fez necessário na hora de maior dificuldade desde que o site apareceu nas telas. Porque quando eu mais precisei de apoio ele não veio. Mas carreguei os tijolos e o muro não ruiu.

Então eu continuo pensando de forma positiva e acredito sempre que amanha será melhor do que hoje. Não fosse assim, o que foi construído até os dias de hoje seria em vão. Se o numero de assinantes brazucas nunca passou de dez por cento do total de vendas mensais do site não me queixo, é cultural, sabia que seria dessa forma. Porém, toda opinião é válida, não importa se ela vem de duas ou de três pessoas, desde que seja possível enxergar o grau de importância quando ela se manifesta.
E o melhor é ter a certeza de que tudo está de volta a normalidade.

Vamos em frente!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lendas Urbanas


Dizem por aí que um assunto quando é muito difundido, que passa de mão em mão através de emails ou simples informação é chamado de lenda urbana. Pois se trouxermos alguns fatos que freqüentam a comunidade fetichista – ainda que cibernética em 70% de seu total – certamente teremos as nossas lendas fetichistas urbanas.
É o sujeito que disse que aquela fulana não se acertou com cicrano por essas e por outras e uma penca de fatos comuns, que por conseqüência, acabam se tornando parte de imensos desafios. Digo desafios porque as pessoas normalmente pagam pra ver, analisam tais fatos em detalhes e terminam por comparar determinadas situações que nem sempre fazem parte de um mesmo enredo.
Porque se existem as tais lendas urbanas elas são criadas por nós e num universo de pouca penetração como o fetichista, os fatos que circulam sempre estão muito próximos. Dificilmente as pessoas não sabem da existência dos que habitam um mesmo nicho. Ainda que não tenham se falado ou visto, a existência é algo que é notícia. E apesar de serem personagens criados a partir de um apelido simbólico, possuem características próprias amplamente divulgadas por este ciclo de informação.
Lenda urbana é a fofoca que virou verdade absoluta!
Seria isso? Talvez neste meio sim. Como também acabam virando lenda alguns fatos que coincidem porque advém de um mesmo critério. Por exemplo, a tentativa de trazer pessoas que jamais imaginaram viver determinadas fantasias para o meio. Porque para se considerar um fetichista é necessário que a fantasia sexual seja determinante nas atividades de quem as pratica, caso contrário, serão simples aventuras vivenciadas num dia especial, como tantas que colecionamos ao longo do tempo para um dia lembrar em detalhes.
Os brasileiros de uma forma geral têm por bem entender que nada do que se faz por aqui tem o mesmo valor do que é exibido lá fora. Outra lenda. Verdade que os caras têm muito mais tempo de estrada e lá não existe tanta hipocrisia ao redor da questão fetichista, mas há que se ter em conta que o que se pratica por aqui é tão bom quanto o que se faz por lá.
Mergulhados neste complexo absoluto de vira-latas os brasileiros se sentem franzinos diante da mídia que os caras arrebatam por lá. Já vivi dias complexados como todos, mas alcancei a liberdade da minha própria expressão quando vi o site Bound Brazil crescer num lugar que antes era cativo de seus principais criadores.
Recebo por ano inúmeros convites de modelos americanas famosas para participar do elenco do site. Conheço várias, de longo tempo, bem antes até do site existir na rede, mas trato esse assunto com muito cuidado. Talvez para manter o fator exclusividade do site diante de tantos outros que disputam as mesmas modelos trezentos dias por ano ou outra razão qualquer.
Ontem cedi às minhas próprias convicções e acertei um plano de filmagem com uma amiga de muito tempo chamada Danielle Trixie. A galera do bondage sabe quem é a fera, mas em todo caso, usei suas lindas fotos do Fetish Folios para ilustrar a matéria.
Na certa alguém irá dizer por aí que o Bound Brazil em 2012 não será mais o mesmo e isto com certeza será mais uma lenda fetichista junto ao meio. Pouco importa se a presença de brasileiros signifique cerca de dez por cento do total de vendas mensais de assinaturas, porque o povo bondagista conhece o site, gosta, e às vezes não assina por uma série de fatores que varia desde o quesito da quebra de privacidade até a questão financeira.

Resumindo, em mais de vinte anos militando no mundo fetichista no Brasil muita água rolou por debaixo da ponte e fui testemunha de fatos. Alguns se tornaram as tais lendas urbanas fetichistas as quais me referi no texto, outros, ouvi dizer. Na verdade, essas histórias vêm à baila quando alguém por encanto deixa um espaço antes preenchido no meio, e, através da desistência destes personagens algumas passagens são criadas do nada, ou de casos verdadeiros, mas em sua grande maioria distorcidos.

Welcome Danielle!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

As Nossas Moças


Um amigo outro dia me fez uma cobrança.
Por que dar uma “canja” para sites estrangeiros e deixar de fora as moças brasileiras que depois de três anos sabem como mostrar bondage na tela?
Ilustre pela saco: às vezes é complicado falar do que a gente faz. Mas levando em consideração a nossa velha amizade, de bandeja eu posto alguns trabalhos realizados em diferentes fases.
A prova contundente de que estas “Deusas” já possuem uma grande legião de seguidores pelo mundo afora.
Diana Vidal, Jamylle Ferrão, Luana Fuster, Isadora e Miranda.
Uma baita comissão de frente.
Confere.
Um bom final de semana a todos!




