sexta-feira, 29 de maio de 2009

Stolen Kisses (O Filme)


Normalmente quando começo a idealizar o vídeo que vou produzir para o Bound Brazil, desenho algumas idéias, imagino as cenas e com esses ingredientes seleciono as meninas e está pronta a receita.
Parece simples, mas existem pequenos detalhes que funcionam como o tempero a ser apurado, sempre com a visão centrada no segmento que é apresentado.
Até aí não há mistério, mas sempre existe um “porém” quando acontece de uma das modelos escolhidas para a produção, uma participação direta na elaboração do roteiro e a vontade de realizar um trabalho onde ela se sinta engajada.
Só me restou então aparar as arestas e colocar sentido na obra, através de cenário, posição de câmera (sempre sob a batuta competente da Lucia Sanny), deixando a Lilith, autora do enredo e a Terps totalmente livres para evoluir e mostrar o que foi tramado por elas ao pé do ouvido.
E qual o resumo dessa ópera? Um filme onde as atrizes representaram seus próprios personagens levando para a tela aquilo que elas fariam dentro de sua própria concepção de vida. Estou careca de falar aqui, aliás, ontem mesmo toquei nesse assunto, que o fetiche não é fabricado e sequer produto de lavagem cerebral que se possa incutir na mente alheia, muito pelo contrário, porque tem o DNA de cada pessoa que gosta e pratica.
Pois então senhoras e senhores: dou-lhes a cara a tapa, porque o filme ficou do Cacete!

A história é mais ou menos assim: Lilith é a chefe de um departamento de uma empresa que contrata uma belíssima e jovem secretária (Terps). Com claras tendências bissexuais a patroa começa a aliciar a inocente menina tentando convencê-la a ter um “caso” em troca de uma possível promoção na firma.
Noves fora o típico caso de assédio sexual, nossa “boss” continua tentando até que resolve roubar o tão desejado beijo para selar a futura relação, através de um rapto muito sensual e com detalhes impossíveis de descrever.
Some-se a isso, bocas coladas, seios à mostra e muita saliência...
Claro que rolam cenas de bondage além do citado lesbianismo, com cordas, mordaças, tudo o que se tem direito, afinal é um site de bondage e “Damsels in Distress”, mas alguns críticos de plantão vão bater na tecla do desvio de conduta do site com tamanha força que esse roteiro vai parecer um Golpe de Estado.
Entretanto, esse filme não divide águas, conceitos ou opiniões, porque é somente uma expressão fetichista que pode e deve ser encaixada no modelo que apresentamos; a questão do rapto, da captura, da menina em apuros, só que com uma ousadia desenvolvida pelas próprias meninas que planejaram e curtiram cada cena como se fosse um néctar.
Não absolvo e sequer condeno quem critique, porque é apenas uma questão de gosto e ponto de vista, assim como gostar de mulher amarrada calçando havaianas, usando toalhas, e tantos outros caminhos que o fetiche de bondage pode percorrer.
Aprendi muitas coisas na vida e, a principal delas, é que quando se chega aos cinqüenta é fácil perceber que não existe duplo sentido, direita e esquerda ou certo e errado, porque tudo é uma questão de enxergar e entender da forma que se deseja.
O filme “Stolen Kisses”, beijos roubados em português, vai ao ar hoje no Bound Brazil não como uma ponte sobre o mar vermelho, mas apenas e tão somente uma como uma prova da interligação fetichista tão comum em diversos casos, e, por isso, merece ser destaque, principalmente pela atuação da Lilith e da Terps, que são dignas de todos os elogios cabíveis nesse breve release.
Posto abaixo um trailer do vídeo e algumas cenas em screenshot.
E vida longa ao fetiche e abaixo os dogmas e preconceitos.
Um bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Vida, o Fetiche e a Sophia


