sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estupro Contratado


Que saudade da Inês...
Uma pessoa diferenciada, inteligente, que não mede palavras, jamais se escondeu atrás de dogmas, preconceitos, qualquer coisa, se mostrava despida diante do que quer que fosse.
Pois num papo fetichista, me contou com todas as letras e detalhes de um caso que vale a pena dividir aqui e, quem sabe, colher algumas opiniões a respeito.
A Inês era casada, vivia uma relação aos pedaços sustentada por filhos e, principalmente, pelo lado societário de uma união que só guardava a sociedade de um comércio. O amor tinha ido pro espaço fazia tempos.
Certo dia ela resolveu mudar, já passava dos trinta e achou que muito havia por viver além do cotidiano cada vez mais restrito. Transou escondido, arranjou namorados extraconjugais, ousou trilhar por caminhos que antes só se escondiam em seus devaneios.
Tragada pelo mundo novo que havia escolhido experimentar, Inês conheceu uma amiga que lhe falou de um cara que havia realizado uma fantasia interessante. Atraída pela história e disposta a entrar em qualquer beco ou viela que lhe desse a emoção que procurava, numa breve conversa pelo telefone tramou os detalhes e escolheu a forma como gostaria de ser estuprada.
Confiou às cegas na amiga, alugou um apartamento num flat por uma tarde e esperou tranqüila e calma a presença de uma pessoa que jamais tinha visto o rosto ou sabia de sua reputação. Era a escolha, por isso assumiu todos os riscos possíveis.
Escutou o toque na porta e ao abrir foi empurrada com força sobre o sofá da sala. Sem chances de reação, foi algemada com as mãos às costas pelo sujeito. Teve a roupa rasgada e arrancada, com os trapos servindo de mordaça desconfortavelmente enfiada pela boca adentro foi impiedosamente violentada diversas vezes, forçada a realizar todos os desejos daquele desconhecido.
Após duas horas de sofrimento consentido, ela juntou os cacos, pagou feliz pelo serviço prestado com ênfase aos mínimos detalhes que ela mesma havia descrito. O sujeito foi embora sem trocar uma palavra de carinho ou amizade, da mesma forma que chegou. Tudo como estava combinado.
Ao fim da tarde ela se foi. Tomou uma ducha fria e escondeu as marcas daquela aventura para que ninguém soubesse o que havia passado.
Poucas pessoas de sua relação mais íntima tiveram acesso a este fato, que reporto como real e autentico. Não é um conto de ficção, a Inês viveu essa experiência de verdade, com coragem e vontade na certeza de que tudo aquilo era parte de uma fantasia orquestrada por ela.
Minha relação com a Inês nunca passou de uma amizade pura e sincera, sem interesses, talvez essa tenha sido a razão dela ter me confessado os detalhes dessa grande aventura.
Ela se preparou para viver aquele dia e acho que sem uma base sólida ninguém conseguiria obter prazer nas cenas que ela descreve.
Qualquer fantasia consentida realizada com parceiros competentes e responsáveis pode ter o efeito desejado, desde que haja confiança e respeito.
E você, faria?

INTRUDER

O vídeo de hoje do Bound Brazil apresenta mais duas estreantes, assim como foi em todo o mês de Outubro.
Sensualidade e disciplina, duas tendências de bondage reunidas num mesmo filme.
Nina e Suelen são vitimas de Mistress Korva. Amarradas e amordaçadas, elas lutam contra as cordas até considerarem a impossibilidade de se libertar.
Punidas pela mão firme de Korva, as duas lindas meninas são obrigadas a tentar se livrar da eficiente amarração de todas as formas possíveis e imagináveis. Despidas e deixadas à própria sorte, elas mostram com riqueza de detalhes os apuros das mulheres capturadas. Um delírio...
Acompanha o vídeo um photoset com belíssimas sessenta fotos dessas duas novas musas do Bound Brazil.

Peço licença para falar nos detalhes do trabalho de bondage realizado para este vídeo.
Deixando a modéstia de lado, perfeito!
Haja inspiração...