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cum Swallow


Já ouviram falar? Cum Swallow é o fetiche por engolir esperma.
Muito comum em filmes pornográficos e praticado por muita gente. O fetiche consiste em um homem, ou mais, ejacular na boca de uma pessoa que engole o sêmen demonstrando estar gostando. O esperma é um fluido corporal, e possui um gosto de levemente salgado a amargo, constituído por espermatozóides, vitaminas, sais minerais, frutose e proteínas.
E ainda existe uma variante do fetiche chamado de “Cum Swap”, quando um homem ejacula na boca de uma mulher (ou outro homem) e o sêmen é repassado a outra pessoa através de um beijo.
Algumas pessoas engolem esperma vez por outra em suas relações, o que não faz disso um fetiche. Para se tornar um fetiche é necessário que tal prática torne-se condição para a obtenção do prazer e seja constantemente praticado durante o ato sexual.
Por outro lado, amantes de jogos de BDSM costumam introduzir o Cum Swallow em suas cenas. Alguns dominadores obrigam a parceira a receber o esperma na boca quando submissa da relação e várias dominadoras se deliciam ao ver seus submissos engolindo o próprio esperma ou de um segundo participante da fantasia.
Claro que não é preciso dizer que nada disso existiria sem consensualidade. Jogos desse nível precisam ser previamente combinados a fim de evitar constrangimentos a quem a prática é imposta.
Existem pessoas que gostam de espalhar o esperma sobre partes do corpo após a ejaculação, mas neste caso não estaria relacionado à prática do Cum Swallow.
Este é um daqueles fetiches que podem figurar numa lista de bizarros. A prática é complicada e nem todas as pessoas conseguem realizar o fetiche a contento por nojo ou outra razão qualquer, entretanto, existem muitos simpatizantes do Cum Swallow que necessitam do fetiche para alcançar o prazer.
Em se tratando de um fetiche que envolve sérios riscos à saúde o Cum Swallow deve ser precedido de todos os cuidados antes de ser praticado. A possibilidade de existir um contágio por qualquer doença sexualmente transmissível (DST) é grande, e, por isso, se faz necessário conhecer muito bem o parceiro com quem se pratica.
A perda do controle nesses casos pode ser mortal.
Certa vez recebi um email aqui mesmo no blog de um suposto praticante de Cum Swallow com alguns relatos impressionantes. Dizia o praticante que gastava fortunas com prostitutas que aceitassem o sexo sem preservativo com um cliente qualquer. Ele se postava na porta do quarto e assim que o “cliente” terminava de ejacular, ato contínuo adentrava ao local para lamber a vagina da mulher. Uma loucura!
Praticar o Cum Swallow nem sempre é nocivo e pode ser uma prática bem legal, principalmente se for parte integrante de uma fantasia bem bolada. Porém, a escolha do parceiro é fundamental para que no final não haja problemas irremediáveis.

Bondagette

Posso até estar enganado, mas o tempo e a experiência me faz acreditar que nem toda modelo de cenas de bondage pode se tornar uma bondagette. Porque mesmo que seja comum o bondagista se referir as modelos de bondage como bondagettes, é necessário que esta modelo tenha uma identificação muito forte com o fetiche, seja pela expressão ou qualquer outro elemento.
Por isso, apenas em algumas dessas meninas maravilhosas que entendem o fetiche como arte, eu vejo o exato conceito do significado do termo bondagette.
E pra corroborar com aquilo que penso, dá uma olhada na fotografia ao lado.
A modelo Sammy estréia essa semana no Bound Brazil e após as cenas posso colocá-la na galeria das quais considero as verdadeiras bondagettes.

Um bom final de semana a todos!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pra Guardar


Hoje não tem artigo.
Motivo: estava amarrando algumas lindas garotas por aí...
O resultado disso, por completo, pode ser conferido esta semana no Bound Brazil.
Mas pra não deixar a galera do blog na mão, uma pequena amostra.
Daphne e a estreante Mariana em cenas do curta Struggling.
Vale salvar.




sexta-feira, 15 de julho de 2011

Da Caixa de Correio


Pra quem gosta de praticar o bom e delicioso hábito de ler historinhas fetichistas, nada melhor que dar uma paquerada sobre o que chega à caixa de email deste blog.
Observações pontuais, porque o campo de visão de qualquer fetichista é amplo, abrangente e alcança detalhes inesperados que tantas vezes passa diante dos olhos de quem não os percebe e chega a causar espanto quando nos deparamos com eles.
Quer um exemplo? Um amigão aqui do Rio louco por pés reparou que de um tempo pra cá as moças, principalmente na área central da cidade, aderiram a uma moda – digamos – pouco convencional. Eles vão para o trabalho super bem vestidas e carregam o salto alto na bolsa, porque nos pés as sandálias rasteiras passaram a ser a preferência da mulherada.
Imagino que isto deve estar ligado ao conforto no translado entre a casa e o batente.
A condução por muitas vezes é ingrata, lotada e perde-se tempo à espera de metrô, trem ou ônibus. Talvez por todos estes percalços as meninas tenham feito esta opção.
Essa opinião é minha, nada a ver com o email que o sujeito enviou.
Em sua concepção ele apenas retrata as vantagens ou desvantagens do fato. De um lado ele acha ótimo. Os pés ficam expostos mesmo fora da temporada de verão. Ele delira com isso, e pasmem; o camarada tira fotografias sem prévio aviso e pensa em montar um blog com tal acervo.
Doido? Nem tanto, todos nós cometemos insanas loucuras...
O lado negativo desse novo hábito pelas ruas cariocas, segundo ele, corre por conta do desaparecimento da elegância das moças ao caminhar. É. Realmente o salto dignifica a mulher. Mas pra que ficar triste brother? Basta pedir que ela coloque depois e tudo certo.
Então vale essa dica pontual do amigo podólatra para passar a observar esse novo costume. Pra quem gosta de pés vale uma opinião a respeito, e pra mulherada que sempre dá o ar de sua graça por aqui enchendo de cores este espaço, a opinião sobre essa nova tendência é muito bem vinda.
Em outra mensagem, uma amiga muito especial me lembra por email que hoje é o dia do homem.
Pois é, a propaganda é zero e se ela não tocasse no assunto eu jamais saberia. Também, qual a graça de comemorar o dia do homem? Acho que o dia da mulher é charmoso, tem um apelo mundial por tudo que a mulher teve de ralar pra chegar até aqui, mas a marmanjada pra não ficar atrás também tem seu dia da graça.
E este cai justamente numa sexta-feira, o famoso dia internacional da chinelada!
Atenção senhoritas submissas ou masocas: a chinelada aqui tem outra conotação, não se empolguem! O clube das bundas rosadas deve se conter quanto a data.
Nada melhor pra enaltecer o dia do macho alfa e devorador de donzelas do que falar na razão de existir de todo sujeito que gosta da fruta: o Zé Mané lá de baixo, aquele que estrategicamente cresceu e evoluiu mais ou menos trinta centímetros abaixo da cintura. É. Ele mesmo. O caralho.
De que adianta todo o conhecimento e emoções fetichistas se não contamos com ele e sua presença ativa e pacificadora? Sim, porque “ele” pacifica e acalma mulheres a beira de um ataque histérico de um orgasmo reprimido. Por conta disso e devido à suma importância do dito cujo, é hora da galera se ligar e analisar como o está tratando. De nada adianta cuidar de tudo a volta sem dar a este companheiro de todas as horas todo o cuidado que “ele” merece.

