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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Liberté, Egalité e Vansifudê!
Sophia Loren, uma vez teria admitido: “Sex appeal é cinqüenta por cento do que você tem e cinqüenta por cento que as pessoas pensam que você tem.”
Segundo pesquisa os franceses são os melhores amantes do mundo.
Pois bem, menos mal que essa pesquisa foi realizada em território francês e tomou como base o depoimento de mulheres nativas. O estudo baseou-se em relatos das mulheres com vida sexual ativa comparado com depoimentos de representantes do sexo feminino de outros países.
Na verdade, Sophia Loren tem muito mais razão que os tais pesquisadores e suas conclusões nada elucidativas, os doutores Jean-Jacques Coupoix and Pierre C. Beaurreot, por exemplo. O homem tem em mente um senso de capacidade sexual muito além do próprio limite e em qualquer parte do planeta costumam atribuir para eles próprios o título de amantes perfeitos.
Claro que os nomes descritos acima não passam de uma sacanagem sutil com o povo francês, entretanto o estudo existiu e teve aprovação das mulheres.
O que virou notícia, no entanto, dá conta de que setenta e seis por cento dos franceses disseram que o revés sexual estaria causando-lhes problemas de relacionamento.
O estudo mostrou que um entre cada quatro homens, ou mulheres, disseram ter usado as desculpas de dores de cabeça, stress, cansaço ou a proximidade de crianças para evitar ter relações sexuais com seus parceiros.
E a pesquisa descobriu, ainda, que a metade dos franceses sentiu que às vezes eles simplesmente "não tiveram desejo" de ter relações sexuais. A abordagem contradiz uma enquete realizada anteriormente, mais precisamente seis meses atrás, em que encontrou quarenta por cento dos homens franceses pensando que eram os melhores amantes, e os mais inteligentes e mais engraçados na Europa.
Soberba pouca é bobagem...
Especialistas admitem que os homens com problemas de impotência sofrem por se sentirem menos masculinos o que pode torná-los hostis e até agressivos. Estes mesmos estudiosos afirmam que se o corpo se acostuma a não ter sexo à libido tende naturalmente a desaparecer. Abre o olho monsieur!
Eu acho essa conversa de pesquisa sobre melhores amantes uma grande babaquice. É pura balela sair por aí pesquisando quem trepa mais e melhor. Não é difícil encontrar supostos estudos que apontam os latinos, principalmente brasileiros, franceses, espanhóis e italianos apregoando para a si o titulo de melhor amante do mundo. Basta à cabeça estar em ordem, o coração em dia e muitas idéias a por em prática para o sujeito exercer as delícias do sexo em qualquer idioma ou em qualquer lugar do planeta.
Em verdade, se condicionou apregoar tal qualidade sexual aos franceses pelo que representou ao longo da história toda a liberdade de expressão conquistada por esse povo alegre e gentil, e em parte pela literatura e expressões de arte em geral, como o teatro e o cinema. Alguns atores viveram personagens imaginados pelos autores livres de preconceito e espalharam pelo mundo uma idéia de magia sexual e fetichista.
Durante muito tempo tal relação entre sexo ardente e estes atores despertou um interesse oculto nas mulheres por uma noite de sexo intenso com homens franceses. Hoje, a globalização não permite este tipo de viagem imaginária ao mundo da fantasia.
Qual mulher na flor da idade não imaginou ser uma das preferidas do agente 007, o James Bond numa de suas aventuras? Sexo com fantasia sempre foi e será um grande estimulante natural. Mas não precisa falar francês pra ser o grande astro da tela...
A foto no alto da matéria é uma cortesia do meu amigo francês Romain do site Bound Club Net.
quarta-feira, 16 de março de 2011
A Rainha da Siririca

Reza a lenda que Carlota Joaquina (ela mesma, a Rainha de Portugal, depois Princesa do Brasil) era viciada em tocar siririca. Trepava três a quatro vezes por dia e quando por alguma desconhecida razão não achava o que desejava, se esbaldava em siriricas diante de serviçais sem a menor cerimônia.
Sexo era a sua primeira necessidade. E o que era pior, poderia ter sempre os homens que desejasse, mas sua compulsão tinha um exagero que ninguém na época podia explicar ou mesmo compreender. Para ela sexo era de uma importância tão crucial que ficava doente quando não tinha alguém para aplacar a fúria de seu apetite descomunal. Isso ela transferiu sem dúvida para o seu primogênito, Dom Pedro I. Não se importava com a quantidade de homens que poderia ter, mas a virilidade de alguém que pudesse contentar a sua tenebrosa ânsia sexual.
