Mostrando postagens com marcador fetiche. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fetiche. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fotos x Vídeos


Tai uma dúvida cruel.
O que você prefere fotografias ou vídeos? Claro que o papo é sobre fetiches, todos eles.
Dois conceitos diferentes de mostrar as cenas. A animação do filme ou os detalhes da fotografia. Confesso que já topei com este assunto inúmeras vezes e as opiniões divergem.
Concordo que tirar uma foto é menos trabalhoso, instantâneo e pouca gente se importa em posar para uma câmera fotográfica. Com o vídeo o buraco é mais embaixo.
Algumas pessoas se acham “distorcidas” nas imagens em movimento quando não se vêem com aptidão pra coisa. A diferença existe, e embora sensível, ela está num simples aspecto: para uma foto basta uma pose enquanto num vídeo é preciso ação.
Até aqui a discussão girou em torno do enfoque fotógrafo e modelo ou cinegrafista e atriz.
Porém, é preciso alongar o assunto quando se fala em colecionar este tipo de imagem.
Neste caso os conceitos se mostram totalmente distintos.
Os critérios analisados são parecidos. Um bondagista, por exemplo, colecionador de vídeos, alega que a fotografia é inanimada e não desperta tanto interesse pela falta da ação. Um gemido de uma mulher amordaçada não pode ser degustado numa foto, mas num vídeo a coisa rola. Fora o struggling, aquele gesto comum em cenas de bondage onde a modelo se contorce tentando se libertar.
Outras ações comuns a este tipo de produção são fatores que desequilibram a preferência dos colecionadores de matérias de bondage pelo planeta. O chamado hand gag que se processa durante a captura da heroína quando a mesma tem a boca tampada pelo algoz, o clorofórmio e o próprio ato de imobilizar em cena.
Entretanto, aqueles que tendem a colecionar fotografias também têm as suas alegações. Afirmam que numa cena filmada não é possível a observação de pequenos detalhes das amarrações. O material de composição das cordas, o tipo de algema, fitas, lenços, enfim, uma gama de minuciosas delícias que compõem esse universo. Sem contar o fato de através de uma imagem inativa ser possível observar aspectos da cena que passariam despercebidos durante a rodagem de um filme.
Seria então uma discussão interminável?
Suponho que sim, porque noves fora estas preferências citadas, não é difícil verificar que há grupos que não ficam sem os dois temas em questão. Um aprendiz de nós de bondage ou shibari pode desenvolver sua pratica através da observação de fotografias, e após ter total controle de suas ações realizar um vídeo de sua própria performance.
O meu parceiro VH que possuiu um acervo invejável de situações de captura e bondage é um exemplo de que é plenamente possível ter atração por fotos e vídeos na mesma proporção. E tudo isso fica bem claro nos grupos que ele criou na rede, onde os bondagemaníacos se esbaldam com uma coleção super completa.
É importante perceber que toda essa celeuma transcende uma questão que eu considero fundamental: as cenas amadoras e as profissionais. Este conceito também gera alguma discussão relacionada com preferências.

Há fetichistas que somente consideram viável colecionar as próprias cenas amadoras ou até de terceiros, desde que não haja o aspecto profissional envolvido no âmbito. Para outros pouco importa. E há ainda aqueles que preferem as cenas produzidas de forma profissional pela qualidade do material exibido, tanto nas fotos como nos vídeos.
Portanto, existe uma necessidade de entendimento quando se fala em admirar produções em fotos ou vídeos. Por mais que fique explícita a preferência por determinado tipo de imagem, há outros aspectos que precisam ser analisados para desmembrar a questão como um todo.
Como produtor, costumo realizar meu trabalho de forma a atender estes dois conceitos. É inegável que o fato de manter trancado todo o acervo de minhas experiências amadoras faz com que fique claro que até mesmo quem expõe seu trabalho a milhares de pessoas por ano de maneira pública também guarda seus segredos.
Em fotos ou vídeos, é claro.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Eu me Rendo


