segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Momentos

Mateus estava sozinho há pouco tempo.
Fetichista convicto e amante de podolatria foi a uma boate em Copacabana atrás de um encontro raso que pudesse afagar a alma e ter momentos de prazer depois de dias difíceis.
Fora casado com Andréia uma jovem médica que o havia trocado por um colega de profissão e já era carga bastante saber que mulher havia se interessado por outro, deixado um casamento de cinco anos com uma filha no meio. Mas ele na casa dos trinta, cheio de vida e vontade levou um tempo pra perceber que o que havia construído agora era passado.
Essa história aconteceu durante a Copa do Mundo de 1994 em que o Brasil sagrou-se tetra campeão e me lembrei de contar aqui porque Sábado passado nos encontramos depois de tanto tempo depois. Hoje, vivemos em lugares distantes e não somos mais vizinhos de porta como antigamente, por isso encontrar pessoas que se esvaem pelas estradas da vida é sempre complicado, mas essa história é interessante.
A pior coisa que existe é afogar as magoas em um bordel depois de uma relação desfeita, porém a grande maioria dos homens vive esse destino não obstante a época porque os bordéis existem desde que a humanidade se organizou. E quem não fez isso?
Mateus precisava naquele dia de um pé amigo que pudesse suprir a sua carência afetiva momentânea desde a separação. Me contou que tentava enxergar um par de pés na escuridão do assoalho do inferninho e, finalmente conseguiu unir o rosto à dona dos pés desejados, muito embora não tivesse uma visão perfeita.
Combinaram, beberam algum drinque a mais e partiram para a noite perfeita.
O encontro foi num motel de quinta categoria sugerido pela “atendente” o que segundo Mateus seria um local seguro para um primeiro encontro, nada de um local muito distante mesmo que tivesse melhores acomodações e a sugestão do apartamento foi descartada logo de cara e com elegância.
Resoluto, Mateus mergulhou de cabeça porque segundo suas próprias palavras era tudo que lhe restava fazer, trocar a agonia de uma separação e largar de vez as mágoas e sofrimentos em vão. “Ninguém merece sofrer por alguém que não se importa” – lhe disse naquele tempo.
- Quando cheguei naquele pulgueiro e dei de cara com aqueles pés maravilhosos quase tive um ataque e voei em cima – disse.
Ela apresentou-lhe um par de camisinhas e ele disse que queria beijar-lhes os pés.
- Mas meus pés estão sujos, suados, eu estava dançando o tempo todo e tenho que tomar um banho antes – ele disse que a garota havia ficado assustada com a ousadia.
Mas ele jogou-se no chão assim mesmo e sem o menor pudor arrancou-lhe as sandálias e começou a saciar seus desejos sem banho, sem nada. Gostou tanto que pagou o dobro e o encontro se estendeu noite adentro terminando na manhã do dia seguinte. Passou a freqüentar o local pelo menos três vezes por semana, pegou o telefone, ficou intimo e nem ao bordel precisou voltar para vê-la.
Essa relação se transformou num romance de vários anos que segundo Mateus só terminou há um ano e meio atrás. Ela deixou de trabalhar na boate, ele a assumiu e moraram juntos até não dar mais certo. Não quis comentar as razões que fizeram esse envolvimento desmoronar a fundo, mas me garantiu que viveu os melhores anos de sua vida a seu lado.
Estava tarde, havia filmado durante toda à tarde para o site e o cansaço já me baita a porta. Achei legal demais ter reencontrado Mateus e ter escutado sua história, é sempre bom saber por onde andam os amigos e tive sorte porque nos vimos já de noite após ele ter ido visitar parentes perto do local onde fomos vizinhos.
Nos despedimos e Mateus me confessou que dali sairia em busca de novas emoções em um outro bordel na tentativa de começar tudo outra vez.
Pano rápido!
(Crédito da foto: Blog Louco por Pés)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