Quando se via obrigada a manter relações com alguns homens que escolhia a dedo, procurava sempre saber qual deles realmente tinha o poder de fazê-la chegar ao extremo prazer. Ninfomaníaca, tinha orgasmos sucessivos e apavorantes, chegando mesmo a morder violentamente seus parceiros, tirando sangue com suas dentadas bastante doloridas. Certa vez, no Rio, mordeu tanto um escravo diferenciado que este morreu dias depois de septicemia. Por causa disso procurou controlar os seus excessos convulsivos, tornando-se menos agressiva, ganhando sobremaneira com isso.
Certamente a dama mais importante da corte imperial não sabia, mas era portadora do chamado DSH (Desejo Sexual Hiperativo). Claro que os tempos eram outros, seu marido Dom João era broxa e ninguém se dava conta da exacerbada quantidade de orgias promovidas pela Princesa que tal qual uma lenhadora não podia ver um pau em pé!
Mas o que é o DSH?
Ocorre quando a pessoa espontaneamente apresenta um nível elevado de desejo e de fantasias sexuais, aumento de freqüência sexual com compulsividade ao ato, controle inadequado dos impulsos e grande sofrimento. Preocupa-se a tal ponto com seus pensamentos e sentimentos sexuais que acaba por prejudicar suas atividades diárias e relacionamentos afetivos. Em geral não apresenta disfunções sexuais (como ejaculação precoce ou impotência), funcionando relativamente bem como um todo. Engaja-se em atividade masturbatória ou no coito, mesmo sob risco de perder os seus relacionamentos amorosos (busca de alta rotatividade de parceiros) ou a própria saúde (Hepatite B e C, HIV). Quando tenta evitar e controlar o impulso para o sexo, a pessoa pode ficar tensa, ansiosa ou depressiva. A pressão para a expressão sexual retorna e a pessoa sente-se escrava de seus próprios desejos. A ansiedade pré-atividade sexual, a intensa gratificação após o orgasmo e a culpa após o ato não são raras.
Mas voltando à nossa primeira Princesa vale ressaltar também que Carlota Joaquina era fetichista. Tinha fetiche por sapatos. Gostaria também de podolatria? Não se sabe ao certo. Porém, sabe-se que os sapatos confeccionados em seda eram considerados eróticos nessa época e a compulsiva Princesa usava e abusava deste tipo de calçado.
O então amaldiçoado “Quinto dos Infernos” como era chamado o Brasil em Portugal, serviu de palco para as loucuras de Carlota Joaquina durante o tempo em que ficou por aqui. Vários são os historiadores que citam fatos e nomes em cada episódio que envolvia a Princesa e seus escândalos.Morreu aos cinqüenta e cinco anos já em Portugal. Só, esquecida e amargurada sucumbiu aos seus próprios devaneios deixando um legado que deve servir de parâmetro para qualquer pessoa avaliar seus conceitos e conduta.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Flagra!

Você é capaz de imaginar que existem pessoas obcecadas por correr riscos enquanto transam?
A possibilidade de serem flagrados no ato torna-se o combustível para que tudo aconteça da forma prevista. Daí vale qualquer lugar que a imaginação puder admitir.
Desde o último assento do ônibus ao elevador do prédio.
Porém, o ideal é que ninguém dê as caras e que a agonia de ser pego no ato fique somente numa doce suposição. Mas nem sempre a banda toca certinha e o inesperado resolve atrapalhar os planos de quem brinca com o fogo.
Uma doida que eu conheço afirma que sua tara é praticar sexo oral com o namorado quando viajam de ônibus. Ela explica: “deito no colo dele e todos pensam que estou dormindo, mas ao contrário minha boca está fincada lá. Me divirto com a cara que ele faz até...”
O resto todo mundo sabe.
E essa febre fetichista é a preferência de um batalhão de pessoas sempre prontas a imaginar cenas de perigo imediato. Qualquer lugar impensável para uma boa trepada torna-se seu alvo predileto. Daí vale: escada de prédio, elevador, banheiro de avião, o carro em via pública, enfim, onde houver perigo.