E a mulherada repara. Analisa, idolatra (às vezes) e, por que não dizer, enaltece.
Portanto, no dia dedicado ao homem fica aqui postado este sábio conselho. Cuide muito bem do seu parceiro de andar de baixo antes que seja tarde demais, e “ele” se recolha ao sono eterno.
Fechando este papo de hoje por aqui a lembrança de um filminho curta interessante que o Bound Brazil exibe aos seus assinantes: The Thief (O ladrão). Uma estréia (Julia Lemos) e duas participações importantes: Sally Pepper e Carlos. Este é daqueles que continua na próxima semana. Imperdível.

Um bom final de semana a todos!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Curtas


Se essa moda pega…

Ao suspeitar que seu namorado a estivesse traindo, a americana Sabrina Renne Robinson, de 33 anos, resolveu se vingar em grande estilo.
O que seria uma noite de "sexo selvagem" proposta ao companheiro, de 41 anos, virou um pesadelo entre quatro paredes, após a mulher o amarrar na cama e começar a torturá-lo - espalhando cera quente por seu corpo, acertando seu rosto com uma arma e ameaçando "destripá-lo como um animal".
Durante a tortura, Sabrina chegou a ligar para a suposta amante do namorado, que ouviu os gritos do homem do outro lado da linha. O homem conseguiu escapar durante um breve tempo em que foi deixado sozinho e, em seguida, foi encontrado vagando, nu, entre arbustos.
Presa, Sabrina foi acusada de ameaças terroristas, agressão armada, seqüestro e lesão corporal.
Mais tarde, o namorado confessou estar traindo a agressora.

Bound Brazil

E enquanto a produção do longa metragem anda a mais de mil o site Bound Brazil apresenta algumas novidades de inverno. Aqui, uma pequena amostra do que os assinantes têm a disposição essa semana.
Toda a categoria da Lilith e a novata Brigite pra esquentar uma noite fria.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os Sete Pecados


Segundo o Evandro Ynno, eu tenho que filmar isso!
Imaginem um cara cheio de tesão, fetichista, que finalmente conseguiu quorum para suas aventuras. Tudo pronto, preparadíssimo nos mínimos detalhes. A casa em ordem, meia luz, algumas velas aromáticas queimando e após intermináveis negociações pela Internet, tem a parceira em carne e osso num alinhado vestido negro a sua frente.
Acometido de uma intensa crise de paudurescência aguda, o cidadão chega bem perto, cola a respiração e beija a boca da moça com um desejo infinito. No corpo-a- corpo ela percebe a protuberância de seu instrumento. Tudo pronto, a perfeição é logo ali.
A volúpia lhe faz puxá-la pelos cabelos e ele passa um pouco das medidas, afinal, estamos num jogo de sedução dentro de um BDSM totalmente consentido. Mas de repente o sujeito leva um susto porque traz nas mãos um pedaço do cabelo da parceira. O aplique é desfeito em segundos e um enorme vazio toma conta do ambiente.
Que atmosfera...
Do outro lado da cidade, uma esbelta dominatrix marca uma sessão com seu parceiro.
Escolhe com cuidado tudo que vai usar. Roupas e acessórios separados com calma. Elegante, como sempre, ela coloca o melhor perfume, quer estar preparada para exercer sua veia fetichista como deve ser.
O rapaz chega. Pronto pra saborear cada fatia daquilo que esperou dias para conseguir. Ela tem uma mesa preparada em seu dungeon. O coloca de costas, arranca-lhe a camisa negra e bem passada e prepara o açoite. Com a costumeira voz firme e segura avisa: “hoje você vai pagar por seus pecados”.
Ele desce os olhos, aceita ser subjugado, punido, açoitado. Ela empunha o flogger e quando levanta em direção ao submisso as tiras saltam e ela fica com o cabo na mão. O que dizer? Como reagir?
Um pecado...
Poderia citar aqui neste artigo outros cinco pecados. O bondagista que ao amarrar a parceira acaba se enrolando nas cordas, cai no chão, bate com a cabeça e a festa termina com um gigantesco galo na testa. O casal que ao usar velas incendeia o quarto ateando fogo na cortina, enfim, uma gama de gafes e mancadas que num passe de mágica transformam cenas fetichistas em tragédia.
Todos nós temos nossos momentos de desastrados. Alguma vez na vida pagamos mico. Isso é comum. Claro que ninguém vai deixar de ser fetichista por conta disso e muito menos esquecer que gosta de BDSM por conta dos deslizes possíveis de ocorrer. Mas a idéia poderia virar um filme? Fazer comédia com manifestações fetichistas seria algo gostoso de assistir, rir um bocado, ou soaria como uma sacanagem irreversível sobre fantasias sexuais e seus praticantes?
Este roteiro está escrito e guardado a sete chaves. Num momento de total envolvimento com uma produção do site esse questionamento sempre me vem à cabeça. Talvez o público ligado em fetiches não esteja totalmente preparado para assistir a algo hilário relacionado com suas fantasias e eu, solenemente, seria linchado em praça pública. Mas, por outro lado, a idéia seria em si uma grande sacada se surtisse o efeito desejado. Uma incógnita que persiste e cada vez que toco no assunto ganha ares de um imenso desafio.
Continuo pensando nisso...

