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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quase Mil


Pois é, o ano está com os dias contados. Falta pouco para começar um novo ciclo.
Nesses dias de luta seu amigo escriba aqui ultrapassa os oitocentos e sessenta artigos escritos neste blog. Tá legal, tirando umas 20 vezes em que re-postei assuntos, talvez por considerá-los relevantes em alguns casos e outros que mandei de volta porque gostei muito de escrever, a marca impressiona até a mim mesmo.
Foram fins de tardes ou noites de dias úteis em que gastei o dedo e o cérebro pensando em desvendar mistérios, incrementar paixões fetichistas e divulgar aos que chegam um pouco do que se passa desse lado do muro. Um muro que jamais separou a vergonha e o politicamente correto como querem muitos hipócritas que circundam pela rede. Gostar de fetiches é legítimo pra quem tem essa tendência e se para alguns parece estranho, paciência, aos olhos de quem percebe tudo fica belo.
Então, chegar perto de mil postagens é motivo de orgulho. Não só meu pessoal, mas me orgulho de todos que vêm aqui gastar um pouco do seu tempo com as matérias que insisto em escrever. Quantas vezes me disseram que é loucura tentar manter um blog atualizado diariamente sem obter lucro, quantos conselhos de não postar foram ultrapassados pela simples persistência, e o melhor de tudo isso é estar aqui ainda exercendo o direito de elaborar as palavras na certeza de que muitos vão ler.
São quase um milhão de páginas acessadas em pouco mais de três anos. Isso anima.
O glossário fetichista talvez não comporte tanto assunto, concordo e compreendo. Mas existem as histórias, os filmes, fotografias e dicas que são indispensáveis a quem quer se aventurar pela idéia.
E dentre tanta coisa bacana nesses três anos muitas vieram por mensagens. Gente que imaginou ter uma experiência dividida com os leitores ou até mesmo uma opinião, pouco importando se fosse contrária ou a favor. Algumas, confesso, que renderam até mais do que deveriam. Mas fetichista é assim mesmo. Costuma tirar leite de pedra, prazer de onde menos se espera e cativar pequenas palavras dentro da imaginação.
E haja imaginação brother, minha e do povo todo!
Se a meta era alcançar os tais mil artigos ainda em 2011 tal fato não será possível. Gosto de estar atento ao que me proponho. Pra mim não vale publicar duas ou mais matérias no mesmo dia. Poderia escrever e separar um clipe ou um set de fotos, mas decidi que assim seria lá atrás em 2008 e assim será.
Lembro bem de tempos idos. Uma época em que poucos se arriscavam a dar o ar de sua graça na Internet e ousar publicar alguma coisa. Dias difíceis, e alguns desses dinossauros que desde essa época ainda estão na estrada não me deixam mentir. Gente como VH, MrZ e tantos mais ainda guardam a essência dentro de seus espaços que até hoje sobrevivem impulsionados por uma mistura de combustível que reúne carinho e amor a causa.
Vamos em frente. Sempre contando com a colaboração dos amigos que me ajudam a manter essa chama acesa. Se falo pouco sobre algo que gostariam de ler manda o recado. Se estiver muito didático e pouco emocional picha o muro na parte de comentários. Aqui não há moderação. Vale tudo!
Quando chegar aos mil artigos a gente bola uma festa. Chama a galera que trata do assunto aqui pelas bandas do Rio e inventa algo de bom, nem que seja uma roda de amigos onde cada um possa descrever ao vivo o que se lê por aqui.

Idéias não faltam. De outro modo não seria esse um espaço fetichista.
Então Senhoras e Senhores, nestes dias de festas eu vou estar por aqui postando. Talvez perca um dia ou dois, mas o mais importante é que todos saibam que toda vez que houver uma idéia estarei digitando, ou cada vez que um assunto for importante pra essa comunidade debruçarei em cima dele e darei a minha opinião, porque a verdade não é minha, é de todos!

Valeu, muito...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mitos


Pouco importa se a parcela de pessoas que gostam de cenas de bondage seja menor que um grão de areia comparado com um todo. ”Todo” esse tremendamente reduzido a uma pequena fatia de pessoas que apostam no sucesso de suas fantasias sexuais.
A melhor parte da aventura é ser parte dela.
Não é tão simples viver uma fantasia e dividir com todos dispostos a ver. O caso é complexo. Porque não é fácil convencer a estranhos que coisas que chegam por meio de notícias muitas vezes atrozes sejam capazes de despertar tesão em certas pessoas.
Talvez minha insana loucura seja perdoada por mim mesmo apenas. E nas vezes em que me vi falando a uma menina qualquer que lhe enfiaria um lenço na boca e usaria cordas para impedir seus movimentos, além de fotografar tudo e levar pra casa, assisti a piração muito de perto.
Neste instante, com jeitão de histeria coletiva, explicar a conta é como provar que o verde é azul. Só acreditando muito no resultado é possível prever que um satélite caia do céu a dois palmos do nariz. Nunca consegui prever nada além de uma possível caganeira depois de me encher de bobagens em fim de noite...
Pode ser que tudo aqui esteja muito desconexo. Mas como não bebi nada além de suco e água e fumei somente cigarro ainda é possível escrever que a vida é cercada por mitos e lógicas que desafiam a vontade e, principalmente o desejo.
Ninguém suporta rótulos, seja qual for. Até mesmo o melhor dos CDF’s (cú de ferro) detesta ser chamado dessa forma mesmo que não desgrude a bunda da cadeira por uma tarde sequer. Talvez eu ande um pouco cansado de ter um rótulo também.
Outro dia me ligou uma garota que vem a ser amiga de uma amiga que fez um trabalho de bondage para o meu site perguntando sobre a possibilidade de trabalho. Até aqui tudo certo. Só que ela se apresentou e saiu perguntando se estava falando com um cara que paga uma grana pra amarrar as garotas e tirar fotos. É pica!
O melhor é respirar e contar até três. Porque eu não sou o cara que amarra as mulheres e tira fotos. Eu filmo também. E não faço apenas isso na vida, aliás, se fizesse estaria literalmente fudido. O problema está na continuidade, na forma como as pessoas tem um conceito. Daí vem o rótulo: o bondagista cruel capaz de tirar o sorriso lindo de uma garota não menos bonita pra agradar a uma minoria sedenta.
O sujeito que posta fotografias de mulheres em agonia, imitando situações de seqüestros e às vezes até de vinganças e traições ou tramas de sexo forçado. Porém, o que soa ilógico e canalha faz parte do sonho erótico de alguém que se derrete entre quatro paredes com uma brincadeira dessa natureza.
A idéia não é mostrar a um facínora como agir com as meninas na rua. O filho da puta que faz este tipo de coisa e ignora o fetiche como fantasia sabe muito bem o que faz e nada que seja uma simples historinha de filme de ação faz sua cabeça lotada de imbecilidade.
Então, se a sociedade criou um mito a este respeito eu só lamento.
É fato que muitos que são contrários a este tipo de fantasia combinada com o sexo lotam os prostíbulos na calada da noite, ou num fim de tarde em que o expediente encerra mais cedo, a procura do prazer no anonimato.