É um tipo de exibicionismo às avessas. Quer saber? Um amigão colocou umas três películas das mais escuras no vidro do carro. Perguntei por que e sabe o que ele disse? “A onda é ficar eu e ela transando durante o dia numa rua movimentada. A coisa esquenta quando o carro começa a balançar e as pessoas passam olhando sem entender nada. Nós estamos vendo eles e nem que eles grudem os olhos no vidro do carro conseguem nos ver.”
Chego à seguinte conclusão: meu amigo nunca viu sua namorada peladona. Porque segundo suas próprias palavras, em seis meses de relacionamento eles nunca tentaram uma segunda alternativa. Palavras dele...
Normalmente alguns destes prováveis flagrantes ocorrem na fase adolescente, quando a grana é curta e as possibilidades são poucas. Alguns carregam pra vida toda como um fetiche e não largam nunca mais. Acabam tornando-se presas de suas próprias aventuras juvenis. Outros desenvolvem o fetiche mais tarde e apostam em situações de risco absoluto em busca de excitação.
E como o bom do fetiche é a realização a dois há que encontrar parceria.
Dentre os vários lugares preferidos para este tipo de aventura um em especial é ponto comum entre os praticantes: o cinema.
Comentários a parte todo mundo já viveu dias de amasso numa sessão de cinema. Não importa se foi só um beijo na boca prolongado ou mão naquilo e aquilo na mão. O escurinho do cinema em algum ponto da vida de cada cidadão ou cidadã traz uma lembrança especial.
Claro que havia riscos, mas como foi uma vez aqui e outra ali ninguém precisa se achar um fetichista por riscos em potencial. Porém, é inegável que foi tão bom que vale muito a pena lembrar, ou fazer outra vez.
HARD SATURDAYPra mim não foi um sábado difícil. Pra elas sim.
Samyra e Melissa protagonizam uma aventura daquelas capazes de despertar os bondagistas mais sossegados. Samyra tinha um plano: participar de um seqüestro de uma amiga com um comparsa. As coisas deram certo até a página dois, quando ela com pena decide libertar a amiga. Só não contava com a chegada do parceiro e termina vivendo uma tarde de sábado muito complicada.
Para os assinantes do Bound Brazil o vídeo será exibido hoje junto com um photoset com as melhores cenas.
Pra galera que reclamou da falta de postagem ontem: foi feriado aqui no Rio.
Bom final de semana a todos!
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sexo e Restrição

Assim ela comentou sobre o fetiche de bondage numa roda de amigos: “que negócio esquisito esse de tirar os movimentos da pessoa durante o sexo. Só de imaginar que não posso tocar, abraçar e me envolver me dá nervoso”.
Mas se ela não achou “graça” é porque sequer tentou experimentar. O ato de restringir os movimentos da parceira ou do parceiro durante o sexo é chamado de “sexual bondage”, ou ainda, segundo alguns desses novos analistas norte-americanos de vincilagnia.
Que bicho é esse?
Simples, como na propaganda do celular: bondage é a utilização de dispositivos de retenção para o prazer sexual das partes envolvidas. Pode ser usado em seu próprio benefício ou da parceira e, também, na atividade mais conhecida como BDSM. Porém, segundo estes estudiosos, quando uma pessoa é sexualmente excitada numa cena de bondage, é considerado uma parafilia, mais conhecida como vincilagnia (do vincio em Latim, que significa ligadura ou grilhão com cadeias, e lagneia, luxúria).
Há controvérsias, claro. Para ser considerado como parafilia o fetiche deve ter uma conotação sine qua non, ou seja, é com ele ou nada. Por conta disso, praticantes de bondage não podem ser considerados portadores de qualquer enfermidade se souberem conviver com o fetiche, em doses comedidas como manda o figurino.
Fetiche vicia, todos têm esse entendimento, mas há que saber controlar esse vício para que não se torne uma obsessão. Portanto, uma brincadeira sexual de bondage onde consensualmente existe o controle das emoções durante o ato não passa de uma fantasia sexual.
Voltando a moça que foi taxativamente contra ter seus movimentos restringidos durante o ato sexual fica valendo uma dica infalível; se houver vontade de experimentar a brincadeira e não se achar capaz de suportar ter as mãos ou pés atados durante o ato, assumir o lado contrário é sempre a melhor solução. Então, assuma o controle e comece restringindo os movimentos do parceiro. Se ele gosta da fruta não vai colocar empecilhos.