E enquanto o longa metragem não aparece na tela, sigo fazendo a roda do fetiche girar no Bound Brazil. Esta semana o site exibe aos seus assinantes Dominique Estrela.
Vale muito assistir essa moça bonita e totalmente identificada com o fetiche numa cena de biquíni bondage.
É ver, saborear e guardar!
Em vídeo e em fotos.

Um excelente final de semana a todos!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Hora de Fazer Bem Feito


Fosse uma receita de bolo não seria tão complicado assim. Claro que quando se erra na mão nada sai como planejado e o resultado desola.
Fazer um filme fetichista não tem uma regrinha básica. O espectador não quer assistir uma seqüência de cenas as quais está acostumado a conviver durante o ano todo nos diversos sites do gênero aos quais tem acesso. Ele quer mais, merece mais. Deseja a aventura completa, repleta de movimentos e muitas cenas do fetiche favorito.
Como juntar tudo isso?
Foram três meses de trabalho minucioso. Local, estrutura, equipamentos de primeira e uma criteriosa escolha do elenco. As meninas devem estar prontas pra representar aquilo que trago na cabeça. Diálogos e cenas ensaiadas. Tudo pronto: é hora de fazer bem feito!
Como no ano passado o enredo veio de fora. Desta vez reuni uma seleção de escritos de um grande amigo pra contar uma história fetichista. Nem ele sabe como será a salada, mas posso garantir que tudo que o Léo Vinhas escreve dá panos pra manga. Portanto, pra quem adora assistir um triler de suspense e ação recheado de belas mulheres em total perigo a novidade em breve estará na tela: o novo filme fetichista do Bound Brazil já começou.
Três semanas de trabalho de campo e cerca de vinte dias de finalização. Não há mais retrocesso, o gato subiu no telhado...
Todo o estresse causado pela ansiedade de ver tudo pronto tem a sua recompensa. Esta é a melhor parte do que me toca quando o assunto é fetiche. Nada contra o que faço o ano inteiro na condução das produções do site, mas quando o papo é levar adiante um projeto dessa dimensão e, por que não dizer, risco, a adrenalina me faz renascer.
Há segredos, por enquanto, irreveláveis. Tudo está sendo mantido a sete chaves e nem mesmo a turma que entra na frente das câmeras sabe o rumo da prosa. Todos estão cientes das cenas, inclusive a galera do apoio, mas sequer imaginam o titulo ou tão pouco como tudo termina.
Então se há tanto segredo assim por que relatar aqui no blog essa conversa? Desabafo, talvez? Pode ser. Aqui tenho tantos amigos e amigas e nada melhor que extravasar um pouco.
Posso garantir uma coisa: quem está à espera de uma aventura surpreendente cercada das mais excitantes fantasias sexuais que se tem noticia, essa espera valerá à pena. Aposto.
Algumas dicas: nada de mainstream desta vez. O novo filme não está na moda e tão pouco é habitué dos portais onde os gringos exibem sua tecnologia de ponta. As cenas de bondage farão parte de um contexto, porque nesse roteiro só a ação e o suspense interessam. Tomadas entrecortadas, flashes de idas e vindas, um final imprevisto e um aspecto super interessante: o desejo que sobrepõe à razão.
Um filme capaz de agradar a vários segmentos dentro do que se chama fetiche. Nada em excesso, tudo dentro de um padrão que englobe tendências convivendo numa mesma fantasia. Some-se a tudo isso a realização de um making of que fará parte do pacote. Entrevistas, entretenimento e os bastidores de como se monta cenas reais para serem exibidas durante mais de oitenta minutos. Sem cortes, sem truques.
Por trás, a repetição da receita que fez de “The Resort” um sucesso de vendas. A mesma equipe, desta vez com a companhia de novos parceiros prontos a escrever mais um capitulo dessa história que quando teve inicio muitos pensaram que se tratava de uma dessas loucuras passageiras, sonhos de uma noite de verão.

É esperar pra ver.
Que a sorte nos sorria e as meninas estejam em seus melhores dias.
E se a fortuna sorri aos audazes está mais do que na hora de ver esse sorriso bonito.
Prometo mais adiante, antes do lançamento, contar detalhes.
Revelar curiosidades, e após a estréia no site ter a alegria de convidar alguns dos muitos amigos, amigas e incentivadores para uma grande festa de lançamento de uma história que está começando a ter as suas primeiras linhas desenhadas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estrelas no Céu


