Tudo sobre fetiches. O site Bound Brazil. Vídeos, Filmes, Crônicas, Fotos e Humor. Atualizado semanalmente. Comentem, participem.
Mostrando postagens com marcador Fetiches. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fetiches. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
A Falta que faz
Ando com saudades de pessoas.
Principalmente aquelas que de alguma maneira marcaram minha vida quando o assunto é fetiche. Tá legal, que seja BDSM. Porque tem leitor(a) aqui exigente demais nesse aspecto. Dizem que falo muito em fetiches e pouco em BDSM.
E de algumas dessas pessoas que me fazem falta sempre é valido pegar alguma lição de vida, um exemplo.
Porque BDSM é igual à roda de capoeira. Tem muita gente pra dar banda e pouca pra cair.
Acha exagero? Faz uma reflexão, fim de ano chegando... Sempre é bom.
E essas pessoas as quais me referi sempre trouxeram algo a somar nos meus dias fetichistas. Desde comportamentos, teorias e outros exemplos mais, até o fato de assumir certas tendências. Porque não é fácil assumir algumas fantasias no universo BDSM. O fetichista nasce envergonhado. Desde cedo convive com diabinhos que o atormentam e o fazem dar um passo atrás toda vez que ele pensa seguir um rumo. Estou errado galera?
Daí o sujeito pra vir a público, ainda que no anonimato, e assumir que gosta de inversão, fio terra e algumas coisas bizarras é complicado. Da mesma forma que eu assumo que mulher amarrada pra mim não é paisagem e tão pouco uma cena de dar dó em novela de TV. É tesão na veia brother e não dá pra ficar de esconde-esconde.
Admiro o podólatra que gosta de pé imundo e assume. Qual o problema? Se as pessoas acham nojento, anti-higiênico é problema de quem pensa assim. Se o sujeito gosta, vamos respeitar. O tesão é dele, o problema é dele, o chulé quem vai cheirar é ele...
Voltamos, então, ao assunto da roda de capoeira. Começo a ter um pouco de razão.
Porque basta fuçar e sempre haverá uma historinha que condiz com o fato. Já está na hora de parar com essa babaquice bucólica de olhar pro fetiche alheio e torcer o nariz. E isso pega mais que gripe de inverno. Atravessa cidades e se funde numa imensa nuvem de fofocas. O jogo do dominó que um leva o outro até o destino final.
Porque fulano é isso, fulana é aquilo, e por aí vai. Antigamente um munch fetichista era um lugar de discussão de práticas, de cultura e até quando se marcava plays e festas. Hoje, salvo alguns casos, é lugar de meter o sarrafo na vida alheia na cara de pau.
Já ouvi pérolas tipo: “essa festa vai ser uma merda, só tem podolatria”. Ótimo, se não agrada não vá mesmo. Mas sentar o sarrafo em quem se esmera pra promover um evento é uma burrice cósmica, sem nexo.
O grande barato é que o fetichista não se rende. Vejo gente jovem chegando e metendo a cara sem medo. Os caras mandam ver, chegam a infestar sites de relacionamento com festas, leilões de pés de musas e isso me anima. Porque começo a vislumbrar uma nova fase no nicho.
Lembro de um tempo não tão remoto onde as coisas aconteciam numa surdina tremenda e até a divulgação era pouca ou quase nenhuma. Se resumia a um imenso boca a boca.
Está mais que na hora de dar uma bola pra essa galera que chegou com força e não desanima.
Gente que não tem medo de entrar na roda e levar banda. Gente que divulga o que gosta e dá o exemplo a quem não se identifica de criar seu próprio espaço e canal e sair por aí em cima de um caixote nas redes sociais, nos blogs, alardeando que tem uma festa tal acontecendo ali.
O universo fetichista não tem dono e as coisas acontecem pra quem chega na frente, já dizia Barbara Reine há muito tempo atrás.
Se não der pra juntar cinqüenta ou cem pessoas bola uma play que absorva todos os pares que comungam de uma mesma linha de pensamento. Como nos tempos da Mandic, em que uma galera se juntava em São Paulo e tudo acontecia pra poucos e éramos muitos.
Hora de sair da toca, colocar a roupa mais bonita e tentar a sorte onde seu fetiche fala mais alto deixando de lado essa postura imbecil de falar mal apenas pra se mostrar diferente.
Porque nós já somos diferentes.
Marcadores:
Fetiches
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Bar Esperança
As redes sociais são de grande utilidade pra quem faz delas uma ferramenta. E encontrar amigos que não se vê há tempos é um grande barato. Essa semana a Sandra reapareceu depois de algumas décadas. E foi bom reencontrar essa amiga.
A Sandra tinha uma vocação pra escutar as neuroses alheias. Não que flertasse com a tragédia pessoal de cada amigo ou amiga, mas ela dava ouvidos. Por ser de Minas Gerais morava sozinha num apartamento na Tijuca, um bairro bacana aqui do Rio, o que para uma garota com seus vinte e poucos anos era um luxo em plena década de oitenta.
Carinhosamente ou pejorativamente chamada de Rabecão pela galera, porque as más línguas insistiam em dizer que ela “pegava” os mortinhos de fim de noite, a Sandra acolhia a quem chegasse em altas horas pra um papo. Daí foi inevitável não fazer a alusão de seu apartamento com o Bar Esperança, aquele que nunca fecha suas portas.
Sempre sóbria e solícita Sandra era uma pessoa de bem com a vida. Não era a perfeição da beleza, mas muito menos posava como a feiúra em carne e osso. E costumava não dar trela pra “mimimis” naqueles dias de glória.
Numa noite de verão vindo dos lados de São Conrado aportei no Bar Esperança. Achei que era um dia propicio pra conhecer o covil da Loba. Depois de encher a goela de álcool pensei que era hora de trocar uma idéia até o sol nascer.
Olhou pela janela e me viu parado. Abriu a porta pelo interfone e me mandou subir.
Pra minha surpresa encontrei a Rabecão tão etilicamente afetada quando eu, segurando uma taça de vinho tinto, um sorriso de canto de boca e uma música de fossa que vinha de um canto qualquer.
Entrei com tudo no vinho e esqueci o café. A Sandra me achou um bom ouvinte e passou a dividir seus dramas ao invés de apenas me ouvir. E embolamos conversa sem ver a hora passar. Até que lá pelas tantas a história tomou o rumo da intimidade com perguntas pra lá e pra cá.
Ela abriu uma caixa que continha uma quantidade imensa de fitas em VHS da época com uma diversidade impressionante de filmes de sacanagem. Fiquei atônito e sem fala. Jamais imaginei a Sandra assistindo aquele tipo de produção. Nada de fetiches, só putaria mesmo inconteste.
Entretanto, ali estava o fetiche da moça. Porque ela taxativamente me confessou que pirava tanto nas noites de masturbação solitária como tinha seus filmes como uma fiel companhia durante suas estripulias sexuais com seus parceiros, os tais mortinhos do começo da matéria.
E foram muitos os papos abertos e cheios de desenvoltura. Não sei se ela ainda se recorda das minhas queixas e virtudes daquela madrugada, mas a lembrança desse fato me veio de duas formas: o reencontro com a Sandra num dia desses e uma história idêntica contada por uma pessoa muito especial sobre esse gosto por filmes pornográficos.
Os fatos, nesse caso, se agregam e corroboram com a tese de que uma mania apesar de pequena quando praticada diversas vezes torna-se um fetiche interessante. A confissão ajuda muito, evita a dúvida solitária e quando existir uma brecha temos que aproveitar pra dividir esse tipo de assunto com quem tem capacidade pra discernir sobre o tema.
Da mesma forma como o papo fluiu na madrugada do Bar Esperança entre porres autênticos, ele pode causar uma boa sensação em quem não se nega a discutir qualquer caso que possa ser uma via de apego quando as pessoas pensam em sexo.
Os fetiches são assim. Nem mais ou menos, eles são na exata medida pra quem faz deles a fantasia preferida quando tem diante de seus olhos a oportunidade de juntar o útil ao agradável.
Puritanismo demais congela os sentidos,
portanto, trate de escolher bem quem será dono de seus segredos quando achar que deve contar.
Um bom final de semana a todos!
Marcadores:
Fetiches
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Notícias da Terra do Nunca
Acho muito gozado quando leio algumas mensagens, ou através de bate-papo na net sobre essa brincadeira de esconde-esconde quando se toca em fatos relacionados com sexo.
Daí me lembrei de quando era adolescente e furava sessão vespertina de cinema poeira pra ver o Carlo Mossy comendo a Vera Fischer. Fato normal pra mim e minhas inseparáveis punhetas, porém, estranho pra caras engravatados que se espremiam na ultima fila.
Esses sujeitos significavam a boçalidade em pessoa. A carcaça de aço inexpugnável que mostrava o moralista em pleno exercício de sua falsidade mórbida ocultando um cidadão comum, porém, envergonhado de gostar de sacanagem como qualquer pessoa normal.
Lógico, dirão os conservadores em sua douta sabedoria de boteco. Ele estava prezando a família e exercendo o dever que o padre disse na missa de domingo.
Tudo em nome da aparência...