Nasci sob o signo de gêmeos, num Domingo de lua cheia dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo de cinqüenta e oito.
Claro que não me lembro quando abri os olhos, mas dentre as lembranças que trago da infância uma delas me remonta à primeira cena fetichista. E olha que estou no lucro já tendo cruzado a barreira da metade de um século.
Só agradeço não terem me levado na primeira rezadeira da esquina para tirar os demônios de dentro de mim, porque ninguém imagina um menino adorar os vilões e vibrar com eles em todas as cenas que me deixavam com os olhos vidrados.
Lembro vagamente de um dia com um cinto amarrar os braços da empregada de casa, Marly, imitando as cenas em que os índios amarravam as mocinhas nas séries em preto e branco da TV. E foi aí Zé que tudo começou.
Portanto, o fetiche vem do útero jamais do berço e está dentro de nós desde que respiramos o primeiro sopro de ar poluído desse planeta.
Vieram os sonhos, delírios, até a adolescência quando já cansado das brincadeiras infantis de policia e ladrão, quando era inevitável tirar umas casquinhas das coleguinhas aprisionadas, é possível começar a articular idéias e por em prática os tais “pensamentos obscenos” que a ordem político-religiosa nos impõe.
As coisas começaram a ficar mais sérias e geralmente terminavam em gloriosas trepadas solitárias durante o banho onde era possível comer toda e qualquer garota bem amarrada, e detalhe, sem pedir nenhuma permissão para isso.
Nascem então às primeiras experiências de bondage através das gostosas brincadeiras a dois. Assim como bondage, qualquer outro fetiche segue a mesma regra tendo como ponto de partida e as primeiras ebulições esses contatos infanto-juvenis.
Por isso Sophia, podem sim existir fantasias de bondage sem necessariamente haver contato sexual, e claro, o aprimoramento dessas cenas que montamos como um grande teatro entre quatro paredes, vem com o tempo, passando pelos tabus da virgindade até a utilização de pequenos aparelhinhos estimulantes.
E como tirar proveito e prazer desses pequenos espasmos de fantasia?
Elementar minha cara, porque uma pequena gota de prazer para um fetichista é como time pequeno empatar com um grande, ou seja, festa na cidade e cerveja liberada.
Só existe a possibilidade de alcançar experiência se houver um desenvolvimento adequado e as barreiras forem rompidas em seu devido tempo, com confiança e astúcia. E isso é regra básica para evoluir, sem ansiedade, porque doses homeopáticas sempre foi um excelente remédio. Quem quer tudo ao mesmo tempo, abraçar o mundo com as pernas, acaba se perdendo num universo tão grande onde o conhecimento de cada passo se obtém com o tempo, e nada mais.
É preciso ter a noção que nascer com o fetiche na veia nos faz aproximar dessa atmosfera, mas se não houver conhecimento do terreno o qual se pisa, vira areia movediça, fácil de afundar.
Para começar toda e qualquer experiência de bondage em primeiro lugar há que existir confiança total a quem você está se submetendo, porque uma vez imobilizada a chance de dar merda é muito grande. Depois das primeiras sessões será plenamente possível perceber até onde caminhar e por qual lado seguir, carícias e estímulos, podolatria, castigo com cordas, submissão, e tantos outros que vão aflorar na medida em que o rio siga seu curso sem nenhuma queda brusca que te faça afastar de um destino que você tanto deseja seguir.
O fetiche pode chegar antes do envolvimento sexual, sempre, desde que haja comprometimento consensual para que isso seja respeitado.
Nem sempre encontramos o fetiche ainda na infância, às vezes até o renegamos e nos sentimos como estranhos no ninho, mas um dia de tanto insistir ele aparece com força e nos toma de assalto, é nessas horas que precisamos estar preparados para começar essa viagem maravilhosa.

