segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pernas pro Ar


Pois é brother, elas vão fazer de tudo pra virar a sua cabeça.
Às vezes não basta caprichar nos nós, é preciso mais uma dose, um pouquinho a mais para que você veja o mundo de cabeça pra baixo.
E elas sabem como te levar pra roda e te fazer girar, sem parar, até o infinito.
Isso é bondage brother!
Um lugar lindo, o cenário de cair o queixo que só essa terra ao sul de Equador pode proporcionar. Uma, duas, três, várias gatas e uma missão: fazer bem feito!
Terps, Daphne, Jamylle, Luana, Jade e Cia e muitas mais.
Confere aí o que o Bound Brazil tem pra mostrar nesse mês de Agosto.





sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma Visão “Não Fetichista”


De uma maneira geral, as produções com temática exclusivamente fetichista visam agradar a um segmento que respira esse assunto.
Esse é o procedimento padrão.
Mas há controvérsias.
Quando a Lilian me enviou a sinopse do filme “The Resort”, procurei adaptar o roteiro para agradar aos olhares fetichistas, os consumidores alvos. Com uma resposta excelente após um mês de comercialização, o filme recebeu resenhas de pessoas daqui do Brasil e do exterior, aliás, todas estão postadas no link “Vault” do site Bound Brazil, e de uma forma geral me passaram uma mensagem super positiva do trabalho.
Semana passada, uma pessoa chamada Renata comprou um DVD para um amigo. Segundo suas palavras, a primeira intenção foi ajudar alguém que naquele momento precisava de um cartão de crédito, ou alguma coisa nesse sentido.
Só que, atraída pela curiosidade feminina aguçada, a Renata assistiu o filme antes de entregar a quem de direito. Gostou tanto da história e das cenas que mandou o seguinte comentário:
“No começo as cenas me deram arrepio. Me peguei assistindo a um filme de suspense, em total contraste com as belas imagens da abertura. Meninas capturadas por mascarados e uma seqüência de cenas que faziam questão de me fazer ficar ligada na próxima. Os interrogatórios, quase reais, e o final totalmente surpreendente me deixaram atônita, porque eu não sabia àquela altura quem eram os vilões ou quem eram as vitimas. Parabéns, porque eu jamais imaginei que um filme fetichista pudesse ter um enredo tão parecido com os filmes de aventura e suspense.”
Suprimi alguns detalhes resenhados pela Renata para não estragar o final da trama.
Pena que ela não assistiu “The Resort” devidamente amarrada!
O que fica desse comentário é a capacidade de uma obra fetichista alcançar olhares que nunca estiveram voltados para esse universo. E ela não é a primeira pessoa de fora do circuito que assiste e gosta do que vê.
Minha idéia era essa? Não, claro que não.
Errei o alvo? Também não. Prefiro dizer que mirei no que vi e acertei o que não vi.
Outro dia um fetichista me disse: as cenas são longas. É verdade, mas “The Resort” enfoca as cenas em primeiro plano, enquadra o fetiche sem prestar atenção a detalhes que o fizessem sair dos trilhos.
Mas mesmo assim agradou a quem não persegue as cenas fetichistas em particular.
Acontece, não dava pra prever.
Hoje, o Rabbit Reviews, um portal americano especializado em fetiches e sexo, classificou o filme como saboroso, eficaz e excitante. Preciso dizer mais alguma coisa?
Deu certo. E vem mais por aí.

HOGTIED

O Bound Brazil atende aos apelos bondagistas e mostra o vídeo Hogtied.
Acho que quem freqüenta o blog já imagina do que se trata, mas não custa lembrar. Hogtied é uma posição de bondage em que a mulher tem as mãos e os pés amarrados, e os mesmos são ligados por uma corda.
E no vídeo de hoje, duas belas garotas protagonizam essa cena que tanto frisson causa aos bondagistas.



Daphne e Indianara tentam de todas as formas possíveis escapar de um tipo de imobilização onde até os movimentos ficam restritos.
Um photoset cheio de detalhes das meninas faz parte do cardápio.
A conferir.