Mudou alguma coisa dos anos setenta pra cá? O tabu é o mesmo e o pavor aparente é ululante. Ando pensando que qualquer dia desses as tais donas de casa organizarão outra passeata como a de sessenta e quatro em nome da moralidade.
Tudo isso porque vivemos numa terra atrasada e acorrentada a conceitos de dois séculos atrás. A mesma liberdade de expressão que se cobra tanto por aí deveria servir para assuntos mais abrangentes. Conservadorismo emperra e acaba enferrujando.
Então, é normal que certas conversas chamadas de apimentadas sejam relegadas a assuntos secretos entre rodas de amigos e amigas. Os bares e botecos são testemunhas de furores reprimidos e papos animados de pessoas em busca de uma vida sexual mais abrangente.
Pra que vocês que me dão a honra de ler as minhas linhas tenham um exemplo nítido do conservadorismo, basta atentar para o que está estampado quando você digita o endereço deste blog. Vale perder um tempinho e ler o que o Google diz com a propriedade de um sensor, pois ele tirando o rabo da reta afirma que pessoas anônimas os contataram e denunciaram o blog como conteúdo impróprio.
O remédio está na mudança. Pois assim que meu escudeiro terminar de elaborar um novo template e uma fórmula de preservar o que há quase quatro anos está aqui postado o Wordpress me espera, com domínio e tudo. Porque eu cago um quilo exato pra o que esse provedor diz a meu respeito e como qualquer cidadão tenho minha opção de escolha.
De duas coisas não morro: de medo ou de parto. Portanto, se coloco minha cara no perfil e assino e assumo tudo que escrevo em nome da minha própria moral acho que cumpro o papel para o qual os blogs servem como canais: opinião.
Tenho família da mesma forma que os moralistas de plantão também têm. Meu conceito de moral talvez seja igual ou mais elevado do que os de idiotas travestidos de representantes da sociedade imaculada. Portanto, o que deve ser dito eu digo e aceito opiniões contrarias sem moderar comentários, como pede o espírito democrático.
Não passa por minha cabeça escrever tudo isso na ânsia de mudar a opinião alheia e trazer todo mundo pra roda e falar abertamente de sexo e fetiches. Respeito os motivos de cada um, desde que respeitem os meus por optar pela forma direta de me expressar e ser autêntico.
O anonimato é necessário para alguns, mas não impede que mesmo de forma apócrifa as opiniões sejam convergentes.
Talvez isso explique o sucesso de produções brasileiras fetichistas alcançarem êxito fora das nossas fronteiras. Quem sabe esses anos de atraso e mentalidades retrógadas nos tragam um futuro mais sólido em que fatos tão comuns sejam tratados com relevância?
Volto ao caso das pornochanchadas dos anos setenta: por que hoje elas se tornaram Cult quando na época de seu esplendor foram tratadas como lixo pela sociedade?
Por que os intelectuais e críticos afirmavam que debaixo de regras rígidas de um governo de exceção elas eram a saída para anular filmes com cunho político-social e hoje novos apreciadores da sétima arte conseguem enxergar a arte entre cenas de sexo?
A resposta deve estar na consciência de cada um.
Ontem, hoje e amanhã.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O Pé Atrás
Este não é um artigo sobre podolatria, embora no fundo possa existir uma semelhança oculta latente. Fato é que algumas relações pulsam e morrem por conta de um pé atrás.
Confessar um fetiche, um desejo, uma fantasia, um tesão é simples, complicado é viver.
As mulheres são especialistas em ter esse pé atrás.
Verdade que elas o trazem de berço, vivem um cerceamento social muito grande onde os grilhões são pesados e as chaves escondidas. Talvez esse aspecto seja determinante quando algo acontece com jeito de mudar o rumo do vento.
As mulheres têm uma política própria bastante comum. Não é raro encontrar conceitos de beleza idênticos quando falamos com moças de lugares opostos. Na certa a sociedade cria um modelo, bastante óbvio é claro, mas a mulherada se agarra nele de tal forma que nem um nó de bondagista experiente é mais complicado desatar.
A neurose do esteticamente perfeito complica. A mulher gosta de ser admirada e seduzida, mesmo que ela tenha plena consciência que detém o poder máximo da sedução desde a maternidade. Eu acho até que fui seduzido por uma quando nasci...
Então, arrancar uma confissão de uma fêmea é como tirar grana de pão duro.
Saber os segredos de suas fantasias é pra poucos. Elas falam em entrelinhas, assoviam entre os dentes e murmuram palavras óbvias que funcionam como uma charada planejada pra pegar o malandro.
Mas, de repente, ela joga o visgo e nele escorrega quem for afoito: eu gosto de adrenalina!
Pois é moça: quem não gosta! Eu me confesso um viciado em adrenalina quando o papo é fetiche. Sim fetiche, porque quando uma fantasia chega ao limite extremo de ser praticada em seqüência ela passa a ser um fetiche. E dos bons, pode anotar.
Adrenalina é realmente um combustível necessário para uma boa relação a dois. Porém, ela não pode estar depositada no medo de não tentar. Viver é pra muitos, mas viver bem e de forma consistente é pra poucos. Cada vez que o pé ficar atrás e o passo for retardado as chances ficam menores, a vida passa e pode ser tarde pra admitir que deixou de viver.
Fracassos e frustrações fazem parte. Não podemos é viver com eles ao lado como se tudo fosse um imenso coquetel de “mesma coisa”. O mundo gira, a fila anda, e por mais que coisas se repitam vale lembrar que o passado passou e pela lei da vida ele não volta mais.
Não me sinto um conselheiro fetichista e tão pouco sentimental, apenas conheço casos e casos porque lidar com o lado humano do ser é complexo. Lidei com meus fantasmas muitos anos e demorei vários pra exorcizá-los de vez. Ninguém é perfeito, entretanto, a perfeição existe e ainda que outros a considerem imperfeita, o que importa é aquilo que nos causa o bem viver.
Portanto, passou da hora de sair de dentro do armário.
Pouco importa se o rosto apareça na tela ou exista um nome estranho ao lado de uma foto de um desenho animado qualquer. O que vale é o que está por trás de quem tem interesse de mudar o rumo das coisas.
O anonimato funciona como uma válvula de escape, assim como a virtualidade é tão efêmera quanto parece. Mas há de chegar à hora de respirar o mesmo ar, de fazer a força do contato e deixar a adrenalina dar o primeiro sinal. É tempo de perder um pouco o juízo e fazer da vida uma grande aventura consciente.
Calce um salto alto se olhe no espelho e admire o que anda tirando o sono alheio.
Esqueça um pouco as normas de beleza ditadas por artesãos de gostos duvidosos. Nem sempre o que eles dizem alcança quorum no sexo oposto, porque nem só de magreza doentia vive
o ser humano e bunda não é unanimidade absoluta, ainda que a mídia insista que a bunda da popozuda é o néctar dos deuses.
Acerte o passo e deixe os medos e receios com quem se arrisca a saltar de pára-quedas.
A felicidade é logo ali.
Marcadores:
Fantasias Sexuais,
Fetiches
sexta-feira, 23 de março de 2012
Sobre Infantilismo
É legal quando as TV’s fechadas exibem matérias adultas na madruga. Ajuda a desmistificar algumas lendas urbanas e orienta quem do assunto anda em busca. Foi assim a ultima vez que num desses programas se falou em Infantilismo.
Conhecido lá fora como o fetiche dos bebês grandes, os infantilistas não podem ser confundidos com pervertidos sociais, porque não existe desvio de conduta e o tema não tem nada a ver com pedofilia. Em nenhum momento se cogita a participação de crianças nessas práticas. No infantilismo, assim como em qualquer outra atividade fetichista a perversão é apenas sexual.
É evidente que a primeira vista o infantilismo apresenta um aspecto hilário. Não é fácil admitir um marmanjo cinqüentão usando fraldas, chupando chupeta dentro de um cercadinho que em alguns lugares também se conhece como chiqueirinho. Entretanto, depois que os espantos saem de cena uma expressão fetichista lotada de conceitos se mostra.
Por se tratar de algo raro e incomum não é difícil encontrar comentários de analistas do comportamento humano com um leque de opiniões distintas sobre o assunto. Os conceitos viajam entre formas de regressão à infância perdida até abusos sexuais sofridos na fase tenra.
No entanto, eu além de ficar ao lado dessas opiniões, amplifico e sem sombra de dúvida incluo a sacanagem no meio. Porque pra mim, não existe questão fetichista que não inclua realização de desejos.
Ora, normalmente quem me dá a honra de ler os quase mil artigos que escrevo sabe que fetiche é coisa de gente grande, exigente, e com plena consciência de suas fantasias. Por isso, é inegável que a cena fetichista favorita funciona como um canal de contato com o tesão.
Não há outra forma, ou tudo seria psicopatia. Porque ninguém monta uma cena pra ficar olhando pra ela ou pensa em viver uma aventura pra não acabar em sexo. E com os infantilistas também é assim. Rola a famosa paudurescência no momento exato.
Eles se reúnem em grupos, trocam idéias e afinam suas práticas. Composto em sua maioria por homens, embora existam mulheres com essas taras, os infantilistas também promovem festas e encontros e se ligam nas novidades como qualquer comunidade fetichista.