Se toda loucura será perdoada meu mundo insano é perfeito.
Pra muitos, pode não ser o ideal, pode existir incompreensão, discriminação, enfim, mesmo sabendo que a unanimidade é burra de qualquer maneira eu me rendo ao que me faz feliz.
Me rendo a beleza que uma imagem fetichista transmite aos meus olhos, a leveza de uma mulher envolta em cordas tentando me dizer que aquela brincadeira é a mais gostosa que ousou experimentar.
O que parece um suplício a tanta gente é a dose certa da felicidade de muitos.
O fetiche não tem idade, raça e ou cor. A marquise é extensa e abriga todos sem distinção.
E dentro dos meus sonhos indecentes há lugar para todas essas mulheres amarradas e seu jeito sedutor. Irresistíveis, desde as ilusões da juventude a clareza da mulher de Balzac.
Um amigo aos dezoito anos sonhava com um ônibus lotado de mulheres. De repente, ele lançaria uma bomba com um gás invisível que faria com que todas desmaiassem e daí, estariam prontas a ser escolhidas pelo jovem cidadão. Claro que eu jamais o considerei um fetichista com essas idéias desconcertadas, mas fica valendo como exemplo o momento em que seguíamos com a conversa idiota num coletivo lotado onde uma a uma, aquelas belas mulheres passavam em nosso crivo, ainda que num sonho impossível.
Nessa época, as mulheres acima dos trinta já pertenciam ao meu rol de desejos e fetiches, e seguem até hoje fazendo parte desse planeta que tenho girando no pensamento.
Esse lapso de tempo entre a juventude e a maturidade é responsável por muitas descobertas pessoais de cada um, porque enquanto algumas pessoas sabem o que toca seu íntimo logo ao atingir a maioridade, outras demoram mais tempo, esperam o amadurecimento ou trocam de opção com a experiência adquirida.
Embora eu tenha tido um desejo cartesiano, sem alteração de rota, admito que me rendo também as mulheres com voz firme e mão forte, ainda que jamais tenha experimentado ficar na ponta de seus chicotes. Mas elas são únicas, decididas, humanas e sensíveis.
Claro que uma mulher pode ser forte sem empunhar uma chibata, pode ser decisiva e soberana mesmo tendo tendências masoquistas, porque fetiche jamais deve ser ligado à personalidade ou comportamento social. Nossas taras são sexuais, ninguém aqui é louco ou pervertido a ponto de ignorar o que é certo e legitimo.
Dessa salada de frutas, desse samba do Crioulo Doido, fica uma simples mensagem: ninguém é jovem demais para não aprender e ninguém é maduro demais para deixar de ensinar.
Todo mundo sonha, todo mundo deseja e não importa em que fase da vida esses sonhos aparecem, porque o que importa é apenas o dia seguinte e os demais que virão para todos.
Resumindo, me rendo à imagem de uma mulher amarrada, seja ela jovem ou madura, desde que transmita no olhar aquilo que minha imaginação queira enxergar.

The Maid’s Revenge

Um dia filmei “A Vingança de Rosemary”. Já falei dessa história aqui, foi meu primeiro longa metragem há treze anos atrás.
Mas esse tema da vingança da empregada explorada e maltratada é gostoso de realizar pela chance de vingança que produz. Reunir num mesmo vídeo modelos como a Terps, Daniela e a novata Vanessa Lima, é como tirar na sorte grande. Basta passar o roteiro e elas dão conta do recado sem pestanejar.
Intriga, sedução, desejo, tudo isso misturado numa mesma coqueteleira cria um drinque de altíssima qualidade e ousadia. Cordas, mordaças, uniforme de empregada doméstica, lingeries e sensualidade habitam esse filme de dezoito minutos onde a magia do fetiche de bondage é o cardápio principal.

