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sexta-feira, 2 de março de 2012

Abordagem e Seqüência


Hoje em conversas com um cara que considero muito pelo trabalho anônimo que realiza quando o assunto é bondage e por sua veia latente fetichista, dois temas pautaram o papo: a abordagem quanto a realizar os fetiches com pessoas de fora do “ramo” e a conseqüente continuidade do mesmo.
Explico. O cidadão se move em direção a alguém em quem nunca brotou certas taras esquisitas e lança a proposta. Claro que se sua onda não for abrir um saco de milho pra moça ajoelhar, punir com vinte chibatadas qualquer deslize pré-combinado, ou ainda, introduzir brinquedinhos sexuais por via anal toda vez que ela demorar a se vestir, fica muito mais fácil soltar uma lábia e trazer a mocinha pra sua fantasia. Afinal, por mais que pareça estranho, toda menina já sonhou um dia em fazer sexo amarrada na cama.
Ter tendências sadomasoquistas é outro capítulo.
O problema está na continuidade, ou seja, em convencer à senhorita de que cordas, mordaças e afins vão estar presentes toda vez que os dois decidirem que é hora de trepar. Com isso, ela terá que abortar de forma definitiva todos os prazeres que ela andou sonhando em anos de existência antes de dar de cara com Vossa Senhoria.
Tá bom, a galera fala em ceder. Perfeito. Mas como encarar o trem de frente se toda a sua vida você precisou desse estímulo pra ser feliz? Transar de forma baunilha nem sempre provoca a libido num fetichista convicto e necessitado de suas convicções. Por que necessitado? Porque na minha concepção aqui reside à capacidade sexual dos brothers. Ou você prefere engolir uma cápsula azul ao invés de ver a moça amordaçada na cama? Escolhe!
Nesse caso, a pessoa que não é do “ramo” ou não nasceu com essa coisinha gostosa da fantasia latente terá que entrar de cabeça nessa história e passar a ser parte pulsante do desejo em comum. Em verdade, se houve sinceridade quando da famosa abordagem a que o Jonas se refere e você abriu o jogo de ponta a ponta, ela está livre pra fazer a escolha porque sabe exatamente o produto que está levando pra casa. Não existe propaganda enganosa, e isso é fato.
Agora, se não houve um jogo limpo num primeiro papo é melhor esquecer e partir pra outra.
Porque ela também terá que decidir. Os carinhos, as transas comportadas a meia luz, beijinhos apaixonados debaixo de edredom vão literalmente pro espaço. A história fetichista sempre tem um começo, um meio longo ou curto de acordo com a cumplicidade e um final, feliz ou infeliz, dependendo do entendimento entre quem se decide a tanto.
Então brother, se nós piramos quando assistimos a Regina Duarte amarrada na primeira versão da Selva de Pedra mortos de vergonha num canto do sofá, sem ao menos dizer a ninguém, exceto a nós mesmos, aquilo que já nos movia, temos que seguir na mesma tocada pra evitar que o tesão vá para no ralo. Broxar nunca!

No caso das fantasias fetichistas, ter uma seqüência é fundamental. Se a mulher de fora do meio resolver comprar essa briga tem que saber exatamente o barulho em que está se metendo. Jamais imagine que fantasias fetichistas são sonhos de uma noite de verão porque aqui o bicho pega e num primeiro deslize, ou na primeira desistência dá água e sua batalha naval vai pro lixo. Assim como nós fetichistas convictos e praticantes não podemos enganar ou ludibriar a quem quer que seja com historinhas inocentes ou papos imbecis do tipo “é só hoje e nunca mais”. Cartas na mesa é a única forma de levar essa parada adiante.

Por mais que a fantasia seja um mundo do faz de conta, isso envolve pessoas com desejos, virtudes e defeitos, portanto, todo cuidado é pouco pra não falir a firma antes mesmo de colocar um letreiro na porta.
Mesmo na união de dois fetichistas esses aspectos devem ser esclarecidos da forma mais límpida e racional possível.

Um excelente final de semana a todos!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Days of Joy


Confesso que faz tempo em que aproveito os dias de carnaval pra dar uma reciclada, renovar o espírito, a mente e o corpo. A folia de Momo, os dias de alegria que pareciam intermináveis se foram, deixei pra trás, mas as idéias ainda me remetem a fatos imaginados.
O carnaval é uma festa pagã. Todo mundo sabe disso e desde que esse evento se tornou algo a ser festejado as pessoas se liberam nos dias de folia. E muitos aspectos fetichistas tomam conta das ruas e praças nesse período.
Fantasias, máscaras e personagens brotam de todos os lados.
Qual fetichista desavisado nunca flertou com uma colombina amarrada? Uma linda garota vestida de policial com algemas penduradas no cinto? Pode ser até de mentira, bem falso mesmo, mas a fantasia remete diretamente ao fetiche. Porque o fetichismo nada mais é que a representação da fantasia na vida real através do imaginário das pessoas.
O bom do carnaval é que nesses quatro dias (ou mais em algumas cidades) as pessoas ficam mais soltas, a vergonha é deixada de lado e cada qual faz uso do que sonha pra por em prática num baile, num bloco ou até mesmo num passeio quando o verão por aqui está mais forte.
E essas fantasias podem se repetir quando os dias de Momo terminam. Basta que as pessoas mantenham essa energia intacta e transportem o carnaval pra dentro de seus dias onde a fantasia tem lugar cativo.
É o chamado vale tudo pra ser feliz. Saca?
Alguém pode contestar essa pequena tese e analisar pelo fato de que nem todos se fantasiam no carnaval. Perfeito, mas o espírito de festa às vezes tem o efeito de um traje bem bolado, sem contar que usar uma fantasia em público é uma coisa, mas entre quatro paredes é totalmente diferente.
E nesse imbróglio de teses é importante ressaltar como os fetichistas encaram o carnaval.
Alguém já parou pra analisar como um podólatra se sente nesses dias? Com o fetiche a mostra em qualquer calçada o sujeito pira e com certeza termina na Quarta de Cinzas com um puta torcicolo de tanto que se contorce em busca do melhor ângulo para admirar belos pés.
Um parceiro que por acaso me visitou hoje aqui na empresa me garantiu que seu fetiche é por mulher peituda. É, o cidadão é chegado a uma espanhola ou punheta russa em alguns locais, que nada mais é do que a utilização do membro entre os volumosos seios das moças. Pasmem, porque ele jura de pés juntos que o carnaval é a época perfeita pra admirar as meninas com camisetas regatas mostrando a protuberância saliente debaixo do sol...
Sim, porque o fetichista que se preza não é muito chegado a imagens na praia. Parece estranho, mas o interessante é que as imagens colhidas na rua, através de uma blusinha fazem mais efeito do que os seios apertados pelo biquíni.
Isso é comprovado através de papos com essa galera que gosta de fantasia.
Por tudo isso vale lembrar que se o carnaval é uma festa de alegria nada melhor que transportar essa mensagem pra sua próxima aventura que irá ser bolada entre quatro paredes.
E não precisa muita coisa não. Basta guardar a fantasia e reutilizar para outros fins. Deixar amarelar no armário é perda de tempo.