Dessa forma a banda toca sem desafinar.
Inserir brincadeiras no sexo não é uma tarefa fácil, nem as consideradas simples. A partir do momento em que haja confiança e cumplicidade é mais fácil conseguir um resultado satisfatório, salvo em casos em que exista rejeição absoluta, principalmente causada por fobia. Aí brother, é como estar num mato sem cachorro e achar a saída é pouco provável. Leva tempo, tratamento e muita dedicação.
Como todo fetichista está devidamente acostumado a desafios, nunca é demais lembrar que a perseverança é a chave do sucesso. Na onda do vai e vem é possível ir beliscando daqui e dali até encontrar o rumo. Faz parte.
Por outro lado, sei de relatos de praticantes que se encontraram nas fantasias. Exorcizaram fantasmas e com o auxílio desses jogos de sexo e sedução conseguiram romper com tabus e preconceitos e hoje vivem a plenitude. É como o velho ditado, tudo pode realmente acontecer.
Quer uma dica? Lenços de seda pra começar. São infalíveis.
Sexo com movimentos restritos multiplica orgasmos e traz novidades, o que é um fator preponderante contra a monotonia. O problema reside em começar, aderir ou consentir. Depois é dar asas à imaginação e criar esses jogos em conjunto, tipo bolero, dois pra lá e dois pra cá. Existe um glossário de atividades fetichistas e sexuais capaz de levar os praticantes ao delírio. Cócegas, podolatria, lingerie, enfim, tudo que se combinar e for do agrado de ambos.Um dia pra mim, outro pra ela. E assim por diante...
Quando isso acontece à alquimia fica perfeita e nada nesse mundo consegue apagar, mesmo que esses relacionamentos por qualquer razão encontrem um final.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Cem Preciosos Segundos (Primeira Parte)

Os pesquisadores americanos William Masters e Virginia Johnson estavam decididos a estabelecer os fundamentos do procedimento sexual humano. Mas para isso seria necessário responder a duas perguntas:
1. Quais as reações físicas que se desenvolvem quando o homem e a mulher respondem ao estímulo sexual efetivo?
2. Por que o homem e a mulher procedem como o fazem ao responderem ao estímulo sexual efetivo?
As técnicas para definição e descrição das principais modificações físicas desenvolvidas durante os ciclos de resposta sexual humana masculina e feminina foram, inicialmente, as de observação direta e de medição física.
Em 1966, eles publicaram o livro A conduta sexual humana, no qual dividiram em quatro fases distintas as reações fisiológicas aos estímulos sexuais: fase de excitação, fase de platô, fase de orgasmo e fase final ou de resolução.
A excitação desenvolve-se a partir de qualquer fonte de estímulo físico ou psíquico. Os estímulos que provocam a excitação variam em cada pessoa. Podem ser visuais, olfativos, táteis, lembranças de outros momentos vividos ou um pensamento. Se o estímulo for adequado à necessidade individual, a intensidade da resposta aumenta rapidamente. Se, porventura, o estímulo estiver sujeito a objeções físicas ou psicológicas, ou se for interrompido, a fase de excitação pode prolongar-se muito ou interromper-se.
Os estímulos que provocam a excitação chegam a certas regiões dos centros cerebrais superiores da resposta sexual ocasionando diversas reações corpóreas neurológicas, musculares, endócrinas e vasodilatadoras. Assim, os órgãos genitais passam do estado de repouso para o de excitação.
Na mulher, os órgãos genitais estando em estado de repouso, o útero situa-se dentro da cavidade pélvica, o clitóris escondido no prepúcio, a vagina enxuta. Os estímulos sexuais fazem com que esses órgãos recebam aumento do fluxo sangüíneo.
O clitóris se ingurgita e torna-se sensível ao toque, as glândulas de Bartholin - localizadas na vagina - liberam sua secreção e os músculos circunvaginais começam a transudar (suar) lubrificando a vagina e facilitando a penetração. A sensação de umidade que chega aos órgãos externos é acompanhada pelo relaxamento desses músculos que circundam a entrada vaginal.
Ao mesmo tempo, as mamas aumentam 25% de tamanho, ocorre à ereção dos mamilos, a dilatação das aréolas, os grandes lábios se afastam do orifício vaginal e os pequenos aumentam de tamanho. A vagina se alarga e se aprofunda e os tecidos perivaginais ingurgitados de sangue e suados formam a chamada plataforma orgástica, ou seja: início da fase de platô.