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Não Tem Volta


Ontem recebi um email da Chrissy Daniels (foto bem aqui ao lado).
Modelo de bondage das mais respeitadas e solicitadas pelos lados da terra do Tio Sam, Chrissy me perguntou se eu estaria na Fetsh Con neste final de semana, em Tampa, na Flórida.
Na verdade, fazia parte dos meus planos estar agora desfazendo as malas pra passar bons momentos na maior feira de bondage do planeta, encontrando pessoas que quase todos os dias trocam mensagens comigo por email ou através do Fetlife.
Pior do que não poder ir a Fetish Con foi ler a seguinte frase da Chrissy: “não vai me amarrar não?
Isso dói brother, principalmente quando você tem a plena consciência de que compromissos profissionais te impediram de estar onde você queria estar, fazendo o que tinha vontade de fazer. Não tem volta – C'est fini la contredanse.
Mas pensando bem, essa não será a última e haverá sempre planos para a próxima, os quais espero cumprir. Pena que seja preciso atravessar a linha do Equador enfrentando horas de avião para estar perto dessa festa recheada de glamour.
Pode ser que um dia o vento mude e as coisas aconteçam de forma contrária, e talvez uma geração futura possa saborear o que os que aqui estão não tiveram a chance, afinal, ninguém pode prever o futuro. Mas por enquanto a pajelança dos bondagistas ocorre no lugar onde as cordas têm tratamento diferenciado e os praticantes são considerados artistas, por seu trabalho e iniciativa.
Vamos ser justos; os caras descobriram a pólvora, amarraram a Betty Page e outras tantas Pin-ups há sessenta anos. Descobriram que dava liga fotografar e filmar essas garotas intrépidas, por isso, merecem ser os donos da bola e dar todas as cartas porque reúnem gente de leste a oeste embarcados no mesmo sonho de consumo numa paradisíaca cidade praiana da Flórida.
Semana passada o David (David Knight Bondage) disse que eu estava maluco por não ir.
Além da premiação no awards 2010, outra razão para eu estar na Fetish Con seria entrar no Hotel Hyatt Regency com um banner gigantesco do filme “The Resort” debaixo do braço a fim de divulgar a produção que ousou resgatar os filmes de longa duração típicos dos anos oitenta e noventa – aliás, diga-se de passagem que está vendendo muito, acima do previsto – celebrando a ousadia, desafiando padrões que os figurões da indústria estabeleceram como regra.
Pois é David, desta vez não deu!

Mas chega de lamentos, não vou estar lá e pronto. Ponto final.
Só me resta desejar que mais uma vez a feira divulgue o fetiche de bondage aos amantes e também aos simpatizantes, não apenas aos que estarão por perto, como também, aqueles que mesmo estando a quilômetros de distancia torcem para que o fetiche viva sempre seus dias de glórias.
Embora com tristeza tenha visto alguns sites que há anos faziam parte da cena desaparecerem sem rastros, a presença de novos portais e algumas mudanças de rumo surgem como elementos capazes de perpetuar o que nos faz tão bem.
Então, vida longa a Fetish Con e a todos aqueles que puderam estar por perto.
A feira começa hoje e vai até domingo.
Qualquer novidade e os melhores momentos do evento prometo mostrar em diversos artigos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Lente e os Pés


Eles são anônimos.
Para muitos podólatras a identidade da dona dos pés é um mero detalhe.
Além dos inúmeros sites, blogs ou rede sociais que apresentam esse conteúdo, os pés são os mais procurados em qualquer clube ou festa fetichista.
Diria até que num universo fetichista os pés femininos seriam a preferência.
Presentes nas coleções dos admiradores, as fotografias dos pés tornam-se objeto de desejo de aficionados pelo mundo afora. Mas não é tão simples captar os detalhes que impulsionam essa magia, é preciso ter “feeling” para retratar o que os podólatras gostam de ver.
O melhor dentre todos os fotógrafos do planeta não teria sensibilidade suficiente para captar com sua lente o que esses artistas da podolatria costumam exibir.
Duvidam? Então vamos começar a falar desses caras ousados e sua doce demência.
Em Lisboa, Jota Ene sabe o que faz e traduz tudo sobre pés e fotografia em seu excelente blog. Basta conferir: http://pesysapatos.blogspot.com/
Nesse caso, melhor do que nunca, as imagens falam mais que um milhão de palavras.
O cara é simplesmente fantástico com as combinações de cores, pés e cenários. Um desfile prá lá de interessante, capaz de encantar olhares de quem nunca teve tendência a gostar de pés.
Mas deixa eu apontar a minha bussola para São Paulo e falar de um cidadão que tem a competência necessária para ilustrar em fotos esse nosso texto.
Marco Claro, esse é nome da fera.
Fotógrafo oficial, e também oficioso, do Feet Brasil do Clube Dominna, reúne em seu acervo mais de oito mil fotografias dos pés mais anônimos e mais famosos de norte a sul. Sua galeria é tão extensa e badalada que centenas de garotas ocupam sua agenda em busca de seu flash.
Porém, o Marco é um sujeito simples e nada lhe tira do pleno estado de consciência.
Considerando-se um viciado em fotografar os pés das moças, Marco é capaz de pegar um avião e partir numa viagem atrás de imagens para sua coleção. Uma obsessão que nada tem de doentia porque simplesmente o faz ser feliz.
Faz tempo que insisto com ele que esse acervo deve ser postado num blog ou fotoblog qualquer. Ele reluta, porque segundo suas próprias palavras há muito que fazer ainda para atingir o que ele considera ser a coleção perfeita.
Depois dessa dissertação sobre o trabalho do Marco, só me resta passar o contato dele para as meninas que queiram ter seus belos pés fotografados por sua lente. Mande um email direto que ele responde na hora: macmarco01@hotmail.com