Mas eu meti e meto a cara. Porque de duas coisas jamais vou morrer: de medo e de parto. Portanto, me orgulho de ser o que sou, de ter feito o que fiz, do que faço e do que ainda farei. Sem essa de dizer que crio sem emoção, sem batimento no peito.
O que produzo é um retrato do que acredito como fantasia sexual adornado por requintes capazes de roubar a cena, sempre imaginando que outros como eu, habitantes de um mesmo quinhão de terra desejam ver como sonhos retratados.
Por isso, quando olho um trabalho de quase quatro anos atrás consigo lembrar de cada

detalhe, de como tudo foi concebido. Talvez isso me faça seguir.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Parece que foi ontem


Mil e noventa e cinco dias.
Pra alguns uma eternidade, pra outros muito pouco tempo. Engraçado que quando falamos em tempo, em existência, cada qual tem a sua versão, a sua preferência.
Esse blog hoje completa três anos. Quando se dá início a qualquer empreendimento a idéia de supor aonde vai chegar é efêmera. Prever é uma das virtudes que ainda não consegui aprender.
Daí eu penso: quanta coisa aconteceu durante esse tempo! Talvez esse conceito ajude a descrever cada palavra digitada, cada idéia que teve início num sopro de inspiração. E haja inspiração quando se escreve sobre um assunto único, sem desvios, porque fetiche é matéria pra poucos, embora este espaço esteja prestes a ter um milhão de páginas lidas.
E se naquele 10 de Junho de 2008 era o momento de recomeçar, passados três anos é hora de seguir em frente. Alguém um dia falou que o blog nasceu pra falar do site Bound Brazil. Até concordo que muitas vezes falei desse caso de amor entre este escriba e sua arte, mas num computo geral, casos e causos roubaram a cena por essas bandas.
Registrados são setecentos e cinqüenta artigos. Tirando finais de semana e feriados, sigo minha idéia de fazer dessas linhas um diário. E nesses dias tantos, as histórias apareceram sem se importar se dentro desse peito fetichista de nascença havia um dia de sol ou de chuva.
Opinião é um caso sério. Nem sempre agrada os olhos de quem passa vistas no que você afirma categoricamente. Por isso, nunca moderei comentário, por achar que a democracia deve imperar e cada um tem o direito de vir aqui e contestar o que digo.
Se alguém me perguntasse qual dos textos escritos seria de minha preferência eu não teria essa resposta. Como tudo na vida alguma coisa escrita pode representar uma lembrança, um dia especial, mas dentre tantas que escorri pelos dedos a mais importante sempre virá no dia seguinte, porque pensando dessa forma a vontade de escrever torna-se infinita...
Um filme bem feito, uma cena pra relembrar, tudo isso veio parar aqui.
Orgulhos, mancadas, deslizes, quem escreve acaba por fazer de seus textos um pequeno retrato do que se passa ao redor. Não dá pra compor uma musica sem emoção, sem sentimento, muito menos digitar palavras que não se encaixam num todo. Se manifestações fetichistas são estranhas a pessoas do meio imaginem aos que nunca toparam com esse bando de gente maluca que acha tesão onde os outros imaginam ser o limiar da demência?
Pois é brother, somos o rochedo e o mundo lá fora é o mar...
Hoje não luto contra tudo e contra todos. Levo a minha mensagem a quem vem aqui e espera pelo próximo capítulo. Foi-se o tempo em que eu achava que segurar uma bandeira era a coisa certa a fazer sem se importar com o que A ou B ia pensar. Ainda creio que haverá o dia em que sentaremos ao redor de uma fogueira e contaremos nossas histórias sem medo ou preconceito, e todos poderão exercer o sagrado direito de ser apenas o que deseja.
Contestar preferência sexual é o mesmo que achar que laranja é uma merda e o sujeito ao lado não deveria gostar tanto da fruta.
Então, que outros trezentos e sessenta e cinco dias venham e levem consigo a minha mensagem sobre o que acontece deste lado do planeta, onde sonhos fetichistas povoam as mentes de pessoas diferentes e especiais como todos nós. Que outros mais se encontrem nas linhas que escrevo e se embebedem com as imagens que dão vida as matérias.

A cada um que durante todo esse tempo apareceu por aqui deixo meu muito obrigado.
Aos que me ajudam a escrever essas páginas enviando suas histórias por email humildemente agradeço.
Enfim, se houvesse uma festa todos estariam convidados. E se nesta festa fosse possível reservar um lugar, o faria sem sombra de dúvida aos que comentam as matérias e ilustram o que escrevo através de sábias palavras.