Porém, na maioria das vezes as práticas se restringem a praticantes solitários que alugam serviços de uma galera que aprendeu a lidar com as manhas desses indivíduos e, com isso, engorda a conta bancária. São as famosas “mommys” que funcionam na cena como mamães repressoras das artes desses praticantes e impõem castigos, não muito severos, como palmadas, chineladas e algumas doses de palmatória, toda vez que eles propositalmente molham os fraldões de mijo. No mesmo compasso, as “mommys” trazem as babás, que nada mais são que garotas de programa que fazem o papel de acalantar os bebês gigantes através de seios fartos que amamentam os infantilistas ou em “boquetes” e transas que são os chamados prêmios por bom comportamento.
Fora de cena, os infantilistas são pessoas normais que têm seus negócios, ou labutam como profissionais liberais e comerciantes. Logicamente, são dotados de uma capacidade financeira que lhes permite ter seus espaços destinados a suprir seus desejos e, ao mesmo tempo, podem pagar pela assistência das “mommys” e das babás.
Bom ou ruim, o infantilismo é apenas um fetiche dentre os tantos listados no imenso glossário disponível onde qualquer pessoa com uma queda acentuada por uma fantasia pode se enquadrar.
Noves fora as confusões que geram preconceitos, as práticas são aceitáveis no meio, porém em se tratando de uma fantasia que requer um cenário especifico talvez não seja tão fácil de ser posta em prática. No Brasil, alguns abraçam a causa, todavia têm problemas na construção do quadro onde vão pintar seus
desejos, no encontro de adeptos iguais e na contratação das pessoas especializadas em cumprir com os ritos.
Que sabe um dia eles possam ter seu espaço preservado como todos nós?
Um excelente final de semana a todos!
Marcadores:
Fetiches,
Infantilismo
quinta-feira, 22 de março de 2012
Abstinência Fetichista
Chega a bater um leve desespero…
Dá tremedeira, comichão e outros bichos. Porque ficar muito tempo sem dar de cara pra fantasia preferida é como caminhar no deserto sem uma garrafa d’água. Exagero?
Nada disso, só quem sente é quem diz.
Conheço bondagista que chega a amarrar a si próprio em busca das emoções que andam em falta. De dar dó mesmo... Nunca soube de casos de sádicos que se espancam porque seria o fim dos tempos, mas que existem masocas se maltratando na encolha sem abrir o bico é fato.
Um parceirão louco por pés pedia sempre um sapato usado a namorada. Não fazia coleção, mas na falta, ele metia o nariz lá dentro e aplacava seu desejo.
Na verdade, a abstinência fetichista cumpre etapas. Porque às vezes o próprio é o responsável pelo afastamento. Basta começar a surtar com reciclagem, com a busca da parceria perfeita e o tempo passa sem pressa, mas depois o bicho pega. E quando isso ocorre se instala o terror.
Então surgem fatos constrangedores. Os marmanjos pagam um mico bem maior e a polução noturna é inevitável. Para as moças, basta lavar as roupas íntimas, mas os brothers gastam uma grana preta com lavanderia porque os lençóis viram alvo da fúria fetichista retraída.
E os efeitos não cessam nessas transas desconexas durante os sonhos.
Já vi mulher subindo pelas paredes com as unhas, dando patada em tudo e em todos porque anda distante daquilo que ela mais gosta. Se para umas pessoas sem um pezinho do lado de cá da trincheira é complicado, imaginem pra quem a fantasia é um êxtase em dobro?
Como diz o jargão: “as mina pira véi!”
E como piram. Tentar um “approach” junto a uma dominadora sem parceiro é como colocar a cabeça na boca de um leão no zoológico. E as submissas? Assumem sua própria abstinência e chegam a postar em seus espaços em letras garrafais todo seu descontentamento.
Vocês poderiam dizer que não é bem assim. Que basta abrir o berreiro e logo pinta algo novo pra consolar as moças. Porém, nem tudo que agrada Chico também agrada Francisco e o que elas querem passa longe de colocar um anuncio de classificado implorando por umas chibatadas. Na verdade, elas anseiam por um serviço completo, algo que elas possam se entregar e se sentir plenas.
Fetichismo não é sinônimo de vadiagem, pelo menos pra alguns...
Resolver a abstinência fetichista pra alguns homens não é tão complicado. Existem as moças de vida horizontal, as meninas de aluguel que uma vez cadastradas topam algumas cenas mais calmas. Mas o sujeito não admite pagar pelo sexo e muito menos pelo fetiche. Então só mesmo realizando a fantasia com uma boneca inflável ou um manequim de loja.
É lógico que o sexo de aluguel serve pra ambos os sexos. Afinal, também existem os go-go boys que topariam suprir as carências das moças. Entretanto, o grau de exigência das madames é um pouco mais acentuado que o dos homens, e isso, acaba por criar um hiato importante entre a vontade e a realização.
De fato, falar em abstinência fetichista é como enxugar gelo. O praticante pode colocar de lado, está acostumado com isso, uma vez que em noventa por cento dos casos a vida nunca foi um mar de rosas. Porém, depois de provar da fruta esquecer o sabor é muito mais difícil.
Masturbação não resolve, é paliativo.
Deixa em falta o fator pele, o olho no olho e o cigarro depois da cena não tem o mesmo sabor.
O jeito é batalhar e cortar um dobrado pra sair da crise antes que ela tome proporções gigantescas e cause danos ao patrimônio e leve o fetichista a terrível desistência.
Pra passar o tempo, basta relembrar o quanto foi difícil chegar até o entendimento de si mesmo e, com isso, o oxigênio torna-se mais puro e o tempo não vai causar a ferrugem que você tanto teme.
Depois, quando o sol voltar a brilhar, pense no quanto patético você foi ao deixar escapar o que tinha de melhor nas mãos.
Marcadores:
Fetiches
quarta-feira, 21 de março de 2012
As Loucuras da Paty
Ontem falei em seduzir.
E a onda que deu na praia trouxe várias mensagens pra minha caixa de correio aqui do blog. A identificação de pessoas que muitas vezes ainda não possuem tanta experiência com as fantasias é sempre o ponto positivo a ser visto, e ainda que eu não tenha ares de pervertedor infla o ego saber que o tiro foi no alvo.
Uma delas, da Paty, traz um verdadeiro coquetel de loucuras que ela sonha por em prática.
Daí veio o titulo, a referência. E não pensem que a coisa é simples, tranqüila, cartesiana, porque a moça tem um namorado e o cidadão nem tem idéia das diabruras que a Paty tem em mente.
Podia começar o artigo de hoje pela listinha de coisas que passam pela cabeça da Paty e são parte dos planos que essa menina tem em mente, mas prefiro desenrolar algo real, uma experiência que ela garante que foi fato verídico.
Ela conta que queria transar com o namorado e inserir um voyeur na fita. Fato comum, simples, em nada comparado aos doze trabalhos de Hércules, mas isso se o namorado soubesse do que ela estava tramando. Porém, o sujeito foi levado a acreditar que se tratava de mais uma das gostosas tardes que costumavam dividir no apartamento dela, enquanto ela tratou de conseguir construir seu castelo de forma a suportar todas as ondas que beirassem a praia.
Escondeu um amigo interessado no quarto dos fundos e exigiu sigilo.
Valia uma bronha na encolha, mas nada de espalhafatoso que possibilitasse o flagra de parte de seu namorado. Ele, o voyeur, deveria estar no ângulo de visão dela, ou seja, perceptível aos olhos da Paty, porém de forma intocável em relação à transa. Restava, porém, se certificar que tudo corresse conforme o imaginado.
Pensando nisso, convenceu o namorado a uma ceninha de bondage a meia boca. Algo que pudesse sustentar a idéia de uma venda nos olhos do seu amado, e assim, ter toda a segurança possível. Arranjou dois lenços grandes, e com um atou as mãos do namorado com muita calma e ele entrou na dela sem pestanejar. O outro lenço cegou-lhe os olhos.
Quem negaria um sexo apimentado dessa forma ainda com a cor baunilha nos olhos?
Teve medo que ele estranhasse o fato de não ficar na direção da cabeceira da cama, pois ela o queria com a cabeça virada para a porta do quarto, por onde surgiria em cena o convidado indiscreto. E assim foi. A Paty me garante que houve uma mescla de sensações nessa fantasia digna de muitas passagens que ela colheu em leituras aqui no blog e em outros tantos espaços fetichistas que ela anda freqüentando.
A sedução, o medo de ser descoberta, a reação do amigo à própria cena e o prazer que ela experimentou, além da sensação indescritível que teve da missão cumprida. Claro que seria mais fácil expor ao namorado toda essa volúpia que ela anda desenvolvendo no encontro com as fantasias que ela está percebendo em suas viagens pela internet, mas o receio de atrapalhar um relacionamento que leva anos a fez criar esse conto, que dessa vez, teve um final feliz.
Entretanto, noutras fantasias que ela anda surtando a facilidade não será a mesma.
Será necessário sentar e estabelecer um elo entre a paixão nutrida por ambos e as loucuras gostosas que ela tem pra apresentar.