Essas linhas me fizeram lembrar uma amiga que há muitos anos se apaixonou por um sujeito fantasiado de carrasco nos tempos dos bailes de clubes. Me recordo que o camarada tinha um capuz e um machado de plástico na mão. Pode parecer hilário, aliás, nem me toquei na época, mas com certeza se ela teve essa intenção naqueles dias é capaz de ter uma veia fetichista até os dias de hoje. E quem sabe ela e o carrasco tenham vivido felizes pra sempre? Vai saber...
Portanto, se seu lance nesses dias que estão próximos é ficar de fora da festa como eu o

melhor é observar e reacender as idéias. Não custa nada, cada ano que passa as fantasias mudam e tem sempre uma idéia nova pairando no ar.
Mas se sua opção for cair na farra, lembre-se sempre que nada termina na Quarta-Feira se o carnaval dentro de nós perdurar por muitos dias.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Encontros


Alguém me passou uma mensagem sobre a possibilidade de haver um encontro de fantasias quando existe uma relação aberta a essas praticas. Claro que nem tudo pode ser festa quando não existe ligação entre esse tipo de desejo, entretanto, em alguns casos não é raro haver o encontro de dois tipos de fantasias distintas quando se resolve realizar.
Ela se diz aberta ao exibicionismo, mas não aquele em que a possibilidade de se exibir durante o ato fica explicita. Na verdade, ela gosta de correr riscos moderados.
A exibição tem a ver com fazer sexo em locais que embora estejam desertos, antes estavam habitados. Uma praia vazia, um escritório ou até mesmo um banheiro de avião, e, ainda, uma escada de prédio.
Nesse caso, entra também a sensação de perigo iminente devido à possibilidade do flagra. É normal que algumas pessoas usem o medo para aumentar a libido e não custa lembrar que em se tratando de fantasias nada é tão estranho quanto possa perecer.
Lógico que qualquer dessas situações está passível de ter um segundo elemento fetichista como parceiro. O que deve ser avaliado, no caso, é a compatibilidade de idéias. Ora, se de um lado existe à vontade e de outro também os argumentos a serem inseridos na fantasia tem que ser do agrado de ambos.
É apenas uma questão de avaliação.
A realização de fantasias que virão a se tornar um fetiche é bem simples: depende de gosto e vontade de fazer. É evidente que alguns aspectos não combinam com outros, mas são casos simples de resolver. Valem exemplos?
Então é simples. O sujeito aposta em mulheres de saltos e lingeries, entretanto se a onda dela é optar por uma praia deserta deve haver uma troca. Saem o salto e lingerie e entram biquínis e havaianas. É uma questão de concordância pura. Ah, mas o cidadão fetichista não abre mão de suas convicções! Perfeito, mas ele deve entender que a fantasia só funciona se for uma via de mão dupla, lá e cá, ou naufraga, vira alguém se anulando em detrimento do desejo alheio e com certeza essa história está próxima do epilogo. E de todo modo, não custa lembrar ao garboso sujeito que uma mulher de espartilho e salto na praia beiraria o ridículo.
Outro exemplo básico seria uma cena onde a dominadora se apresentasse de vestido estampado e lenço na cabeça. Que mal há nisso? A princípio nenhum, a participação na cena é de fato o mais importante, porém, a falta absoluta de glamour causa descrédito aos próprios personagens que vão desenvolver o enredo.
O submisso quer ter a idéia de uma Deusa de negro, com um bom traje fetichista, lindas botas e maquiagem marcante. Ser dominado por uma mulher sem esse aspecto transcende ao que ele próprio entende como submissão. É fato que as pessoas após certo tempo de convívio não costumam caminhar tanto a beira do glamour pra realizar seus desejos, o que é um erro, mas desdenhar da própria fantasia é achar que enganando a si próprio não é perceptível.
Fantasias e fetiches ajudam a aniquilar com a rotina nas relações e apostar nisso requer requintes que não podem ser abandonados. É melhor não fazer nada do que insistir em cenas mal feitas.

Portanto moça é possível sim enquadrar os desejos, alinhar as fantasias e buscar um ponto comum, desde que um lado seja complemento do outro e, acima de tudo, haja pleno interesse de experimentar os jogos apresentados previamente.
Tudo que se combina é válido, pode até existir surpresas, desde que elas se resumam ao mesmo contexto. Se a idéia é misturar os fetiches que eles sejam claros para evitar desilusões e problemas na próxima vez que houver a possibilidade de bolar uma aventura sadia.

Só não vale criar um samba sem compasso e arranjar um final sem que haja uma boa sintonia.
O resto vale...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aventura Real


Quantas vezes você se viu às voltas com o desejo de viver uma fantasia sexual real?
E em seu sonho (sonho mesmo!) as coisas acontecem de uma forma que só você imagina, ou que talvez possa parecer até inacreditável se compartilhada com alguém.
Pode ser perigoso, radical demais até, mas quem nunca teve a expectativa de viver uma fantasia real, tipo aventura, como num filme de ação? Ainda que essa historinha montada por sua imaginação tenha ficado restrita ao mundo do faz de conta, ela resiste ao tempo e vira e mexe está de volta quando menos se espera.
Isso é fetiche e não há outra palavra que possa explicar de onde isso vem.
Dirão os patrulheiros da boa conduta que toda expressão fetichista deve ser precedida de consensualidade. Tá bom concordo, e comungo do mesmo pensamento. Mas que dá vontade de sair dos trilhos dá, e isso é inegável.
Essa é uma daquelas situações em que combinar demais estraga. A surpresa fica de fora, uma vez que ao haver o trato e o consentimento você já tem uma prévia do que vai acontecer. E uma aventura real tem que ter o elemento surpresa, ainda que seja realizada por parceiros.
Já falei aqui mesmo no blog de empresas na Inglaterra e Estados Unidos especializadas em realizar fantasias de seqüestros consentidos ou capturas forjadas. Existe, não é apenas produto da minha imaginação.
Mas de repente você conhece uma amiga fetichista e nunca teve com ela nenhum tipo de intimidade. Ela conhece teus segredos e você os dela. Natural, são amigos. Um dia, sem mais nem menos, ela resolve te pedir uma carona e arma teu seqüestro em teu próprio carro. Te leva pra algum lugar, te coloca uma venda e você está amarrado e amordaçado onde ela assim planejou totalmente sob seu domínio e controle.
E aí? Vai ou não vai?
Bom, em condições normais de tempo e temperatura confesso que não resistiria, mas dependendo das aptidões fetichistas da moça ou em se tratando de algumas tantas que conheço juro que teria uma tremedeira de dar dó...
Mas digamos que ela respeite os teus limites e te faça feliz? Então essa seria a tal aventura perfeita, tudo aquilo que um dia você sonhou e do nada virou realidade...
Este é apenas um dos muitos exemplos de como uma aventura pode começar. Há outros, existem outras mentes fetichistas trabalhando e, por isso, seria leviano tentar saber o que se passa ao redor.
Em anos lidando com isso já vi aventuras deste tipo produzir excelentes resultados e finais catastróficos. Gente que se viu às voltas com pessoas sem escrúpulo e outras que encontraram a razão do fetiche através de uma fantasia bem feita. Como foi tratado, como tudo chegou ao final ninguém sabe. Acho que os segredos devem ser mesmo arquivados e guardados a sete chaves por quem de direito, ou aparecer num blog como um relato de uma fantasia realizada da forma como se imagina.
A razão de existir de um site fetichista é promover a sensação da aventura, por isso, tanto se cultua o termo “damsels in distress”, a chamada menina em perigo. Da captura em diante tudo é permitido sonhar, desde uma simples aventura de vilão e mocinha até uma masmorra escura.
Aventuras sexuais não devem ficar restritas a um primeiro encontro. Elas devem imperar e fazer parte da vida de parceiros para que a relação não fique vazia. Viver um relacionamento fetichista é igual a viver uma união chamada de baunilha. A renovação das energias é importante e a imaginação deve fazer parte do dia a dia dos parceiros.