As Mulheres, Fetiches e Love Bondage


Meu amigo VH mandou uma mensagem hoje de manhã falando de um novo blog com conteúdo voltado para o público feminino, ou seja, mulheres que gostam de amarrar seus parceiros para a prática de love bondage. (http://vhlightfeminino.blogspot.com/)
Aliás, o VH é o verdadeiro espadachim do bom combate e há anos espalha pela internet seus inúmeros canais de blogs e grupos, onde muita gente participa ativamente.
Falando em participação ativa feminina no campo do fetiche, cabe comentar que as mulheres na sua grande maioria encaram o fetiche de love bondage como uma fantasia gostosa de praticar durante o ato sexual, basta municiá-la com um pedaço de pano ou corda, talvez uma algema e ela viaja na fantasia.
Mas será que ela buscaria o fetiche como a maioria dos homens?
Por que perguntar isso? Porque ser fetichista é ter uma verdadeira adoração por determinada coisa ou prática muito maior que uma fantasia a mais durante um ato sexual. As mulheres de maneira geral são muito acanhadas quando tocam num assunto de extrema delicadeza como esse, assumem posturas comedidas com medo da exposição de sua intimidade, totalmente ao contrário dos homens que quando encontram um caminho que possa levar a essa órbita, agarram-se a ele e tocam o barco pra frente.
Mas não é só essa mensagem que o VH quer passar com o blog feminino, pois além de incentivar essa participação feminina ele publica fotografias de sites americanos que utilizam o homem sendo imobilizado por mulheres, quando normalmente se faz de forma contrária, vide o Bound Brazil.
Devem ficar fora desse contexto mulheres que tem interesse em dominar o parceiro através de práticas sadomasoquistas e relações D/S, porque nesse aspecto as mulheres mostram-se com naturalidade. Elas partem em busca de fotos, criam blogs, freqüentam festas fetichistas, tornam-se Rainhas e aceitam subjugar seus súditos através dessas relações.
Mas a dúvida ainda persiste no quesito love bondage. Verdade que conheci muitas mulheres que se apegaram a essa fantasia desde que foram apresentadas a elas, mas nunca escutei falar de garotas que desde cedo se deliciaram com filmes onde homens eram aprisionados, feitos de reféns, seqüestrados, raptados, assim como nós em inúmeros filmes que cultuamos até os dias de hoje e nunca saem da nossa lembrança.
Será que elas teriam essa ligação fetichista ou os sites americanos de homens em perigo são produzidos para nós mesmos, quando nos imaginamos sendo possuídos por uma bela mulher através de uma brincadeira inocente?
São muitas perguntas que na maioria das vezes ficam e permanecem sem respostas.
Algumas mulheres participam aqui do blog em diversas matérias postando comentários sobre alguns assuntos, mas nunca se apresentaram como bondagistas, jamais ousaram dizer que um filme como “O Livro das Revelações” onde um dançarino é seqüestrado por mulheres como culto ao love bondage. Assisti a um trailer desse vídeo no blog Faces da Bela e acompanhei os comentários da matéria, talvez em busca de algo que me fizesse acreditar que alguma bondagista pudesse aparecer e falar: “sonho um dia amarrar aquele cara e transar por uma semana inteira...”.
Quem sabe através dessa matéria ou do blog feminino do VH as nossas divas ocultas e eternas um dia apareçam e nos mostrem que não é delírio acreditar que isso existe e não é cabeça de bacalhau, o que todos sabem que existe, mas ninguém vê.
Um bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Cócegas, Horas de Angústia e coisa e tal