“The Maid’s Revenge” é o vídeo exibido pelo site Bound Brazil a seus assinantes nessa noite de Sexta, e de brinde um photoset com as melhores imagens. Imperdível!
Um ótimo final de semana a todos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As “Batatas” do Verão


Ainda há pouco, caminhava pelo Centro do Rio de Janeiro com meu amigo Carlos Alberto.
O destino: cortar o cabelo. Coisa simples mesmo, nada demais.
Nas ruas quentes como forno de microondas, apesar do anoitecer, um festival de vestidos curtos e pernas de fora.
Tudo de acordo com a estação do ano, aliás, todo mundo está careca de saber disso.
Mas existe um “porém” no meio, porque caminhando pela calçada estavam dois fetichistas, e quando isso acontece à rua passa a ter dois sentidos.
Como é de domínio público, pernas com batatas desenhadas terminando em tornozelos perfeitos são o meu ponto fraco. Sou daqueles fetichistas que se declaram sem a menor cerimônia e me confesso um tremendo “cara de pau” diante de uma imagem assim.
E já que olhar não ofende e muito menos tira pedaço, dei uma cutucada no Carlos e nem precisei explicar, até porque o distinto amigo está cansado de saber das minhas taras e, além disso, como uma coruja tinha o olhar tão direto que já me denunciava há um tempão.
Para que vocês possam ter uma idéia, meu radar avisa com a devida antecedência quando esse objeto de desejo está prestes a cruzar meu caminho. E dá pra ficar perdido qual cego em tiroteio porque a chapa esquenta e fixar a luneta numa única imagem é mais difícil que andar na corda bamba.
E as donzelas são tão maldosas que do nada aparece àquela batata de perna como se tivesse sido esculpida a mão com uma tatuagem um pouco acima do tornozelo...
Aí é sacanagem... Ainda passo mal em via pública por causa disso!
Acho que o Léo Jaime tinha mesmo razão quando cantou que a vida não presta. Elas passam, arrancam suspiros e olhares com certeza absoluta que a admiração parte de todos os lados e nem ligam se o sujeito entrar numa crise irreversível de paudurecência.
Seria tão simples se elas deixassem dar apenas uma mordidinha, nada demais, afinal que são alguns minutos em vinte quatro horas?
Para piorar, a brisa que suavemente refrescava o fim de tarde se fazia cúmplice dessas beldades que usam a rua como passarela. Como se fosse um assopro invisível, o vento era responsável por dar uma ligeira levantada no vestido um pouco acima dos joelhos exibindo ao vivo e a cores pernas perfeitas diante da minha sede fetichista quase incontrolável.
Puxei conversa, tentei pensar em outras coisas, talvez problemas do trabalho, mas nada tirava meus olhos das batatas ardentes que insistiam em cruzar comigo na avenida central.
De repente notei que eu e Carlos olhávamos para a mesma mulher, um pra parte de cima (O Carlos é louco por mulheres de rabo de cavalo) e outro pra baixo. Se fosse possível dividir aquele “bolo” até que seria engraçado, mas por mais maluco que possa parecer um fetichista os limites estão aí pra lembrar o próximo passo...

Bom, chegamos ao salão e o Waldir estava terminando com um freguês. O que fazer então? Seguir com o exercício pleno do masoquismo olhando para centenas de pernas que passavam na porta do barbeiro.
O celular toca, você fala com alguém, mas segue com o olhar fixo e percebe que nem a mente é capaz de controlar teus próprios instintos. É foda Zé!
O cara saiu e chegou finalmente a minha vez de fazer as pazes com o barbeiro.
Só restou pedir ao Waldir que antes de tudo molhasse minha cabeça com água gelada, assim, acalmaria minha extrema agonia que perfeitamente instalada nem dava sinais que estava a fim de ir embora.
Na volta estava escuro e já não havia tantas batatas de pernas pelo caminho.
Melhor assim, pois ainda tinha o que fazer por aqui...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Timidez


