quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A.D.R.E.N.A.L.I.N.A.


Hormônio segregado pela porção medular das glândulas supra-renais. (A adrenalina acelera o ritmo cardíaco, aumenta a pressão arterial, dilata os brônquios e retarda a digestão). Bom, tirando o significado científico praticantes de BDSM e fetichistas de uma forma geral, acreditam que as emoções oriundas dessas práticas sexuais são responsáveis pela produção em larga escala desse hormônio. Será?
E como...
Até porque se a relação for daquelas que esquentam a cada trinta segundos, com absoluta certeza derramará generosas doses de adrenalina em seu sangue.
Que levantem o dedo os amigos fetichistas que não concordam com esse raciocínio, porque se ver uma imagem já dá um tesão indescritível, então imagine-se diante de seu maior desejo e sinta o coração acelerar sem controle.
Assim funcionam as emoções que uma pessoa que tem algum tipo de fetiche sexual é capaz de sentir. Sem exageros eu afirmo: ser fetichista é bom pra cacete!
Pena de quem não é.
Se há preconceito, se te olham de lado, se te acham estranho, ligue o foda-se e vá em frente, porque viver determinados momentos com o fetiche na cabeça só faz sentido para quem tem essa sensação correndo nas veias.
De onde vem esse bichinho que coça dentro da gente e causa todo esse frisson?
Talvez seja impossível responder por que está dentro de cada um, no lugar mais íntimo dos nossos pensamentos. Como explicar que um sujeito que vive na Dinamarca tem as mesmas tendências fetichistas de alguém que mora aqui no Brasil?
Por isso o fetiche é tão particular que quando começa a despertar via-de-regra acontece de maneira solitária, e desde então a produção da adrenalina fica evidente toda vez que temos a sorte e o prazer de estar diante do que nos envolve. Porque o impacto ao defrontarmos com aquilo que nos apaixona é o gatilho que dispara as nossas emoções.
Particularmente tenho uma visão fetichista de bondage, mas o mundo do fetiche envolve diversas práticas que por serem consideradas mais perigosas devem causar um impacto muito maior aos que a desejam. Por exemplo, o masoquista amarrado numa cruz de Santo André diante de sua rainha portando um chicote de couro. Medidos os batimentos cardíacos do individuo ficaria evidente a adrenalina derramada naquele momento mágico.
Outros exemplos cairiam como uma luva aqui nesse tópico, como um podólatra diante de um pé, o dominador e sua escrava, enfim, a magia é ampla e predomina em nossas mentes quando há predisposição para realizar os desejos. Claro, porque é bom que se explique que não somos um bando de pervertidos tarados que só enxergamos fetiche vinte quatro horas por dia. Temos atividades diversas e nos dedicamos a elas também.

Não acredita ainda que a adrenalina derrame com a visão de uma imagem ou um conto fetichista? Então experimente ler o que escreve a LadyM e depois me diga:
http://tinyurl.com/y8shfp2
Aliás, passear pelos blogs das mulheres que estão na minha lista de links bem aqui à esquerda (Me Amaro Nesses Blogs) é um culto ao fetichismo.
Experimentem, elas escrevem o que queremos ler de uma forma sincera e cheia de adrenalina. Submissa Apaixonada, Lady Vulgata, Margoth, Anita, Iara, Espelhos do meu mundo, a Pérolla, Pasión, Capri, enfim, boa leitura, emoções à flor da pele e fetiche. E melhor, grátis...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bound Brazil (Bondage do Brasil)