A vantagem da maturidade é poder perceber nossas próprias mutações.
Existir é um desafio. É como se fosse uma estante de livros que vez por outra necessita de organização e cuidados.
Então olhando pra trás é possível perceber as voltas que precisamos dar até chegar aqui.
Tudo muda. A cor do cabelo, a responsabilidade que cresce, e o entendimento. Pois se existir é um desafio, entender é uma arte, principalmente quando é necessário compreender a nós mesmos, exorcizar medos, derrubar barreiras e resistir.
O fetichista quando se descobre diferente dos demais a sua volta busca o recolhimento, mas quando encontra abrigo, tenta de todas as formas uma intensa compensação de perdas. A fronteira entre o antes e o agora parece um precipício.
E eu gosto de olhar pro passado pra entender o presente. Acho um exercício de reflexão e sabedoria. Claro que não me recolho como um monge budista de Sera Monastery, no Tibet, e tão pouco passo a habitar o mundo da Lua, entretanto, analiso como mais um passo em busca da minha própria evolução.
Não me refiro à evolução do meu fetiche. A idéia é refletir sobre minha relação com o que sinto, o que acredito e o que faço. Ser convicto é estar feliz consigo mesmo, por isso, é preciso ter plena consciência de um detalhe chamado desejo.
O que gosto é mono, não é estéreo. Não demorei tanto tempo pra perceber isso e tão pouco critico quem gasta tempo até se encontrar, porque se há uma estrada logo ali a frente é necessário conhecer os atalhos para chegar ao destino.
Deve ser essa a razão que tanto me aproxima das opiniões alheias, porque se alguém posta um artigo num blog de opinião interessante eu leio, se há uma fotografia que me salta os olhos eu admiro. A curiosidade não pode e não deve ser encarada como defeito e sim como virtude. Ser curioso é estar atento, conservando a chama acesa que ilumina o mundo em que vivo.
Houve um tempo em que a literatura e o conhecimento me fizeram falta e foi preciso escalar uma colina pra encontrar uma fonte confiável onde a água fosse transparente. Hoje, os fetichistas têm o mundo diante dos olhos e num simples toque numa tecla de computador tudo se revela em instantes, segundos.
Quem vem de longe traz consigo na bagagem o peso da dificuldade.
Porque quando me vi diante do que mais desejava pela primeira vez, passei a acreditar que seria possível materializar os sonhos. De que forma? Pouco importa, desde que não haja vergonha de admitir o que gosto diante do meu próprio espelho.
Passo a passo conquistei a mim mesmo.
Sou bondagista sim. Abuso do direito de gostar de ser o que sou e me orgulho de não deixar meu desejo trancado num armário qualquer. O convívio nesse universo paralelo, nessa babel de desejos e planos, me fez aprender a respeitar o que os outros sentem, mas me fez entender também que não abrir mão do que penso e do que sou foi à melhor das escolhas.
Hoje, prestes a realizar um destes sonhos que até pouco tempo era considerado por mim mesmo como impossível, mais do que nunca é o momento certo pra declarar meu amor incondicional ao que, pelo menos por momentos, me faz muito feliz. Minha segunda grande produção está no forno, meu segundo longa metragem está alinhavado e tem data marcada pra acontecer.

Diante disso, volto no tempo e recordo como tudo isso parecia tão distante e, agora, está diante dos olhos e perto do coração. Se aqui ao lado este esforço não vale nada e ninguém sabe da minha existência, pior pra eles, pois fico com os mais de dois mil loucos por bondage como eu que me deram a honra de assistir meu primeiro trabalho.
E no pouco que me sobra de tempo pra dedicar ao que tanto gosto, só me resta fazer o que sei de melhor. Porque quando me vi fetichista na certa havia estrelas no meu céu.


Na foto acima, Jordana e a estreante Isadora numa linda tomada do vídeo Two Girls que o Bound Brazil exibe hoje aos seus assinantes.
Um ótimo final de semana a todos!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desculpas que “Não” Colam


Cabeça de fetichista é como caverna em beira de precipício, difícil de explorar.
E como pra tudo que se move existe uma razão pra tanto, é sensato arranjar um cesto de desculpas, ainda que esfarrapadas, para um possível flagra na hora de flertar com o desejo.
Pois é, porque o papo aqui é sobre calcinha de mulher.
Normalmente o hábito de observar as calcinhas das moças vira febre na fase adolescente, mas ao se tornar um fetiche, aquele desejo incontrolável e impulsivo, pode perdurar por longos e longos anos.
O voyeurismo por ver calcinha de mulher como toda manifestação fetichista tem seus detalhes. A evolução com o passar do tempo é nítida, e o exemplo é bastante óbvio. Há anos atrás a onda era colar um pedaço de espelho com goma plástica no sapato e parar ao lado da colega de turma na escola. Era tido e queda, não havia calcinha que ficasse escondida uma vez refletida no espelhinho indiscreto que passava aos olhos do voyeur as cores e formas do objeto de desejo.
Hoje em dia é possível utilizar equipamentos eletrônicos e parafernálias sofisticadas capazes de reproduzir as imagens além do que os olhos alcançam. Através do uso de mini webcams, caneta espiã ou chaveiro espião é possível captar a imagem, gravar em arquivo e observar diversas vezes ou enquanto durar o encantamento.
Esta, porém, é uma forma de realização fetichista não consensual, ou seja, a pessoa observada não tem a menor idéia do que se passa ao seu redor. Por isso, a desculpa tem que estar afiada e na ponta da língua em caso de flagrante. Quem se arrisca nessa aventura tem que estar ciente de todas as conseqüências que a atividade pode trazer, desde um simples e firme puxão de orelhas até um processo.
Um amigo viciado em observar as calcinhas das moças jura de pés juntos que todas as vezes que se viu em situações de aperto se saiu muito bem. Afirma que a maioria das garotas sorri, não cria caso, mesmo diante de um olhar indiscreto em suas partes íntimas. Que fique claro, entretanto, que é ele quem diz. Talvez uma exibicionista pudesse ter este tipo de reação, ou ainda, alguém que ache a ousadia do sujeito uma forma de aproximação, mas ficar escolado não custa caro, porque se seguro morreu de velho, essa é, sem duvida, uma situação de risco total. Uma bofetada bem dada é o mínimo que se pode esperar de volta.
Em meio a estes incorrigíveis cidadãos chama a atenção aqueles que montam suas arapucas na esperança de garantir a prática fetichista e em seguida se ferram. São vários os exemplos de mancadas terríveis. Os caras passam recibo e na cara dura não sabem onde se enfiar depois da gafe. O vídeo que ilustra esse artigo é a prova viva de uma idéia que a principio parecia perfeita durante a execução provou totalmente o contrário. E aí brother, como sair dessa?




No Trabalho

Meninas em perigo no trabalho é receita que sempre dá certo quando se fala de bondage.
O conceito DiD (Damsels in Distress) habita as fantasias dos loucos por bondage na hora do batente. É inegável que imaginar a colega de trabalho passando por apuros dá uma onda surreal.
Então é tempo de se ligar no vídeo do Bound Brazil desta semana.
Kell e Vaní tratam desse assunto com muita categoria. É só conferir!

Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Inventando Perigos


Com este espaço prestes a completar três anos de existência algumas passagens desde então são deliciosas de relembrar, por isso, nada mais justo que dividir com todos estas boas sensações.
O Blog coincide com uma retomada pessoal. À volta ao lar depois de anos de afastamento.
A agonia de vencer um desafio que hoje se torna concreto cada vez que crio uma cena do site Bound Brazil e posto na tela. Concluo que faz três anos que invento historinhas perigosas e construo cenários vivos, através de personagens concebidos por pessoas, até então, totalmente estranhas ao ninho.
E em meio a esse apanhado de idéias que encenam desejos, a inserção do fetiche e o estabelecimento de novos limites tornam o desafio eterno. Enquanto houver energia haverá força e novos rumos a serem desvendados. A alquimia não é tão simples. Pessoas comuns que adentram ao desconhecido se transformam em estrelas de um universo no qual jamais sonharam habitar algum dia.
O segredo se resume a uma palavra: interesse.
E quando a mescla consegue reunir vontade e um rosto bonito e fotogênico a receita está pronta. Daí em diante basta que apareçam novos perigos a serem retratados por uma lente indiscreta.
Hoje o trabalho no site conta com cento e trinta meninas diferentes que chegaram de algum lugar por uma razão qualquer. Ora por conta do ganho através de um trabalho honesto e, por que não dizer, artístico, e em alguns casos a identificação com determinados aspectos fez com que existisse a continuidade. Pequenos detalhes acentuam as diferenças.
A maneira de lidar com o trabalho mostra até onde é possível evoluir para obter resultados expressivos. Há as que chegam realizam o trabalho e saem apressadas e existem as que se apresentam, analisam, debatem ou interferem de forma positiva por meio de opinião e, no final, fazem questão absoluta de conferir o resultado do que foi executado.
Toda relação comercial é via de mão dupla. Concordo, mas é inegável que as diferenças existem e são tão obvias que se repetem diariamente em qualquer segmento da vida.
Por isso, se alguém me pergunta como crio as histórias posso prontamente responder que a dedicação de quem vai interpretar é o caminho mais curto, o tiro certo, que se reflete nas vendas de assinaturas e no próprio desempenho comercial do empreendimento.
Bondage não se faz com robôs, e embora exista tecnologia avançada o ser humano ainda é a fonte que alimenta a cadeia de consumo.
Lá no começo as coisas eram mais complicadas. Não havia feedback suficiente para medir os batimentos que levariam o site a progredir. Novos talentos chegavam todos os dias e a ordem era não perder tempo através do acumulo de rostos que apareceriam ostentando uma mordaça. Hoje, ao contrário, eu escolho o rosto e a mordaça de acordo com o desempenho de cada modelo que é medido por meu feeling fetichista e pela preferência dos assinantes.
A experiência ensina que a melhor maneira de analisar o desempenho de uma cena de bondage é verificar detalhadamente se o que foi idealizado surtiu o efeito desejado. Uma vez completo o circuito, é fácil perceber que o personagem que saiu do imaginário ganhou vida e expressão através de uma atuação perfeita de quem participou da trama.

A partir de então novos roteiros passarão a ser criados com os personagens desenhados de acordo com a imagem e semelhança da atriz escolhida para o papel.
Dessa forma a engrenagem se move macia, sem transtornos e cada vez mais eficaz.
Novas modelos virão e irão se juntar as que hoje estão no elenco. Chega-se a conclusão de que além de criar historias e inventar perigos, é possível obter a essência fetichista representada por alguém que jamais imaginou que no mundo houvesse gente interessada naquilo que ela protagoniza.

A sensação de trabalho bem executado reflete diretamente no relógio, principalmente quando me dou conta de que é hora de fechar o filme.
Nas fotos duas fases do Bound Brazil: acima 2008 e abaixo 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Escolha


Ano passado a galera chegou junto a ajudou o Bound Brazil a levar o premio de oitavo melhor site do planeta no Bondade Awards 2010.
No conjunto da obra outras premiações vieram e todas estão na entrada do portal representadas pelas respectivas medalhas. Os agradecimentos de minha parte foram fartos e legítimos.
Pois este ano dou aos amigos que ano passado foram imprescindíveis, a tarefa de ajudar a escolher dentre as modelos do site as três representantes a serem indicadas de acordo com as regras da premiação. Eles selecionaram oito meninas para que dentre elas três sejam as escolhidas para a indicação do site.
E todos podem votar.
Numa iniciativa brilhante do meu grande amigo VH, que disponibilizou um de seus blogs para acolher tal votação, peço aos amigos que dêem seu voto e ajudem a escolher as três modelos até o dia 30 de Junho, considerada a data limite para a indicação.
Para votar é fácil.
Basta acessar o link: Blog do VH
Na ordem, as meninas estão aqui para ajudar na escolha:
Débora, Jamylle Ferrão, Jordana, Lia, Luana Fuster, Nany, Terps e Vani.
Conto com sua participação. E boa sorte as meninas.








segunda-feira, 23 de maio de 2011

Imagens Perfeitas


Nada melhor pra começar a semana...
Quatro cenas do site Bound Brazil em 2010.
Na ordem: Thayani, Lolita, Barbara Lopes e Becky.
Um colírio em hogtie!




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fantasia e Realidade


A mensagem começa assim:
“Acho que sou maluco, pervertido e ordinário. Sou um aficionado por bondage e na semana passada houve um caso estranho (...). Uma amiga, pessoa quase da família, vivendo uma intensa crise de nervos precisou ser internada. Ao visitá-la no hospital não pude deixar de reparar que ela tinha os pulsos e tornozelos atados à cama. Naquele momento me vi alucinado e com uma ereção surpreendente meio que sem querer. Não me perdôo por isso.”