Muitos enviam suas fantasias para serem publicadas aqui. Algumas têm uma conotação real, outras parecem roteiros de filme, mas pouco importa, uma vez que descritas são capazes de servir como incentivo a muitos que andam a procura da aventura perfeita, ou quem sabe reviver o que um dia foi irretocável.

(As fotos que ilustram este artigo pertencem a minha amiga Caroline Branson. Para saber mais sobre essa musa, acesse o meu Fetlife)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Bondage na Cama


Ignore a posição preferida, pense apenas no lugar perfeito para uma boa prática de bondage.
Se este local for uma confortável e aconchegante cama de casal, bem vindo ao paraíso.
Não que seja um lugar único, mas posso garantir que é ideal.
Nada de ser exigente ou buscar contornos fotográficos para uma cena imaginária, pois basta a simplicidade, mãos e pés abertos atados à cabeceira e ao pé da cama.
Está pronta a receita...
A partir de então vale o poder de criação e você e sua parceira podem fazer tudo a que têm direito. Vá lá, anote umas dicas: roupa de colegial na menina. Sempre funciona, dá um clima de seqüestro retrô, daqueles que vagaram pela imaginação nos tempos da adolescência.
Se o ambiente estiver com a temperatura elevada, infernal mesmo, uma lingerie vermelha, rosa, branca ou negra, salto alto, meia de seda e umas velas para criar uma atmosfera sensual é a grande pedida. Seria a parceria perfeita entre a sexualidade e o fetiche, um encontro mágico capaz de gerar a pura energia.
A conclusão que se chega é a seguinte: mulher amarrada na cama é uma tentação e o clímax do fetiche de love bondage. É inegável. Se o distinto cavalheiro optar pela namorada pelada, como veio ao mundo, fique a vontade, porque em nada muda o cenário. Trajes sensuais apenas colocam mais lenha na fogueira.
Agora um conselho, se me é permitida a intromissão na fantasia alheia: viva o momento com tudo, sem pensar na realidade que existe e estará de volta assim que tudo terminar. Deixe os problemas do lado de fora do quarto, haverá tempo de sobra pra tratar de qualquer coisa depois.
Mergulhar na fantasia é a única maneira de obter um resultado perfeito.
De que adianta buscar a perfeição se o pensamento está voltado a fatos que nada têm a ver com o que se passa entre quatro paredes? Fantasia, o nome já diz tudo e é por causa disso que se monta todo um clima para sair da rotina.
Os mais ousados e com alguma experiência em posições de bondage, poderão optar por amarrações mais complicadas e eficientes, porém se a intenção é saborear o momento como um todo, creio que não faria tanta diferença assim.

Jamais se esqueçam que uma fantasia de bondage deve ser precedida de uma faca afiada ou tesoura sempre perto de quem está imobilizado. É um procedimento seguro e que deve ser encarado como essencial. Se alguma coisa anormal acontecer, haverá a possibilidade de reverter o quadro por quem está aprisionado.
Comece a conversar, bolar um roteiro e ponha a imaginação pra trabalhar.
As opções são inúmeras e quando duas pessoas adultas resolvem se embrenhar por esse caminho é o começo de uma grande aventura que viverá pra sempre na lembrança, sem importar o que venha acontecer.

Viver o presente é a melhor maneira de encarar o futuro sem medo e uma chance muito grande de ser feliz por longos anos.
Basta tentar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por que Provocar?


A teoria do incentivo acompanha qualquer manifestação fetichista que se preze.
E não deixa de existir uma teoria quando a intenção é provocar em alguém uma faísca que na certa vai se tornar um incêndio.
O ser humano precisa de estimulo. E em práticas fetichistas essa regra também se aplica. Porque a pessoa quando tem tendências fetichistas parte do principio de que logo ali vai encontrar um oásis no meio do deserto, mas sem estar devidamente estimulado ele não dá um passo sequer. Não é verdade?
O estimulo pode estar dentro dele mesmo, ou numa imagem, num pensamento, enfim, todos os caminhos o levam ao que ele deseja. Mas se este incentivo vier de onde ele espera que venha ele vai ao céu sem precisar de foguete. Já vi gente pirando com isso!
E não é pra menos.
Este tipo de provocação pré-sessão fetichista pode vir de várias formas. Desde um simples telefonema a uma fotografia enviada por email mostrando o que deseja pra próxima noite. Parece complicado, mas é simples. As pessoas de uma maneira geral é quem complicam.
Acham a provocação um pecado, associam a ação a princípios moralistas sem nexo, e acabam por não aproveitar o que poderia ser um encontro perfeito, até mesmo entre parceiros que já se juntam faz tempo.
Todo fetichista tem por bem o estímulo visual, auditivo ou olfativo. Isso é certo. O cara pode pirar com uma visão de sua fantasia, com uma voz ao pé do ouvido falando coisas que ele quer escutar ou por sentir o aroma que lhe causa frisson. Daí, basta estar atento a um desses detalhes e a cena tem tudo pra ser perfeita.
E partindo do principio de que uma boa fantasia é legal pra todo mundo vale a pena pensar numa forma de atrair o parceiro ou a parceira pra uma noite perfeita. Vale tudo. Vale usar de todas as artimanhas que façam com que a idéia tome corpo e se transforme numa cena real.
Conheço um cidadão que se dizia especialista em criar fantasias com a namorada que deu pisada tão grande capaz de desmenti-lo das próprias bravatas. Contou que armou um lance com a mulher vestida de colegial, mas quando chegou em casa e topou com a roupinha de menina num corpo adulto chamou a parceira de ridícula. Ora, se o negócio é fantasia – o nome já diz tudo – não importa se o resultado não condiz cem por cento com o que se imagina. Ninguém é perfeito e, neste caso, vale o esforço.
Na hora de provocar o desejo do outro lado da linha é melhor se despir de todas as vergonhas e preconceitos enraizados ao longo da vida pra tudo funcionar como deve ser. E a coisa funciona mesmo. Já aconteceram tantos casos comigo que pra enfileirar o artigo seria pequeno. Desde simples sacadas visuais, auditivas e até olfativas a demonstrações que me chegaram por fotos ou toques bem baixinho no ouvido.
Não tem como duvidar. A coisa pega. E quem quiser experimentar basta seguir essa linha de raciocínio e da próxima vez levar o assunto a sério.
Há fetichistas que fazem verdadeiro malabarismo pra provocar a parceira, quando na verdade deveriam apenas dar asas a imaginação pra perceber que o erotismo é efêmero e cabe nos nossos pensamentos, principalmente aqueles que costumamos chamar de mundanos.