É hora de boas novas.
E essa noticia é daquelas que dá gosto de divulgar.
Nossa maior frustração desde o nascimento do primeiro portal de bondage comercial latino americano era a falta de assinantes brasileiros, amantes do fetiche que pela primeira vez teriam a oportunidade de ver mulheres brasileiras apresentando bondage em seu idioma natal, utilizando frases fetichistas da forma que tanto gostamos de ouvir.
Mais agora há um “porém”, porque alcançamos uma marca de trinta por cento de assinantes brasileiros que junto com os demais latinos somam quarenta por cento do total de membros mensais do Bound Brazil.
Claro que isso fez o numero de assinantes aumentar e significa um avanço do site no cenário mundial, com citação entre os melhores do “Bondage Awards 2009” e presença garantida em canais de busca fetichista com comentários de críticos significativos.
Marcamos presença e já “existimos” no mundo do fetiche.
Acho que o maior mérito foi acreditar, sempre, ir comendo pelas beiradas aprendendo com os próprios erros para mostrar aos fetichistas interessados em imagens reais e amadoras, que é possível haver pessoas capazes de apresentar novas produções além das fronteiras do primeiro mundo.
Assinamos contrato com a Surfnet e montamos nossa loja virtual o que significa que nossos filmes de metragem mais longa serão vendidos avulsos, atendendo aos pedidos que sempre chegaram solicitando a aquisição de vídeos sem a obrigatoriedade da assinatura.
Chegamos à incrível marca de mais de oitenta modelos em nosso elenco, passamos de dez mil fotografias e já estamos chegando a cinqüenta vídeos. Esses números são responsáveis em parte por nosso crescimento e credibilidade, porque jamais deixamos de cumprir nossa meta junto aos membros e atualizamos nos dias previstos, mesmo que seja feriado ou dia santo.
Mas não vamos parar por aí, porque a partir do final de Outubro quando o site completa um ano no dia vinte e cinco, haverá dois clipes por semana, todas as Terças e Sextas, o que aumentará consideravelmente nossos arquivos.
Hoje não somos mais uma aposta, somos uma realidade e o orgulho de ter mais brasileiros acreditando em nosso trabalho duplica a responsabilidade de apresentar o que entendemos ser “love bondage”.
Sábado passado quando começamos a gravar a primeira parte do segundo longa, notei a identificação perfeita que as modelos conseguiram assimilar com o fetiche de bondage. Por alguns minutos deixei a mente vagar e fui lá atrás, antes mesmo da criação do site, quando ainda engatinhava em produções que revendia para o exterior. Percebi então, que jamais imaginaria que esse momento pudesse algum dia existir, porque sempre entendi que fosse um daqueles sonhos impossíveis de noites de verão onde qualquer delírio é permitido.

Olhar o passado é a melhor maneira de viver o presente e construir o futuro.
Essa é a vela que impulsiona esse barco chamado Bound Brazil na direção do rumo certo, e hoje empurrado pelo assopro dessa gente bronzeada que faz questão de renovar a assinatura todos os meses.
Talvez por acreditar nessa “virada” nunca coloquei legenda nos vídeos além de uma pequena sinopse. Se sempre nos viramos para entender as gírias e frases feitas em Inglês, elas agora que se virem.
O Bound Brazil é o bondage do Brasil. Com “S”.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Phone Fetish


Elas se dedicam aos afazeres domésticos e atendem ao telefone ao mesmo tempo. Lavam a louça, cuidam da casa, algumas de bebês, e quase de forma instantânea passam ordens aos seus “escravos” e ministram ousadas e sensuais sessões de BDSM através de chamadas telefônicas. São as dominadoras por telefone, um lance antigo e muito utilizado na Europa e Estados Unidos.
As fotos colocadas nos sites ou anúncios de revistas sem sempre mostram o rosto de quem está do outro lado da linha, basta ter uma voz provocante, firme e sensual para fazer a festa de quem se diverte com esse tipo de atividade fetichista.
No começo eram apenas ardentes relações sexuais por este serviço, que foi logo utilizado por dominadoras profissionais que disciplinam submissos para por longos minutos se deliciarem e explodirem se masturbando. Mas há que ter cuidado, pois quanto mais longa a sessão maior o custo, porque é contado por minuto ou pulso.
O mais interessante para usuários do fetish phone é a forma como o fetiche se desenrola chegando a criar um elo entre quem domina e quem é submetido. Uns escolhem essas fantasias por medo, outros por timidez, alguns escondem-se nessas linhas por serem casados ou ter um compromisso afetivo onde não existe o fetiche na relação.
Pela Internet vários sites oferecem o fetiche via telefone, mas é preciso falar inglês porque ainda não encontrei nada por essas bandas que se assemelhe ao oferecido lá fora.
Existem sites que utilizam webcam e por isso as dominadoras necessitam ter um visual condizente com o anunciado, porém nem sempre a banda toca no mesmo compasso, e você pode estar vendo uma fotografia e escutando uma voz totalmente diferente do outro lado da linha.
O preço contratado também não é o mesmo e para ter acesso a um site onde uma Domme se exibe dominando ao vivo, ou através de vídeo, não sai por menos de trinta dólares por mês.
Mesmo com o atraso de costume, qualquer dia esse negócio começa a se expandir aqui no hemisfério sul e pode alcançar algumas pessoas que queiram encontrar numa dominação via telefone uma maneira de extravasar seus fetiches.
Embora não seja o sonho de consumo de muita gente pode até emplacar se houver o conhecimento necessário de quem estiver comandando a sessão, caso contrário à frustração será obvia.
É esperar para ver.