Toda vez que te olho crio um romance, te persigo, mudo todos instantes.
Falo pouco, pois não sou de dar indiretas, me arrependo do que digo em frases incertas...
Muita gente conhece esse pedaço de letra de musica, um sucesso da década de oitenta na voz da banda Biquíni Cavadão.
Porque falar em timidez é como chover no molhado, principalmente para quem é tímido. Mas como acabar de vez com a timidez?
O primeiro passo é deixar a vergonha de lado, com o tempo é claro, e ter consciência das dificuldades sem medo de tentar ser extrovertido. E é aí que o bicho pega, porque a pessoa tímida se vê em maus lençóis diante de uma situação em que precise ser direto.
Faz tempo que venci a minha timidez, e mesmo ganhando um rótulo de libertino justamente por me expor sem medos, garanto que é possível viver melhor mesmo que suas atitudes causem estranheza e deixe pessoas boquiabertas.
A sensação é muito legal, vai desde o friozinho na barriga quando começa até o prazer de se sentir autêntico no fim da história.
Vai que de repente a timidez impeça que você expresse seus sentimentos com a liberdade que eles merecem; daí com toda a certeza escapa a possibilidade de uma oportunidade às vezes em retorno. Por isso é fundamental ser um “sem vergonha” e contar com a sorte de mirar no peixe e acertar no gato.
É aquela velha certeza: quem não arrisca não petisca e para que isso aconteça à timidez deve se mudar pra bem longe, de preferência sem dar noticias.
Algumas vezes é preciso ter uma “bengala” de apoio ao lado, buscar em alguém a força necessária para mudar radicalmente como se fosse um espelho. Um fetichista tímido literalmente deixará seu tesão trancado na gaveta se não conseguir se libertar da timidez.
Engana-se quem pensa que a timidez só aparece em público, porque ela fica evidente até entre quatro paredes, quando é mais perigosa. Como imaginar um podólatra com a timidez tão evidente que não consegue confessar a sua parceira que gosta de chulé? Existem casos reais que chegam a ser inimagináveis, mostrando até que ponto a timidez pode atrapalhar a vida das pessoas.
E sabe quem tem a cura para essa “doença”? Nós mesmos, através da convivência com a realidade de pessoas que há muito tempo deixaram a timidez tão distante que nem se lembram mais desses dias infelizes.
Relaxe, discuta, fale abertamente o que sente e o que pensa, o caminho é mais ou menos por aí, pelo menos comigo funcionou a tal ponto de poder escrever essa matéria sem medo de ser feliz.

BONDAGE NO TRABALHO

Até que ponto uma atração sexual comandada por um fetiche pode mexer com a cabeça das pessoas?
Duas mulheres em seu local de trabalho, uma bondagista que aprendeu com seu namorado a brincar com cordas e mordaças, vê na amiga uma boa chance de praticar e se tornar conhecedora do fetiche, pronta para chegar em casa e exibir todo seu vasto repertório a seu parceiro.
Esse é o tema do vídeo “Bound and Gagged in The Office” que o Bound Brazil exibe essa noite.
Com excelente performance da estreante Helena e da bela Gretta, o filme de dezesseis minutos vai mexer com a cabeça dos assinantes com cenas de muita sensualidade, ação e, principalmente fetiche.
Acompanha um “photo set” com as melhores cenas. Imperdível!

Ótimo fim de semana a todos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Coisas que agente não esquece