Portanto, na sua próxima aventura procure não economizar nas preliminares, nos momentos que antecedem o encontro. Cada fagulha atirada é a garantia de poder saborear mais tarde um coquetel de desejos que você tanto anda em busca.
Capriche nos detalhes, porque fetiche sem detalhes é nulo, vazio.
Lance mão de seu poder de sedução e seduza bastante até obter aquilo que anda rondando o pensamento nas noites sem sono. Num mundo como o nosso, ladeado de desconfiança, encontrar a pessoa certa é um achado, e ter

nessa pessoa a parceria perfeita é pra guardar à sete chaves e beber da fonte sem derramar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Normalista


Seis meses de namoro. No ar ainda havia o aroma de conto de fadas. Aquela sintonia perfeita que parece que nunca terá fim. Quem nunca passou por isso?
Um dia ele tocou num assunto delicado e falou em ter fantasias. Ela mostrou-se tímida. Ainda que tivesse algum conhecimento sobre o tema confessou que temeu por sua sorte naquele papo, afinal, qualquer afinidade com fantasias e afins, em sua opinião poderia causar dúvidas no namorado recente sobre algumas experiências passadas.
Achou bastante criativo da parte dele o pedido para que ela usasse um uniforme de normalista. Resolveu, então, caprichar no visual como se fosse um traje de festa. Correu pra cá e pra lá e, finalmente, montou o visual. Completíssimo, com direito a sapato boneca, meias três quartos e saia plissada.
Recebeu um telefonema por volta das cinco da tarde do dia marcado quando ainda estava na luta, no trabalho. Do outro lado da linha ele mandou a sentença: “passo as oito e te pego”.
A mulher deu uma tremida estranha. Apensar de ter plena consciência que os seis meses de envolvimento ainda não representavam uma cumplicidade total e irrestrita, preparou-se para o que chamou de noite mais importante. E era!
Colocou cada peça da roupa e em pleno final de verão arranjou um sobretudo longo que pudesse esconder o que trazia no corpo.
Entrou no carro e apesar da intimidade construída ao longo de um semestre não conseguia esconder a ansiedade. O cara notou e procurou acalmar a parceira. Tentou dar uma olhada no que ela trazia, mas ela, inteligentemente, escondeu. Havia que despertar o tesão máximo no sujeito e ser cúmplice na brincadeira de adultos.
O namorado babou quando ela já no motel deixou escorregar o sobretudo e mostrou o uniforme que ele pedira. Tinha até gravatinha, mínimos detalhes buscados com maestria.
Sem dar tempo pra piscar ele arrebatou-a e transou sem tirar uma peça da roupa de normalista. Caiu prostrado ao seu lado. Toda a delicadeza que mostrara anteriormente se preocupando com o sexo e a necessidade de prazer de ambos foi pro espaço. Literalmente o cidadão deu uma de galo e realizou a fantasia.
Ela confessa que foi a maior desilusão que viveu. Imaginou centenas de coisas, cenas tórridas, talvez a realização da fantasia com detalhes, até mesmo que ele pudesse ser um professor enérgico, mas tudo que viveu foi como um estupro desordenado no qual não foi possível ter qualquer reação.
Tirou o traje enquanto ele já refeito falava em pedir o jantar ali mesmo. Conta que diversos pensamentos rondaram enquanto com carinho juntava as pequenas peças. Ouviu quieta a reclamação do namorado por ela não ter trazido a roupa em separado par que pudessem sair de lá para outro lugar. A grande noite foi um desastre!
Por conta da decepção esfriou totalmente em relação ao cara e na primeira tentativa de sexo após aquele dia mostrou-se fria e distante. O sujeito demorou para acusar o golpe, mas preferiu se afastar a buscar o diálogo.
Depois disso procurou literatura na Internet que falasse sobre o assunto até vir parar aqui nas páginas do blog e tomar ciência de casos, ou até de alguns pontos que a fizeram entender esse tipo de tara que as pessoas carregam.

Trocamos algumas mensagens e aos poucos ela pode descobrir que diante de tantos casos alguns sobrevivem, entrelaçam casais e chegam a ajudar a remendar relacionamentos partidos. Não sei se ela acredita no que escrevo aqui no blog ou nas palavras que lhe mandei nos emails, porém, a realização de fantasias quando respeitados os limites e atendidas às necessidades de ambos que se propõem a consentir um jogo de adultos na hora do sexo é um exercício pleno de prazer.
O segredo para que tudo se encaixe se resume em três palavras: desejo, respeito e consenso.


As pessoas que gostam e praticam fantasias devem ter essa conscientização para fazer com que esse tipo de prática possa se tornar um fetiche extremamente apreciado e bem vindo nos próximos encontros.
A fantasia proposta pelo namorado era muito legal, mas só faltou combinar com ela que era só pra ele.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Apenas por um dia


A idéia é botar a cabeça pra pensar e imaginar uma coisa que você gostaria de fazer pelo menos um dia, ainda que fosse uma única vez. Claro que vale tudo ou pelo menos algo que seja relevante realizar.
E dentre tantas coisas quando essa idéia caminha pro lado do sexo, fetichistas ou não podem cair na mesma fantasia. Quer um exemplo? Toda – ou quase toda – mulher gostaria de ser uma puta por um dia! Essa fantasia não carrega instintos de BDSM necessariamente, pode ser somente na pura essência e nada mais.
Parada numa esquina, dentro de uma discoteca ou retocada por photoshop numa página de internet qualquer, as mulheres escondem esse desejo. Importante perceber que não estou me referindo a atitudes na hora do sexo ou a comportamento noturno na relação, porque muitos costumam atribuir a esse tema aquela velha retórica da mulher ser uma dama durante o dia e uma puta de noite.
A fantasia seria viver mesmo um dia de prostituição. O que não é novidade alguma, visto que até o cinema reproduziu essas aventuras e certas vezes com brilho.
Diriam as mais conservadoras que ainda que houvesse um sonho desse tipo o mesmo seria considerado impossível. Alegam questões morais ou pessoais, uma vez que o fator traição é irreversível ou até a exposição pesaria na hora de realizar este desejo, mas é inegável que esta fantasia martela muita mente por aí.
E no instante que um desejo considerado estranho como esse perturba pensamentos chamados de baunilhas, podemos considerar que a perversão muda de lado, ainda que restrito ao que se pensa e não vira realidade.
Que fique bem claro que não tenho nada contra as moças de vida horizontal, muito pelo contrario, entendo que se elas fazem esta escolha algum motivo muito forte as leva a tomar tal decisão, por isso, as respeito acima de tudo. E como o preconceito em mim passa bem longe acho que entenderia de quem quer que fosse qualquer necessidade de realizar essa fantasia. (Segura a onda dona Sub, estou falando de uma forma geral hein?)
Muitas histórias chegaram ao meu conhecimento. Algumas são fantásticas, e docemente constrangido confesso que custo a acreditar, mas outras em meu modo de ver são passíveis de ser verdade.
Uma conhecida jura que realizou a seguinte fantasia: como o consentimento total do parceiro contrataram uma menina de programa para uma transa a três. Detalhe, ambos se dizem baunilhas. Tudo bem, se ménage não é fetiche, eu a partir de agora acredito no coelhinho da Páscoa. Tudo correu bem, mas não ficaram plenamente realizados. Achavam que poderiam ousar um pouco mais.
Com um alto grau de intimidade com a cafifa que mandava as moças ao encontro de ambos, o cidadão conseguiu convencer a dona do site a inserir a parceira num programa desde que fosse uma chamada para duas, ou seja, iria à menina do site e a parceira como uma moça nova ainda sem as fotografias no portal.
Em troca, ele pediu apenas que a garota da “casa” tirasse fotografias de sua parceira durante o tal programa. Foi tudo perfeito. Planejamento e execução como o combinado. Ela realizou a fantasia com o apoio irrestrito do parceiro e ele ao concordar com os desejos dela ganhou de presente outros tantos desejos que ainda restavam a ser postos em prática.