O assunto é muito complicado...
Não é a primeira vez que leio ou ouço esta espécie de relato capaz de trazer uma irremediável aversão nas pessoas acometidas por este tipo de impulso. Porque é normal que um fetichista extraia das cenas da vida real, do cotidiano, as imagens preferidas de sua fantasia.
Entretanto, quando se trata de um caso como o relatado por nosso amigo de Portugal, o fetichista renega com veemência e é acometido de um arrependimento tão profundo capaz até de afastá-lo da sua própria rota.
Seja através de um noticiário de jornal ou televisão relatando uma cena atroz ou um crime bárbaro, dentre tantos que a realidade nos mostra no dia a dia, ou numa questão de enfermidade como a que ele nos fala. O que fazer? Como controlar estes impulsos?
A primeira providencia que o vem à cabeça é renegar o fetiche e admitir uma perversão fora de qualquer parâmetro. A pessoa se sente suja. Incapaz de controlar suas próprias emoções e entre em colisão com os sentimentos. Mas como dizer ao subconsciente que é preciso dividir as coisas? Separar a fantasia da realidade é muito complicado.
Se ainda fosse num filme de ação seria mais fácil de diluir o assunto. Ali, onde as cenas são fictícias é fácil deixar a mente vagar e abraçar a fantasia, afinal, tudo é mágico no mundo do faz de conta. Mas a realidade é cruel e quando existe uma imagem que dispara o gatilho despertando o fetiche do indivíduo é necessário esforço para compreender as duas metades.
Muitos fetichistas convivem com estes impulsos, embora alguns não assumam isso.
Um amigo podólatra me confidenciou que certa vez na saída de uma balada entrou em transe ao ver uma amiga passando mal. Nada a ver com o que estava ocorrendo com a saúde da moça, mas segundo ele conta, ela foi deitada no carro e ele sentado no banco traseiro do veículo ficou fascinado com os pés da garota repousados em seu colo.
Por maior que seja a rejeição por sentir atração sexual num momento delicado, a cena fica registrada em algum canto da memória. E desde que não haja abuso por quem está passando por um momento difícil, o conflito fica restrito a quem está atento ao que se passa.
Qual bondagista não se interessaria em ler uma noticia sobre o seqüestro real de uma jovem bonita? Ok, você sabe separar as coisas, mas lê!
Portanto meu grande amigo de além mar, o que ocorreu contigo naquele hospital não é exclusividade sua. Muitos passam pelo mesmo problema várias vezes e a experiência ensina que tem que existir autocontrole e discernimento. Uma vez restringido ao seu pensamento fetichista o fato não causa transtorno a ninguém e, como bom fetichista, apenas entenda e aprenda a conviver com este e outros assuntos que sempre aparecerão ao seu redor.
Como eu, como todos!

Podo

Impossível de não mencionar meu lado sádico nesse vídeo do Bound Brazil.
A imagem ao lado é capaz de deixar os amantes de podolatria de cabelo em pé. E quando isso acontece entre duas lindas garotas dentro de uma cena de bondage, é pura maldade.
Lovett e Lia protagonizam uma daquelas histórias criadas por minha imaginação fértil e, por que não dizer, maquiavélica... Quase doze minutos de cordas, podolatria e sensualidade.


Para assistir a esta obra basta assinar o Bound Brazil. O vídeo “forced bound feet” está hoje na tela, acompanhado de belas imagens num incrível photoset.

Um excelente final de semana a todos!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Maestro Fetichista


Mathias Pilipoulos apesar do nome não é grego.
Nasceu no Bom Retiro em São Paulo, um lugar que abrigou a emigração de Gregos para o Brasil após a guerra civil no começo dos anos cinqüenta. Conta que seu pai influenciado pelos comerciantes da região resolveu lhe batizar com esse nome. Mas não se importa com isso.
Formou-se em musica e depois de longos anos passou a dirigir uma orquestra.
Descobriu gostar de bondage muito cedo, e como quase todo bondagista teve nos filmes e seriados na transição entre a infância e a adolescência seu maior incentivo. Assim como qualquer fetichista escondeu o desejo atrás do armário, deixou lá guardado como um segredo.
Só que Mathias não imaginava ter um flerte com a mocinha das séries, ele queria ser ela. Reprimido dentro de uma homossexualidade trancada a sete chaves, passou praticamente duas décadas resumindo suas buscas sexuais que satisfizessem seu lado gay. De fetiches nunca falou.
Anos mais tarde já com a orquestra sob sua batuta, uma jovem musicista se sentiu atraída por ele, e claro, sem perceber sua escolha sexual já totalmente definida. Sentiu-se embaraçado com a situação e já estava sem saída devido ao assédio que já era de conhecimento de toda a orquestra.
De repente descobriu uma fórmula: abrir o jogo e falar do fetiche. Isso, em seu pensamento, com certeza afastaria a jovem e daria fim ao assunto. Marcou um jantar. Aquela mulher mais jovem e muito bonita chegou com um sorriso no rosto e ele, finalmente, esperava se ver livre da pressão.E depois de duas taças de vinho se sentiu a vontade pra falar em relacionamento, envolvimento, até chegar ao objetivo.
Ela lhe olhou séria, não esboçou reação positiva ou negativa.
Diante do dilema tentou desviar o assunto, mas ela forçou a conversa. Pediu que explicasse melhor a questão e quis saber de todos os detalhes sobre algo novo que nunca tivera acesso.
Mathias relata a parte fundamental do diálogo: “você quer me amarrar e me bater, é isso?”
Ele engoliu seco e disse que o fetiche de bondage nada tinha de sadomasoquismo. Tentou teorizar a conversa e chegou a passar horas falando do tema que conhecia de anos e anos.
Até que chegou o momento de ir para a próxima página, ou seja, dizer aquela mulher com ares de recatada que ela tinha que tomar as rédeas, e que ele, o Grego, seria a verdadeira donzela em apuros da história.
Findo o assunto seria possível escutar uma mosca caso não estivessem em local público.
Na manhã seguinte Mathias foi surpreendido com um email da amiga falando do fetiche. Buscou literatura na Internet e praticamente deixou o caminho aberto para que ele tomasse o rumo e selasse o relacionamento. Mathias se viu numa encruzilhada quando pela primeira vez na vida seria obrigado a revelar a alguém sua opção sexual além do fetiche.
O Grego sofreu...
Mas como escrever é muito melhor que falar ele abriu o jogo. A surpresa, porém, foi receber uma resposta totalmente receptiva da mulher que se disse ciente quanto à escolha do Mathias, ao desejar o lugar da donzela, de ser dominado, seduzido e penetrado.
Até hoje são amigos, saem juntos e Miriam, a musicista, participa da vida de Mathias sem exteriorizar sua homossexualidade e seu fetiche. O Grego com isso tomou coragem e consegue, aos poucos, inserir cenas de bondage em suas transas o que agradece sempre a interferência sugestiva de sua amiga inseparável...