Quem sabe a chuva me deixou nostálgico a ponto de contar uma história, ou pode ser que em algum momento tenha lembrado disso como se estivesse num fundo de baú trancado a sete chaves, vai saber, o fato é que certos momentos ficam mesmo marcados e reviver dá até saudade.
Era início da década de oitenta, muito jovem senti aquele término de um namoro que já durava cinco logos anos como uma paulada na cabeça. Passado um mês, notei que terminar uma faculdade e iniciar a outra ao mesmo tempo além de trabalhar em expediente de seis horas por dia mais nos finais de semana, não me deixava muito espaço pra ficar pensando. Foi aí que apareceu a Rose na minha vida.
Típica carioca morena clara de pele macia Rose era irmã de um amigo e apesar de nos conhecermos há tempos, nunca rolou qualquer tentativa de aproximação, porque além de ser comprometido ela conhecia a minha então ex namorada.
Mas numa das viradas da vida acabamos nos embolando depois de uma noitada e então pude notar sua exuberância naquele motel. Saí de lá com mil idéias e planos e como um legitimo “tarado” me preparei para o ataque...
Dois dias depois, numa Segunda-Feira no silencio da noite, assisti na Bandeirantes ao filme “Horas de Angústia” (Terror Among Us), já falei dele aqui, e aquelas aeromoças amarradas e amordaçadas selaram o destino da Rose: era assim que eu a queria!
Até então, meu bondage era inocente demais, sem muita imaginação ou ousadia. Quando conseguia começar a conversa sobre o fetiche e colava, tudo acontecia na base do improviso, corda era cadarço de tênis, tira de roupão quando a grana dava para uma suíte, ou qualquer coisa parecida que estivesse por perto. Mas depois daquele filme decidi que tinha que ser com roteiro, iria viver minha própria saga bondagista e ponto final.
No Sábado seguinte com a Rose engatilhada, fui até uma loja de ferragens e comprei dois rolinhos de cinco metros cada daquelas cordinhas de três milímetros de espessura que se usa para pendurar secador de roupas. Bolei meus primeiros cortes desajeitados e resolvi apresentar minhas armas durante a “batalha”.
Naquela época eu tocava na boate do Clube Costa Brava aqui no Rio de Janeiro no bairro do Joá, e aquela vista do mar aberto, mesmo à noite de cima da ponte era ponto de partida para arrastar aquela morena e saciar meus desejos. Parei de tocar lá pelas duas da madrugada, e a Rose já calibrada de Martini Doce (ela era louca por isso!) nem pestanejou em terminar a balada numa cama quentinha.
Era verão e ela naquele vestido branco e de sandália de tirinhas branquinhas me deixava tremulo pra guiar o carro. Quando apresentei as cordas já dentro do motel, tremi mais que vara verde, mas mantive minha pose soberana de saber o que fazia. Foi então que a safada me sussurrou no ouvido: “o que você vai fazer comigo com essas cordas...”.
Tive que segurar pra não babar ali mesmo, porque o Zé Mané lá embaixo deu sinal de vida de uma forma incontrolável...
Tirei seu vestido e amarrei cada pulso em cada tornozelo, deixando-a aberta e vulnerável com uma mordaça branca entre os dentes que armei com as tiras do roupão.
Percorri cada detalhe do corpo perfeito com minha língua como se fosse uma estrada na direção do paraíso, fiz aquela mulher ter múltiplos orgasmos antes de explodir no final de uma sessão de bondage das mais completas que já tive...

A Rose foi minha primeira modelo e parceira de bondage de verdade. Com ela experimentei o que minha cabeça ordenava, mãos às costas de quatro, mãos e pés amarrados na banheira de hidromassagem, enfim, desejava e fazia com cumplicidade total, porque até aquela mulher só havia recebido permissão para a prática de bondage, porém a Rose praticou junto comigo e curtia cada momento com um prazer que me assustava de tão intenso.
Da merda à glória em tão pouco tempo, era difícil de acreditar e confesso que me achava o cara mais feliz desse planeta, até que um dia uma pessoa a quem tenho em alta consideração e respeito, com quem ainda me relaciono mesmo passados tantos anos, me chamou num canto e contou sobre as aventuras da Rose quando não estava comigo.
Desci do altar com dignidade e chamei-a as falas. Mas ela foi tão sincera ao afirmar que nada havia além de uma aventura que me dei conta ser a pura verdade...
A Rose era uma mulher livre que só se prendia quando estava amarrada na cama. Ela argumentou que eu acabara de sair de um relacionamento muito sério e se dizia jovem demais para deixar de usufruir o que a vida podia lhe dar de melhor.
Minha fantasia produziu o efeito desejado e ela confessou que aproveitou cada momento como se fosse o ultimo, mas havia outras a buscar das quais eu não fazia parte.
Fiquei com as lembranças de um verão inesquecível, tanto que anos depois me restam palavras pra escrever sobre a Rose e minhas fantasias de bondage.
Nunca mais soube nada dela...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Pequenas Lembranças