Os dois garantem que a aventura não deixou seqüelas ou saudade. Foi um sonho realizado por apenas um dia, numa única vez e que, segundo eles, não vai se repetir ou virar rotina. Quando casais possuem este entendimento esse tipo de ato funciona, mas é preciso muita confiança e coragem pra viver um momento deste.
Guardaram as fotos e vez por outra relembram.
E você, já decidiu que fantasia realizar apenas uma vez?
Conta. Sou todo ouvidos...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fantasia e Realidade


A mensagem começa assim:
“Acho que sou maluco, pervertido e ordinário. Sou um aficionado por bondage e na semana passada houve um caso estranho (...). Uma amiga, pessoa quase da família, vivendo uma intensa crise de nervos precisou ser internada. Ao visitá-la no hospital não pude deixar de reparar que ela tinha os pulsos e tornozelos atados à cama. Naquele momento me vi alucinado e com uma ereção surpreendente meio que sem querer. Não me perdôo por isso.”

O assunto é muito complicado...
Não é a primeira vez que leio ou ouço esta espécie de relato capaz de trazer uma irremediável aversão nas pessoas acometidas por este tipo de impulso. Porque é normal que um fetichista extraia das cenas da vida real, do cotidiano, as imagens preferidas de sua fantasia.
Entretanto, quando se trata de um caso como o relatado por nosso amigo de Portugal, o fetichista renega com veemência e é acometido de um arrependimento tão profundo capaz até de afastá-lo da sua própria rota.
Seja através de um noticiário de jornal ou televisão relatando uma cena atroz ou um crime bárbaro, dentre tantos que a realidade nos mostra no dia a dia, ou numa questão de enfermidade como a que ele nos fala. O que fazer? Como controlar estes impulsos?
A primeira providencia que o vem à cabeça é renegar o fetiche e admitir uma perversão fora de qualquer parâmetro. A pessoa se sente suja. Incapaz de controlar suas próprias emoções e entre em colisão com os sentimentos. Mas como dizer ao subconsciente que é preciso dividir as coisas? Separar a fantasia da realidade é muito complicado.
Se ainda fosse num filme de ação seria mais fácil de diluir o assunto. Ali, onde as cenas são fictícias é fácil deixar a mente vagar e abraçar a fantasia, afinal, tudo é mágico no mundo do faz de conta. Mas a realidade é cruel e quando existe uma imagem que dispara o gatilho despertando o fetiche do indivíduo é necessário esforço para compreender as duas metades.
Muitos fetichistas convivem com estes impulsos, embora alguns não assumam isso.
Um amigo podólatra me confidenciou que certa vez na saída de uma balada entrou em transe ao ver uma amiga passando mal. Nada a ver com o que estava ocorrendo com a saúde da moça, mas segundo ele conta, ela foi deitada no carro e ele sentado no banco traseiro do veículo ficou fascinado com os pés da garota repousados em seu colo.
Por maior que seja a rejeição por sentir atração sexual num momento delicado, a cena fica registrada em algum canto da memória. E desde que não haja abuso por quem está passando por um momento difícil, o conflito fica restrito a quem está atento ao que se passa.
Qual bondagista não se interessaria em ler uma noticia sobre o seqüestro real de uma jovem bonita? Ok, você sabe separar as coisas, mas lê!
Portanto meu grande amigo de além mar, o que ocorreu contigo naquele hospital não é exclusividade sua. Muitos passam pelo mesmo problema várias vezes e a experiência ensina que tem que existir autocontrole e discernimento. Uma vez restringido ao seu pensamento fetichista o fato não causa transtorno a ninguém e, como bom fetichista, apenas entenda e aprenda a conviver com este e outros assuntos que sempre aparecerão ao seu redor.
Como eu, como todos!

Podo

Impossível de não mencionar meu lado sádico nesse vídeo do Bound Brazil.
A imagem ao lado é capaz de deixar os amantes de podolatria de cabelo em pé. E quando isso acontece entre duas lindas garotas dentro de uma cena de bondage, é pura maldade.
Lovett e Lia protagonizam uma daquelas histórias criadas por minha imaginação fértil e, por que não dizer, maquiavélica... Quase doze minutos de cordas, podolatria e sensualidade.


Para assistir a esta obra basta assinar o Bound Brazil. O vídeo “forced bound feet” está hoje na tela, acompanhado de belas imagens num incrível photoset.

Um excelente final de semana a todos!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aventura Real


Quantas vezes você se viu às voltas com o desejo de viver uma fantasia sexual real?
E em seu sonho (sonho mesmo!) as coisas acontecem de uma forma que só você imagina, ou que talvez possa parecer até inacreditável se compartilhada com alguém.
Pode ser perigoso, radical demais até, mas quem nunca teve a expectativa de viver uma fantasia real, tipo aventura, como num filme de ação? Ainda que essa historinha montada por sua imaginação tenha ficado restrita ao mundo do faz de conta, ela resiste ao tempo e vira e mexe está de volta quando menos se espera.
Isso é fetiche e não há outra palavra que possa explicar de onde isso vem.
Dirão os patrulheiros da boa conduta que toda expressão fetichista deve ser precedida de consensualidade. Tá bom concordo, e comungo do mesmo pensamento. Mas que dá vontade de sair dos trilhos dá, e isso é inegável.
Essa é uma daquelas situações em que combinar demais estraga. A surpresa fica de fora, uma vez que ao haver o trato e o consentimento você já tem uma prévia do que vai acontecer. E uma aventura real tem que ter o elemento surpresa, ainda que seja realizada por parceiros.
Já falei aqui mesmo no blog de empresas na Inglaterra e Estados Unidos especializadas em realizar fantasias de seqüestros consentidos ou capturas forjadas. Existe, não é apenas produto da minha imaginação.
Mas de repente você conhece uma amiga fetichista e nunca teve com ela nenhum tipo de intimidade. Ela conhece teus segredos e você os dela. Natural, são amigos. Um dia, sem mais nem menos, ela resolve te pedir uma carona e arma teu seqüestro em teu próprio carro. Te leva pra algum lugar, te coloca uma venda e você está amarrado e amordaçado onde ela assim planejou totalmente sob seu domínio e controle.
E aí? Vai ou não vai?
Bom, em condições normais de tempo e temperatura confesso que não resistiria, mas dependendo das aptidões fetichistas da moça ou em se tratando de algumas tantas que conheço juro que teria uma tremedeira de dar dó...
Mas digamos que ela respeite os teus limites e te faça feliz? Então essa seria a tal aventura perfeita, tudo aquilo que um dia você sonhou e do nada virou realidade...
Este é apenas um dos muitos exemplos de como uma aventura pode começar. Há outros, existem outras mentes fetichistas trabalhando e, por isso, seria leviano tentar saber o que se passa ao redor.
Em anos lidando com isso já vi aventuras deste tipo produzir excelentes resultados e finais catastróficos. Gente que se viu às voltas com pessoas sem escrúpulo e outras que encontraram a razão do fetiche através de uma fantasia bem feita. Como foi tratado, como tudo chegou ao final ninguém sabe. Acho que os segredos devem ser mesmo arquivados e guardados a sete chaves por quem de direito, ou aparecer num blog como um relato de uma fantasia realizada da forma como se imagina.
A razão de existir de um site fetichista é promover a sensação da aventura, por isso, tanto se cultua o termo “damsels in distress”, a chamada menina em perigo. Da captura em diante tudo é permitido sonhar, desde uma simples aventura de vilão e mocinha até uma masmorra escura.
Aventuras sexuais não devem ficar restritas a um primeiro encontro. Elas devem imperar e fazer parte da vida de parceiros para que a relação não fique vazia. Viver um relacionamento fetichista é igual a viver uma união chamada de baunilha. A renovação das energias é importante e a imaginação deve fazer parte do dia a dia dos parceiros.