Em Tempo Real

Nunca aceitei colocar meu nome, ou iniciais, em qualquer crédito dos vídeos do Bound Brazil.
Exceção apenas aos créditos de diretor e produtor.
Só que desta vez, por sugestão do meu fiel escudeiro Evandro Ynno, aceitei dividir uma produção muito solicitada pelos assinantes, à realização de uma cena de bondage em tempo real, ao vivo, sem cortes.
Desta forma bolei um roteiro interessante o qual batizei como “stripped and bound”.

Uma historinha que mostra a menina em seu uniforme de trabalho sendo seqüestrada, despojada de seus trajes e, logicamente, imobilizada para o deleite de tantos.
A Jordana foi à parceira escolhida e todos estão convidados a assistir o filme curta de hoje que o Bound Brazil exibe aos seus assinantes.
Ótimas tomadas fotográficas também estarão na tela.
Um colírio!

Excelente final de semana a todos!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tardes de Outono


Fazia tempo que não aconteciam produções seguidas do site.
Já dava pra sentir falta das manhãs e tardes de Sábado de Bondage. Algumas vezes escrevi aqui sobre esses dias de fetiche. Dá pra cansar o corpo, não a mente. Dói o pulso, dá calo nos dedos, mas no final o resultado do trabalho resolve esses problemas.
O fetiche prá mim é via de duas mãos. Ou entra nas minhas aventuras e torna-se parte de um desejo ou fica registrado em fotos ou vídeos numa galeria, e embora divididos com centenas de pessoas pelo mundo, sempre que posso realizo uma espécie de “mea culpa” sadia.
Ultimamente andei atendendo a pedidos de assinantes em excesso, produzindo o que a galera queria assistir. Cheguei a escrever aqui no blog sobre a necessidade de um tempo que me possibilitasse uma retomada sincera do meu próprio trabalho. Às vezes é preciso olhar pra dentro de nós mesmos e decifrar alguns enigmas. No universo fetichista algumas coisas se processam assim.
A chamada “clínica de bondage” deu resultado e num Sábado belíssimo de Outono senti que depois de três anos produzindo cenas a energia pulsa com a mesma intensidade.
A química para que uma cena de bondage tenha o esperado efeito não é tão complicada assim. Noves fora alguns aspectos de cunho pessoal, se enche meus olhos preencherá a cadeia dos desejos de outros tantos. A receita é simples: mulher bonita identificada com a cena e uma seqüência de nós corretos que impossibilite o escape e mostre beleza e simetria.
O “algo mais” está no roteiro, na câmera captando um hogtie forçado, numa mordaça que silencie gritos pelo auxílio inesperado ou produza gemidos tentadores, e na interpretação da modelo vivendo o perigo. Não há como negar que neste caso a menina e o bondagista precisam estar em total sintonia.
A razão do sucesso de determinadas cenas comprova essa tese. Dificilmente erro quanto a essa constatação. Ao observar o material produzido a experiência me diz com clareza até onde a ousadia vai alcançar o objetivo. É tiro e queda.
O resultado que transforma uma vendedora de um Shopping Center em Musa Bondagista está diretamente ligado à forma como ela se comporta diante do que é ensinado. O site não produz imagens de bonecas de cera e a participação de quem está em apuros é fundamental.
Então, de repente o que era apenas curiosidade passa a ser importante. Explico.
Normalmente por chegarem através de indicação de amigas que já realizaram trabalhos para o site, as meninas novatas já sabem do que se trata, ou melhor, têm uma idéia. Só que na prática é preciso bem mais. Quando a luz da câmera acende, ela sabe que está sendo observada por mim naquele instante e, ao mesmo tempo, estará na berlinda para centenas de consumidores atentos a todos os seus movimentos.
Houve um tempo em que era bastante complicado conseguir modelos, hoje, porém, essa busca se inverte e o número de candidatas é bem maior. O que era apenas uma brincadeira numa tarde de Sábado passou a ser um bom “bico”, parte do orçamento, e realizar o trabalho com competência é a garantia de continuidade. Fora a possibilidade de participação em outros projetos, como o longa metragem, onde os ganhos são maiores e a visibilidade aumenta.
Isso acentua a responsabilidade entre produtor e modelo desde o embrião das cenas.

Quer saber como termina tudo isso?
Em lindas e largas marcas que as cordas tatuam em seus braços e pernas. Mas elas não estão nem um pouco preocupadas com isso. Preferem pedir um espelho para ver os desenhos das cordas, acham muito bonito, e chegam a comparar afirmando que a da colega ficou melhor do que a dela e assim por diante.
Não há segredos a desvendar quando se apresenta um trabalho de bondage. O que fica registrado é apenas o feeling de quem realiza a imobilização e a interpretação da fantasia por quem aparece em cena.

O resumo fica por conta de quem olha as imagens.
Aqui Kaline e Vaní. Duas estréias e duas Musas em potencial.