O fetiche enfeitiça afinal a palavra fetiche como já foi comentado aqui vem de feitiço, então porque não enfeitiçar?
E isso fica muito mais evidente quando existe o desejo intenso por alguns objetos específicos, pequenas lembranças que o fetichista adora guardar de recordação.
E a internet é um caminho bem rápido para se obter o objeto do desejo.
Confesso que guardo comigo a sete chaves um pedaço de corda de uns quinze centímetros que ganhei a uns dez anos, de uma pessoa que representou uma fase da minha existência dentro do fetiche, a linda Andrea Neal (Foto ao lado) de quem existe um post sobre sua carreira como modelo de filmes e fotos de bondage aqui nesse blog.
Na época, como produtor de alguns vídeos para a Harmony, pedi a uma amiga que conseguisse o contato e depois de alguns emails trocados e poucas conversas telefônicas, ela me enviou esse pedaçinho de corda tirado de uma de suas tantas aparições do mundo fetichista.
Esse é somente um exemplo em meio a milhares de casos. Faz bem pouco tempo, a modelo americana Ashley Fires leiloou uma meia tipo soquete que utilizava para praticar ginástica, afirmando que havia utilizado por dias e dias sem lavar. Esse leilão alcançou a marca de três mil dólares e por alguns meses foi objeto de cobiça para centenas de podólatras espalhados pelo mundo que tiveram acesso e a oportunidade de saber do assunto.
Batendo na mesma tecla, diversas mensagens daqui do Brasil e, principalmente, do exterior chegam diariamente ao Bound Brazil pedindo meias de seda usadas pelas modelos, mordaças babadas e até um par de sandálias havaianas utilizado por alguma delas num vídeo ou num ensaio fotográfico.
Num universo bem próximo, sei de amigos que guardam calçinhas usadas por suas namoradas, outros que colecionam os sapatos de suas amadas e até os que acomodam em pequenos envelopes pelos pubianos de suas preferidas. Quanto às mulheres, sei de muitas que colecionam objetos utilizados por elas mesmas, como a primeira lingerie ou a camisola da primeira noite juntos, mas nunca escutei de alguma que tivesse adoração por peças íntimas dos homens ou algo parecido. Se houver, o espaço é livre através dos comentários e creio que muitos desejariam saber.
Há também os colecionadores de fotos e vídeos de vários fetiches que através de fóruns ou grupos, propõem trocas e repasses aumentando a sua própria coleção e de seus colegas.
Fetichismo e adoração são palavras e sentimentos que se completam e é bom aprender sempre um pouco mais, principalmente sobre pequenos detalhes que tornam a vida de muita gente cada vez mais interessante.

UM CASO DE POLÍCIA


Hoje no Bound Brazil uma história com ares de página policial.
Duas Divas, Cláudia e Nicole. Uma policial (Cláudia) e uma linda garota (Nicole) acusada de roubar uma carteira dentro de um shopping.
Levada a uma delegacia, Nicole é detida e interrogada para confessar seu delito.
Muita ação e ótimo desempenho das meninas nessa trama criada por Ceiça Ramalho para o Bound Brazil. Realmente imperdível.
Nas fotos, a volta de Patrícia que contracena com Monique (AKA Scarlet) numa seqüência de “bondage back-to-back” amarradas de costas de maneira inescapável, aliás, esse ensaio deu origem ao vídeo da próxima semana do Bound Brazil, e Ângela num ensaio solo bem original.
Há cinco meses no ar, o Bound Brazil lança hoje seu vigésimo vídeo e as fotos já alcançam à marca de sete mil. Um trabalho árduo, mas que enche os olhos pelo resultado.
Um ótimo final de semana a todos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pra Você!