Um bom fim de semana prolongado a todos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Imaginação e Improviso


Uma vez atraído pelo assunto BDSM chegou à hora de pensar em praticar.
Tal e qual todo mundo imagina, a primeira idéia é passar por um sex shop ou vasculhar as páginas de artigos fetichistas pela Internet.
Mas nem sempre o vento sopra a favor e alguns equipamentos que você gostaria de levar pra dentro da cena, custam caro e não estão na vitrine ou nos catálogos. É hora do improviso.
Lembre-se antes de tudo que o jeitinho brasileiro cai como uma luva nessa hora, portanto basta colocar a cabeça para funcionar e criar.
Se a intenção for um cenário sadomasoquista o uso de velas é fundamental, por isso uma passada numa loja de velas decorativas é parada obrigatória. Mas vale a criatividade com o material escolhido. Um pedaço de corda de sisal amarrando as velas dá um toque perfeito às suas pretensões, mesmo que o nó seja desatado para que os pingos sejam utilizados como forma de castigo.
Se dentro do principio consensual a sessão permitir o uso do chicote, que tal improvisar um flogger? Porque na maioria das vezes os sex shops vendem chicote de equitação e o flogger é aquele com um cabo e as franjas penduradas. Como fazer?
Comece por comprar um protetor para cabo de panelas. Prefira os rígidos que possibilitem uma boa “pegada” e nele introduza várias tiras cortadas de uma peça de couro disponível em casa de tecidos. Para mostrar mais intimidade com o BDSM, procure comprar o protetor de cabo de panela da cor negra, adorne com enfeites prateados ou com cordão colorido fino, para garantir um visual mais encorpado ao cenário. Para dar segurança ao flogger, introduza massa de modelar infantil junto com as tiras de couro e aperte bem a boca do protetor com arame de pouca expessura.
Se preferir o uso de prendedores com fivela em lugar de cordas ou algemas metálicas, opte por uma visita a um pet shop onde coleiras de animais podem substituir as famosas algemas de couro. Não há uma medida padrão, porém podem ser feitos pequenos furos que adaptem a fivela à largura dos pulsos que serão presos pelas coleiras. Aproveite para comprar correntes em separado, na metragem que desejar. Servem tanto para prender como enfeites das vestimentas. Se a grana estiver sobrando compre bastante corrente, porque elas ajudam na construção do cenário também.
Tudo pronto pra festa, então é chegado o momento de se apresentar de acordo com a ocasião. Se a mulher for a dominante é indispensável o uso de couro, látex ou vinil. Longas botas, se possível um corselete, maquiagem pesada tendendo para tons escuros, unhas e cabelos na ponta dos cascos. Se ela for à submissa, vale um lindo conjunto de lingerie preta ou vermelha, que deixe mais sexy, vulnerável e desejada.

O mesmo vale para o valete: roupa preta, sapatos também. Pouco importa se for dominador ou submisso, sem um cross dresser qualquer tom dark resolve.
Pessoas com habilidade manual e tendências para artesanato, criam objetos fetichistas incríveis, de dar água na boca a qualquer fabricante.
Tive o prazer de ver e tocar em verdadeiras obras de arte fetichistas feitas à mão com um bom gosto de arrepiar.
O importante é salientar que o fetiche é uma fantasia sexual e, por isso, deve ser tratado com carinho e cuidado e quando o improviso sai melhor do que o que vende nas lojas a satisfação vem em dobro, pela ousadia e destreza.
Faça, pratique, invente, o que vier depois cabe a quem a cena pertence...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Olhar de Sylja Kuryakin


