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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hoje


Hoje eu peço desculpas por não escrever sobre fetiches.
Hoje não tem fotos de mulheres amarradas, de dominadores ou submissos, e sequer os pés mais belos do mundo vão caminhar por aqui. Porque há dois dias choveu muito e um lugar em especial, tão citado aqui no blog, palco onde vivi o momento mais feliz em 2010, hoje está coberto de lama e tristeza.
Poderia deixar de tocar nesse assunto, assistir apenas a imprensa se ocupando do tema, mas ao rodar o filme “The Resort” hoje, aqui na empresa, abriu uma lacuna junto com as imagens iniciais do filme que mostram toda a exuberância daquele lugar.
O Resort está inteiro, mas tudo em volta é sinônimo de caos.
Pessoas que perderam o rumo levarão dias ou meses pra achar o caminho outra vez. Ver a vida dar uma volta é complicado, como acordar de manha e perceber que tudo ao redor não é mais a mesma coisa. Falar em recomeço, em luta ou coragem é como enxugar gelo. A gente sabe que é preciso, mas não tem idéia da dor porque a distancia não permite.
Hoje ao ver mais copias do filme sendo vendidas para o exterior fico pensando aqui com meus botões: será que estas pessoas de tão longe imaginam o que se passa por aqui? E se sabem, têm alguma idéia de que o paraíso que as imagens mostram não existe mais?
A vida é assim e tudo pode mudar em segundos, em minutos ou em apenas algumas horas.
Eu tenho alguma coisa por dentro que sempre me fez amar aquele lugar. O clima, o ambiente e as pessoas, por toda a vida me levaram a subir a serra pra olhar a cidade de cima, chegar quase ao Dedo de Deus. Hoje, prefiro nem pensar em tantas pessoas que conheço e vivem por lá, porque a melhor imagem que me vem à lembrança remonta tanta felicidade que fica difícil supor que a realidade possa ser tão cruel.
E se o que resta é apenas a esperança na reconstrução de tudo eu boto fé nesta gente boa e simpática da serra e aposto que vão dar a volta por cima, como já fizeram há algum tempo atrás. E podem ter certeza que assim que o Sol voltar a brilhar, eu serei o primeiro a estar lá outra vez e, quem sabe, filmar outra história para que as câmeras registrem a beleza de um lugar que em breve irá renascer.
Sem essa de postar fotos de uma tragédia que todo mundo já viu.
Melhor mostrar como tudo era lindo na certeza que daqui a pouco tudo estará em seu devido lugar, ou ainda mais lindo.
Para os amigos e amigas que não assistiram ao filme, posto um trecho da abertura da jóia do site Bound Brazil com as imagens maravilhosas que a natureza vai se ocupar de nos trazer de volta.
Força gente!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Histórias Fetichistas