Nesse caso, a perversão é sadia e admissível e o namorado necessita ter pelo menos o conhecimento de tudo que se passa ao redor. Soa injusto convidar alguém pra uma festa e deixar esse convidado num canto da sala sem direito a participar.
Talvez ela se ligue nesse conselho e caminhe na direção considerada politicamente correta do fetichismo, onde o consenso é a chave do sucesso dos que se propõe a caminhar por essa via.
E que venham mais loucuras da Paty pra dividir.
E se ela anda em busca de novas idéias e planos, nada melhor que seguir a linha de raciocínio e postar muitas amostras de cenas que a deixem cada vez mais excitada.
Marcadores:
bondage,
Fetiches,
Voyeurismo
terça-feira, 20 de março de 2012
Jogos da Sedução
Esse negócio de seduzir é bastante interessante.
Tudo começa por algo chamado de interesse. Ele bate e comanda as ações.
Daí surge uma atmosfera envolta em mistério, e quando falamos em seduções fetichistas nada melhor e mais atrativo que boas doses de mistério. Se no mundo baunilha o mistério rouba a cena, aqui, onde o fetiche é causa e conseqüência, ele dá as cartas.
Cada um sabe o calibre do seu poder de sedução, mas não tem idéia se do lado de lá causará o efeito desejado. Mas esse preâmbulo é excitante demais pra ter um rito, uma regra exata ou uma equação que possa apresentar um resultado manjado. Porque nesse jogo quem seduz pode terminar seduzido.
Trocando em miúdos, o fetiche passa de uma simples fantasia que cabe em qualquer pessoa a uma característica de quem é alvo. Não há apenas o interesse pelo fetiche, mas por alguém que se torna hospedeiro dessa fantasia.
A sedução é tão forte que dentro de um jogo um bondagista se deixa amarrar, um dominador se deixa algemar e uma dominadora se deixa dominar. E não me venham falar em regras de conduta, teorias separatistas ou em posturas fetichistas sem nexo. Os livros e manuais aqui não contam, porque como disse acima, ainda não inventaram o resultado dessa equação.
É preciso entender a cabeça de um fetichista ante qualquer suposição. Um fetichista abraça a idéia de seduzir da mesma forma que ele se apaixona: aos pedaços.
Um fetichista pode enlouquecer por um pé, por pernas, por cabelos, por teorias e por cenas. Objetos fazem parte, mas no momento que um corpo humano se interpõe entre o sonho e a realização esses apetrechos passam a integrar um conjunto. Não se imagina uma musa descalça, ainda que os efeitos da podolatria sejam intensos. Então, a mente vaga e o corpo padece, e o jogo segue...
A mulher é uma maestrina na arte de seduzir mesmo quando ela é o objeto de sedução.
Porque ela nasce doutrinada a ser conquistada, impõe um preço na conquista e inverte papéis com uma facilidade extrema. Ainda que o homem tenha as armas ela sempre encontra um ponto onde é possível atuar e deixar as coisas a sua maneira. Nem mesmo as mulheres chamadas de submissas de alma escapam dessa regra, é fato.
Na verdade, os jogos de sedução navegam entre luz de velas e camas desfeitas.
O que importa é que se entenda que a continuidade desse mistério precisa ser alimentada pra que não se esfumace com o tempo. Nada é eterno, mas pode ser muito interessante se quem joga não esquece as regras e segue criando fases a serem digeridas dentro da própria relação.
Cumplicidade é a chave. Parceria é o segredo que abre o cofre e mantém os corações alinhados num mesmo sentido.
As pessoas costumam dizer que seduzir é uma arte. Mas se o artista não se reciclar, se não tiver um plano o naufrágio é iminente. Não basta ter, é preciso conquistar e toda conquista é o resultado de etapas cumpridas com eficiência e sabedoria.
Portanto, não abro mão de seduzir e ser seduzido.
Acho esse jogo à mola que impulsiona a raiz do desejo. E entendo que desejo não segue tendências ou admite influências de modismos ou parâmetros e convenções. A pessoa perfeita é aquela que cabe dentro do sonho de quem plasma com a construção do momento perfeito. O mistério aqui é tão bem vindo que toda castração de sentimentos que ele impõe a principio vai se transformar em deliciosas cenas que a memória vai se negar a esquecer, mesmo que tudo um dia não passe de fotos e cartas guardadas numa pasta qualquer.
E no final, o fetiche deixa de ser solitário pra se personificar no alvo da própria sedução.
E você já não vai dizer que seu fetiche é esse ou aquele, porque ele simplesmente passa a pertencer a pessoa pra quem você criou todas as fantasias e cenas, e ela será seu próprio fetiche.
quinta-feira, 8 de março de 2012
O que te move?
Se é verdade que é possível ouvir um sininho badalando quando algo provoca a libido, chegou a hora de comentar o que se escuta e lê por aí.
Um sujeito bacana me disse assim: cara, fala sobre fetiches bizarros.
Complicado... Argumentei.
É – ele insistiu – porque tenho um amigo que não refresca quando tem alguma coisinha dessas estranhas por perto. Claro, mas algumas coisas bizarras são pra lá da conta.
E quem sou eu pra duvidar da piração de cada um? Além disso, trata-se de algo que não tenho muito conhecimento, portanto, prefiro passar.
Deixando de lado as bizarrices, é bem bacana ressaltar o que move o fetichista a delirar com sua tara preferida. Porque é o chamado momento único, onde ele encontra sua tese de mestrado. E melhor, sai com o resultado positivo debaixo do braço e com o insaciável gostinho de quero mais.
No vale tudo fetichista as emoções falam mais alto. Perigo, medo, ansiedade, são fatores preponderantes capazes de disparar os tais sininhos que aproximam os fetichistas de seus desejos. Sendo assim, é possível encontrar loucos por cenas de bondage que apreciam uma cena simples, fácil até de prever, e ao mesmo tempo enlouquecer com uma mocinha amarrada na linha do trem em total perigo.
Outros exemplos existem e se repetem criando uma espécie de corrente. A tal corrente do pensamento coletivo de que isso ou aquilo é uma espécie de politicamente correto dentro do BDSM assumindo um viés de mantra, tamanha à proporção que alcança através das redes sociais que cada vez mais difundem imagens fetichistas.
Alguém já parou pra reparar que nas redes sociais a tal ferramenta “curtir” é a chave do sucesso do que se posta? A coletividade assume papel de comissão julgadora desses interesses, e ainda que haja um pensamento em contrário o que se curte vira moda.
Então, seguindo esse critério, o que me move ou o que te move, acaba movendo a todos.
O resultado deste “dilema” está postado aqui mesmo, no primeiro parágrafo quando o sujeito me pede que fale em fetiches bizarros. Porque se há um furor coletivo movendo todo mundo num mesmo vagão, nada mais excêntrico que uma boa bizarrice pra provocar arrepios e narizes retorcidos.
Está mais que na hora de deixar o diabinho que nos possui quando o papo é fetiche curtir ou não curtir o que se posta na rede. Não estou me referindo a um facebook da vida apenas, mas a outros lugares onde as pessoas se manifestam exibindo o que consideram a imagem fetichista preferida.
Agora, quando existem discordâncias as reações são austeras. Pobre daquele, ou daquela, que comentar num site como o fetilife que a cena não é lá essas coisas. O pau come! É tanta porrada que torna-se hilário. E vem de todos os lados, sem dó ou piedade. E pasmem, porque estou me referindo a imagens impessoais, ou seja, coisas catadas na rede que sequer pertencem a quem se dedica a postar.
Uma coisa é certa: todo fetichista vira e mexe precisa se reciclar. Precisa ser mais convicto em sua linha de pensamento e não se deixar levar pela enxurrada de coisas que aparecem na tela do computador apenas porque é bacaninha.
O que nos move, precisa necessariamente ser relevante. Há que existir critério pra que nosso interesse seja sempre preservado. Eu louvo iniciativas, adoro quando gente nova aparece no cenário com vigor, admiro quando pessoas que antes se mostravam através de um simples avatar passam a mostrar quem realmente são.
E sou cada vez mais fã de carteirinha das moças que todo dia renovam os estoques de fotografias dos pés, de coleiras em seus próprios pescoços, enfim, de nossas musas enlouquecedoras. Elas me movem.
E se me movem, no dia dedicado a elas, não podia deixar de dedicar essas linhas.
Um beijo pras moças fetichistas e pra aquelas
que começam a achar isso tudo um grande barato!
Marcadores:
Fetiches
quarta-feira, 7 de março de 2012
Hereditário?
Muita gente com tendências fetichistas martela esse pensamento na cabeça.
Existe a possibilidade do gosto pelo fetiche ser hereditário?
Pois é brother, essa eu passo. Tudo bem que não me sinta com condições de responder a quem tem essa dúvida, por não possuir embasamento pra tanto e porque também já andei navegando por esses mares. E do alto de anos militando nessas hostes, não encontrei qualquer evidencia que possa comprovar essa tese.
Porque se a dúvida consiste no desejo passar de pai pra filho, alguém poderia supor que por haver uma coincidência desse tipo numa família qualquer o caso seria generalizado e, portanto, positivo. Seria um caso isolado ou uma comprovação da teoria da hereditariedade?