PODO DOM

Muitos fetichistas se auto-denominam “Podo Dom”, ou seja, os apreciadores de pés femininos que não gostam de ser pisados ou dominados por eles.
Esse grupo de podólatras gosta de mulheres com os pés amarrados totalmente a disposição de quem está no controle, e ele pode realizar toda a fantasia que quiser.
Para essa galera, muitos freqüentadores assíduos aqui do blog, posto de lambuja essa foto perfeita de duas lindas modelos do Bound Brazil (Jackie e Danni) com os pés do jeito que devem ser.
Esse photoset é a atualização de hoje do site e os assinantes poderão ter total acesso a essas fotos muito pedidas.
Enjoy the sample!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os Vendedores de Ilusão


Diz à lenda que antigamente os caras chegavam às cidades do interior com grandes estoques de pequenos frascos. Neles um líquido milagroso, capaz de curar todos os males, desde simples dor de cabeça a paralisia. Muitos fizeram fortuna com isso, mas na verdade apenas vendiam ilusões.
Assim é a vida, mudam os tempos, as fórmulas, mas em todos os lugares possíveis e imagináveis sempre existem os vendedores de ilusão.
E por que no mundo fetichista seria diferente?
Não estou falando na ilusão que se dá graça, o buraco aqui é mais embaixo e enfoca este aspecto no caráter comercial.
Truques, efeitos especiais, montagens, a sacanagem com quem paga rola solta na Internet. Grandes sites nos Estados Unidos estão recorrendo a empresas que produzem efeitos especiais para a indústria cinematográfica em busca de soluções contra o aperto pra cima da pornografia que existe em alguns Estados.
Hoje mesmo recebi um email de um amigo daqui do blog que solicitou uma matéria com esse tipo de conteúdo. Porque no clipe, que ele gentilmente me enviou, uma mulher aparece amordaçada com os braços para trás (Screenshot abaixo), só que em determinados momentos em que o Câmera dá uma cochilada, nota-se claramente que seus braços estão soltos.
Qualquer um pode postar o que bem entender na Internet, porque ela é publica e não existe uma política de proteção ao copyright definida e estruturada como se imagina. Diariamente fazemos buscas em vários fóruns e afins onde imagens do Bound Brazil são exibidas sem o menor consentimento.
Portanto, se você produz um vídeo caseiro com uma mulher e exibe num Youtube da vida, é totalmente diferente de realizar um clipe num site pago onde existe uma cena falsa. Da mesma forma que alguns sites com temática sadomasoquista adotam chicotes de feltro e veludo, fingem uma cena de spanking e riscam as costas das meninas com batom para parecerem marcas. Outros utilizam sex toys (consolos) retráteis que passam a impressão que existe a penetração durante a exibição do vídeo.
Claro que os vídeos são uma fantasia e em alguns casos estão bem longe da realidade. Nós mesmos produzimos roteiros baseados em contos que nossos colaboradores e amigos nos enviam, mas o fetiche que apresentamos é tão real quanto às marcas deixadas pelas cordas que as meninas exibem e aparecem em vários photosets que anunciamos. Não somos produtores cinematográficos, somos fetichistas como todos que freqüentam este blog e admiram bondage como uma arte.
Quando entrevistamos uma candidata à modelo do Bound Brazil, mostramos a realidade e muitas foram as que vieram e não aceitaram posar para o site devido a serem amarradas de maneira verdadeira. Perdemos belas mulheres, mas ganhamos respeito e confiança de nossos membros.