Falta pouco pra quatro...
Na foto ao lado, Anna e Jackie.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Sabiá Fetichista


Talvez eu precise mesmo de umas férias. Quem sabe esse dia a dia de puro estresse esteja causando embaralho em meu raciocínio. Pra acabar com qualquer nóia, o melhor é sair por aí tentando fazer alguma coisa diferente, fora do padrão, pra simplesmente deixar de lado a mesmice.
Então resolvi tentar encontrar pelo em ovo. Como um autêntico arqueólogo, parti para uma pesquisa pessoal na tentativa de saber de onde vêm os leitores do blog, ainda que pareça ridículo ou sem sentido para alguns, afinal sendo os textos em português teoricamente brasileiros e portugueses seriam a grande maioria.
Mas é aí que levei um escorregão e rolei escada abaixo.
Depois de pouco mais de dois anos de existência, esse espaço é freqüentado por leitores de todos os lugares. Os brasileiros respondem por cinqüenta e sete por cento da freqüência, e os outros quarenta e três por cento concentram dignos representantes de uma autêntica torre de babel, onde norte americanos, ingleses e alemães dividem a maior fatia do bolo, na ordem.
A malta de além mar que nos ensinou a falar o idioma soma cerca de quatro por cento dos leitores.
Conclusão: na terra onde canta o sabiá esse pássaro não é tão fetichista como deveria ser.
Das duas uma: ou o tradutor do Google é mesmo muito eficiente ou essa galera anda louca pra aprender português. Claro que fotos às vezes traduzem longos textos, mas se nós morremos de curiosidade de ler o que se escreve mundo afora, a equação aqui nessas páginas não é diferente.
Claro que dou as boas vindas a todos aqueles que utilizando essa ferramenta que cada dia que passa fica mais eficiente ajudando a globalizar, fazem desse blog um lugar pra espiar todos os dias, mas não baixo a guarda brother, e sigo na esperança de um dia ver os brazucas e os portugas comandando a festa por aqui.
A realidade é cruel, mas faz sentido. Nós começamos tarde, tanto aqui como em Portugal, Argentina, Espanha, e eles, os saxônicos, há tempos enxergaram uma luz que só agora brilha no nosso horizonte.
Só de pensar que muitos antes de nós deixaram o fetiche adormecer por pura falta de incentivo, ou até pela pouca oportunidade de encontrar reciprocidade desse lado do planeta, provoca um sentimento de perda profundo.
Porém, o tempo é agora pra quem está vivo.
E com essa frase estampada no pára-choque da frente da carreta o negócio é descer a ladeira e ver até onde nossos sonhos nos levam.
Acho que valeu a pesquisa. Sempre é bom aprender.
O trabalho de bondage da foto é do meu amigo Tony Korleone.

FUJA SE FOR CAPAZ

O titulo do vídeo de hoje do site Bound Brazil parece obra de pela saco.
Mas a idéia era essa mesmo. Amarrar duas mulheres e vê-las tentando escapar de todas as formas. Coisa de sádico!
E embora o sadismo não seja meu fetiche, às vezes é legal flertar com esse segmento, essa face do BDSM, porque deu gosto fazer as amarrações e ver as meninas tentando, tentando, e nada.



Então, pra quem quiser assistir esse colírio, basta assinar o Bound Brazil e ficar ligado na atração de hoje: “Scape if you can!” Com Jade Silva e Luíza Castro.
Um belíssimo photoset recheado de imagens maravilhosas faz parte do pacote de Sexta.

Um excelente final de semana a todos. Sem estresse!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dois Anos (Sem Tirar de Dentro…)


Pensando bem, eu apenas queria falar de fetiches.
Passar aos recém chegados uma idéia de como tudo funciona, e embora guardasse algum material que mais tarde seriam os primeiros ensaios do acervo do Bound Brazil, tudo me parecia muito distante há dois anos atrás.
Só que a coisa foi crescendo e encorpando de tal forma que escrever aqui foi ficando gostoso. Os primeiros visitantes ilustres me perguntavam quem eram aquelas mulheres boazudas, de onde vinham e porque posavam para aquelas fotos ainda sem destino. Mas não passaram batidos pelas matérias. Aceitaram o debate, concordaram, discordaram, tudo dentro da mais perfeita democracia.
E fui me animando. Escrever virou parada obrigatória e foram dois anos ali, sem tirar de dentro. Folga pros dedos só aos sábados, domingos e feriados. Até viajando eu bati o ponto, mesmo que fosse através de matérias programadas.
Daqui a dois dias este blog completa quinhentas postagens. Me dei conta semana passada desse número e confesso que nem acreditei no que vi. Vai ter assunto assim na casa do cacete!
Engraçado é olhar pra trás e perceber a própria metamorfose. Incrível!
A percepção do assunto, a intimidade com esse blog como se fosse uma extensão da minha própria casa. Já falei sério, já soltei palavrão e levei até esporro por causa disso, mas mesmo assim não me condeno ou reprovo, afinal um espaço público também pode ter uma atmosfera intimista.
Se pudesse filmar essa transformação iria fazer com o pit acelerado, mixando dias e noites até chegar onde estou. Acho legal celebrar datas e, principalmente, mudanças. Ter certeza que nesses dois anos não colei a bunda no sofá da sala enchendo a cara de cerveja cheio de vontade de fazer alguma coisa, mas sem tesão de ousar.
Meti a mão brother!
Nem por isso fiquei besta ao ponto de me sentir melhor do que ninguém por conta de uma medalha ou por estar rodeado de mulheres gostosas todo final de semana. (Como se fosse possível comer todas elas... “Teria que comprar um estoque de Viagra – nunca usei essa porra - e acabaria levando uma coça “dela” e dos namorados delas!”). Quem me conhece e convive comigo sabe o que eu penso. Tem muita gente boa nesse mundo que faz bonito e bem feito, muitas vezes melhor do que eu, e tenho caixa pra saber reconhecer.
Tá bom. Dois anos escrevendo resolvi me dar de presente o direito a um desabafo.
Hoje não sou apenas um bondagista nas horas de prazer. Carrego comigo um montão de gente que faz as contas pensando no que minha mente cinqüentenária e, ainda libertina, vai imaginar no próximo fim de semana.
Dá saudade da irresponsabilidade? Não, apenas uma doce lembrança gostosa...
Então vamos nessa. Mais um ano pela frente e a cabeça fervilhando de idéias pra dividir aqui com essa gente bacana e fiel que não me deixa na mão.

Existem tantos pecados ao sul do Equador que esse espaço ainda comporta.
Fetiche não é só pra quem gosta, cabe também em quem tenta, porque de repente dá um arrepio incontrolável que te leva ladeira acima de onde nunca mais se pode voltar.
Bom, chega de celebração ou promessa de comprometimento eterno. O negócio é tocar o barco pra frente e seguir na mesma batida, afinal, time que está ganhando não se mexe.
Amanhã é dia de ano novo por aqui e não quero estar de ressaca.
Tem muita coisa a ser dita.
Aguardem as cenas dos próximos 365 capítulos.
Thank you everyone!