Mas nem sempre a excitação ocorre naturalmente. Se a mulher estiver ansiosa ou preocupada, o estado de excitação pode ser de uma intensidade muito baixa ou mesmo não se produzir. Os músculos estando tensos e a vagina seca, a introdução do pênis é dolorosa e em alguns casos até impossível.
No homem, o pênis é um órgão cilíndrico, cujos tecidos podem enrijecer-se quando se enchem de sangue. Os corpos cavernosos são duas espécies de cilindro que se estendem do osso púbico até a glande. Normalmente suas paredes estão quase secas, pregadas uma à outra. Na fase de excitação o sangue entra nesse tecido e fica retido lá dentro. Enquanto isso acontece, a ereção se mantém. Qualquer distração, mudança de posição ou de estímulo, pode fazer variar a ereção. Quando o sangue flui das veias penianas para o interior do abdômen, ocorre a flacidez.Os homens excitam-se principalmente com estímulos visuais e a mulher com estímulos táteis. Além dessa diferença, a mulher se excita em geral mais lentamente do que o homem.
(Continua...)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Uma Aventura Fetichista
Ela foi taxativa: “tinha vontade de te dar uns tapas na cara e depois fazer da maneira que achar conveniente”.O cara arregalou os olhos e implorou por São Nunca: “mas assim, sem tirar nem por? Acho que não rola...”.
Eles se conheciam há algum tempo e nunca havia acontecido nada além de encontros coletivos em meio aos colegas de trabalho, desses que geram fotos de orkut e alguns guardam pra sempre na esperança de um dia virar comemoração dos velhos tempos.
Ela já estava encharcada de caipirinha, por isso foi mais fácil achar coragem e revelar o desejo. O cidadão era um cara de pau, daqueles que babam no ouvido propostas indecentes até para um cabo de vassoura adornado com um vestido, e receber de volta na mesma moeda cria um momento do inesperado fazendo uma surpresa.
Boquiaberto com a iniciativa da mulher, ajeitou-se sem graça e pela primeira vez se viu em palpos de aranha ao perder o comando das ações.
O bundalelê quase rola ali mesmo, entre as mesas de um lindo barzinho na praia de Icaraí em Niterói. Beijos longos e sedentos, mãos procurando acesso e dedos salientes, e pior, nas barbas de todos que contemplavam a cena tórrida.
O cara propôs seu apartamento, mas ela queria um motel e venceu sem esforço fazendo valer a iniciativa. Sem medir conseqüências ou pensar em arrependimentos entrou no carro do dito cujo com a clara intenção de sair do êxtase na manhã seguinte.
Ele nunca foi adepto de nenhum fetiche ou sequer havia experimentado essas emoções, enquanto ela sedenta por viver uma fantasia que escutou de alguns amigos comuns, resolveu apostar na criatividade. E tinha que ser com ele, sempre disposto a tudo e louco por sexo.
Espremeu as bolas dele ainda na porta da suíte pra mandar o recado do que vinha no pacote. Ele urrou de dor e caminhou como um condenado rumo ao cadafalso. Achou que passado o efeito do álcool ela ficaria mais “mansa” e o controle mudaria de mão.
Mas ledo engano, porque aquela mulher estava decidida a ser a dona da noite e levaria adiante seu plano a qualquer custo.
Empurrou-o na cama, quase rasgou suas roupas quando as arrancou com violência e na primeira tentativa dele em tocá-la ouviu o estalo do primeiro tabefe na face. O cara tremeu e devido à volúpia daquela mulher ensandecida achou melhor aceitar. Ela usava as unhas marcando trilha em seu corpo, cuspiu em seu membro introduzindo com força até ter um orgasmo longo que a fez desfalecer.
Ele suspirou aliviado, contemplou aquela mulher nua ao seu lado, tocou-a com cuidado para não levar outro bofetão. Quando começou a beijar o corpo inerte, ela se moveu, sorriu e disse abrindo as pernas: “agora se resolve sozinho, quero ver você gozar me olhando. Quem te deu o direito de comer sua dona?”.
Sem outra saída, ele se masturbou diante da mulher vitoriosa e satisfeita até adormecer lado a lado para acordar de manhã.
Hoje, celebram seis meses de uma relação sólida e fetichista. Aos poucos compraram brinquedinhos e vivem suas aventuras sem preconceito.