As vantagens do avanço tecnológico são imensas.
O mundo hoje evolui em um ano o que há quinze anos atrás levava cinco no mínimo.
A Internet, a globalização, e outros fatores, são responsáveis pelo planeta mutante que a geração do novo milênio tem pela frente.
Me acostumei a gostar das imagens produzidas pelo fetiche de bondage desde os anos oitenta, quando fui devidamente apresentado a elas. Primeiro pelas revistas, passei pelo VHS, pelo DVD e hoje navego na grande rede, aliás, chego a produzir bondage do Brasil na Internet.
O “piscar de olhos” é incrível, transforma e impele de maneira muito rápida. Tudo acontece no segundo de um simples click como um passe de mágica. Mas será que toda essa evolução dos tempos de hoje será capaz de produzir os mesmos ídolos que o passado mostrou?
Levando essa teoria para o fetiche que a Internet exibe, qualifica e expurga, qual é a musa dos aficionados colecionadores de vídeos e fotos de bondage hoje em dia?
É, parece fácil, mas não é tão simples assim.
Vou cortar na própria carne: o site Bound Brazil tem hoje em seu elenco cerca de noventa modelos e a cada dia recebo mais fotos ou emails de novas candidatas a musa dos bondagistas assinantes. Desse universo, cerca de dez modelos se destacam na preferência dos membros que sempre elogiam, solicitam trabalhos e as escolhem como preferidas. Resumo da ópera: são muitas e cativam pouco.
Se globalizarmos o resultado é ainda mais expressivo e divisível, levando a conclusão que a quantidade dilui o talento tornando cada vez mais difícil o aparecimento da musa, da desejada, da inatingível.
Lá atrás, quando tudo começou, a indústria fetichista de bondage produziu musas que ficavam em cartaz por mais de dez anos, criavam total identificação com seus admiradores e cativavam um publico sempre seletivo e participativo. Algumas com atuações de três ou quatro anos tinham seu fã clube que reunia gente de todas as partes desejando saber sobre elas, seus dias, sua vida, enfim, pertencíamos à turma do gargarejo.
Outro dia, conversando pelo Facebook com a eterna musa Andréa Neal, falamos nessa relação de ídolo e fã. Sua explicação foi bem simples: “fazíamos com amor”. Aliás, para fazer parte de sua rede de amigos basta me adicionar e ter acesso à página dessa Deusa, onde ela faz questão de recepcionar com muito carinho a quem chega. Hoje está casada, tem um filho e não pensa em voltar a trabalhar em nenhuma hipótese, prefere estar presente na história do fetiche e na lembrança dos admiradores.
Várias musas como Andréa Neal rondaram meu pensamento fetichista por anos a fio e através de uma conversa com meu camarada, colaborador e parceiro Carlos, lembrei de uma dessas maravilhas que apareceram no meu caminho: Sylja Kuryakin.
Pode ser que muitos não a conheçam ou sequer ouviram falar, mas essa Princesa com nome e rosto do leste europeu tinha no olhar o doce sabor da captura, a heroína em apuros, exalando o perigo que todo bondagista congela quando se defronta.
Lembrei de um filme do Eliot Shear e Eric Holman ainda da antiga série EE da Harmony em que a bela Sylja Kuryakin ensina com os olhos o verdadeiro significado da expressão Damsels in Distress. Não recordo o nome do vídeo e nem o ano em que foi produzido, mas tenho a certeza de que essa imagem que eu publico para ilustrar essa matéria é uma das principais razões que me fazem ter a certeza de que bondage é um fetiche único e incomparável, e só quem leva esse sentimento correndo nas veias sabe o real significado do que estou dizendo.
O fetiche vive dentro de nós independente do tempo ou de qualquer fator preponderante. A continuidade depende apenas de nós e de novas musas que queiram assumir um trono que se renova como tudo na vida.
Basta fazer com amor...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Fetiche Particular


Não é raro ler na internet algumas matérias em que pessoas falam de fetiches.
Está na moda, é chique, mas o resultado nem sempre coincide com a realidade.
Sites ou blogs com dicas femininas procuram passar às mulheres sugestões de roupas e calçados para que elas tenham a aparência de “mulher fatal”.
Mas como seria para nós fetichistas a imagem da mulher fatal?
A lista de idéias seria imensa e infinita, desde o conteúdo por baixo da vestimenta paramentada até detalhes muito particulares. A conclusão é bem simples: o fetiche é totalmente particular, cada um tem a sua preferência.
Detalhes que começam nos cabelos. Soltos, presos em forma de coque, rabo de cavalo, passam pela cor de esmaltes das unhas, no formato das mãos, por axilas lisas ou peludas, da região pubiana e dos pés.
A vestimenta também merece um olhar fetichista: couro, vinil, látex, seda. Botas, sapatos fechados com meias de seda, sandálias, maquiagem, enfim, a “femme fatale” fetichista só é possível descrever através do desejo do próprio amante dos fetiches.
Como explicar o fato de um podólatra gostar de colecionar a pele que solta dos pés toda vez que a mulher vai à pedicura?
Pois é, isto não está em nenhum “manual” ou pertence ao mundo dos estilistas.
Mas é fetiche, praticado por muitos.
Resumindo, milhares de pequenas taras e manias compõem o universo fetichista e por mais que pessoas que não pertencem a esse mundo se esforcem, é muito difícil compreender o que se passa dentro desse globo. Se os próprios fetichistas têm dificuldades de entender gostos diferentes daqueles que estão acostumados, imagine o quanto pesa para quem vem de fora e dá de cara com esse novo mundo de um momento para o outro?
Entender um fetichista e suas nuances é uma tarefa árdua, porque além de esconder simples desejos por timidez ou medo, de uma maneira geral ele não aceita qualquer tipo de negociação sobre o que considera seu nirvana. Este tipo de comportamento é responsável muitas vezes pelo isolamento tão comum entre fetichistas.
A manifestação do fetiche é um sentimento inocente que pode se transformar num vicio incontrolável. É preciso saber conviver com esses desejos estranhos por determinadas preferências sexuais ou objetos.