Em Tempo: As fotos denunciam duas fases do Bound Brazil. Hoje e Ontem. Andrea Costa em 2010 e Sophia C em 2008. Vem muito mais por aí.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Valhacouto de Patifaria


Esparramado no sofá da sala depois de se encharcar de cerveja num fim de tarde de Sábado, o cidadão viu a mulher vestida de preto, meias de seda, maquilagem reforçada e soltou o verbo: “Toda enfeitada pra ir naquele valhacouto de patifaria!”.
Ela nem se fez de rogada, ajeitou o vestido, deu o último toque no cabelo e saiu porta a fora sem se importar com os mesmos comentários mesquinhos de sempre, afinal, o que restava do casamento eram aparências.
Mas o clima de fim de festa nada tinha a ver com os últimos acontecimentos quando ela decidiu tomar uma atitude e viver sua vida. A submissão social, a humilhação diária vivida com dificuldade ao chegar do trabalho e ter que dividir as despesas da casa com um sujeito que a tinha como um pingüim de geladeira, como cozinheira e arrumadeira, companheira para lhe ajudar a vomitar a bebida misturada a torresmos que ele trazia de qualquer birosca maldita.
Cansada de sentar num canto da sala e sonhar com a vida das atrizes de novela, ela comprou um computador a prestação e resolveu se aventurar pela internet em busca de uma vida divida com o monitor. Escondida entre o sonho e a realidade usava apelidos provocantes e se sentia jovem, atraente e desejada, mesmo que só lhe servisse para afagar suas noites solitárias.
Um dia ele chegou estranho e ao vê-la de conversas na internet desferiu-lhe um tapa na cara, chamou-a de vagabunda e escarrou em suas costas. Ela se afogou num pranto incontido e jurou que nunca mais viveria aquela vida.
Abandonou o traste ainda que debaixo do mesmo teto e prometeu jogar seu nome na lama.
Arquitetou asneiras, pensou na mais cruel das vinganças e foi salva do precipício por uma amiga virtual que lhe abriu um jogo limpo, com novos horizontes.
Conheceu o fetiche.

Articulou-se, era inteligente, leu as liturgias e se viu numa densa encruzilhada quando deparou com submissão. Imaginou-se vivendo seu próprio drama, mas logo percebeu que nada era a mesma coisa e havia diferenças limítrofes entre sua vida desgraçada nas mãos de um cretino e sua entrega a um “Dom” que lhe desse o devido respeito.
Pensou em pertencer ao mundo das dominadoras, extravasar suas angustias nas costas do primeiro submisso ordinário que cruzasse seu caminho, mas ponderou novamente entre as duas vidas e percebeu que não podia entrar num mundo que se abria trazendo seus traumas e sua derrota.
Como tinha a veia submissa resumiu sua procura e hoje pertence a alguém que sabe de seus problemas, divide seus medos e acredita na química alcançada através da cumplicidade. Os tapas não significam ofensas, são apenas parte de um castelo que estão construindo juntos para quem sabe selar de vez o destino qualquer dia desses.
O mundo estúpido e ignorante que ela hoje deixa pra trás de maneira soberba, é parte de um passado sem volta, sepultando agressões e desrespeito que uma dama jamais poderia sofrer.
Ainda no mesmo sofá, ele hoje conta as horas para que ela chegue em casa e jura desesperado nunca mais sucumbir a bebida e ao destempero.
Sem esconder de onde volta, ela conta os dias que lhe separam de uma vida nova, e então de uma vez por todas ir embora e não ter que lembrar daquelas noites de pesadelo...


UM CARINHO

Hoje recebi um premio.
De alguém que eu muito admiro e respeito. De uma pessoa que aprendi a gostar apesar da distancia, que de uma maneira sincera escolhe esse blog como um dos melhores e me entrega um selo chamado de BLOG DE OURO.
A você PaSioN e todos os amigos da Espanha, meu muito obrigado pelo carinho e admiração.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Direito de Resposta?


Não, definitivamente ninguém quer expor a mulher a nenhuma situação degradante.
A matéria de hoje começa com essa frase e responde a uma leitora do blog que, infelizmente, não entendeu o conceito de bondage, aliás, love bondage.
Poderia escrever uma redação sobre o assunto ou fazer uma montagem de vários tópicos deste blog que explicam o que é o fetiche, mas preferi negar com veemência a afirmação de nossa amiga que compara mulheres amarradas com situação degradante e vexatória.
Há aqui dois fatores que precisam ser esclarecidos. Primeiro a realidade do fetiche praticado entre duas pessoas e, segundo, o trabalho mostrado pelos sites fetichistas.
Quanto à prática, vale lembrar que salvo raríssimos casos, bondage é praticado por duas pessoas, sendo assim partimos do princípio que existe anuência consensual de quem se deixa imobilizar para dar ou ter prazer dentro de uma relação.
E os sites? Bom, nos portais as modelos se exibem e apresentam o trabalho a um público que aprecia esse tipo de fantasia e entende o fetiche na sua totalidade. Para essas pessoas que freqüentam essas páginas na internet, é a chance de um aprendizado de técnicas e, acima de tudo, uma mostra de suas fantasias sexuais.
Portanto, em poucas palavras, esse é o conceito básico e a razão da existência desses canais onde quem procura e participa reconhece o terreno que está pisando.
Concordo que existem casos de pessoas que digitam algumas palavras num site de busca, como o Google ou o Yahoo e por acaso vêm parar aqui, como deve ter sido o seu caso. Algumas voltam por curiosidade ou nunca mais aparecem.
Assim é a vida e já aconteceu comigo quando busco outros assuntos.
Não existe direito de resposta a um assunto que não esteja diretamente vinculado conosco, mas se mesmo assim você desejar expressar a sua opinião contrária ao que é apresentado aqui nesse blog, os comentários estão disponíveis para que seja descrito todo seu desencanto com o fetiche de bondage, e detalhe: eu não modero comentários, por isso e por achar que a democracia é um conjunto de práticas públicas, o espaço está a seu inteiro dispor para escrever o que quiser, sem censura, na íntegra.
O fetiche é particular e não tenho procuração de nenhum praticante para defendê-los quanto à opinião de terceiros, porém, devo preservar o que escrevo diante de uma visão tão pobre que você demonstra em seu email.
Em resumo, te convido a entrar na nossa realidade através da leitura para que você possa ter pelo menos o entendimento do que se faz em nosso mundo, porque aqui ninguém morde ou arranca pedaços, e muito menos empurra velhinhas escada abaixo. Somos normais e pregamos o respeito mútuo a todas as práticas fetichistas que conhecemos, embora nos reservando ao direito de só praticar o que é do nosso interesse.
Posso te garantir que a beleza do fetiche está nos olhos de quem sabe enxergar.
Isso é tudo.