Vai chegando o fim do ano e é comum ler sobre fatos e acontecimentos que ao longo de doze meses tiveram a sua importância. Aqui nessas páginas fala-se de fetiche, por isso, resolvi dividir alguns desses bons momentos que conversamos por aqui.
De forma diferente, falando sobre curiosidades de histórias contadas no blog.
Com certeza, uma das coisas mais marcantes pra mim, para meu arquivo fetichista, foi a gravação do filme “The Resort”. E dentro desse cenário gostoso, alguns fatos valem ser divididos.
Quando o orçamento aperta, tudo deve ser resolvido da forma mais rápida possível. E produzir o filme foi uma aventura. Dois dias de hotel alugado custou uma grana preta. Transporte, produção, equipamentos, atrizes, enfim, tudo tinha que caber dentro de uma previsão estabelecida.
E toma apressar daqui e dali com um único objetivo: filmar duas horas em dois dias.
Um recorde, afinal ninguém estava li para filmar belas paisagens apenas. Tinha fetiche brother, o tempo todo, sem parar.
Porém, o melhor veio no final. As meninas que iam terminando seus trabalhos ficavam liberadas, com um resort inteirinho ao dispor. Só que dois malucos os quais prefiro não revelar os nomes, decidiram comprar garrafas de Vodka e latas de energéticos, além de toda a bebida disponível no bar do hotel.
Não deu outra. Teve mulher chamando urubu de meu louro. Alguém irá dizer: era de se esperar, afinal, depois de horas sem parar de trabalho, estresse, nada melhor que um drinque para relaxar... Se fosse só pra relaxar tudo bem, mas as gurias meteram o pé na jaca.
E na medida em que as demais se juntavam as que já descansavam a única imagem possível de se ver eram garotas rindo até de fratura exposta... As marcas das cordas, das filmagens, eram um simples detalhe. E quem assistiu ao filme sabe muito bem que a barra foi pesada, as cenas de BDSM foram longas e reais.
Passava das duas da madrugada, um frio de rachar, e as garotas encharcadas de álcool mergulhavam na piscina e voltavam enroladas num roupão para novas doses. Haja disposição!
Foi quando deparei com garrafas de saquê e tequila chegando pra festa. Embolou geral.
Dei mole com a mochila de cordas e elas começaram a querer amarrar umas as outras, tudo na base da sacanagem. E pra piorar a situação, as que ficavam aprisionadas eram “jogadas” nas banheiras de hidromassagem das suítes. Sem contar as brincadeiras de dar tapa e experimentar fetiche por agulhas. Era o momento de segurar a onda.
Um cenário de fazer bondagista babar? Nada disso, o bicho ficou perigoso. Teve garota quase se afogando e batendo com a cabeça na borda da hidro.
Quando as coisas se acalmaram e conseguimos dividi-las por duplas nas suítes, o som das banheiras ligadas e da televisão que só pegava a Band e a Record com um pastor berrando a noite toda fizeram com que seu amigo escriba aqui não pregasse o olho.
Conclusão: durante o café da manhã (quase ao meio dia) óculos escuros escondiam as marcas da noite de aventura fetichista daquelas garotas maravilhosas num dia de festa.
Passados seis meses essas cenas não me saem da lembrança. Mas quer saber? Nem quero esquecer. Foi bom demais!

Daphne Perils

No vídeo de hoje do Bound Brazil, uma das protagonistas do filme “The Resort” (Daphne) vive todos os perigos de uma menina em apuros nas mãos de Carlos, o chacal. Para os loucos por Damsels in Distress, o vídeo vale cada minuto.
Um incrível photoset com as melhores cenas também está à disposição dos assinantes.

Um bom fim de semana a todos!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma Visão “Não Fetichista”


De uma maneira geral, as produções com temática exclusivamente fetichista visam agradar a um segmento que respira esse assunto.
Esse é o procedimento padrão.
Mas há controvérsias.
Quando a Lilian me enviou a sinopse do filme “The Resort”, procurei adaptar o roteiro para agradar aos olhares fetichistas, os consumidores alvos. Com uma resposta excelente após um mês de comercialização, o filme recebeu resenhas de pessoas daqui do Brasil e do exterior, aliás, todas estão postadas no link “Vault” do site Bound Brazil, e de uma forma geral me passaram uma mensagem super positiva do trabalho.
Semana passada, uma pessoa chamada Renata comprou um DVD para um amigo. Segundo suas palavras, a primeira intenção foi ajudar alguém que naquele momento precisava de um cartão de crédito, ou alguma coisa nesse sentido.
Só que, atraída pela curiosidade feminina aguçada, a Renata assistiu o filme antes de entregar a quem de direito. Gostou tanto da história e das cenas que mandou o seguinte comentário:
“No começo as cenas me deram arrepio. Me peguei assistindo a um filme de suspense, em total contraste com as belas imagens da abertura. Meninas capturadas por mascarados e uma seqüência de cenas que faziam questão de me fazer ficar ligada na próxima. Os interrogatórios, quase reais, e o final totalmente surpreendente me deixaram atônita, porque eu não sabia àquela altura quem eram os vilões ou quem eram as vitimas. Parabéns, porque eu jamais imaginei que um filme fetichista pudesse ter um enredo tão parecido com os filmes de aventura e suspense.”
Suprimi alguns detalhes resenhados pela Renata para não estragar o final da trama.
Pena que ela não assistiu “The Resort” devidamente amarrada!
O que fica desse comentário é a capacidade de uma obra fetichista alcançar olhares que nunca estiveram voltados para esse universo. E ela não é a primeira pessoa de fora do circuito que assiste e gosta do que vê.
Minha idéia era essa? Não, claro que não.
Errei o alvo? Também não. Prefiro dizer que mirei no que vi e acertei o que não vi.
Outro dia um fetichista me disse: as cenas são longas. É verdade, mas “The Resort” enfoca as cenas em primeiro plano, enquadra o fetiche sem prestar atenção a detalhes que o fizessem sair dos trilhos.
Mas mesmo assim agradou a quem não persegue as cenas fetichistas em particular.
Acontece, não dava pra prever.
Hoje, o Rabbit Reviews, um portal americano especializado em fetiches e sexo, classificou o filme como saboroso, eficaz e excitante. Preciso dizer mais alguma coisa?
Deu certo. E vem mais por aí.