Muitos enviam suas fantasias para serem publicadas aqui. Algumas têm uma conotação real, outras parecem roteiros de filme, mas pouco importa, uma vez que descritas são capazes de servir como incentivo a muitos que andam a procura da aventura perfeita, ou quem sabe reviver o que um dia foi irretocável.

(As fotos que ilustram este artigo pertencem a minha amiga Caroline Branson. Para saber mais sobre essa musa, acesse o meu Fetlife)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O que os homens querem ver


A tribuna é livre e cada um pode arriscar um palpite.
Quer uma dica? Duas mulheres juntas, se agarrando, se tocando, se amarrando.
É pule de dez. Pode apostar que é barbada.
Já vi marmanjo perder a cabeça, o juízo e o casamento por conta dessa fantasia. Já vi caras perdendo até a mulher por causa disso. Alguém acha um absurdo? As pessoas às vezes escondem certas coisas e deixam trancadas a sete chaves. Jamais se imaginam sucumbindo a um sonho que vem de longe. De repente, em casa, surge uma idéia capaz de fazer reacender coisas guardadas e o caldo entorna. O sujeito gasta dias, meses e até anos de saliva tentando convencer sua parceira a participar de um encontro com ele e mais uma, daí... A mulher se encontra com seu desejo e vai atrás de sua lenda deixando o cidadão plantado a ver navios.
Bonito... Lindo... Nada disso, é a pior dor de corno que existe na face da terra.
Mas deixando de lado relações, amores e outros mais, a fantasia de assistir duas mulheres está acima disso tudo, porque pode sair da imaginação para se tornar realidade sem causar estragos, ou pode até existir sem ter conseqüências mais graves. Explico: fora do âmbito conjugal.
Vou levar pedrada das mulheres...
Calma senhoras. Pode estar num belo filme... (saída pela porta dos fundos...)
Ninguém aqui (em sã consciência é claro) está querendo convencer seus digníssimos parceiros a pular a cerca, mas que essa fantasia é boa demais também não posso esconder. Basta perguntar por aí, fazer uma pesquisa, um levantamento via IBGE que ela vai ganhar fácil.
O certo é tentar realizar a fantasia antes de pensar num envolvimento mais sério, efetivo, assim não há riscos que possam alterar o rumo da relação, ou tramitar o desejo em meio a uma relação de extrema cumplicidade e confiança, onde ambos aceitem na boa, sem questionamentos ou revanchismos.
Uma amiga me disse que consegue realizar a fantasia com seu parceiro sem problemas. Freqüentam casas de swing onde procuram uma mulher interessada. Não aceitam o sexo pago e muito menos a participação de outro macho, ainda que essa mulher tente introduzir um companheiro na cena. Garimpam, são habitués de salas de bate papo e se arriscam. Sim, porque sem correr riscos de encontros mal sucedidos dificilmente a fantasia acontece.
Todos os riscos. Baixos, médios e altos.
O negócio é sério e corre pelo mundo afora.
Oito em cada dez pedidos de assinantes do site Bound Brazil falam em cenas de mulheres dominando mulheres. Os detalhes soam como requintes de crueldade. O pior é montar a cena, rodar e gravar tudo sem direito a ser parte dela... Nessas horas, me sinto como um ginecologista ou porteiro de boate: trabalhando onde os outros se divertem. Fazer o que?
A fantasia de estar com duas mulheres na mesma cama é tão séria que já recebi emails de leitores aficionados com idéias insanas de reunir à atual e a ex-mulher numa parceria. Dá pra acreditar? Já foi motivo de artigo aqui no blog. É muita loucura num simples desejo.
Alguns poderiam argumentar: dentro do BDSM não é incomum encontrar submissas que dividem o mesmo dono ou escravos que dividam a mesma senhora. Só que aqui é outra conversa.

Há um conjunto de regras que são aceitas previamente ou não, como um contrato bilateral. E mesmo que em alguns casos existam submissas que dividam as cenas, normalmente essa entrega acontece de forma isolada, embora haja conhecimento de ambas as partes.
Como fetiche ou fantasia apenas, o desejo de ver ou estar com duas mulheres acontece sem que práticas de BDSM interfiram no contexto. Pode rolar um bondage, pode rolar sadomasoquismo ou pode ser apenas sexo e nada mais.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

As Fantasias e os Números


Reza a lenda que sete entre dez adultos gostariam de viver fantasias durante atos sexuais.
Isso é fruto de uma pesquisa, não sou eu quem diz.
E por que gostariam? Porque numa outra pesquisa, nesse universo de adultos propensos a realizar fantasias sexuais, somente trinta por centro se atreve a tentar.
Alguns conceitos sociais advindos de séculos atrás ainda perduram nos dias de hoje. A geração do século XX que viveu sobre essa sombra não consegue achar espaço para expressar seus próprios sentimentos, ainda que tudo isso aconteça entre quatro paredes. Vergonha? Timidez?
Uma amiga na faixa dos quarenta me disse há bem pouco tempo que se sente suja diante de suas filhas ao lembrar de cenas libidinosas praticadas num passado recente. Talvez se fosse permitido ao ser humano viver por mais de cento e cinqüenta anos esse sentimento não seria o mesmo. Quem sabe o tempo tivesse relevância suficiente e servisse para afastar certos fantasmas e demônios.
Poderia também ser pior, e uma longa existência atuaria de forma inversa, proporcionando um maior apego a questões preconceituosas. É sempre bom lembrar que o preconceito por mais disseminando que seja não se compara a uma doença contagiosa. Ele habita nosso próprio interior. Ninguém nos obriga a agir de forma preconceituosa, apesar dos exemplos e convivência. Nós optamos por ser assim.
Acho que a questão exige uma dura reflexão de parte a parte. No meu modo de ver ter coragem para admitir a si mesmo certas preferências está acima de sentimentos como vergonha e timidez. Não sou filho de chocadeira. Tenho família, filhas moças e não me imagino sujo diante delas porque me exponho aqui nessas páginas. Também não espero reconhecimento e sequer quero servir de exemplo. Sou o que sou e não nego o que assumo com dignidade e total conhecimento de causa.
As pessoas costumam comparar simples fantasias sexuais inocentes a aberrações. Um fetichista não é um psicopata, apenas pensa de forma diferente quando o assunto é sexo. Ao longo dessa estrada de vida no nicho fetichista já convivi com tudo e com todos. Desde simples desejos por pés até cenas bizarras deselegantes de descrever. E não é porque não gosto de algumas fantasias que vou criticá-las ou aos seus praticantes. Desde que essas pessoas sigam um modo de conduta sadio e possam conviver de forma agradável no meio social eu os convido para a minha casa.
As fantasias fetichistas e os números travam uma luta interessante. Fazer parte de uma minoria tem as suas vantagens. Seria como torcer para o Madureira enquanto seus amigos são Flamengo, Fluminense, Vasco ou Botafogo. Desde que isto te traga prazer nada contra, afinal ser masoquista é ser fetichista...
A pesquisa citada é por amostragem. Se ficasse restrita a países nórdicos europeus onde estas práticas têm um significado maior, porque lá nunca houve pressões religiosas e patrulhamento social tão intenso, os números e as fantasias sexuais estariam mais próximos.
E assim caminha a humanidade...