Aceitar, essa é a palavra mágica que todo fetichista deveria manter acesa como um letreiro de néon toda vez que buscar realizar seus desejos.
Aceitar se relacionar com uma pessoa que está descobrindo seus próprios anseios. Dividir as emoções, deixar que a parceira (o) encontre seu caminho e juntos descubram o rumo para uma convivência feliz.
Portanto, se uma mulher se apresenta “vestida para matar” o melhor é tentar tirar proveito da própria situação sugerida, abrir as portas do mundo sem mentir ou esconder qualquer desejo secreto por mais estranho ou bizarro que possa parecer.
Se não existir razão para um bom começo é muito melhor parar do que apostar num final melancólico e desastroso.
Se o fetiche é particular para quem vive suas experiências, também será pessoal para quem participa de qualquer relação em conjunto.
Respeitar, entender e dividir, não existe maneira melhor de começar uma relação fetichista.
Então, uma roupa adequada é sempre um bom começo...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dögkeselyű (O Abutre – 1982)


Sempre que me perguntam o significado do termo Damsels in Distress e sua ligação com o fetiche de bondage, me vem à cabeça o exemplo de filmes que marcaram época, para alguns, para muitos, não importa, senão a exibição de cenas em que a atriz está em perigo.
Assisti a este filme há muito tempo atrás e é daqueles em que a cena ficou gravada sem ter um por que, uma lógica exata. É verdade que esta obra do cineasta húngaro András Ferenc ganhou força no começo da década de oitenta abrindo espaço para que fosse possível conhecer um pouco do que se passava dentro de países da então cortina de ferro ou Pacto de Varsóvia para ser mais exato.
Com alguns prêmios na bagagem recebidos em festivais de segunda linha, Ferenc mostra em “O Abutre” um roteiro de suspense dos mais eletrizantes e de final muito pouco provável.
Num tempo de dificuldades econômicas e sociais, um engenheiro tem que se virar como taxista para segurar a barra de suas despesas com a mulher e o filho pequeno. Quando consegue depois de muita luta receber um seguro social que lhe levaria a uma vida um pouco melhor, ele atende a duas senhoras bem vestidas e de excelente aparência, mas ao final da corrida percebe que caiu numa cilada e teve seu dinheiro que carregava na carteira roubado.
Desesperado e com sede de vingança ele começa seqüestrando o cachorro das senhoras, mas como não obtém êxito em receber seu dinheiro de volta, acaba por seqüestrar a filha de uma delas interpretada pela belíssima Maria Glatkowska.
Não fosse o ótimo enredo um motivo para assistir do início ao fim essa trama, as cenas em que Maria aparece nas mãos de György Cserhalmi seriam como gotas num oceano, com uma metragem tão reduzida que passariam despercebidas por qualquer um em meio à história.
Mas na verdade, um bondagista que gosta desse estilo jamais se furtaria a esperar horas a fio por estas cenas, pois exibem uma bela mulher imobilizada num casebre no meio do nada. O realismo das imagens que mostra Maria amarrada de verdade, sem truques baratos, me chamou a atenção e talvez por isso, mesmo passado tanto tempo ainda levo esse filme na lembrança.
Lançado no Brasil pela Globo Vídeos originalmente em Beta Max, um sistema com resolução superior ao VHS que não deu muito resultado por aqui, ter essa obra hoje é uma raridade que alguns colecionadores vendem no Mercado Livre.
Porém não sosseguei enquanto o bravo espadachim Evandro Ynno (salvador dos bondagistas colecionadores) não baixou uma versão digital. Torrei o saco mesmo...
Abaixo os oito links que juntos condensam o filme em partes iguais. Basta clicar e baixar. A versão está em russo, mas como o original é em húngaro e cá entre nós, seria a mesmíssima coisa, vale agora garimpar pelos subtítulos (legendas) e adicionar ao arquivo. O nome original do filme está no cabeçalho da matéria.
Também as melhores cenas de Damsels in Distress numa versão de três minutos.
Uma boa dica para começar bem a semana.