Ele agora baba por ela e não mais no ouvido das outras mulheres.
Ela cada vez mais encantada por ele, jamais pensou ser tão gostoso sexo com fetiche.
Que seja infinito enquanto dure...
FOTOS EM TAMANHO REALAtenção assinantes do Bound Brazil.
Ufa! Conseguimos mais espaço no provedor e agora é possível ver as fotos pelo álbum da galeria e, também, fazer o download do set em tamanho real: (3888x2592).
Essa conquista é tão importante que vale a pena divulgar, principalmente aos que gostam de colecionar photosets completos. (Vide matéria de ontem).
E isso vale para todo o nosso acervo, ou seja, embaixo de cada galeria existe a opção para baixar o set completo independente do uso do álbum.
Até o próximo final de semana todas as páginas individuais de cada modelo estarão disponíveis para baixar.
Mais um pedido de nossos assinantes que estamos atendendo.
Hoje, o site atualiza com um belo set da Sally Pepper. Aproveitem!
(Foto: Alice que estréia na próxima Terça-Feira no Bound Brazil)
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Stolen Kisses (O Filme)
Normalmente quando começo a idealizar o vídeo que vou produzir para o Bound Brazil, desenho algumas idéias, imagino as cenas e com esses ingredientes seleciono as meninas e está pronta a receita.Parece simples, mas existem pequenos detalhes que funcionam como o tempero a ser apurado, sempre com a visão centrada no segmento que é apresentado.
Até aí não há mistério, mas sempre existe um “porém” quando acontece de uma das modelos escolhidas para a produção, uma participação direta na elaboração do roteiro e a vontade de realizar um trabalho onde ela se sinta engajada.
Só me restou então aparar as arestas e colocar sentido na obra, através de cenário, posição de câmera (sempre sob a batuta competente da Lucia Sanny), deixando a Lilith, autora do enredo e a Terps totalmente livres para evoluir e mostrar o que foi tramado por elas ao pé do ouvido.
E qual o resumo dessa ópera? Um filme onde as atrizes representaram seus próprios personagens levando para a tela aquilo que elas fariam dentro de sua própria concepção de vida. Estou careca de falar aqui, aliás, ontem mesmo toquei nesse assunto, que o fetiche não é fabricado e sequer produto de lavagem cerebral que se possa incutir na mente alheia, muito pelo contrário, porque tem o DNA de cada pessoa que gosta e pratica.
Pois então senhoras e senhores: dou-lhes a cara a tapa, porque o filme ficou do Cacete!
A história é mais ou menos assim: Lilith é a chefe de um departamento de uma empresa que contrata uma belíssima e jovem secretária (Terps). Com claras tendências bissexuais a patroa começa a aliciar a inocente menina tentando convencê-la a ter um “caso” em troca de uma possível promoção na firma.Noves fora o típico caso de assédio sexual, nossa “boss” continua tentando até que resolve roubar o tão desejado beijo para selar a futura relação, através de um rapto muito sensual e com detalhes impossíveis de descrever.
Some-se a isso, bocas coladas, seios à mostra e muita saliência...
Claro que rolam cenas de bondage além do citado lesbianismo, com cordas, mordaças, tudo o que se tem direito, afinal é um site de bondage e “Damsels in Distress”, mas alguns críticos de plantão vão bater na tecla do desvio de conduta do site com tamanha força que esse roteiro vai parecer um Golpe de Estado.
Entretanto, esse filme não divide águas, conceitos ou opiniões, porque é somente uma expressão fetichista que pode e deve ser encaixada no modelo que apresentamos; a questão do rapto, da captura, da menina em apuros, só que com uma ousadia desenvolvida pelas próprias meninas que planejaram e curtiram cada cena como se fosse um néctar.
Não absolvo e sequer condeno quem critique, porque é apenas uma questão de gosto e ponto de vista, assim como gostar de mulher amarrada calçando havaianas, usando toalhas, e tantos outros caminhos que o fetiche de bondage pode percorrer.
Aprendi muitas coisas na vida e, a principal delas, é que quando se chega aos cinqüenta é fácil perceber que não existe duplo sentido, direita e esquerda ou certo e errado, porque tudo é uma questão de enxergar e entender da forma que se deseja.