Legal quando você abre a caixa de emails e recebe um carinho que chega através de simples palavras. Na era da internet é assim, o vento chega a ser mais lento que as mensagens cibernéticas.
E como voam esses correios eletrônicos...
Mas pra você que me mandou essa palavra amiga e um selo de apoio eu nem tenho maneiras de expressar um muito obrigado do tamanho de um oceano. Você sabe quem é “você”!
E pra você que me envia um email com propostas de manter segredo em troca de informações para um “furo” furado de reportagem, apenas lamento...
E olha que já vi tanta coisa nessa vida que não imaginava como falar mal da vida alheia rendia tantos frutos. Você também sabe quem é “você”!
E como dizia Vicente Mateus, depois da tempestade vem à ambulância, ou seja, tudo segue igual e se quiser saber de mais alguma coisa é só percorrer os diversos caminhos mundo afora, onde ser fetichista é uma coisa tão normal como usar uma calça jeans, como andar no calçadão de Copacabana numa manhã de Domingo e à tarde assistir a uma partida de futebol.
Porém, os espantos devem seguir com os conspiradores dentro de suas mentes fantasmagóricas, porque aqui é lugar de gente normal e, portanto, temos coisas muito mais interessantes para tratar do que cuidar de pessoas que não merecem nossa atenção.
Verdade que nesse hemisfério sul temos muito a evoluir, mas sem sofisma, é importante salientar que nos dias de hoje muita gente trabalha em silencio, em blogues e sites para que o anormal passe a ser considerado aceitável. E por isso estamos aqui há quase oito meses tentando desvendar esse mistério, no entanto nada e ninguém vão impedir que esse rio siga seu curso.
No universo fetichista ninguém se submete a nada que não seja por vontade própria, bem diferente de outros segmentos considerados “aceitáveis”, onde diversas pessoas aceitam condições que “nós” não aceitamos. Parece redundância, mas é isso mesmo na acepção da palavra.
O fetiche é tão pessoal como escova de dente, cada um “usa” a sua uma, duas, três vezes ao dia, como lhe convém, e existe respeito por tudo e por todos.
Portanto, vamos entrar na onda da “paz e amor” achando graça quando dizem que uma pessoa amarrada e vestida é pornografia, mas se o assunto descambar para prostituição o bicho pega, porque ninguém pode denegrir a imagem alheia achando que vai ficar barato.
Querem colocar fotografias em seus sites e blogues que não lhes pertence e que jamais foram autorizados a utilizar, sem problemas, mas sem tirar o “copyright”, ou seja, a legenda da foto com o nome do proprietário, porque isso é roubo de imagem tanto aqui como em qualquer lugar do universo.
Nós fetichistas temos muito a acrescentar a nós mesmos e em nada dependemos de gente que nada sabe e sequer se importa em saber. E isso é regra: antes de falar sobre qualquer assunto, deve-se buscar informação a respeito, porque soa hilário para quem conhece o assunto e se depara com disparidades.
Alguém já me viu aqui falando sobre turbina de avião? Sabe por quê? Porque não entendo nada disso e me sentiria ridículo falando de algo que não tenho a menor idéia do que seja.
Pois assim deve se sentir essa gente, tão ridícula e pequena quanto os assuntos aos quais se dedicam.
E vamos falando...


AMANHÃ NO BOUND BRAZIL

E por falar em coisa boa, duas estréias nas Terças do Bound Brazil.
Guilia e Sophia apresentam seus primeiros trabalhos fotográficos.
Confiram e comentem!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