Crédito da Foto: Sophia em bondage por suspensão na ultima festa Fetixe.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Die Wacthing/Cenas Mortais (1993)


A dica de cinema de hoje vez por outra aparece na programação do Telecine da Net, e vale muito a pena ficar atento.
O filme Die Watching de 1993, apresentado no Brasil com o sugestivo nome de Cenas Mortais é um excelente triller de suspense de cabo a rabo, com ótimas cenas de bondage (Damsels in Distress) para os aficionados.
O enredo é manjado, porém com aparatos tecnológicos muito coerentes com a época de exibição.
A história começa quando um Diretor de filmes eróticos esconde um terrível segredo: ele gosta de matar as belas mulheres que chegam à cidade em busca de uma oportunidade na carreira.
Entretanto, assassinar as jovens e lindas garotas não é o bastante para esse delinqüente, que as mantém amarradas em uma confortável poltrona para que através dos inúmeros monitores conectados a diversas câmeras, lentamente assistam seu fim trágico.
A mais recente vítima pode ser uma jovem que não desconfia de que ele é um assassino (a belíssima Vali Ashton). Christopher Atkins (de "A Lagoa Azul") é o astro desse suspense eletrizante.
O diretor Charles David caprichou nas amarrações realizadas com silver tape que impedem as nossas heroínas em perigo de escapar, todavia sempre haverá alguém disposto a ajudar nossas princesas.
Posto no final da matéria de hoje um clipe das tomadas mencionadas no tópico com uma expressão de perigo no olhar das meninas de parar o transito. Confira.

THE BLUE EYES FROM SARAH MOON


Hoje o Bound Brazil abusa e apresenta duas lindíssimas mulheres muito pedidas por nossos assinantes. No primeiro ensaio, Sarah Moon e seus lindos olhos azuis totalmente amarrada e amordaçada (OTM & Cleaved) após um dia no escritório.
Esse trabalho de bondage marca o retorno do seu amigo escriba aqui aos ensaios fotográficos depois de algum tempo de afastamento devido a compromissos intensos.
No outro set de fotos, a bela e solicitada Becky numa perfeita apresentação de bondage produzida pelo meu amigo Nauticus.
Imperdível!










WELCOME BACK MY BROTHER CHARLES

Em meio a essa roda viva que vivemos por conta dos acelerados dias de hoje, um retorno de alguém muito querido é motivo de alegria e satisfação.
Por isso, agradeço a visita do amigo Carlos Alberto às hostes do Bound Brazil, de onde jamais deveria ter saído por nada nesse mundo.
Let's go to work...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ilsa, She-Wolf of the SS (1974)


Essa é para quem gosta de sadomasoquismo.
Comandante Nazista cruel durante a Segunda Guerra, Ilsa, tem condutas sádicas e aplica experiências de tortura em várias mulheres, utilizando-se do artifício de provar que as mulheres têm um ponto de resistência à dor acima dos homens. Com um comportamento beirando a demência conduz suas teorias vis com o uso de métodos de extrema violência sob os prisioneiros de guerra.
Possuindo um apetite sexual descontroladamente voraz, Ilsa busca um homem que possa satisfazer seus desejos carnais, e enquanto não acha esse parceiro, castra aqueles que não lhe dão o prazer, entretanto, encontra um prisioneiro de guerra americano com grande controle sobre suas faculdades libidinosas. Este homem é a única esperança para os prisioneiros sobreviverem e escapar do inferno do Terceiro Reich e de suas experiências selvagem imorais.
Dirigido por Don Edmonds esse filme gerou outras produções com o mesmo apelo como Ilsa, The Wicked Warden de 1977 e, ainda, uma trilogia que continha uma terceira produção chamada Ilsa, The Tigress of Siberi.

A idéia inicial do criador desse personagem foi mostrar todo o horror que ocorria dentro dos campos de concentração durante o Nazismo, flertando com doses de sexo explícito e fetiche que era a grande chamada cinematográfica dos anos setenta, porém, assim como ocorreu com o filme Emmanuelle, outras produções tentaram seguir a mesma linha utilizando a personagem principal, entretanto terminaram relegadas ao ostracismo e o decorrente fracasso.
As tomadas desse filme são aconselháveis a pessoas que não tenham sensibilidade acentuada para cenas fortes, porque além da pancadaria que come solta, a obra apresenta trechos de tortura e morte muito semelhantes à realidade.
A melhor definição do filme é dada pelo produtor Herman Traeger, leia:
“A película que você está prestes a ver é baseada em fatos reais e documentados. As atrocidades mostradas foram conduzidas por médicos nos campos de concentração especiais durante o regime de Hitler, o Terceiro Reich. Embora estes crimes contra à humanidade estejam historicamente corretos, os caracteres descritos são compostos de personalidades notórias do Nazismo, e os eventos retratados foram condensados em uma localidade para finalidades dramáticas. Por causa de seu assunto chocante, esta película é restringida às audiências adultas somente. Nós realizamos esta película com a esperança que estes crimes hediondos não ocorram outra vez.”