HOGTIED

O Bound Brazil atende aos apelos bondagistas e mostra o vídeo Hogtied.
Acho que quem freqüenta o blog já imagina do que se trata, mas não custa lembrar. Hogtied é uma posição de bondage em que a mulher tem as mãos e os pés amarrados, e os mesmos são ligados por uma corda.
E no vídeo de hoje, duas belas garotas protagonizam essa cena que tanto frisson causa aos bondagistas.



Daphne e Indianara tentam de todas as formas possíveis escapar de um tipo de imobilização onde até os movimentos ficam restritos.
Um photoset cheio de detalhes das meninas faz parte do cardápio.
A conferir.

Um ótimo final de semana a todos!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Visão Fetichista


Tudo começa como uma simples idéia.
Segue adiante e vira um drama, fotografado e filmado onde os personagens são tão reais quanto à força da nossa imaginação.
Mas é preciso acertar na mosca, cutucar a onça com vara curta e fazer o circo pegar fogo.
O fetiche parece simples, mas é um segmento, onde poucos observam muito.
Existem opiniões técnicas e abrangentes. As técnicas ficam atentas aos detalhes e as amplas preferem uma visão geral. Apesar de ter meu lado técnico e ser obrigado a exibir um padrão quando produzo tenho uma tendência a gostar de um aspecto generalizado. Por isso, dentre várias resenhas que estão chegando do filme “The Resort” essa aqui tem mais a ver comigo, com meu estilo. Talvez meus olhos enxergassem tal e qual o Léo Vinhas.
Tá bom senta o sarrafo: o cara é meu amigo e sou fã dele! Primeira pedrada...
Meu direito de defesa: o cara viu o que eu queria que fosse notado, a busca pelo retrô, o óbvio nas entrelinhas, o presente fazendo uma releitura do passado.
Vá lá, quem tem que dizer isso aqui é o Léo, então vamos a ele:

The Resort (Por Leonardo Vinhas)

Ser convidado para fazer uma resenha pode implicar em uma situação desagradável. Às vezes, a pessoa que te chama gosta do seu meio de organizar as palavras, e quer ver isso sendo usado de forma elogiosa a respeito de algo que ela fez. Em outras ocasiões, acontece o contrário: você entrega algo elogioso quando o receptor esperava uma visão mais pesada. É uma saia justa, da qual poucos conseguem se sair bem.

Bom é que, quando é o caso do ACM, dá para ficar tranqüilo. O Tony sabe o vespeiro em que ele cutuca quando me faz um convite desses: resenhar The Resort, segundo longa da Bound Brazil. Digo que ele sabia o que fazia porque, antes de conhecer meu texto, ele conhece o produto dele. E sabe do que eu gosto. Fatality, como diria a molecada.
The Resort assusta até os mais preparados. Assusta porque não tem medo de assumir a paudurescência bondagista que não fica em cordas e nós. Os dois principais elementos do bondage estão aqui: belas mulheres, e uma boa justificativa para toda a ação.
Bem, sejamos justos em ambos os casos: uma das garotas não me agradou muito, mas não vou ser indelicado de nomear qual –
ainda mais que as outras seis são espetaculares. E se faltou alguma coisa para a história ser 100% convincente, foi ter um “bad guy" realmente “bad” (Saulo Quaresma parece muito gentil e receoso para meter a panca de um Isaac W.). Mas essas observações são meticulosidades de resenhista mala, acostumado a ter uma visão mais crítica que a necessária – porque a verdade é que nada disso afeta a paudurescência supracitada.
Ou eu estaria sendo equivocado em insistir nessa coisa fálica de “pau”? Provavelmente sim, porque – eis aqui a maior evolução deste filme sobre seu antecessor, Conspiracy – The Resort é também para mulheres. Ok, querido punheteiro obcecado e solitário, desculpe alimentar sua frustração, mas o fato é que existem, sim, muitas mulheres nada caricatas que se interessam, e muito, por bondage. E especialmente para elas Tony parece ter feito algumas cenas. Não é uma típica “pegação-de-mulher-pra-homem-ver”, e sim algo muito mais excitante e... versátil, na falta de palavra melhor.