O filme “Stolen Kisses”, beijos roubados em português, vai ao ar hoje no Bound Brazil não como uma ponte sobre o mar vermelho, mas apenas e tão somente uma como uma prova da interligação fetichista tão comum em diversos casos, e, por isso, merece ser destaque, principalmente pela atuação da Lilith e da Terps, que são dignas de todos os elogios cabíveis nesse breve release.
Posto abaixo um trailer do vídeo e algumas cenas em screenshot.
E vida longa ao fetiche e abaixo os dogmas e preconceitos.
Um bom fim de semana a todos!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Sexo, Bondage e Rock & Roll.

Me lembro, era primavera de setenta e seis.
Meu último ano do antigo clássico hoje segundo grau, inesquecível, mesmo porque no verão seguinte a bosta do vestibular era calça de veludo ou bunda de fora...
Nessa época pintou a Kátia, bonita, culta com aquele ar de papo cabeça, cheia de “não me toques”, e como diria Tião Macalé: “ô crioula difícil”...
Mas mesmo assim eu queria porque queria, e aquela bela garotinha de cabelos castanhos claro, de sardinhas nos ombros, recém chegada aos dezoito assim como eu, ex-miss piscina de um clube da zona sul era o nirvana. Desistir, nem pensar.
Passava noites em claro com o mastro da bandeira (!) envernizado pensando nela e toma Led Zeppelin na orelha para abaixar o facho! Mas a bateria do Bonham aumentava os batimentos cardíacos funcionando como um energético na veia, e eu sonhava com ela e com um novelo de cordas. Nos meus delírios já havia inventado umas trezentas posições de bondage e acho até que foi meu grande aprendizado platônico.
Porém, tal e qual um Steve McQueen no papel de Papillon (*) eu não desistia nunca, comeria até baratas se preciso fosse e minha conversa já fazia falta ao ouvido daquela sereia. E de tanto insistir ganhei de presente um chopinho inocente num dos muitos bares de esquina dessa cidade maravilhosa.
E foi só chope, tentativas e resistência. Nada, nem beijinho de selo, nadinha mesmo.
Pegamos o ônibus e a deixei em casa como manda o figurino.
Acho que minha atitude foi meu grande mérito, porque daquele dia em diante aquele ar de intelectual foi ficando mais ameno e passei a colher sempre um sorriso a mais, um abraço apertado depois dos beijinhos de despedida. Faltava pouco para o ano terminar, o clássico acabar, para a formatura e quem sabe a universidade, portanto minha corrida era contra o tempo, e como fazem os ciclistas, passei a correr contra o relógio disputando pau a pau com a folhinha.
Um dia ela aceitou o convite para ir a uma boate que eu tocava, juntou-se a galera que era habitue e apareceu. Pronto, derramou a parafina e nem nas musicas consegui me concentrar. Rolou um amasso de praxe na lentinha, uns beijinhos no pescoço e aquele beijo de cinema foi o “gran finale”. Peguei!
Meu último ano do antigo clássico hoje segundo grau, inesquecível, mesmo porque no verão seguinte a bosta do vestibular era calça de veludo ou bunda de fora...
Nessa época pintou a Kátia, bonita, culta com aquele ar de papo cabeça, cheia de “não me toques”, e como diria Tião Macalé: “ô crioula difícil”...
Mas mesmo assim eu queria porque queria, e aquela bela garotinha de cabelos castanhos claro, de sardinhas nos ombros, recém chegada aos dezoito assim como eu, ex-miss piscina de um clube da zona sul era o nirvana. Desistir, nem pensar.
Passava noites em claro com o mastro da bandeira (!) envernizado pensando nela e toma Led Zeppelin na orelha para abaixar o facho! Mas a bateria do Bonham aumentava os batimentos cardíacos funcionando como um energético na veia, e eu sonhava com ela e com um novelo de cordas. Nos meus delírios já havia inventado umas trezentas posições de bondage e acho até que foi meu grande aprendizado platônico.
Porém, tal e qual um Steve McQueen no papel de Papillon (*) eu não desistia nunca, comeria até baratas se preciso fosse e minha conversa já fazia falta ao ouvido daquela sereia. E de tanto insistir ganhei de presente um chopinho inocente num dos muitos bares de esquina dessa cidade maravilhosa.
E foi só chope, tentativas e resistência. Nada, nem beijinho de selo, nadinha mesmo.
Pegamos o ônibus e a deixei em casa como manda o figurino.