Nesse contexto existem as fotos amadoras. Aquelas que são tiradas pelas próprias meninas que afagam o ego exibindo seus pés ao mundo cibernético, e outros lugares onde é possível fazer uma viagem por esse circuito fetichista.
Pés descalços, calçados, livres ou amarrados, todos são parte de uma cultura que a cada dia que passa se solidifica mais e mais, abocanhando apaixonados admiradores que fazem dessa fantasia um fetiche quase imune a críticas e preconceitos.

Fotos que ilustram o texto by Marco Claro.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Última Academia BDSM


O clube Rapture ficava em New York.
Uma autentica academia onde se aprendia a praticar todo tipo de cena dentro do BDSM.
A palavra "Masmorra" não fazia justiça ao lugar. Rapture era uma casa de teto alto em Manhattan, ocupando um andar inteiro de um estúdio / sótão.
Quatorze senhoras preparadas para receber num ambiente de quatro quartos, cada um especialmente equipado para atender aos caprichos perversos de sua clientela.
Duas salas eram um “standard dungeon”, outra era uma sala equipada para bondage e Shibari, e uma sala médica. Embora não tivesse em sua atmosfera a ostentação de outras casas de dominação da cidade, tais como o “Pandora’s Box”, era limpo, seguro e estéril, o que não pode ser dito sobre todas as casas de BDSM em Nova York.
O Rapture também tinha definida a "política sem sexo". Era uma escola, ou, pelo menos deveria ser.
A caixa de ferramenta sórdida continha uma lista quase infinita de implementos de disciplina; bengalas, floggers, bullwhips e instrumentos de tortura, tais como velas, piercing, equipamentos, aparelhos de eletrocussão, e os brinquedos de humilhação como móveis de tortura medieval e as câmaras, incluindo vários cavaletes, camas de servidão e diferentes e atrativos jogos de cordas cortados em tamanho padrão.
Bastaria colocar as mãos em todos eles, participando do que seria o melhor curso de dominatrix do mundo; treinamento intensivo que fazia com que as meninas do Rapture fossem consideradas as melhores no negócio.
Quem pensa que ser uma dominatrix é um caminho rápido para o dinheiro fácil está redondamente enganada. Este curso intensivo abrangia todos os aspectos da profissão, desde psicologia e segurança, as habilidades técnicas necessárias para utilizar as ferramentas, e como preencher as horas assim que o escravo fosse prostrado aos seus pés.
As sessões poderiam durar até seis horas.
Qualquer um podia escolher cursos avançados em temas tais como bondage e shibari que envolviam instrutores convidados, e intimidação não conflituosa. A mente se encantava.
Os instrutores, Ardenne e Mitsu ensinavam os truques da dominação.
Eles fizeram um relato de uma versão compactada de um curso que normalmente demoraria sete dias, uma semana que se iniciava com o atendimento por telefone e terminava com a formação em jogos sexuais avançados.
E tudo isso se resumia num mundo de dominação que só de imaginar dá vontade de aprender.
Ardenne foi para uma escola católica aos 12 anos. Ela descobriu o BDSM aos 22, ano em que perdeu sua virgindade. Um ano mais tarde começou a trabalhar no Rapture. Inicialmente uma sub, afirmava que começou no Rapture para voltar para um ex.
Mitsu declarou na época: “existem os que insistem em realizar fantasias que fogem do objetivo do curso, que está totalmente fora de nossa própria capacidade técnica.”
Como um cara que perguntou: "Você pode me castrar?”
Eu apenas respondi: “Você precisa ir a um cirurgião para isso.”