A receita não foi muito complicada.
Pegamos um jargão muito badalado e aplicamos num vídeo de quinze minutos.
Duas amigas Natalia e Thayani entram num terrível jogo da verdade criado por Scarlet porque considerava tudo muito monótono num fim de tarde de conversas.
Trapaceando, Scarlet consegue impor sua vontade de forma consensual juntos às duas visitantes e, de maneira planejada, amarra as duas após perguntas complicadas sem dar tempo de qualquer resposta.
Com um cachorro atrás da orelha (uma pulga seria muito pouco), as duas admitem participar da brincadeira que vai ficando cada vez mais séria, na medida em que Scarlet cobra de Natalia um possível envolvimento com seu namorado no verão passado.
Inicia-se uma série de castigos à base de cócegas imposta por Scarlet nas duas amigas com um final inesperado e imprevisível.
Para quem gosta de tickle e podolatria um vídeo impossível de perder.
Na outra ponta, novas e lindas fotos de Talita e Rebeca marcam mais uma atualização de toda Sexta-Feira no Boundbrazil.com
Para o pessoal que assina o site e manda emails com comentários sobre as modelos e suas performances uma boa notícia: está em fase final de produção o blog post com o perfil de cada uma das garotas, onde os membros poderão interagir com a sua modelo preferida diretamente sem a intermediação da administração do site. Esse serviço estará disponível no link Garotas na versão em Português ou Ladies na versão em Inglês.


TERROR AMONG US (Horas de Angústia)


Muito já se falou em matérias e comentários a respeito do filme Terror Among Us, passado no Brasil com o nome de Horas de Angústia.
Verdade e certeza absoluta de que dez entre dez bondagistas elegem esse filme como um dos melhores em termos de mulheres em perigo (DID - Damsels in Distress), ou até o que despertou algo adormecido ou encruado.
Consegui a melhor seqüência do filme numa resolução excelente e posto aqui.
O filme realizado para a televisão em 1981 com direção de Paul Krasny tem no elenco a atriz Sarah Purcel no papel de Jenifer, e conta a história de um oficial de policia que persegue um psicopata e seqüestrador que parte em busca de vingança contra cinco amigas que testemunharam contra ele alguns anos antes.
Vale a pena ver essa versão tipo Did Cap(*) e quem estiver interessado em possuir a título de coleção basta enviar um email que terei o prazer de remeter.
(*) Did: Damsels in Distress - Cap: Significa a captura da cena onde existem donzelas em perigo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

La Belle de Jour (A Bela da Tarde – 1967)



O cineasta Luis Buñuel construiu um filme baseado num enredo muitas vezes utilizado que fala da infelicidade de uma mulher rica, com um casamento monótono e, por isso, parte em busca de aventuras prazerosas dentro de um bordel.
Num cenário tipicamente francês dos anos sessenta, Buñuel conta no elenco com a beleza estonteante de Catherine Deneuve e um ótimo time de coadjuvantes, passeia por várias situações de envolvimento dentro da relação cliente-prostituta onde ficam evidentes práticas de submissão e dominação no discreto local de encontros.
Até o aparecimento de um delinqüente que transtorna sua vida, Séverine interpretada por Deneuve consegue desenvolver sua dupla personalidade adquirida dentro de suas aventuras, descobre o prazer que o marido é incapaz de lhe dar e deixa-se levar por um caminho sem volta.
O filme foi aclamado por público e critica da época e até hoje é visto como um clássico do cinema francês e mundial, e no quesito fetichista reproduziu com firmeza e riqueza de detalhes alguns aspectos que conotam as estreitas relações produzidas em locais secretos, quando o fetiche era visto com pouca cordialidade apesar de praticado numa sociedade culturalmente evoluída como a Européia.
Com destaque para as cenas em que Séverine se nega a participar como dominadora de um dos clientes do bordel no início de suas aparições como prostituta, enquanto observa por um tipo de olho mágico de segurança uma “colega” de trabalho subjugando um cliente submisso e, para a parte em que é amarrada e conduzida a uma relação sexual,
na verdade o filme mostra cada personagem dentro da mesma ótica, numa linguagem comum e não procura em momento algum vivenciar seus dramas pessoais, até mesmo da protagonista que resolve trabalhar pela primeira vez na vida mesmo sendo de duas às cinco da tarde.
Os clientes do bordel e seus fetiches são retratados sem censura, com o respeito devido e ensaia a identificação de Deneuve com fatos os quais nunca havia tido o menor contato e conhecimento.
Vale à pena aproveitar esse lançamento em versão digital remasterizada que pode ser encontrado com facilidade em várias locadoras ou para a venda.
Posto uma seqüência de submissão já mencionada aqui na matéria para dar destaque a esse filme tido como o mais conhecido da obra de Luis Buñuel, ganhador do Leão de Ouro do Festival de Veneza.
La Belle de Jour Submission Scenes