Usamos armas de brinquedo e inventamos seqüestros impossíveis, mas não vendemos ilusões através de cenas de “fake bondage”, mesmo que se repita a cena se um nó afrouxar.
O fetiche deve ser preservado por quem se dedica a apresentar um trabalho numa rede que a cada dia cresce um pouco mais e existem várias cenas num filme de bondage que podem e devem ser montadas, mas a amarração tem que estar impecável.
É como eu digo as garotas do Bound Brazil: “quem quer fazer sucesso, ter um fã clube, ser lembrada em cada pedido de assinante, deve fechar os olhos, se imaginar numa situação real de perigo e gravar”.
O resto, nossa fértil imaginação fetichista dá conta do recado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Brincando de Bondage


A história começa quando Becky toma emprestado o sapato da Flávia.
Teria essa linda morena alguma razão para ficar aborrecida e buscar algum tipo de vingança? Pode ser, mas é aí que tem inicio uma deliciosa brincadeira de bondage entre duas belas mulheres.
Porque o melhor do fetiche é quando ele provoca, excita, mas também diverte.
E quando rola essa festinha entre quatro paredes numa Sexta-Feira à noite dá a impressão de que o universo sempre conspira a favor. Claro, por que não?
Esse foi o objetivo da elaboração do vídeo “Give my Shoes Back” que o site Bound Brazil lança na noite de hoje. Numa produção repleta de manifestações fetichistas de bondage com a cara do Nauticus, o filme de Vinte Minutos estará em cartaz para os sortudos assinantes do site que poderão contemplar esse trabalho inteirinho.
Na base da brincadeira entre boas amigas, elas impõem saborosos castigos com cordas, mordaças (silver tape e cleaved gag) e algemas, sem luta, sem rapto, totalmente consensual como deve ser. Daí surge às cenas de podolatria, cócegas com muito bom humor e alegria.
Por não suportar a idéia de ver a amiga se apossando de seu sapato, Flávia toma uma decisão espontânea e decide punir Becky pela ousadia deixando-a amarrada e amordaçada pelo tempo que achar conveniente. Em principio Becky aceita o jogo, mas quando se vê amarrada e deixada sozinha no sofá da sala, tenta se libertar lutando contra as cordas de uma forma que qualquer bondagista assiste sem piscar. Ao conseguir sua liberdade, parte em busca da revanche algemando Flávia que sofre com uma terrível sessão de cócegas por longos minutos.
Becky tem a amiga sob controle e assume o comando da brincadeira, abusando das formas que deseja passeando pelo corpo da amiga ente cócegas e beijos.
A idéia de realizar esse vídeo foi previamente discutida com o Nauticus, mas confesso que o cara se superou elaborando uma história com muito bom gosto.
Há algum tempo sou cobrado para apresentar o fetiche de cócegas nas produções do Bound Brazil, e apesar de estar presente em flashes de alguns vídeos, ainda não havia apresentado no site uma metragem tão longa de um fetiche que tem uma enorme quantidade de adeptos.
Por esses e outros motivos, Give my Shoes Back tem lugar de destaque garantido na galeria de grandes produções do nosso portal e tenho a satisfação de ter dividido esse mérito com o Nauticus, de minha parte pela idealização do filme e dele pela concepção.

ENTREVISTA

Muita gente me enviou email e mensagem pelo Twitter sobre a entrevista de ontem que postei sobre as experiências fetichistas colhidas através do depoimento da Lia.
Quando se entrevista alguém deve existir um motivo relevante, e pelo conteúdo da conversa ter mostrado uma vasta demonstração de certos fetiches, achei legal construir um post a partir desse papo.
Presume-se também que quem está dando um depoimento num local publico prima por dizer a verdade, embora a repercussão fique restrita a um determinado segmento social. Pelo que pude comprovar, muita coisa que colhi tinha um aspecto verdadeiro, porque não houve qualquer indução a algum fetiche, os mesmos vieram à tona de maneira espontânea.
Decidi justificar aqui mesmo no blog estes questionamentos, pois assim ficam registrados a todos os amigos que me perguntaram a respeito da veracidade do que foi relatado. Levando-se em conta tudo que já escutei, li e vi a respeito de fetiche, a Lia foi tão sincera que merece um agradecimento especial de nossa comunidade.
Para os marmanjos de plantão que me pediram o telefone ou email da menina, com todo respeito que me merecem: já fiz de tudo na vida brother, mas de cafifa nem onda tirei... rs