Lógico que alguns aspectos devem ser levados em conta quando se analisa esse fato. Muitas das manifestações de apego fetichista costumam ser tratadas dentro de sigilo. No escuro.
As pessoas têm por hábito não se expor. Medos e entraves sociais conspiram pra que isso se torne uma prática, conseqüentemente, encontrar brechas que sejam capazes de revelar atos fetichistas em pessoas da mesma casta é improvável.
Some-se a isso a própria formação dos que se envolvem com fetiches em relação as suas proles. Daí o camarada entra em pânico com um fato assim:
“Sendo eu um dominador por excelência, virtude e vocação, não aceitaria que meu filho fosse um submisso”. Nesse caso, além de negar a capacidade de discernir de seu herdeiro ainda existe alta dose de preconceito no contexto, porque no caso, ser submisso é apenas uma escolha, um desejo, da mesma forma que pra essa pessoa o tesão chegou por outra via.
Me negaria a achar estranho ter essa constatação em relação a hereditariedade.
Acredito na influência, isso sim, se as pessoas assumem abertamente suas preferências diante dos filhos. Porque nada até hoje foi dito ou comprovado que possa corroborar plenamente com a tese de que a tendência a gostar de fetiche possa ser hereditária.
Agora, se a pessoa se nega veementemente a divulgar o que lhe dá prazer e aos poucos assiste o mesmo tipo de desejo aflorar num sucessor seria um atestado límpido e cristalino da existência do sabor do fetiche através da genética.
Não sou chegado a temas polêmicos, mas não nego que o debate me excita.
Convidar a todos que passam as vistas no blog pra debater esse assunto seria importante. Através de opiniões e da troca de experiências às vezes é possível ter uma divergência de conceitos capaz de gerar resultados, principalmente porque insisto sempre que em se tratando de fetiches, coisas que mexem diretamente com sentimentos das pessoas, não há uma verdade tão segura quanto pareça ou tão leviana quanto se imagine.
Não vale firmar uma posição através de suspeitas.
A comprovação aqui é o fator a ser analisado. Casos que sirvam de exemplos com todos os dramas que os cercam.
Resumindo, deixo em aberto o fechamento desse artigo de hoje justamente pra buscar através dos que me dão a honra de participar do blog um consenso.
Em seguida, postarei as opiniões, tanto as que chegarem aqui por comentários como as que vierem por email.
Marcadores:
Fetiches
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Mimos
Quem não gosta de receber um mimo?
Uma prova de carinho, gestos que sobrevivem ao tempo e até as nossas próprias lendas porque são guardados pra se tornarem eternos. E quando o papo é fetiche um mimo cai como uma luva. Porque todo fetichista que se preza tem seu lado voyeur, é inegável.
Ver a imagem que provoca a tal atração fatal protagonizada pela parceira (o) é algo pra se ter em conta. É observar com cuidado e deixar a imaginação fazer seu papel.
E convenhamos que hoje essa forma de realizar um desejo, ou quem sabe provocar uma atitude, está muito mais fácil de ser concretizada. Imaginem alguns anos atrás e pensem no transtorno que era bater uma foto, levar pra revelar e mandar pelo correio ou mesmo entregar em mãos. Isso sem contar com a provável exposição que uma foto mais ousada seria capaz de causar uma vez em mãos estranhas.
O mundo digital que tem seus defeitos nessa é só virtudes.
Até um bom celular é capaz de reproduzir uma cena bombástica pra um parceiro e depois ser deletada em questão de segundos. Claro que a pessoa a qual o mimo é endereçado deve ser merecedora de total confiança de quem se presta a ousar em poses nada convencionais. Confiança é algo que não se vende na farmácia e não se toma a força, simplesmente se conquista.
O melhor dos mimos fetichistas é aquele que carrega a surpresa. Concordam? Tentem captar a cena: a mulher sabe dos seus desejos mais ardentes e se prepara, escolhe uma ou duas roupas diferentes, e realiza sua fantasia através de poses que irão provocar o desejo imediato em fração de segundos. A satisfação mutua é total. De quem envia o mimo e de quem recebe.
Nesse caso, um vídeo ou umas fotos bem feitas são capazes de reproduzir o clima perfeito e ainda de quebra podem servir de pano de fundo para futuras masturbações quando a saudade aperta. Pessoas que se relacionam e vivem em lugares distantes usam os mimos em caráter de aproximação.
É lógico que a bravura de quem se dispõe a enfrentar o desafio de protagonizar um mimo fetichista deve ser enaltecida em gênero, numero e grau. É fato, pois algumas cenas quando realizadas de forma solitária são complicadas. Um self-bondage (o ato de se auto-amarrar), por exemplo, complica o set fotográfico se a pessoa não dispuser de um equipamento que produza disparos automáticos. Mas mesmo assim sou testemunha de mimos muito bem produzidos por quem se dedica a agradar a quem gosta.
Dos mimos fetichistas mais populares estão as fotos de pés. Diversos portais disponibilizam de forma gratuita onde mulheres sem rosto postam mimos para ilustres desconhecidos. Esses seriam mimos generalizados, diferentes dos mimos enviados de pessoa a pessoa.
Na verdade, o mimo enviado “door to door” aumenta a cumplicidade totalmente necessária entre parceiros que prometem colocar fetiches em suas vidas, e quando ele é concedido de uma pessoa considerada de fora do circuito fetichista o valor é em dobro, porque comprova a possibilidade de criar um elo entre o que pra muitos é um tabu e pra outros funciona como impulso.
O muro do preconceito e do “achismo” sem conteúdo está cada vez mais vulnerável...
Portanto, da próxima vez que houver a incontrolável vontade de mandar um mimo ao seu parceiro ou a sua parceira, em se tratando de fetichismo, deixe as lindas paisagens de fora e aposte em algo mais íntimo, ainda que concebido de forma “indoor”, e que de preferência possa aguçar o desejo de quem é merecedor de sua capacidade de criar um evento particular.
Os mimos fetichistas representam uma aproximação incrível, ainda que algumas pessoas duvidem desse efeito quase devastador.
Uma relação apimentada com ares de cumplicidade começa com o retrato das intenções.
Quer apostar?
Marcadores:
Fetiches
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Fantasias nas Prateleiras
É cada vez mais popular a utilização de brinquedos eróticos quando há vontade de criar nas noites de sexo. Antes o que era considerado um tabu os sex shops viraram moda.
Opções não faltam e as amostras que lotam as prateleiras ou as vitrines virtuais pela internet cada vez mais aguçam a curiosidade de pessoas que são chamadas de baunilhas. Não há uma lista dos mais pedidos. O povo abocanha aquilo que a mente dá como dica, e a variedade é grande e oportuna, desde consolos de todos os tipos e tamanhos a lingeries sensuais, passando pela inevitável vista a objetos utilizados em sessões de BDSM.
E a galera que nem sabe o que significa essa sigla se esbalda com seus sonhos antes considerados impróprios e mundanos. Por que não colocar uma máscara negra, subir num salto, um par de meias finas e um chicotinho na mão numa pose de dominatrix?
As algemas são sugestivas e embora a grande maioria das lojas ofereça as de trava de segurança que possibilitam escapar em casos de desistência representam um fetiche.
Ousar é a palavra da moda. Foi-se o tempo em que utilizar esses jogos em transas gostosas era papo pra gente tida como pervertida como nós. Tem gente que aposta nesse esquema e de tanto que aproveita repete o que aumenta consideravelmente suas visitas aos sex shops.
E se há uma turma que não abre mão de gastar uma graninha nessas lojas de conveniência sexual são as meninas. Elas levam de tudo, desde calcinhas apropriadas com furinhos em locais exóticos aos potes de gel que esquentam e gelam na hora do “vamos ver”.
A febre é tamanha que tem menina vendendo de porta em porta produtos que antes só se achava em lojas escuras e ocultas num canto de uma galeria não muito povoada. As “sacoleiras do sexo” oferecem os mesmos produtos com direito a catálogo e encomendas e ainda aceitam chequinho pré-datado ou carregam a maquininha do cartão pra parcelar. E isso eu não escutei falar apenas, eu sou testemunha, porque algumas modelos do site Bound Brazil vendem essas peças às colegas de filmagem.
Me faz lembrar de um tempo, tipo metade dos anos oitenta, quando essas lojas abriram as portas por aqui. Tinha gente que nem olhava com medo do preconceito. Entrar? Nem pensar...
Se alguém falasse que na esquina havia um sex shop era execrado socialmente e taxado de tarado. Hoje, até em cidades do interior, onde nunca se imaginou existir, essas lojas faturam cada vez mais. Sinal dos tempos...
E as idéias fervem. As dicas na Internet sobre como utilizar os brinquedos das prateleiras dos sex shops em sua próxima transa são fartas e visíveis. Basta visitar um blog fetichista, um site de opinião feminina, que os relatos são intensos e até didáticos. A imaginação aflora, o coração acelera e com jeitinho rola um papo com o parceiro - ou dele pra ela - marcando no próximo final de semana algo que vai gerar energia capaz de manter o que de uma relação se espera: a chama acesa.