Obrigado por acessar esse blog!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Vida Contada em Um Ano


A idéia nasceu dois dias antes do primeiro post que se tem notícia aqui nessas páginas.
Foi o meu presente de cinqüentenário, dividir com algumas pessoas as experiências de vida no mundo do fetiche e, falar de cada um deles sem nenhum preconceito ou subterfúgio.
Assim nasceu esse blog.
No começo, alguns “heróis e heroínas” apareceram por aqui, voltaram e trouxeram outros tantos que hoje, somados, ultrapassam os noventa mil. Revi amigos e me reencontrei comigo mesmo, com coisas que jamais poderia ter me afastado.
Me lembro que comecei falando de bondage e tentando “vender” a certeza de que em breve lançaria o primeiro site comercial desse tipo aqui por essas bandas. Mas escrever é um hábito, dos bons, e segui em frente amparado numa vontade sem limites e numa fome de elefante.
Se a intenção era a principio divulgar o site Bound Brazil que meses mais tarde finalmente tornou-se realidade, aos poucos percebi que o blog tomou corpo, se “assumiu” sozinho passando a ser um canal de comunicação com aqueles que liam as matérias e absorviam o conteúdo. Criou-se então uma identidade tão própria fazendo com que hoje os dois caminhem com suas pernas.
Pensando bem, editei um livro de duzentos e cinqüenta páginas se contarmos as matérias escritas aqui nesse um ano de existência, e poderiam ter sido mais se eu postasse nos finais de semana.
Por pior que fossem os dias, jamais usei esse espaço para destilar mal humor e houve vezes de contar até dez antes de sentar para escrever, porque ninguém tem que ler amarguras. Falei a verdade sem tentar ser o dono dela, procurei ser otimista, sempre, e tratei dos assuntos de forma objetiva, tentando levar o fetiche a uma condição normal de vida, sem estereótipos ou conjecturas.
O melhor que pode ocorrer para quem se atreve a escrever um blog é ler um comentário sobre o que você postou. É inexplicável, porque criar o debate é uma experiência muito agradável que mostra a relevância do assunto em questão. E foram dezenas, centenas, incontáveis amigos e amigas que são responsáveis diretos por todos esses assuntos que diariamente espalho por aqui, e que me deram à força necessária para seguir, seguir e seguir...
Mas agora é hora de cortar o bolo e soprar as velinhas.
Melhor seria se estivéssemos todos numa bela fazenda e pudéssemos formar uma roda ao redor de uma fogueira com boa música e muito papo fetichista, mas como não dá vamos em frente e quem sabe um dia o irreal possa ser suscetível.
E como o planeta gira agente acredita sempre que o melhor ainda está por vir, por isso vou entrar pelo segundo ano consecutivo enchendo a paciência de todos que perdem um pouquinho do seu tempo para ver as novidades por aqui, seguindo postando diversos tópicos sobre os mais variados fetiches, crônicas de filmes, dicas e, quando der, alguma canja do Bound Brazil ou algum outro site.
Queria agradecer a cada um que nesses 365 dias passou por aqui, mesmo para dar uma olhadinha, e aos amigos pelas incontáveis alegrias que vivemos juntos, blogando.
Muito obrigado!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Dark Angel



De Buenos Aires (Segundo dia)

Seu lema: “Te inclinarás a mis pies y rogarás clemencia.”.
Nem precisa tradução porque os submissos que freqüentam essa página sabem muito bem como se portar diante dessa Dama.
Ela nada tem de profissional, muito pelo contrário, garante que cada sessão é realizada com muito capricho e cuidados consensuais.
Em casa tem um quarto que transformou em estúdio, masmorra dê o nome que quiser, porque pelas fotos você pode entender um pouquinho do que se passa dentro das quatro paredes.
Mulher madura, na casa dos trinta, uma beleza latina e, como dizem por aqui, “una bella morocha”, Dark Angel é vaidosa ao extremo e faz de cada experiência que acumula com seus escravos mais um capitulo de sua história no BDSM.
Ama como chamam por aqui ou Mistress se assim preferirem, Dark acumula seis anos de domínios no meio fetichista portenho e é bem respeitada pelas pessoas a sua volta.
Elegante, fez de uma simples conversa informal num café ao cair da tarde um acontecimento e veio vestida para um grande baile de gala.
Ultimamente tem aprendido praticas de bondage com amigos que com toda a paciência o mundo lhe tira as duvidas. Se auto define uma aprendiz no universo sadomasoquista e espera cada vez mais conquistar adeptos com os quais possa seguir seu aprendizado.
E o que ela pensa a respeito do BDSM?
Posto aqui as palavras dessa morena de olhos negros e profundos:
“En cuanto a técnicas me gusta el bondage, ADORACION DE PIES, los azotes, penetraciones, spank, humillaciones y otras. Estas son mis preferidas. Mi búsqueda apunta a encontrar un sumiso muuuy fiel y en buena posición económica, (CON AUTO SI O SI. No estoy para caminar!) para que pueda complacer todos mis caprichos. Nota: Solo hablo con hombres que sepan respetar a una mujer, de lo contrario, ni te gastes. Ahhh ODIO que me tuteen!”
Traduzindo em poucas palavras, ela se diz admiradora de bondage no que tange o aspecto técnicas, frisa que adora podolatria, gosta de açoitar seus súditos, inversão, spanking e humilhação. Afirma que busca um submisso muito fiel e de boa condição econômica, e que de preferência tenha carro, porque se nega a anda a pé com seu escravo. Taxativamente se nega a dar conversa a homens que não respeitam as mulheres, e os aconselha a não perder tempo com ela. Encerra declarando que odeia quando alguém lhe controle.
Assim como outras dominadoras argentinas, Dark Angel é a prova de que aqui no hemisfério sul e toda América Latina cada vez mais as práticas fetichistas são mais intensas, pessoas assumem sua postura sexual sem preconceito e mostram que essa tendência sexual não está restrita aos paises Europeus ou à América do Norte.
Há algum tempo atrás diversos brasileiros se viam sozinhos nesse universo, todavia no Chile e aqui na Argentina essas práticas também evoluem.
Sites como o Masmorra (http://www.mazmorra.com.ar/home) e clubes como o “La Casona del Sado” cada vez mais atraem adeptos e freqüentadores na região de Buenos Aires.
E a viagem prossegue...