Aliás, essa versatilidade está em todo o filme: cenas de soft bondage com quatro (!) mulheres amarradas e amordaçadas, cena sadomasô quase hardcore, cena bem hardcore de sexo lésbico e até um momento final surpreendemente violento.
Com tantas palavras fortes, não dá para fazer de conta que o lado quase love bondage do primeiro filme tirou umas férias. Mas o fato de o filme assumir esse lado, e tratá-lo com aquele clima de pornozão setentista pós-Garganta Profunda (quando eles tentavam ser arte, tá
ligado? Se não tá, assista Boogie Nights e aprenda), só deixa a coisa mais saborosa, com zero mau gosto.
Se o Tony variar o tom de cada filme (tranqüilo em um, tenso no outro, e assim por diante), aí é que eu vou ficar mais pirado esperando pelo próximo. Por não saber o que ele vai aprontar, mas ter certeza que, seja o quer for, vai ser excitante pacas. Para ser visto sozinho, a dois, a três ou a quatro. Ou de quatro. Afinal, este The Resort excita de tudo quanto é jeito.





Leonardo Vinhas é jornalista, louco por bondage. Sabe muito e há muito tempo sobre tudo isso.

terça-feira, 29 de junho de 2010

E Rolou um Bondage…


Cá pra nós: alguém já viu encontro de bondagistas onde o cardápio é somente uma deliciosa feijoada?
Pois é, não fiquei com cara de paisagem. Meti a mão na massa, a pedidos, e rolou um bondage no final da tarde. Claro que estou me referindo ao último Sábado, quando aconteceu o lançamento e primeira exibição do filme “The Resort” na Serra de Petrópolis, pertinho da maravilhosa Itaipava.
Vale um registro. Como o filme foi gravado em cenas em que nem todas as meninas do elenco estavam presentes, a grande maioria não sabia o final da trama, o que gerou um misto de surpresa e aplausos quando as legendas começaram a aparecer na tela.
Foi compensador despertar bem cedinho e subir a Serra. Lá estavam as meninas que protagonizaram o filme, a galera que trabalhou detrás das câmeras e dezenas de convidados e convidadas que deram o brilho necessário ao evento.
Vou ficar devendo o vídeo com as entrevistas de algumas dessas pessoas que ajudaram a construir essa obra que está bombando na Internet, mas prometo pagar essa dívida ainda esta semana. Já são vários pedidos daqui do Brasil para o envio do DVD e do exterior, onde só é possível adquirir por meio de download.
E o dia foi passando tranqüilo e calmo como um som de Crosby, Stills & Nash.
As tribos se formaram e cada qual comentou sua participação no filme. Cenas foram revisitadas, ouviu-se autocrítica e, principalmente, muita vontade de fazer o próximo, mas essa história ainda nem passa pela minha cabeça.
Faltava pouco pra pegar o caminho de volta e a galera pediu uma cena de bondage.
Não havia cordas, nada, mas a veia fetichista tem tanta força que fuçando daqui e dali, apareceu um cordão e uma corda daquelas que ninguém coloca as mãos há cerca de um mês. Estava montado o circo.
A suspensão ficou a meia bomba, afinal o material deixava a desejar e pelo estado de conservação daquelas cordas o melhor era ter uma base que fosse funcional ao primeiro sinal de que a arapuca pudesse desmoronar. Ainda assim a Anandinha curtiu bastante e pode ser que em breve venha a fazer parte do elenco do Bound Brazil.
O fetiche é assim, apaixonante quando é praticado na hora certa, por quem está louco de vontade de experimentar novas emoções.
Fica também o registro de um agradecimento mais que especial a galera do Sexy Hot pela cobertura do lançamento do filme, e a toda aquela gente boa que faz parte do staff do Hotel Pousada da Represa.
É incrível como o tempo passa rápido.
Partimos com a mesma ansiedade de quando chegamos pra começar a gravar as primeiras cenas...

Deixo aqui uma amostra do bondage que rolou num dia de muita alegria e plena satisfação.
Dá pra guardar pra sempre brother!