Portanto, não economize nas idéias. Deixe o pensamento fluir e se descubra através de jogos.
Sexo sem uma apimentada é como comida sem sal e tempero. Até desce, mas não dá vontade de repetir. E vá aumentando as doses aos poucos, saboreando pelas beiradas sem deixar cair nada pelo canto da boca.
Mas preste bastante atenção, porque se pintar uma rejeição logo de cara a proposta que você vai colocar sobre a mesa não desista. Porque a timidez às vezes é um obstáculo a ser ultrapassado e com calma e papo de pé de ouvido tudo se ajeita.
Agora, se a pessoa começar com historinhas de que isso é coisa de pervertido, de gente sem moral ou coisa assim, fique de antena ligada, porque com certeza seu parceiro ou parceira anda comendo a melhor parte do fruto bem longe de casa...
Quem valoriza a pessoa que tem ao lado escolhe pra realizar com ela as melhores aventuras da
vida, sejam elas sociais ou sexuais. E foi sempre assim, desde que o mundo é mundo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Days of Joy
Confesso que faz tempo em que aproveito os dias de carnaval pra dar uma reciclada, renovar o espírito, a mente e o corpo. A folia de Momo, os dias de alegria que pareciam intermináveis se foram, deixei pra trás, mas as idéias ainda me remetem a fatos imaginados.
O carnaval é uma festa pagã. Todo mundo sabe disso e desde que esse evento se tornou algo a ser festejado as pessoas se liberam nos dias de folia. E muitos aspectos fetichistas tomam conta das ruas e praças nesse período.
Fantasias, máscaras e personagens brotam de todos os lados.
Qual fetichista desavisado nunca flertou com uma colombina amarrada? Uma linda garota vestida de policial com algemas penduradas no cinto? Pode ser até de mentira, bem falso mesmo, mas a fantasia remete diretamente ao fetiche. Porque o fetichismo nada mais é que a representação da fantasia na vida real através do imaginário das pessoas.
O bom do carnaval é que nesses quatro dias (ou mais em algumas cidades) as pessoas ficam mais soltas, a vergonha é deixada de lado e cada qual faz uso do que sonha pra por em prática num baile, num bloco ou até mesmo num passeio quando o verão por aqui está mais forte.
E essas fantasias podem se repetir quando os dias de Momo terminam. Basta que as pessoas mantenham essa energia intacta e transportem o carnaval pra dentro de seus dias onde a fantasia tem lugar cativo.
É o chamado vale tudo pra ser feliz. Saca?
Alguém pode contestar essa pequena tese e analisar pelo fato de que nem todos se fantasiam no carnaval. Perfeito, mas o espírito de festa às vezes tem o efeito de um traje bem bolado, sem contar que usar uma fantasia em público é uma coisa, mas entre quatro paredes é totalmente diferente.
E nesse imbróglio de teses é importante ressaltar como os fetichistas encaram o carnaval.
Alguém já parou pra analisar como um podólatra se sente nesses dias? Com o fetiche a mostra em qualquer calçada o sujeito pira e com certeza termina na Quarta de Cinzas com um puta torcicolo de tanto que se contorce em busca do melhor ângulo para admirar belos pés.
Um parceiro que por acaso me visitou hoje aqui na empresa me garantiu que seu fetiche é por mulher peituda. É, o cidadão é chegado a uma espanhola ou punheta russa em alguns locais, que nada mais é do que a utilização do membro entre os volumosos seios das moças. Pasmem, porque ele jura de pés juntos que o carnaval é a época perfeita pra admirar as meninas com camisetas regatas mostrando a protuberância saliente debaixo do sol...
Sim, porque o fetichista que se preza não é muito chegado a imagens na praia. Parece estranho, mas o interessante é que as imagens colhidas na rua, através de uma blusinha fazem mais efeito do que os seios apertados pelo biquíni.
Isso é comprovado através de papos com essa galera que gosta de fantasia.
Por tudo isso vale lembrar que se o carnaval é uma festa de alegria nada melhor que transportar essa mensagem pra sua próxima aventura que irá ser bolada entre quatro paredes.
E não precisa muita coisa não. Basta guardar a fantasia e reutilizar para outros fins. Deixar amarelar no armário é perda de tempo.
Essas linhas me fizeram lembrar uma amiga que há muitos anos se apaixonou por um sujeito fantasiado de carrasco nos tempos dos bailes de clubes. Me recordo que o camarada tinha um capuz e um machado de plástico na mão. Pode parecer hilário, aliás, nem me toquei na época, mas com certeza se ela teve essa intenção naqueles dias é capaz de ter uma veia fetichista até os dias de hoje. E quem sabe ela e o carrasco tenham vivido felizes pra sempre? Vai saber...
Portanto, se seu lance nesses dias que estão próximos é ficar de fora da festa como eu o
melhor é observar e reacender as idéias. Não custa nada, cada ano que passa as fantasias mudam e tem sempre uma idéia nova pairando no ar.
Mas se sua opção for cair na farra, lembre-se sempre que nada termina na Quarta-Feira se o carnaval dentro de nós perdurar por muitos dias.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
De Dentro pra Fora, De Fora pra Dentro
Demorou demais pra esquecer a timidez.
Pensou pra cacete, foram anos de escuro. Chances perdidas, relacionamentos pela metade, uma loucura fechada a sete chaves.
Lia demais, sabia tanto e guardava tudo e jamais dividia. As palavras nunca deixaram o pensamento. Era um fetichista completo, autodidata, e os textos e as fotos foram sua companhia nas noites sem sono.
Mas sempre existe um dia diferente quando todos os contos se tornam reais.
E numa dessas viradas da vida alguém interessante apareceu. Uma pessoa que preenchia o modelo tão desejado nas muitas noites de insônia. Uma mulher bonita, atrativa, inteligente, e o melhor, grande, com quase um metro e oitenta calçando trinta e nove e dona de pés que sua podolatria latente sempre andou a procura.
Mas a vida não é perfeita e muitas vezes o certo chega por caminhos opostos. A internet é vasta e reúne pessoas de lugares distantes, de norte a sul num país de dimensões continentais. E pra complicar mais ainda nosso personagem de hoje, ela pouco ou quase nada sabia sobre o assunto.
O cenário não era dos mais agradáveis, mas ele não desistiria tão fácil.
Primeiro conseguiu vencer a timidez que jamais lhe permitira sequer escrever o que tanto lhe encantava mesmo através da tela de um computador. Dado esse passo ele tinha plena consciência de que ela poderia lhe dar um fora e nunca mais voltar.
Mas ela queria saber. Ainda que de fora pra dentro do meio fetichista havia nela a intenção de conhecer aquele mundo e, principalmente o que movia seu habitante. Sagaz, ela cativava com as palavras escritas de uma forma direta. Mostrou os pés na câmera, exibiu fotos calçando botas de inverno e falou em cheiro, suor e desejos.
O cara pirou. Uma piração de fato e de direito que o levou imediatamente a esquecer o sono, só que desta vez por uma bela causa. O mundo se resumia a ele, ela e as telas de computadores.
O que era imprevisto virou realidade e ela, por sua vez, comia cultura fetichista em generosos pedaços através do que ele a indicava pra ler e por seus próprios instintos. Contou sobre vontades que teve, de desistências de pessoas as quais se relacionou e chegou ao ponto de dizer que este era um dos seus desejos escondidos.
Bendito segredo...
Pirou mais uma vez e blasfemou contra todos os analistas de sistemas por não terem inventado algo mais real dentro do mundo virtual.
Ela tinha que ser dele e ele queria se entregar a ela. Por completo, sem frações.
Fez as contas, calculou roteiros, reinventou dias de trabalho e descanso e plasmou um encontro a qualquer preço. Ela tinha duvidas. Sair da fantasia escrita e falada pelo telefone é complicado para uma mulher jovem e do interior. Brecou seu impulso e queria não querendo, se policiando, medindo, enquanto ele a queria de qualquer maneira.
Hoje ainda discutem formas e métodos que os aproxime. Ela já não faz tanta objeção assim de brincar com o novo, com o que já não é mais tão desconhecido assim. Ele elabora planos, pensa em largar tudo, noutras friamente percebe que o passo a ser dado além de definitivo tem que ser consciente.
São as melodias que a possibilidade do mundo virtual coloca na vida das pessoas e age como um vício, criando uma dependência muitas vezes cruel e desumana.
Mas há de chegar o dia em que ele a trará pra perto ou ficará bem longe, porém, muito próximo daquilo que ele sempre imaginou como ideal.
Um bom final de semana a todos!
Marcadores:
Fetiches,
Podolatria
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Dependência
Engraçado como alguns termos do cotidiano conflitam de alguma forma e de outras eles são bem vindos. Dependência. Em se tratando de vários aspectos da vida a dependência é nociva.
A dependência química, por exemplo, é intolerável, aniquila até, mas a dependência fetichista e sexual é sadia e bem vinda.
Quer saber como?
Basta experimentar encontrar alguém que tenha o perfil sonhado, desejado e imaginado.
Pode ser que existam até diferenças esféricas, mas no olho do furacão algo apaixonante e talvez definitivo esteja a caminho.