Semana da Natasha

E já que a nossa proposta é falar de fetiches sem preâmbulos, vamos ao que interessa.
A semana do site Bound Brazil no mês de segundo aniversário foi dedicada à bela Natasha Warsack.
No vídeo de hoje (Firegirl Attack) ela contracena com a Terps em trajes de bombeiro. Imaginem essa musa num micro short barbarizando a Natasha? Nada melhor que mostrar a essência do fetiche e suas doces conseqüências.



Um photoset com mais de sessenta tomadas completa a brincadeira.
Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Bondagista Feliz


Acho bacana postar algumas histórias que recebo por email.
Primeiro vale esclarecer: pra quem ainda não sabe, do lado direito aqui do blog tem um link chamado “quem sou eu”. Ao clicar aparecerá minha cara simpática e abaixo em azul a palavra “email”. Basta clicar e mandar uma mensagem.
De lá chegam essas historinhas como a que vem a seguir. O legal é a não necessidade de se identificar e, ao mesmo tempo, me faz pensar se o que chega é fruto da imaginação ou realidade. Ainda que essa incógnita perdure não muda o sentido da coisa e tão pouco causa desmerecimento de quem enviou. Porque mesmo sendo uma grande fantasia, há motivos de sobra para aplaudir a iniciativa de quem se desprende a incrementar esse espaço.
Dentre tantas, procuro escolher sempre a que mais se assemelha a realidade.
Então vamos a ela.
O sujeito é apaixonado por criar fantasias sexuais que envolvam o aprisionamento na hora do sexo (bondage para os íntimos). Pra ele, não importa se ela é a vitima ou ele próprio. Como um bom switcher, curte a fantasia da forma que vier, e como afirma, fica por conta de quem se habilita primeiro.
Como esteve em tempos de vacas magras, vivia a escassez de namoradas, decidiu se aventurar pela internet até descobrir uma clinica de massagem. Ora, não é de hoje que se sabe que esses lugares oferecem aos clientes muito mais que simples massagens corpóreas.
Se confessando sem jeito ao chegar ao local, foi levado a um dos quartos com uma maca rodeada de retratos do corpo humano e diplomas. Uma simpática atendente lhe falou das condições e aos poucos meninas entravam naquele lugar acanhado onde ele estava e se apresentavam de maneira formal. Dois beijinhos, sorrisos e uma pequena volta para mostrar os dotes.
“Me senti um sultão”. Assim ele definiu a cena.
Escolheu a massagista de sua preferência, tomou uma boa ducha e ficou a espera.
Ela reapareceu com um roupão de seda em cima de um belo salto pronta para a sedução. A massagem? Aquela altura, peladão na maca só pensava nos “finalmentes”.
Deitado de bruços percebeu que a moça deixou o roupão escorregar e uma linda tira de seda caiu primeiro. Ligado no desejo, imediatamente sugeriu que a brincadeira fosse diferente. Pediu para ser amarrado à maca e ser massageado daquele jeito. A moça sorriu, atendeu seu desejo, e ao atar suas mãos de forma carinhosa e gentil escutou nosso nobre bondagista pedir que fizesse como deveria ser. “Amarra direito!”.
Ela atendeu - “quase estrangula meu pulso “- e começou a comandar a festa.
Com óleos aromáticos e cremes o cara se viu nas nuvens. Uma hora de sacanagem bem feita por cem pratas. Realmente ele não tem que reclamar da sorte.
Depois desse dia, conta que experimentou com todas as meninas da casa e ainda foi além, tentando a sorte em outros estabelecimentos. “Quase vira um vício”.
Nosso amigo termina o relato afirmando que nem todas às vezes foram perfeitas. Algumas das moças não entenderam a mensagem, chegaram a achar ilógico e lhe pregaram algumas peças. Mas num cômputo geral esses encontros nos fins de tarde lhe renderam ótimas transas fetichistas.

Resumo da ópera: o ingrediente principal para uma boa receita de fetiches é a tentativa, ou se preferirem a ousadia. O contexto de quem não arrisca não petisca é politicamente correto para quem tem em mente uma fantasia.
O bondagista do relato recorreu às meninas de vida horizontal para por em prática seu fetiche, já que não gozava de parceira afetiva. De forma direta se arriscou numa aventura sem medo e foi feliz.
Talvez esses raros momentos lhe sirvam de experiência para vôos mais complexos.

Eu também tentaria. E vocês?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Kidnap Fantasy


Os caras anunciam assim:

A última palavra em fantasia. Imagine a mais emocionante e excitante aventura sexy de sua vida...
Sinta a adrenalina única, a sensação real de seqüestrar ou ser seqüestrado.
O cenário perfeito em parceria com a sensualidade. O coração bate de forma intensa nesta experiência erótica - a melhor emoção da sua vida!
Sua fantasia de seqüestro pode ser romântica ou emocionante, como você desejar, e pode ser para você, sua parceira, ou ambos. Essa fantasia pode durar até 24 horas e podemos criar cenários tão simples ou tão complexos, como quiser – depende de você e sua imaginação!
E, claro, podemos combinar nossas fantasias de seqüestro com a maioria de nossas experiências de outras aventuras, para tornar a sua fantasia verdadeiramente única.
Nós vamos ao extremo para se certificar de que cada detalhe é trabalhado. Todas as pessoas envolvidas estão aptas para garantir a sua segurança máxima e para criar a sua fantasia exatamente como você deseja que ele seja.
Podemos lhe passar todas as pistas para que você as siga, os melhores hotéis para te esconder, ou as masmorras mais emocionante para te jogar dentro.
Alguns exemplos de cenários para inspirá-lo.
Sua parceira é arrebatada na rua e levada para um local secreto. Nós vamos informá-lo onde você pode ir para salvá-la. Você chega a um hotel isolado, entra no quarto e vai encontrá-la sozinha, amarrada à cama com a melhor lingerie esperando por você.
Você é levado a um calabouço - sua venda é removida e você vê o seu destino pela primeira vez - a nossa seqüestradora vai mantê-lo cativo e atormentá-lo com todos os equipamentos à sua disposição durante o tempo que ela quiser.
Você também pode optar por seguir as aventuras elaboradas que temos para você. Nós vamos seqüestrar sua parceira e você poderá ouvir e ver o seu tormento através de pequenos clipes especialmente preparados, assim terá uma idéia do que nossas dominadoras estão fazendo com ela. Você tem que encontrá-la antes que a mulher malvada vá longe demais. Só você pode salvar a sua amada. Quer mais?
Os dois podem ser capturados juntos e jogados na parte traseira de um carro de olhos vendados. Vocês dois são levados a um estúdio profissional onde serão filmados e fotografados. Então decidirão o que fariam para ganhar sua liberdade.
Se você tem um orçamento específico ou cenário em mente, favor entrar em contato conosco pelo telefone (Somente para os EUA – 0870 0663583), ou através de nosso formulário de contato.
Todas as nossas fantasias de seqüestro são 100% legais e consentidas.
Nós nunca envolveríamos nesse jogo quem não está plenamente consciente do que vai acontecer.
Por isso, nunca peça para raptar alguém sem o seu consentimento.
Mas não se preocupe sobre estragar a surpresa, somos grandes mestres prontos para criar ilusões.