HOJE NO BOUND BRAZIL


Atenção membros e amigos do Bound Brazil: devido ao feriado amanhã, a atualização que normalmente acontece às Sextas, vai ao ar hoje.
O vídeo da semana atende pelo nome de “That´s What I Want” (É isso que eu quero) com as belas Lilith, Karine e Frida.
Em mais um roteiro de Julia Mayo, Lilith e Karine ficam a mercê de Frida que as mantém amarradas e amordaçadas com a promessa de deixá-las livres quando lhe convenha.
Depois de inúteis tentativas de libertarem-se das cordas e mordaças, as duas lindas garotas buscam finalmente uma forma de escapar para se ver livre de sua raptora. Haverá espaço para uma doce vingança?
Confira essa história com um final eletrizante...
Nas fotos, a exuberante Nany (ao lado) em trajes de enfermeira atendendo a pedidos de nossos assinantes e, ainda, um set muito bem elaborado com Alexia.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Devotees


Hoje vamos falar dos Devotees, pessoas que se sentem sexualmente atraídos por mulheres amputadas ou homens amputados.
Existem sites contendo fotos e vídeos de mulheres com deficiência, como se fossem uma espécie de Playboy virtual, especificamente destinada a esses homens e seus desejos, como o http://www.amphouse.com/.
Porém, esses casos não são manifestações isoladas, sem interesse. Esse universo paralelo, regido por leis desconhecidas, é parte de um evento muito mais sofisticado do que se imagina.
Existem os devotees que são pessoas (homens ou mulheres, hetero ou homossexuais) que se sentem sexualmente atraídas por pessoas com deficiência. Há também os pretenders que são pessoas que, além de serem devotees, sentem-se sexualmente estimuladas quando fingem ser deficientes, utilizando, em público ou privadamente, equipamentos como cadeira de rodas, muletas, bengalas, aparelhos ortopédicos como fantasia sexual (fetiche). Além disso, existem os wannabes, que são devotees que desejam tornarem-se, de fato, deficientes.
Embora tenha ganhado visibilidade a partir do advento da Internet, a literatura médica relata casos de devotees desde 1800 e casos de wannabes são documentados a partir de 1882, "sem que, no entanto, suas causas tenham sido devidamente esclarecidas".
Em outros países como, por exemplo, Estados Unidos e Inglaterra, esse assunto tem sido objeto de estudo e discussão, não apenas entre os profissionais da área médica, mas também entre as pessoas com deficiência e suas organizações representativas.
Não existem estudos sobre o devoteísmo no Brasil.
Algumas pessoas com deficiência que (em virtude das limitações físicas e sociais impostas pela própria deficiência) não tiveram muitas oportunidades de ter experiências sexuais e/ou afetivas, ao tomarem conhecimento da existência dos devotees, imaginam que estes podem ser a resposta às suas preces. Outras, por outro lado, crêem que envolver-se com devotees significa necessariamente expor-se ao abuso.
O objetivo desta matéria - mais do que difundir a informação - é suscitar a discussão, que pode colaborar para o estabelecimento de contatos positivos entre as partes. Creio que é possível amenizar a angústia do isolamento e o medo do desconhecido através da nomeação deste lugar ainda oculto pelas sombras da ignorância.
Portanto, conhecer os sentimentos, tanto dos devotees quanto das pessoas com deficiência, a partir de uma discussão desarmada sobre o assunto, é a melhor (e talvez a única) estratégia de que dispomos para compreender o devoteísmo e o que ele representa, ou pode representar, tanto para os devotees quanto para as pessoas objeto de seu desejo.
Dessa forma, cada vez mais pessoas deficientes podem desfrutar de certas emoções que dantes pareciam relegadas às pessoas que não possuem deficiência alguma.

Fonte de informação da matéria: Lia Crespo
Sites de pesquisa: http://www.amputee-devotee.com/, http://www.ampworld.de/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