No Bar do Manel


Agente se esforça pra não querer escutar o que rola na mesa ao lado, mas os bares às vezes pecam pelo espaço, as cadeiras se esbarram, telefones celulares tocam quase ao mesmo tempo, enfim, tudo se escuta mesmo quando as vozes tornam-se uma musica fora de ritmo em descontrolados decibéis.
E o bar do Manel não foge à regra. Filho de imigrantes portugueses assim como o escriba aqui, Manel herdou uma pequena espelunca caída ponto habitual de meia dúzia de pinguços, achou um espaço na calçada que transformou em varanda, colocou umas caixinhas de som que só dá pra ouvir enquanto está vazio, arranjou uma dona que prepara bons petiscos e danou a vender cerveja. Os amigos foram chegando e trazendo cada vez mais um para o famoso balcão de porções que se escolhe ali mesmo, basta levantar o plástico que protege dos insaciáveis insetos e fazer o pratinho.
Nesse lugar agradável onde muita gente se sente em casa, semana passada estava eu com alguns amigos e amigas quando na mesa ao lado (sempre na mesa ao lado, mas isso é fato e corriqueiro), um cara pra lá de chapado às nove da noite ouviu da acompanhante que se não parasse de olhar pra uma mulher falante que chamava a atenção alguns metros à frente, iria tomar algumas providencias. O diálogo foi mais ou menos assim: - Tu para quieto aqui nessa mesa e chega de dar voltinhas perto dessa sirigaita, senão pego uma corda e te amarro nessa cadeira.
Pronto, foi a senha necessária pra o entreouvido. O papo da minha mesa passou a ser secundário e eu só queria tentar me virar e olhar ao lado pra ver quem era a bondagista que ora se apresentava. Mas o aperto no Bar do Manel é de praxe e mover o esqueleto na direção contrária fica muito complicado. Explico: As cadeiras se entrelaçam parecendo um jogo chinês daqueles onde as peças se encaixam. Você escuta alguém falar e tem que fazer um movimento de 360 graus para tentar unir o som da voz e os lábios que as precedem, e pior, na mesa além do chapadão ouvia-se uma voz masculina e pelo menos três femininas, sem contar às pessoas que por falta absoluta de lugar ficam o tempo todo de pé, ou seja, fazendo uma conta de chegar temos um cálculo de umas oito a dez pessoas amontoadas ao redor de uma mesa com quatro cadeiras.
Mas sou insistente e procurei em meio a todo o burburinho natural do boteco gravar a voz que falava em fetiche quando o assunto era completamente diferente. Aliás, nesse momento nem me lembrava mais do era debatido e se alguém me pedisse opinião iria balbuciar o famoso “quê”?
Virei de lá pra cá e consegui ver três mulheres na casa dos trinta, sorrindo, bebendo, falando e busquei uma delas que estivesse com os olhos em cima do cara que cambaleava sem destino participando de todas as conversas que ao longe escutava, sim porque bêbado em bar é mais chato de aturar que aquela ampulheta do windows quando um programa de computador fica lento para abrir. Todo cara em começo de porre é pegajoso e inconveniente, sorri pra tudo e pra todos e quando desata a falar quer passar a impressão que conhece todos os assuntos. Arranja espaço, senta, dá tapa nas costas dos outros, beija a mulher alheia, enfim, pior que aturar um bêbado num bar só pegar ônibus errado com o último trocado que sobrou da passagem. Como dizem sabiamente os argentinos, “tenia una tranca...”.
Mas a mulher tinha os olhos grudados em todos os movimentos do espaçoso “bebum” e eu já sabia de quem se tratava. Pensei: será que ela falou isso da boca pra fora ou vai chegar em casa e colocar o ébrio num castigo de cordas de dar inveja a qualquer mestre de bondage? Será que rola um castigo sadomaso além do jogo de cordas?
Fiquei ali por vários minutos esperando que surgisse naquela mesa ao lado outro comentário a respeito do assunto, afinal se ela falou de forma que até eu pude ouvir em meio aquela bagunça sonora, na certa seus amigos também haviam notado tanto quanto eu e haveriam comentários descambando a conversa para o lado fetichista. Seria uma razão e tanto para que eu pedisse licença, buscasse espaço e sem a menor timidez entrasse no assunto que pra mim era mais interessante.
Mas elas continuaram com as conversas mais variáveis possíveis e nem por um momento sequer consegui escutar uma palavra a mais sobre fetiches.
Desiludido, voltei às conversas com meus amigos e nem notei quando eles pediram a conta e foram embora.
Contei essa história toda e quase não falei de fetiche, mas fica desse papo animado sobre o Bar do Manel uma constatação: quando estamos muito ligados a um determinado assunto toda e qualquer conversa a nossa volta padece em detrimento aquilo que nos interessa. Você pode se desligar do fetiche, buscar outros entretenimentos na vida o que é normal compreensível e saudável, mas quando o vento trás algum gesto ou palavra, pode ter certeza que seus olhos e pensamentos estarão voltados para onde surgiu o que mais te agrada.
E o melhor disso tudo é que o Manel está pensando em ampliar o seu bar, finalmente.