Gostou?
Por aqui não existe nada parecido, ou se há, ainda não chegou ao meu conhecimento.
Além das opções apresentadas, reparem que também estão prontos a realizar a fantasia que se tem em mente.
Imagine a sua...
Para saber mais sobre estas fantasias visite o site: http://www.pureexperiences.com/

(Fotos: Becky - Bound Brazil e Chrissy Daniels - Bondage Mischief)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bondage na Cama: lugar perfeito?


Ignore a posição preferida, pense apenas no lugar perfeito para uma boa prática de bondage.
Se este local for uma confortável e aconchegante cama de casal, bem vindo ao paraíso.
Não que seja um lugar único, mas posso garantir que é ideal.
Nada de ser exigente ou buscar contornos fotográficos para uma cena imaginária, pois basta a simplicidade, mãos e pés abertos atados à cabeceira e ao pé da cama.
Está pronta a receita...
A partir de então vale o poder de criação e você e sua parceira podem fazer tudo a que têm direito. Vá lá, anote umas dicas: roupa de colegial na menina. Sempre funciona, dá um clima de seqüestro retrô, daqueles que vagaram pela imaginação nos tempos da adolescência.
Se o ambiente estiver com a temperatura elevada, infernal mesmo, uma lingerie vermelha, rosa, branca ou negra, salto alto, meia de seda e umas velas para criar uma atmosfera sensual é a grande pedida. Seria a parceria perfeita entre a sexualidade e o fetiche, um encontro mágico capaz de gerar a pura energia.
A conclusão que se chega é a seguinte: mulher amarrada na cama é uma tentação e o clímax do fetiche de love bondage. É inegável. Se o distinto cavalheiro optar pela namorada pelada, como veio ao mundo, fique a vontade, porque em nada muda o cenário. Trajes sensuais apenas colocam mais lenha na fogueira.
Agora um conselho, se me é permitida a intromissão na fantasia alheia: viva o momento com tudo, sem pensar na realidade que existe e estará de volta assim que tudo terminar. Deixe os problemas do lado de fora do quarto, haverá tempo de sobra pra tratar de qualquer coisa depois.
Mergulhar na fantasia é a única maneira de obter um resultado perfeito.
De que adianta buscar a perfeição se o pensamento está voltado a fatos que nada têm a ver com o que se passa entre quatro paredes? Fantasia, o nome já diz tudo e é por causa disso que se monta todo um clima para sair da rotina.
Os mais ousados e com alguma experiência em posições de bondage, poderão optar por amarrações mais complicadas e eficientes, porém se a intenção é saborear o momento como um todo, creio que não faria tanta diferença assim.

Jamais se esqueçam que uma fantasia de bondage deve ser precedida de uma faca afiada ou tesoura sempre perto de quem está imobilizado. É um procedimento seguro e que deve ser encarado como essencial. Se alguma coisa anormal acontecer, haverá a possibilidade de reverter o quadro por quem está aprisionado.
Comece a conversar, bolar um roteiro e ponha a imaginação pra trabalhar.
As opções são inúmeras e quando duas pessoas adultas resolvem se embrenhar por esse caminho é o começo de uma grande aventura que viverá pra sempre na lembrança, sem importar o que venha acontecer.
Viver o presente é a melhor maneira de encarar o futuro sem medo e uma chance muito grande de ser feliz, por longos anos.
Basta tentar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Limites


Um amigo me confessou que seu maior desejo é amarrar uma mulher e cortar-lhe os cabelos.
Uma amiga a quem comentei o assunto disse: mato esse desgraçado assim que me soltar!
E assim são as coisas, o que é desejo de um não tem nada a ver com o que outros permitem e vice e versa. Também venhamos, existem vontades e desejos fantasmagóricos, dignos de deixar o diabo de cabelo em pé e todo arrepiado. A grande maioria das mulheres tem um ciúme doentio de seus cabelos, cuidam (lavam e passam literalmente) várias vezes ao dia e quando se preparam pra sair é na primeira coisa que pensam.
Colhemos vários exemplos de exageros ao longo da vida e no mundo fetichista então eles aparecem com uma freqüência muito maior. Certa vez, uma mulher me pediu para que a amarrasse no secador de roupas (aqueles que ficam presos por pequenos ganchos muitas vezes em tetos rebaixados com gesso). E esse secador estava preso ao gesso e ela não me dava escolha, tive que negar e nunca mais apareceu. Seria pura irresponsabilidade faze-la correr tal risco, mas nem assim a dita cuja entendeu. Me deu três sapatos...(um em cada pé e o outro na bunda) e sumiu.
Cada um deve ter uma historia pra contar de casos parecidos com estes e outros muito mais complicados de entender. A natureza humana revela surpresas algumas vezes inacreditáveis e é preciso ter total noção do que está prestes a acontecer para não virar uma tragédia sem volta.
Algumas pessoas gostam de ter seus limites testados, postos a prova, mostrar que são capazes diante de alguém com quem se relacionam, mas há que se construir um muro bem alto entre a vontade desenfreada de realizar certas loucuras e o mundo real. Não é uma simples questão de certo ou errado, é necessário olhar com responsabilidade para o que se faz e medir as conseqüências de atos impensados.
Adolescentes costumam buscar prazer em momentos de impensadas loucuras, mas entre adultos os caminhos obrigatoriamente passam pelo aspecto limite. Em relações fetichistas que conotam riscos maiores isso deve ser observado em dobro, discutido a miúdo e levado a sério.
Hoje, está em discussão a criação de um manifesto BDSM através de uma lista de discussão da Associação BDSM. Tenho acompanhado alguns tópicos sugeridos os quais reputo como importantes para que se criem regras e se debatam idéias. Se existem limites dentro de relações sadomasoquistas através de palavras de segurança (safe word), deve haver limite para as idéias do que deve ser realizado entre parceiros com a devida consciência de cada um.
Haverá de existir sempre um ponto onde a fantasia alcança a realidade, desde que se tenha juízo para saber o que é prazer conseqüente e o que é deliro inconseqüente.
Amarrar uma mulher para lhe cortar os cabelos não está distante de apertar uma corda em seu pescoço para que alcance o orgasmo ainda que perca os sentidos.
O perigo está muito mais presente numa inocente brincadeira a dois do que se imagina.
Resumo da ópera: como sempre é melhor prevenir do que remediar.
Pode parecer arcaico, mas ainda é o melhor a fazer, mesmo que signifique desistir de tudo e simplesmente dizer adeus.