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Grupos existem para que se possa exercitar o princípio do relacionamento.
Hoje, a internet pauta por exibir uma série de canais de relacionamento social onde qualquer um pode criar um perfil, mostrar um pouco de si mesmo e, enfim, buscar pessoas que tenham ao menos uma co-relação de pensamento.
Espelhados nessa mesma lógica, milhares de grupos e listas povoam essa mesma rede internacional de comunicação, sempre com o principio básico de reunir pessoas de diversos lugares numa mesma corrente de idéias.
Daí criou-se as comunidades que reúnem gente que comunga na mesma ordem e sentem-se atraídos por determinado assunto.
E toda essa roda gira de forma infinita e cresce assustadoramente, como um golpe de Estado, uma conspiração de idéias onde qualquer um pode lançar uma informação e todos correm ao local indicado para saber do que se passa. Isso, num simples clique no endereço digital.
Fantástico!
Ninguém iria imaginar a algum tempo atrás que isso seria possível, ou que poderia estar ao alcance de tanta gente. Mas foi assim que certos temas de pouca notoriedade alcançaram divulgação. Restritos a pequenos segmentos sociais, esses ritos deixaram os guetos e difundiram-se pela sociedade através desses segmentos sociais que possibilitaram a sua expansão atraindo pessoas que, mesmo no anonimato, encontram o objeto de desejo nesses pequenos espaços.
E o fetiche veio dos guetos onde ainda é praticado e da imaginação dessa gente que freqüenta as listas, os sites de relacionamento e hoje aparece em ensaios de moda, peças de teatro ou exibições de dança contemporânea. Aos poucos vence barreiras, se despe da comparação com pornografia e atrai modelos e fotógrafos cansados de praias desertas ou paisagens paradisíacas.
Quem nunca sonhou com uma “Tiazinha” na porta do quarto?
Porém, para que esse espaço seja preenchido é preciso que o fetiche praticado por aqui tenha qualidade e excelência. Essa identidade é extremamente necessária para que haja uma integração maior, que traga pessoas que possam ser cada vez mais participativas.
Se levarmos em conta que esse assunto é “mito” para uma grande parcela de nossa sociedade, veremos cada vez mais distante essa luz.
Num país como o nosso, onde muita gente trabalha em silencio para que isso se torne realidade, é muito difícil assumir uma conduta num universo povoado por dogmas e conceitos arraigados no começo do século passado. A ânsia de encontrar resposta para o que se prega, faz com que essa luta seja sem tréguas e alcance pequenas conquistas que somadas dariam nos dias de hoje uma representação bem maior do que há alguns anos atrás. Mas ainda é pouco.
Quando vejo um site como o Bound Brazil que tem em três meses e meio, uma freqüência de acessos diários na casa de mil visitantes, onde somente vinte e cinco por cento são oriundos de países latinos americanos, esses dados assustam. E essa co-relação é a mesma para o numero de membros ativos, mantendo um padrão muito abaixo do que poderia render.
O fetiche de bondage atrai muito mais a estrangeiros acostumados a essas práticas do que a brasileiros que preferem não apostar no novo, no inédito. Por essa razão, o site cresce internacionalmente e mantém uma participação cada vez menor de brasileiros que pela primeira vez têm a oportunidade de visualizar o fetiche no próprio idioma.
Por isso a necessidade de revolucionar a mentalidade e a cultura das pessoas.
Para isso, a importância da criação de grupos, listas, sites de relacionamento onde essa lógica pode ser alterada.
Outros exemplos além do Bound Brazil comprovam também essa pequena procura pelo que se faz por essas bandas, mas prefiro deixar apenas esse exemplo que acompanho de perto e tenho total acesso aos números.
Ontem, recebi uma mensagem de um amigo da Venezuela chamado Jose, que se queixava da inexistência fetichista em seu país, a qual considera nula, e desesperado buscava uma troca de idéias com alguém que lhe pudesse compreender. Tornou-se membro do Bound Brazil e visualiza o fetiche em terras latinas através da face de suas conterrâneas.
O exemplo é claro, porque por menor que seja nosso coeficiente ainda existem dados mais inexpressivos para serem comparados.
Sei que para meu empreendimento o resultado comercial está totalmente ligado ao desempenho do site lá fora, mas como um espadachim ainda busco maneiras de divulgar um trabalho que é realizado aqui dentro, bem debaixo do nosso nariz, em plena cidade do Rio de Janeiro.
Contra todas as estatísticas, ainda tenho esperança de que esse quadro pode sofrer uma reviravolta favorável num tempo menor do que se espera, mesmo que essa atitude não possa traçar um paralelo de sucesso comercial, porque nem tudo na vida se mede em cifras.
As meninas do site empolgam pessoas de outros lugares experientes nesse processo, assim como a maneira como o fetiche é tratado no nosso trabalho. Então pergunto: quando isso vai acontecer por aqui?
O tempo dirá.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

La Belle de Jour (A Bela da Tarde – 1967)



O cineasta Luis Buñuel construiu um filme baseado num enredo muitas vezes utilizado que fala da infelicidade de uma mulher rica, com um casamento monótono e, por isso, parte em busca de aventuras prazerosas dentro de um bordel.
Num cenário tipicamente francês dos anos sessenta, Buñuel conta no elenco com a beleza estonteante de Catherine Deneuve e um ótimo time de coadjuvantes, passeia por várias situações de envolvimento dentro da relação cliente-prostituta onde ficam evidentes práticas de submissão e dominação no discreto local de encontros.
Até o aparecimento de um delinqüente que transtorna sua vida, Séverine interpretada por Deneuve consegue desenvolver sua dupla personalidade adquirida dentro de suas aventuras, descobre o prazer que o marido é incapaz de lhe dar e deixa-se levar por um caminho sem volta.
O filme foi aclamado por público e critica da época e até hoje é visto como um clássico do cinema francês e mundial, e no quesito fetichista reproduziu com firmeza e riqueza de detalhes alguns aspectos que conotam as estreitas relações produzidas em locais secretos, quando o fetiche era visto com pouca cordialidade apesar de praticado numa sociedade culturalmente evoluída como a Européia.
Com destaque para as cenas em que Séverine se nega a participar como dominadora de um dos clientes do bordel no início de suas aparições como prostituta, enquanto observa por um tipo de olho mágico de segurança uma “colega” de trabalho subjugando um cliente submisso e, para a parte em que é amarrada e conduzida a uma relação sexual,
na verdade o filme mostra cada personagem dentro da mesma ótica, numa linguagem comum e não procura em momento algum vivenciar seus dramas pessoais, até mesmo da protagonista que resolve trabalhar pela primeira vez na vida mesmo sendo de duas às cinco da tarde.
Os clientes do bordel e seus fetiches são retratados sem censura, com o respeito devido e ensaia a identificação de Deneuve com fatos os quais nunca havia tido o menor contato e conhecimento.
Vale à pena aproveitar esse lançamento em versão digital remasterizada que pode ser encontrado com facilidade em várias locadoras ou para a venda.
Posto uma seqüência de submissão já mencionada aqui na matéria para dar destaque a esse filme tido como o mais conhecido da obra de Luis Buñuel, ganhador do Leão de Ouro do Festival de Veneza.
La Belle de Jour Submission Scenes

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Otra Noche en La Viruta



Primeira Parte

Produzir filme de fetiche é legal quando quem participa mostra certo envolvimento com o que está sendo realizado.
Ontem foi diferente, porque não houve conotação sexual ou de aventura, foi fetiche na veia. E isso vai ao ar em breve pra todo mundo ver e quem sabe consiga reparar na diferença entendendo aquilo que eu quero dizer. Pensem nas marcas que ficam...
Mas o fetiche tem dessas coisas e de onde menos se espera vem algo sensacional, de tirar o fôlego, de babar na gravata.
Outro dia li no blog da Phoenix a respeito de coisas que “elas” não suportam ouvir quando são fetichistas e acabam se envolvendo com alguém de fora. Recomendo dar uma olhada através do link aqui na página. Os homens deveriam fazer uma lista também das coisas que detestam ouvir quando uma mulher chega de mansinho e diz: se você for legal eu deixo você me amarrar... Legal? Deixa? Espera aí, não deveria ser de comum acordo?
Deveria ser, mas nunca é. Melhor seguir tentando e talvez elas mudem o discurso.