É necessário que se deixe claro que práticas sadomasoquistas no âmbito fetichista tem o caráter consensual e são realizadas entre parceiros que devem ter conhecimento suficiente para essas fantasias. Portanto, o filme em questão é apenas uma ilustração dramática e que somente contribui para aguçar os sentidos para jogos entre amantes coniventes.



Para os que desejam adquirir esse filme aqui vai o link da Amazon:
http://www.amazon.com/Ilsa-She-Wolf-All-Region/dp/B0016A940K

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cordas…


Elas podem ser de algodão, juta, cânhamo, nylon, sisal, pouco importa, porque o interessante é o fascínio que os bondagistas têm por esse objeto sensual.
Dobrar um pedaço de corda em dois e idealizar a laçada é um tesão indescritível que só cabe na cabeça de quem pratica o fetiche, senão vejamos: nada combina melhor com a pele macia de uma mulher do que uma bela corda envolvendo seus pulsos, braços, pernas e tornozelos.
E os desenhos e restrições são tantos que o ideal é fazer na hora, um pedaço aqui, outro ali, a coisa vai fluindo naturalmente e a companheira se envolve a tal ponto de dar sugestão.
As cordas são tão envolventes que despertam paixão em quem é presa por elas, sim senhor, e pode mesmo levar fé no que eu digo. Sou testemunha de mulheres que as levam com elas e guardam suas cordas com um ciúme tão grande e não admitem que elas amarrem nada além de seu corpo, e olha que estou falando de cadeiras e cabeceiras de cama, quanto mais uma outra mulher... Aí, nem pensar.
As cordas podem ser combinadas com roupas e lingeries de acordo com as cores, e isso dá uma onda bem diferente para quem se esbalda pelo fetiche adentro, porque uma perna coberta por uma bela meia de seda negra amarrada com cordas brancas, rosa claro, ou outra cor de preferência é uma imagem digna de um quadro.
Punhos cerrados acima da cabeça durante o ato sexual soam como uma cena indescritível que não conseguiria descrever em palavras, porque o melhor mesmo é experimentar para ter a noção exata.
E essa loucura frenética por cordas vai além das posições possíveis de inventar para uma bela amarração, principalmente porque deve estar sempre ligada ao gosto de cada praticante. Conheço loucos por bondage que de tão detalhistas chegam a combinar a corda com a cor do esmalte de sua parceira, e haja bolsa para guardar esse arsenal...
Cordas combinam com bocas mordendo, com mãos se movendo, com braços se contorcendo e com pernas e pés deslizando pelos lençóis...
Mas todo cuidado é pouco, por isso deixo aqui o conselho de ter sempre um objeto cortante (tesoura ou faca de preferência) ao alcance de quem está imobilizada, porque nunca se sabe o que pode ocorrer e quem amarra de repente precisa de ajuda.

COWGIRL INVADE O SALOON DO BOUND BRAZIL

E por falar em cordas, uma Cowgirl bem ao estilo do velho oeste americano, é a atração dos ensaios fotográficos do Bound Brazil.
A belíssima Flavia posa no estilo old fashioned num trabalho meticuloso do Mestre Náuticus realizando mais um pedido dos nossos assinantes.
No segundo set do dia, uma coletânea com sessenta fotos de sessenta e duas modelos diferentes do site, escolhidas segundo as mais acessadas por nossos membros.
O vídeo da semana trás duas belas modelos, Paula Andrade e Rafaela em seqüências inéditas com lingerie e OTM gag, e tem o título de Double Bônus com uma trilha sonora bem brasileira.
Um excelente final de semana...