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Couve de Bruxelas

Sempre existe alguma coisa muito boa que é difícil de encontrar.
Todos aqui devem conhecer as Couves de Bruxelas, uns gostam e outros não, é assim mesmo como tudo na vida. Mas para os apreciadores dessa iguaria nem sempre é fácil de achar as bolinhas verdes com jeito de repolhos em miniatura.
Engana-se quem pensa que esse blog vai falar sobre culinária hoje, a simples comparação dessa verdura com o fetiche fica apenas na raridade, porque é muito difícil de achar, pelo menos para quem vive na zona urbana das grandes cidades.
Quando existe a possibilidade de diálogo para a introdução do fetiche numa relação ainda pode haver alguma chance, mas quando essa oportunidade não é concedida fica muito complicado.
Há muito tempo atrás, lembro que tentei uma conversa no sentido de levar o fetiche para uma relação ainda no começo e quando toquei no assunto de usar uma corda levei um fora que um passageiro de um ônibus a quilômetros de distancia podia ouvir:
- Não vem com essa conversa porque detesto esse negócio de sadomasoquismo – escutei.
Mas quem havia tocado em sadomasoquismo? Com certeza ao me ouvir falar em cordas ela havia pensado que queria bater nela ou coisa assim, mas nem a mínima chance de tentar explicar que focinho de porco não é tomada ela me deu.
Esse é um exemplo de que encontrar a parceira para uma relação fetichista é como achar Couve de Bruxelas na feira, é sazonal.
Mas a insistência nesses casos é a senhora da razão e não há desanimo que possa corromper o desejo. Nada acontece de graça e às vezes você consegue sucesso de onde menos espera, é como aquela velha frase de que a felicidade está a um palmo do nariz.
Custa um pouco é verdade, mas a recompensa é infinita, mesmo levando-se em conta o poeta que dizia: “que seja infinita enquanto dure”.
E todo mundo deve tentar, principalmente da forma exata como se gosta do fetiche, suave, pesado, o certo está no pensamento de cada um. Um dia aparece alguém pelas esquinas da vida que além de aceitar pode gostar muito também.
Pensando nisso quando idealizo um vídeo dos muitos que penso em produzir procuro alcançar dentro da linha fetichista do site um pouco do gosto de cada um, através dos emails que recebo e de certa experiência que a vida me concedeu.
Jamais me consideraria um cineasta, isso passa longe da minha cabeça, mas um realizador de vídeos fetichistas onde busco mostrar as diversas formas como bondage pode ser inserido. As fantasias são as mais diversificadas possíveis e os detalhes os mais incríveis, porque fetiche sem detalhe não existe. Fetiche é como bunda, cada um tem o seu.
Assistir a um vídeo fetichista é legal, seja de bondage, de SM, podolatria, qualquer um dentro do gosto de cada pessoa, mas é importante que esse desejo não fique reprimido ou fechado a sete chaves. Precisa ser passado adiante, pelo bem de quem tem o desejo e para beneficio de alguém que um dia pode fazer parte dele.
HOJE NO BOUND BRAZIL