Aviso Importante

Falando do site, dos filmes, quero deixar aqui um comunicado à galera que assina o Bound Brazil. Todos sabem que por 24 horas estivemos com problemas devido à troca de provedor e de administrador. O site estava hospedado num plano mixuruca que deu pau no terceiro vídeo por falta de espaço.
Contratou-se então uma hospedagem maior que alcança uns quinhentos vídeos e uma infinidade de fotos, portanto está tudo superado e aos poucos tudo segue seu rumo.
Mas o melhor da festa é que a todos que foram prejudicados por nossos ajustes será oferecido grátis um dia a mais como membro, ou seja, a senha vencerá em 31 dias a partir da data que foi adquirida. É o melhor que podíamos fazer e todos serão avisados por email que será enviado pela administração.
Cumprindo o protocolo, hoje o vídeo anunciado na semana passada está sendo lançado e dois novos sets de fotos com as lindíssimas Anna e Jackie.



Epílogo

De volta à noite passada, o cansaço me venceu pela segunda vez essa semana e cheguei em casa com um único objetivo: do banho pra cama.
Mas quando liguei a TV comecei com a dança frenética dos dedos em busca de um canal que não me fizesse prender à atenção e, por conseqüência, me levasse direto aos braços de Morfeu, o Deus do sono.
Mas no meio do caminho havia uma pedra, havia um filme no Canal Brasil no meio do caminho. Foi lá que resolvi embalar meu cansaço e deixar o controle remoto de lado, ajeitando a cabeça para cair no sono como um bebê.
Virando de lá pra cá me ajeitei e embora tenha achado o filme do meio para o final, notei uma boa fotografia e cenas picantes, com lindas mulheres e coisa e tal.
Mas a última cena me fez acender e recolocar os óculos pra ver direito. Achando melhor nem comentar, publico a foto aqui ao lado de parte da cena porque acho que nesses casos uma imagem vale mais que mil palavras. (Já li isso em algum lugar...)
Hoje me dei conta que se tratava do filme 3 Efes de 2007 do diretor Carlos Gerbase e procurei saber quando repete, afinal tenho que ver na íntegra uma obra que mandou meu sono pro espaço!
Good weekend for everybody!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vesti Azul


Às vezes me lembro de certas coisas que chega a causar espanto de onde fui buscar isso.
Estava em casa dando uma olhada na internet, lendo coisas interessantes e uma musica antiga, de muitos anos atrás, me levou aos meus nove anos, sei lá, mais ou menos nessa época, afinal, seria o fim da picada (ô coisa velha!) lembrar de determinados, digamos assim, detalhes.
Mas essa pequena frase de uma música cantada por Wilson Simonal que nos deixou há poucos anos atrás, falava de alguém que passou a vestir a cor azul pra trazer a sorte de volta. Como tenho um arsenal musical em meu HD tratei de colocar essa canção e fazer o tempo voar. Porém, ao prestar atenção à letra notei que a cor azul representava muito mais que ter a sorte outra vez à porta, mas uma mudança de astral e de comportamento, atitude, coisas que passavam longe quando eu escutava em tempo real na minha infância.
Mas a música tem essa grande vantagem de atravessar o tempo e indelével alcança várias gerações, ora escutando de pessoas mais velhas ou através de regravações dos cantores atuais.
Voltando ao assunto da mudança, por mais que se possa acompanhar a evolução da vida se não buscarmos o astral elevado nada de bom nos alcança.
Há bem pouco tempo fiz uma matéria aqui mesmo com queixas de falta de tempo, os inúmeros problemas que passaram a ser parte do meu dia-a-dia depois que o Bound Brazil entrou em atividades. Hoje, encaro de outra forma e parece que passei a vestir azul, não que tudo tenha se transformado num passe de mágica e os problemas tenham mudado de endereço, mas porque passei a encarar as coisas de outro modo, tomei atitudes diferentes e comecei a valorizar tudo que foi construído até o momento, sabendo que nunca se chega a mil sem passar pelo um.
Dessa forma, tudo passa mais depressa e a tranqüilidade é o antídoto para resolver qualquer problema, porque as decisões são tomadas pausadamente e nenhuma ação intempestiva tem lugar.
E assim as coisas foram caminhando de maneira suave e progressiva mesmo que o caroço do angu fique para ser resolvido no dia seguinte. Passou a existir compreensão e a corrida desenfreada pela perfeição deu um tempo seguindo de forma normal.
E o site está caminhando, embora ainda esteja em fase de aperfeiçoamento com alguns ajustes de provedor, sinalização interna mais eficiente e uma melhor resolução de fotos e vídeos. Mas tudo isso aos poucos será realidade e poderemos construir juntos o que sempre se pensou existir.
Por falar em construir juntos, a presença maciça da galera brasileira impressiona, cria uma energia positiva que comanda cada nova sessão de fotos ou vídeos. A participação é intensa e quando coloco alguma novidade dá vontade de correr e falar com cada membro para saber a opinião. A legião estrangeira aos poucos mostra interesse e traz gente de Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Itália e outros, e olha que somente me refiro aos assinantes, sem contar as visitas diárias que o Histats informa a cada cinco minutos.
Mas a galera que acreditou e veio logo de cara pertence à tropa de elite, de choque, e sinto cada dia que passa que está aí para o quer e vier torcendo junto para que tudo se encaixe, participando pelo email do site ou aqui no Blog, sempre com um único objetivo que é fazer essa comunidade mais forte.
Por essas e por outras que a canção do Simonal faz mais sentido e incorpora o espírito que quis passar. Bons ventos tragam todos aqueles que um dia como disse aqui mesmo nessas linhas, fariam parte de uma grande família.
(Na Foto: Capa do LP Alegria, Alegria de Wilson Simonal do ano de 1967)