Tudo isso foi um sonho que durou exatos cinco anos, porque há algum tempo atrás o proprietário do Rapture, Collin Reeve, foi preso juntamente com todas as dommes do local acusado de prostituição e outros delitos.
O Rapture fechou suas portas e hoje restam fotos e recordações do lugar.
Ninguém sabe ao certo se realmente existia esse tipo de atividade no local, ou por desavenças com a vizinhança o clube tenha vivido em 2008 seus últimos dias.



A idéia era ótima, o clube foi famoso e teve seu tempo de glória que terminou com o pagamento de uma fiança de 30.000 dólares e o desaparecimento de seu proprietário, dominadoras, móveis e utensílios.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bondage Sem Cordas


Existem várias formas de mostrar o fetiche de bondage através de imobilizações.
Todas, sem exceção, já foram expostas aqui.
Cordas, algemas, correntes, lenços ou cintos fazem parte do cardápio de quem gosta de imobilizar e realizar a fantasia.
Algumas vezes apresentei no site Bound Brazil imobilizações com abraçadeiras plásticas, para alguns, algemas da policia americana ou simplesmente fitilho. Só que desta vez exerci o direito de ir mais além e bati meu próprio recorde, porque nada mais nada menos que treze tiras desse material foram utilizados para prender a bela Jackie.
Claro que é necessária a colaboração da modelo. Este tipo de material exerce o dobro da pressão do que qualquer outro tipo de tira ou metal. As marcas deixadas após a cena não deixam dúvidas a esse respeito, o que, aliás, é um excelente combustível para quem gosta.
Buscar a simetria com as abraçadeiras é complicado. Requer paciência.
Porém não me canso de dizer que praticar o fetiche de bondage é um exercício de paciência, em todos os sentidos, desde a escolha da parceira até a montagem da cena.
E quando a proposta é mostrar este fetiche num site comercial o produto tem que ter qualidade, porque cada detalhe é observado atentamente por quem compra. Mas essa equação que define beleza, eficiência e qualidade pode ser também o objetivo da cena que cada um pode levar para sua sessão particular. Por que não?
Ser criativo não significa ser chato.
No começo as coisas custam um pouco a dar resultado, existem falhas a serem corrigidas, mas se apresentado antes a quem se propõe a praticar em conjunto, nada é um absurdo.
Se é possível conversar com uma modelo sobre a cena da qual participará, por que não ter a mesma postura com relação a própria parceira? Tudo é belo quando os dois resolvem pintar na mesma tela.
Um amigo, bondagista, não tolera o uso de abraçadeiras em suas cenas privadas. Além de dizer que o material machuca demasiado ele alega que este tipo de imobilização apaga a magia de ver seus nós impossibilitando uma possível fuga da parceira quando amarrada.
Respeito, assim como também respeito os que gostam de prender com metal, porque o fazem por amor à arte, aos objetos, afinal estamos falando de fetiche, um desejo que tem por excelência o fascínio por algo em especial.
Se o couro, o látex, o vinil, os metais provocam furor por não admitir que esses utensílios criados para outros fins não exercem o mesmo encanto? Ora, se estamos falando de um material que as próprias autoridades utilizam para imobilizar pessoas, não seria uma razão suficiente para levá-los para sua fantasia?
Os fitilhos são práticos e eficientes. Resolvem em segundos a questão da amarração.
Mas podem também ter seus desenhos apimentados, criando posições como as cordas e algemas metálicas combinadas.

Com pedaços de aproximadamente meio metro foi possível elaborar a imobilização que ilustra essa matéria e é destaque no site Bound Brazil amanhã.
Treze tiras de abraçadeira, um afiado alicate de corte e muita colaboração da Jackie.
Motivos suficientes para criar uma cena que me deu muito prazer ao ver o resultado.
Ainda não existe um fã clube por amarrações com abraçadeiras.
Não há pedidos em profusão dos assinantes do site por produções com esse material.
E por que não ousar?