Seguindo a tradição das Terças-Feiras, hoje o Bound Brazil apresenta duas morenaças de parar o trânsito. Fazem estréia no site as maravilhosas Angel e Mariah. São sessenta fotos de cada Deusa de Ébano e posso garantir que se houver algum defeito foi do bondagista aqui. Vale a pena conferir.
Já estão disponíveis planos de assinatura trimestral e semestral pelo Pag-Seguro e até o final da semana o sistema Verotel estará aceitando os cartões Visa, impossíveis de serem comercializados via CCBill.
Aos amigos e assinantes que enviam sugestões de fotos e vídeos queria garantir que muito material que está sendo produzido já está dando à atenção devida aos pedidos de todos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

La Dolce Vita


Conversa de fetichista acaba sempre em algo comum.
Não que gostar de fetiche seja condição necessária de falar sempre sobre o mesmo assunto, até porque acho isso uma completa anulação e mostra incapacidade de convivência. Mas na hora certa e entre pessoas que falam o mesmo idioma é muito bom.
Sábado passado falávamos sobre alguns filmes que marcaram época, que trazem lembrança de algo de tanta força que o tempo não apaga, e alguns comentários daqui pra lá e de lá pra cá levaram a algumas conclusões.
Alguns até admitem abertamente que na maioria dos casos gente do bem torce pelos bandidos e isso é inegável. Coloquemos assim: “que ele faça bastante maldade com ela, que a mantenha amarrada por grande parte do filme, que a torture o tempo necessário sem causar-lhe maiores prejuízos físicos, mas no final se dê muito mal”.
Isso mostra a inocência do fetichista que cria um mundo paralelo de fantasia quando se depara com um cenário que lhe dá essa condição. Quem nunca sonhou na adolescência com a garota mais bonita da turma sendo seqüestrada? E, pior, justamente por nós mesmos!
Pois essa fantasia acompanha a vida toda, muda apenas de local e de possibilidades, afinal, se fazemos isso com nossas namoradas, esposas, amantes, por que não construir uma relação com o que foi puro sonho de noites de verão lá atrás?
Nada é moralmente incorreto quando acontece de forma consensual, ou seja, se ultrapassa as telas do cinema ou o mundo dos sonhos é caso de internação para tratamento urgente. Ninguém sai por aí seqüestrando uma mulher porque tem desejos bondagistas, ninguém sai torturando alguém sem consentimento mesmo que tenha tentações sadomasoquistas. Há uma ordem a obedecer e uma linha de conduta que pautar.
Mas a vida é uma grande festa quando sabemos ter distinção do que é certo e do que é errado. E dentro desse compasso, em certo momento mostrei alguns emails que tenho recebido de uma novidade que me causa espanto. Algumas mulheres tem enviado mensagens depois que o site foi ao ar e após observarem aqui no blog as meninas amarradas, os vídeos de preview, ou ainda, o making off, perguntando sobre a possibilidade de produzir um vídeo ou um set de fotos privado amarradas para presentear seu parceiro. Seria uma nova fórmula de atrair alguém para o fetiche sem ter que negociar tal situação? Ou será que a mulher sente-se atraída pelo fetiche e gostaria de guardar uma lembrança com fotos assim?
Não sei ao certo, mas moda é o momento que faz e algumas correspondências chegam com esse intuito. Alguns transexuais também me pedem que realize um trabalho de bondage para ser filmado e fotografado e prometem guardá-los com eles.
Isso tudo é parte de uma grande onda fetichista que há muito tempo ronda os principais lugares do planeta e agora chega com força ao Brasil, e como uma Tsunami está trazendo o fetiche para ensaios fotográficos de moda, lançamento de coleções de lingeries e vestimentas íntimas.
E as meninas têm demonstrado cada vez mais que querem fazer parte desse planeta fetichista mesmo estando restrito a quatro paredes. E isso é muito bom porque desmistifica, passa a ser encarado com normalidade e enterra de vez a velha retórica que insiste em nos chamar de um bando de malucos e pervertidos.
Resumo da ópera: um fetichista vive muito mais feliz.
(Na foto que ilustra a matéria o filme La Dolce Vita de Frederico Fellini do ano de 1960)