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Sombra da Dúvida


Ontem tarde da noite, fui até o Galeto Columbia na Tijuca aqui no Rio com um cara que gosto muito, e além de amigo é o meu médico.
Petiscos e Coca-Cola na mesa, me peguei desconcentrado da nossa conversa porque ao lado algo estranho me chamou a atenção. Devia haver umas doze pessoas descontraídas, conversando, mais ou menos sete mulheres e cinco marmanjos, e de repente uma delas tirou as sandálias pousando os pés no colo da amiga em frente.
Até aí nada demais, porém a morena que acolheu os pés sobre ela passou a acariciar e admirá-los de uma forma tão carinhosa que um fetichista logo percebe e fica ligado.
Não era possível ouvir os papos, as mesas ficam na calçada, além do barulho da rua e das vozes que se misturam como macarronada, tudo impede que se ouça com clareza.
Meu amigo chegou a me cutucar pra prestar atenção ao que ele dizia, mas eu parecia distante com os olhos e pensamento em outro locar, embora ali bem perto. Os carinhos eram tantos e não paravam, causando um ar de satisfação na loira que descansava seus pés num colo macio.
Então pensei: é possível existir mulheres que gostam de pés femininos sem ser bissexuais? Ta bom, quem vê cara não vê coração, mas aquela morena com pinta de rainha de bateria de Escola de Samba nem de longe parecia lésbica...
Os afagos eram visíveis, ininterruptos e carinhosos. Com o rosto quase colado aos pés da amiga, aquela morena assim como eu, não dava a mínima pra conversa ao seu redor e demonstrava claramente que se pudesse beijaria os pés que tanto tocava.
Sei de casos onde mulheres se realizam ao ter seus pés adorados por outras, mas de uma forma submissa, ou seja, algumas dominadoras gostam de ter suas escravas aos seus pés debaixo de ordens, porém, soa mais como um fetiche de humilhação e entrega.
Outras, com menos tendências fetichistas, contam que apreciam pés masculinos e, algumas, confessam meio ressabiadas que olham e admiram os pés das outras mulheres por achar “bonito”. Será?
Como diz uma grande amiga, sempre sobra uma pontinha de desejo escondido dos selinhos nos lábios de tempos adolescentes dentro do banheiro do colégio. Então querer dar uma beijoca nos pés de uma colega tem mais ou menos a mesma conotação.
Como um assumido fetichista, gostaria de ler o que pensam as moças que freqüentam estas páginas. Se é fato que todo homem tem uma queda por ver duas mulheres se acariciando, e isso é um fetiche, aumentaria alguns decibéis se estivesse atrelado a podolatria entre garotas. Ou não?
Estava ficando tarde, por isso pedimos a conta e tomamos o rumo de casa, afinal meu trabalho me espera as dez e ele tinha plantão hoje de manhã. Elas ficaram do mesmo jeito e fui embora com aquilo na cabeça doido pra escrever essa matéria e dividir o assunto.

Easy-Peasy (Extremamente Fácil)

Em qualquer situação complicada é comum buscar o modo mais fácil de resolver.
Com um “stalker” (perseguidor) não é diferente.
Esta é a razão do conteúdo e titulo do filme de hoje do Bound Brazil: Extremamente Fácil (Easy-Peasy).
Carlos deseja encontrar uma forma de invadir o apartamento de uma garota e como se vê impossibilitado de lograr resultado, ataca uma amiga muito próxima e a leva a um local ermo. Consegue o telefone de sua possível vitima sob tortura psicológica em Mayara, que mesmo cedendo e entregando aquilo que deseja o vigarista, é impiedosamente amarrada e amordaçada por ele.
Se fazendo passar por um amigo de Mayara com o intuito de levar uma “encomenda”, Carlos consegue seu objetivo, mas não mostra agradecimento, deixando a bela garota imobilizada até que alguém venha em seu socorro.
O vídeo de quatorze minutos marca a estréia de Mayara no elenco do Bound Brazil e estará disponível hoje para os assinantes.
Com excelente atuação dos protagonistas, Easy-Peasy tem na essência o conceito Damsels in Distress com cenas de cair o queixo.
Confiram!

Um ótimo final de semana a todos!