É normal que se imagine que fetichistas costumam construir castelos. Evidente. Entretanto, quando existe a possibilidade da pratica em total harmonia, a simbiose é perfeita. Não estou falando de pessoas que cedem apenas em relação a fantasias e práticas, me refiro à cumplicidade total, quando dois corpos decidem dividir os mesmos sonhos e esperanças.
Ora, não é assim nos relacionamentos?
Se existem duas pessoas dividindo uma vida, um destino, é normal que busquem a totalidade. E nas expressões fetichistas nada é diferente, porém, precisa ser mais homogêneo. É a velha história da fome com a vontade de comer. É até admissível que a fantasia apresentada tenha sido para ambos ou não um simples devaneio esquecido em algum ponto perdido, mas quando praticada se produzir o efeito do prazer comum a dependência é certa.
Algumas pessoas se negam a estar dependentes de outros nessa questão. Acham perigoso, algo como se em perdendo dificultaria até mesmo se reerguer após um lamentado fracasso, mas isso, por outro lado, significa abrir mão do direito de ser feliz.
Dizem que as mulheres têm sempre uma reserva de sentimentos guardados para esses casos, mas isso não sou eu quem afirmo, ouve-se por aí. No entanto, esse é um processo de absoluto desgaste para os dois lados e qualquer reserva é incapaz de cobrir o rastro que sobra.
De mais a mais, seria estranho falar em ruptura quando existe a força de uma relação pulsando. Óbvio que as pessoas tendem a analisar as próprias vidas quando existe a possibilidade de se expor, se abrir ou se entregar. Mas não há outra formula capaz de fazer com que o útil se alinhe com o agradável e justificar a dependência afetiva é como desafiar a própria objetividade da vida.
A correlação nesses casos é bastante obliqua. Porque não é apenas um masoquista que depende de uma sádica ou um podólatra que depende de uma deusa que lhe ofereça os pés, esse tipo de dependência vai além das próprias necessidades básicas de enquadramento dos fetiches. É a síntese do envolvimento entre duas pessoas com um combustível a mais, pronto pra incendiar tudo em volta, porque deixa de existir o envolvimento apenas para a realização de práticas, ou seja, as pessoas passam a se envolver por todos os aspectos.
Paixão não se explica, ela apenas acontece...
Pois é, conheço pessoas que se envolveram pra brincar de jogos fetichistas e hoje são totalmente dependentes um do outro.
Claro que esse tipo de decisão é uma questão de foro intimo, e cada qual deve ser responsável pelos seus próprios atos. Há pessoas que aparecem no meio e se relacionam através de parcerias extraconjugais. Isso é comum, é fato. E a responsabilidade começa justamente nesse pequeno detalhe que pode ser responsável por uma mudança inesperada de rumo ou terminar como uma passageira paixão de verão.
Cabe a quem dá o primeiro passo decidir até que ponto quer chegar, porque se houver a entrega total com certeza a dependência vai estar inserida diretamente nesse contexto, aí brother, é hora de decidir o caminho certo na encruzilhada.
Portanto, se o oceano a frente estiver de acordo com o imaginado é hora de navegar e se pintar a dependência melhor, afinal, pra ser feliz não existe marcada...
Concordam?
Marcadores:
Fetiches
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Uma Certa Batata da Perna
O encontro entre o fetichista e o objeto do desejo ocorre do nada. Algumas vezes descompromissado, noutras premeditado, mas o certo é afirmar que é um choque de intenções, ou melhor, de boas intenções.
Como foi numa certa vez em que um toque numa batata de perna causou arrepios.
Era lisa como um papel de seda e pedia algumas cordas em volta. Era o plano, porém, alguém precisaria lembrar a dona da batata onde estava escondida a tal fórmula. Evidente que se a batata sequer me pertencia haveria um abismo entre a vontade e a razão, quanto mais pensar em atos fetichistas que até aquele momento seriam quase apavorantes.
Mas um fetichista real não larga a bandeira ou abandona a luta.
O sentimento de solidão é tão intenso que um Robinson Crusoé em meio a uma ilha deserta em algum ponto do oceano seria o príncipe consorte. Porque primeiro você tem que explicar como tudo funciona, aonde a chama acende e o que faz pra que isso aconteça, e depois de tanta lábia haverá um momento em que entram historias que nunca ensinaram pra ela na escola, ou sequer ouviu num entreouvidos num bar de esquina.
Tá certo que o ser humano é mutante e inúmeras vezes se arrisca em prol da própria capacidade de entender certas questões. Mas nem todas são fáceis de explicar ou diluir num papo de pé de ouvido. E nessas horas, toda paciência conota sabedoria e a experiência diz quando e como se arriscar.
Essa historia não tem um final. Será feliz ou infeliz o bastante, porém vale lembrar.
Como tantas em que o mundo deu voltas, pra mim ou pra qualquer um de vocês.
Toda lenda fetichista, urbana ou não, sobrepõe uma cantada barata. Normalmente as pessoas procuram o que desejam através de simples combinações, afinidades que aparecem quando os assuntos começam a emergir. Os hábitos ultrapassam os anos e de geração em geração o interesse por quem se deseja está sempre em voga.
Mas quando o que está em jogo é a conquista e a perpetuação dos desejos através de jogos ou fantasias, o buraco é literalmente mais embaixo. Que me contradigam todos que já se aventuraram por aí atrás de suas próprias historias e lendas. Nunca foi fácil ou será fácil estabelecer um critério que possa suprir toda a ansiedade que o momento traduz.
Não há uma regra básica que possa servir de roteiro.
Você precisa conquistar a pessoa e deve saber o momento certo de colocar seus argumentos, mas sempre falando a verdade ainda que isso signifique o maior fora que você já escutou em toda a sua existência. E não se sinta diminuto ou como se dentro de você existisse um médico e um monstro. O que existe é apenas sentimento e um desejo incontrolável de realizar o que a vida te fez acreditar ser a melhor das aventuras.
O resumo da ópera é bem simples: não pode haver desistência.
Porque basta acreditar que tudo é possível e um dia será. Assim como será com a dona da batata da perna ou aquela que tem os pés que você sonhou, ou ainda, a musa perfeita pra ser a donzela em perigo dos seus sonhos.
Alguém me disse outro dia que até gostava de ler meus artigos, mas na verdade achava que o mais importante era pode praticar o que se lê por aqui. Certo, estou de pleno acordo, mas nem tudo é tão simples quanto parece ou muito complicado como se mostre.
Uma vez que exista interesse dos dois lados tudo será belo no reino da fantasia e tão real assim que as pessoas se decidam a afagar seus próprios anseios.
Portanto, da próxima vez que estiver diante do objeto de desejo maior use a sabedoria e a perseverança. Um dia a batata será minha e nela darei tantas voltas de corda quanto couber na
minha imaginação fetichista.
Faça isso, sonhe e abuse.
Um dia tudo se torna real.
Um excelente final de semana a todos!
Marcadores:
Fetiches
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Encontros
Alguém me passou uma mensagem sobre a possibilidade de haver um encontro de fantasias quando existe uma relação aberta a essas praticas. Claro que nem tudo pode ser festa quando não existe ligação entre esse tipo de desejo, entretanto, em alguns casos não é raro haver o encontro de dois tipos de fantasias distintas quando se resolve realizar.
Ela se diz aberta ao exibicionismo, mas não aquele em que a possibilidade de se exibir durante o ato fica explicita. Na verdade, ela gosta de correr riscos moderados.
A exibição tem a ver com fazer sexo em locais que embora estejam desertos, antes estavam habitados. Uma praia vazia, um escritório ou até mesmo um banheiro de avião, e, ainda, uma escada de prédio.
Nesse caso, entra também a sensação de perigo iminente devido à possibilidade do flagra. É normal que algumas pessoas usem o medo para aumentar a libido e não custa lembrar que em se tratando de fantasias nada é tão estranho quanto possa perecer.
Lógico que qualquer dessas situações está passível de ter um segundo elemento fetichista como parceiro. O que deve ser avaliado, no caso, é a compatibilidade de idéias. Ora, se de um lado existe à vontade e de outro também os argumentos a serem inseridos na fantasia tem que ser do agrado de ambos.
É apenas uma questão de avaliação.
A realização de fantasias que virão a se tornar um fetiche é bem simples: depende de gosto e vontade de fazer. É evidente que alguns aspectos não combinam com outros, mas são casos simples de resolver. Valem exemplos?
Então é simples. O sujeito aposta em mulheres de saltos e lingeries, entretanto se a onda dela é optar por uma praia deserta deve haver uma troca. Saem o salto e lingerie e entram biquínis e havaianas. É uma questão de concordância pura. Ah, mas o cidadão fetichista não abre mão de suas convicções! Perfeito, mas ele deve entender que a fantasia só funciona se for uma via de mão dupla, lá e cá, ou naufraga, vira alguém se anulando em detrimento do desejo alheio e com certeza essa história está próxima do epilogo. E de todo modo, não custa lembrar ao garboso sujeito que uma mulher de espartilho e salto na praia beiraria o ridículo.
Outro exemplo básico seria uma cena onde a dominadora se apresentasse de vestido estampado e lenço na cabeça. Que mal há nisso? A princípio nenhum, a participação na cena é de fato o mais importante, porém, a falta absoluta de glamour causa descrédito aos próprios personagens que vão desenvolver o enredo.