Acho que minha atitude foi meu grande mérito, porque daquele dia em diante aquele ar de intelectual foi ficando mais ameno e passei a colher sempre um sorriso a mais, um abraço apertado depois dos beijinhos de despedida. Faltava pouco para o ano terminar, o clássico acabar, para a formatura e quem sabe a universidade, portanto minha corrida era contra o tempo, e como fazem os ciclistas, passei a correr contra o relógio disputando pau a pau com a folhinha.
Um dia ela aceitou o convite para ir a uma boate que eu tocava, juntou-se a galera que era habitue e apareceu. Pronto, derramou a parafina e nem nas musicas consegui me concentrar. Rolou um amasso de praxe na lentinha, uns beijinhos no pescoço e aquele beijo de cinema foi o “gran finale”. Peguei!
Contando parece coisa de cinema, mas só Deus sabe o quanto me custou àquela verdadeira maratona que parecia sem fim. Eu parecia um fundista que buscava a linha de chegada como um prato de comida.Daí a sustentar uma relação, levar pra cama e falar de bondage havia uma estrada do tamanho da Belém-Brasília, e mesmo estando disposto a tudo eu tinha consciência dos limites e suas conseqüências. E como quem não tenta não leva, segui meu caminho e resolvi apostar naquilo que tanto havia planejado, assumindo o tal “estou namorando”.
Famílias apresentadas e devidamente introduzidas parti resoluto em busca do plano B que era convencer a Kátia a uma relação mais “caliente”. Foram dias terríveis que guardo até hoje na lembrança e, principalmente, as inevitáveis dores escrotais que se sucediam aos sarros de portão. É bom lembrar que naquela época, nessa cidade ainda havia lugar para esse tipo de relação, porque os marginais ainda não haviam tomado conta dos espaços públicos.
E foi assim, devagar, com uma paciência budista que consegui as primeiras intimidades nas vezes em que descolávamos um lugar na casa dela quando não havia ninguém. Finais de tardes intermináveis... As mãos já percorriam partes íntimas e a confiança já se fazia presente. Apesar do longo caminho até meu Shangri-La, eu tentava de todos os modos e maneiras possíveis conseguir o que parecia impossível, mas em determinado momento eu pensei: se não vier a transa virá o bondage...
E como? Através das brincadeiras, de amarrar sem compromisso, sorrindo, e isso dá um tesão incrível, principalmente na fase adolescente.
Agindo assim, consegui as primeiras cenas de bondage com aquela Deusa.
Brincando de amarrar com o que tinha, sem cordas especiais ou alguma coisa pré-planejada, descolei tardes inenarráveis que terminaram em masturbação mútua.
A virgindade (tabu naquela época) e meu fetiche estavam devidamente preservados em lugar do bom e velho sexo.
Feliz com o que eu havia conquistado deixei o rio seguir seu curso por dias e dias, até que consegui juntar uma grana para dar entrada no meu fusquinha, mas isso é parte de uma outra história que conto em outro capítulo.
A Kátia, o Zeppelin e aquele tempo nunca mais voltaram, mas seguem vivos num cantinho especial guardado pra sempre... E vida longa ao Rock and Roll.
(*) O filme Papillon (1973) conta a história de um homem injustamente preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. Detalhe, para sobreviver ele comeu baratas...
"O feedback para essa matéria aconteceu depois de escutar o Zeppelin versão de 2007, com o filho do Bonham na bateria noite adentro, que fazendo jus ao nome, me levou através dessa viagem a algum ponto da memória. Em homenagem a essa banda inesquecível, posto esse clipe de um de seus grandes sucessos."
Feliz com o que eu havia conquistado deixei o rio seguir seu curso por dias e dias, até que consegui juntar uma grana para dar entrada no meu fusquinha, mas isso é parte de uma outra história que conto em outro capítulo.
A Kátia, o Zeppelin e aquele tempo nunca mais voltaram, mas seguem vivos num cantinho especial guardado pra sempre... E vida longa ao Rock and Roll.
(*) O filme Papillon (1973) conta a história de um homem injustamente preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. Detalhe, para sobreviver ele comeu baratas...
"O feedback para essa matéria aconteceu depois de escutar o Zeppelin versão de 2007, com o filho do Bonham na bateria noite adentro, que fazendo jus ao nome, me levou através dessa viagem a algum ponto da memória. Em homenagem a essa banda inesquecível, posto esse clipe de um de seus grandes sucessos."
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