O submisso quer ter a idéia de uma Deusa de negro, com um bom traje fetichista, lindas botas e maquiagem marcante. Ser dominado por uma mulher sem esse aspecto transcende ao que ele próprio entende como submissão. É fato que as pessoas após certo tempo de convívio não costumam caminhar tanto a beira do glamour pra realizar seus desejos, o que é um erro, mas desdenhar da própria fantasia é achar que enganando a si próprio não é perceptível.
Fantasias e fetiches ajudam a aniquilar com a rotina nas relações e apostar nisso requer requintes que não podem ser abandonados. É melhor não fazer nada do que insistir em cenas mal feitas.
Portanto moça é possível sim enquadrar os desejos, alinhar as fantasias e buscar um ponto comum, desde que um lado seja complemento do outro e, acima de tudo, haja pleno interesse de experimentar os jogos apresentados previamente.
Tudo que se combina é válido, pode até existir surpresas, desde que elas se resumam ao mesmo contexto. Se a idéia é misturar os fetiches que eles sejam claros para evitar desilusões e problemas na próxima vez que houver a possibilidade de bolar uma aventura sadia.
Só não vale criar um samba sem compasso e arranjar um final sem que haja uma boa sintonia.
O resto vale...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Dizem que sou louco…
Este resumo não está disponível.
Clique aqui para ver a postagem.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Aventura Real

Quantas vezes você se viu às voltas com o desejo de viver uma fantasia sexual real?
E em seu sonho (sonho mesmo!) as coisas acontecem de uma forma que só você imagina, ou que talvez possa parecer até inacreditável se compartilhada com alguém.
Pode ser perigoso, radical demais até, mas quem nunca teve a expectativa de viver uma fantasia real, tipo aventura, como num filme de ação? Ainda que essa historinha montada por sua imaginação tenha ficado restrita ao mundo do faz de conta, ela resiste ao tempo e vira e mexe está de volta quando menos se espera.
Isso é fetiche e não há outra palavra que possa explicar de onde isso vem.
Dirão os patrulheiros da boa conduta que toda expressão fetichista deve ser precedida de consensualidade. Tá bom concordo, e comungo do mesmo pensamento. Mas que dá vontade de sair dos trilhos dá, e isso é inegável.
Essa é uma daquelas situações em que combinar demais estraga. A surpresa fica de fora, uma vez que ao haver o trato e o consentimento você já tem uma prévia do que vai acontecer. E uma aventura real tem que ter o elemento surpresa, ainda que seja realizada por parceiros.
Já falei aqui mesmo no blog de empresas na Inglaterra e Estados Unidos especializadas em realizar fantasias de seqüestros consentidos ou capturas forjadas. Existe, não é apenas produto da minha imaginação.
Mas de repente você conhece uma amiga fetichista e nunca teve com ela nenhum tipo de intimidade. Ela conhece teus segredos e você os dela. Natural, são amigos. Um dia, sem mais nem menos, ela resolve te pedir uma carona e arma teu seqüestro em teu próprio carro. Te leva pra algum lugar, te coloca uma venda e você está amarrado e amordaçado onde ela assim planejou totalmente sob seu domínio e controle.
E aí? Vai ou não vai?
Bom, em condições normais de tempo e temperatura confesso que não resistiria, mas dependendo das aptidões fetichistas da moça ou em se tratando de algumas tantas que conheço juro que teria uma tremedeira de dar dó...
Mas digamos que ela respeite os teus limites e te faça feliz? Então essa seria a tal aventura perfeita, tudo aquilo que um dia você sonhou e do nada virou realidade...
Este é apenas um dos muitos exemplos de como uma aventura pode começar. Há outros, existem outras mentes fetichistas trabalhando e, por isso, seria leviano tentar saber o que se passa ao redor.
Em anos lidando com isso já vi aventuras deste tipo produzir excelentes resultados e finais catastróficos. Gente que se viu às voltas com pessoas sem escrúpulo e outras que encontraram a razão do fetiche através de uma fantasia bem feita. Como foi tratado, como tudo chegou ao final ninguém sabe. Acho que os segredos devem ser mesmo arquivados e guardados a sete chaves por quem de direito, ou aparecer num blog como um relato de uma fantasia realizada da forma como se imagina.
A razão de existir de um site fetichista é promover a sensação da aventura, por isso, tanto se cultua o termo “damsels in distress”, a chamada menina em perigo. Da captura em diante tudo é permitido sonhar, desde uma simples aventura de vilão e mocinha até uma masmorra escura.
Aventuras sexuais não devem ficar restritas a um primeiro encontro. Elas devem imperar e fazer parte da vida de parceiros para que a relação não fique vazia. Viver um relacionamento fetichista é igual a viver uma união chamada de baunilha. A renovação das energias é importante e a imaginação deve fazer parte do dia a dia dos parceiros.
Muitos enviam suas fantasias para serem publicadas aqui. Algumas têm uma conotação real, outras parecem roteiros de filme, mas pouco importa, uma vez que descritas são capazes de servir como incentivo a muitos que andam a procura da aventura perfeita, ou quem sabe reviver o que um dia foi irretocável.(As fotos que ilustram este artigo pertencem a minha amiga Caroline Branson. Para saber mais sobre essa musa, acesse o meu Fetlife)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A Saga Fetichista do Anti-Herói
Não se trata apenas de mais uma leitora, ela é mais que isso. E nas mensagens que chegam, alguma coisa fala em mitologia dos super-heróis. E como não poderia deixar de ser, dentro da minha concepção fetichista os super-heróis também têm uma historia fetichista pra contar.
E ela quer que eu trace um perfil fetichista do Batman, e claro, toda a sua trupe.
Muito bem moça, aqui vai uma curta definição.
Porque me lembrei de um grande amigo submisso e masoquista ao extremo vestido de Batman numa sessão de spanking. Pois é, o sujeito de capa e cinto de mil e uma utilidades é o meu personagem, representante do herói que ganhou vida das mãos de Frank Foster em 1932 ao defender a fictícia cidade de Gotham City.
Seria o personagem um submisso?
Na minha visão sim. E sendo Bruce Wayne um sujeito recluso, um milionário cheio de segredos apenas de conhecimento de seu mordomo Alfred, tudo leva a crer que este meu camarada fetichista e submisso apostou suas fichas muito bem.
Portanto mocinhas sonhadoras, não imaginem a bat-caverna como um local de refugio de um herói dominador. O “dungeon” escondido de Bruce Wayne era um recanto onde ele certamente levava seguidas surras da Mulher Gato, uma dominadora implacável que aos olhos de seu confidente fiel Alfred comandava intermináveis sessões de spanking e inversão com o paladino da justiça.
E o Robin na certa era um subproduto de tudo que a mente fetichista de Batman tinha definido.
Lógico que o fato de criar uma fábula com o Homem Morcego e a submissão em nada denigre a questão da escolha fetichista. Ser submisso ou submissa é apenas uma opção, que vem do desejo, da vontade de se entregar a alguém durante o ato sexual. O paralelo traçado entre o herói e a escolha submissa vem da imagem desse amigo e sua fantasia de uma sessão num dia de inverno.
E como um samba em descompasso a saga continua.
Barbara Gordon, a Batgirl, filha do Comissário Gordon e uma das maiores fontes de inspiração da galera que gosta de bondage nada tinha de heroína. Pois na minha historieta ela é a grande aliada da Mulher Gato e tem dotes de dominatrix. Bem, na verdade seu alvo é o menino prodígio que inspirado em Batman tem totais tendências submissas.
As armadilhas que a Batgirl encontra pelo caminho e que a fazem cair em mãos de inescrupulosos vilões, se dão por conta da perseguição frenética que ela impõe pra cima do inocente Robin e suas iniciações fetichistas.
E no final todos são felizes pra sempre, exceto o Curinga que como bom voyeur não consegue o que tanto queria, ou seja, observar as cenas tórridas que se sucedem na calada da noite na bat-caverna, porque em toda história que se preze o mal não triunfa...
Pobre vilão...
Bem, dito isso, é capaz de existir um hiato gigantesco entre o que a leitora queria saber e o que todos aqui esperavam ler. O texto não deve agradar a ninguém, pois trata-se de um delírio louco e insano e o que me resta é acatar as vaias...
No entanto, fica o registro. O fetiche tem início através de algo que se fantasia. Seja por algum objeto, por sexo ou por um personagem imaginário. E qualquer um pode idealizar a fantasia que desejar com esse personagem. O fetiche é particular, pessoal e intransferível.
Essa historinha poderia ter um enredo diferente e o herói posaria como o personagem idealizado por quem descreve no texto. No meu caso a inspiração veio de uma sessão fetichista e um traje que me fez criar esse conto burlesco e sensacionalista.
Na próxima pode ser que eu acerte a mão, como também pode ser que essa saga hilária atinja em cheio o desejo de alguém.
A conferir!
Marcadores:
Fetiches
Assinar:
Postagens (Atom)



