Abraços e bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lia tem Sonhos


Ela é uma mulher linda, atraente e com sensualidade acentuada.
Vinte um anos de idade, muita história pra contar de aventuras em que cada capítulo retrata coisas incríveis. Vamos a elas.
Moradora da Cidade de Deus no Rio de Janeiro sofreu um estupro aos quatorze anos de idade de forma brutal, por um vizinho que até hoje olha nos olhos. “Na verdade eram três caras, amigos de uma prima viciada em maconha que me levou ao apartamento deles. Drogada e sem possibilidade de reagir diante da violência, pensei em me atirar da janela e só não fiz porque com o efeito da droga as minhas forças eram mínimas”.
Entregue a vida mundana desde o fato, Lia conta que seus dias passaram a ser páginas de publicações pornográficas em todos os modos e atitudes, até que um dia ainda menor de idade, encontrou nas páginas de um jornal uma “agenciadora” que lhe mostrou o caminho da prostituição. Mesmo correndo riscos por abraçar uma vida de meretrício ainda menor, Lia deu os primeiros passos para um submundo onde impera a lei do silencio e do temor.
Nessa conversa informal, ela apresentou um leque de experiências fetichistas de fazer inveja a qualquer livro ou manual de práticas. “O primeiro caso foi incrível. O cara tinha o aspecto do Pingüim, personagem do Batman, morava numa mansão na Estrada do Joá que tinha até elevador interno. Minha colega que me acompanhou já tinha me dado um toque de suas manias e logo quando chegamos ele nem quis me ver nua, mandou que eu evacuasse em cima de seu peito e assim que consegui tive que espalhar a merda por seu corpo até o pescoço. Saí assustada, mas dali em diante o que veio passou a ser tão normal quanto escovar os dentes”.
Lia sorri e continua com suas jóias raras: um cara que se vestia de empregada, lavava a louça na sua frente e ainda queria umas palmadas, outro que se vestia de mulher (feminização) e gostava que ela fizesse sexo oral com seu membro preso entre as pernas e virado na direção do ânus. Um segundo feminizado era passista e gostava de sambar de biquíni fio dental diante de seus olhos atônitos.
Vários podólatras fizeram parte de seus “clientes”. Desde um cara que exigia que ela usasse salto alto e se masturbava dentro do Escarpin, um outro que pedia que ela se apresentasse de tênis ou longas botas. “Esse era especial, porque além do chulé variado entre os diversos tipos de calçado, delirava quando eu esfregava a bota com força em seu rosto, ou com o cheiro da minha meia usada. Depois era só esperar ele terminar de se masturbar, pegar meu cachê e ir embora. Me davam pouco trabalho e eram muito educados”.
Dentro dessa educação fetichista colhida através desses contatos, Lia despertou ainda mais a cobiça da Cafetina a quem prestava seus “serviços”. Ela conta que havia um sujeito que gostava de ser humilhado desde o momento que ligava para a agencia, então passou a atender seus telefonemas e o ofendia de todas as maneiras possíveis. Excitado, o cara não hesitava em contratar o serviço imediatamente, a tal ponto de atingir o orgasmo em pouquíssimos minutos tão logo ela chegava ao local de encontro.
“Foram muitos, há até os que não me lembro, porém alguns marcaram e ainda fazem parte dos meus dias. O cara que queria ser amarrado com fio de nylon, o que adorava ser penetrado por um consolo e ser queimado com ponta de cigarro, até um bem velhinho que pedia para que eu cagasse numa xícara e depois de jogar o cocô fora dava uma levada superficial e dizia que no dia seguinte daria para a esposa tomar café”.
Lia garante que recebeu várias propostas de fazer sexo amarrada, mas nunca aceitou com medo de sofrer algum tipo de violência por estar indefesa.

Com um largo sorriso estampado na face, Lia contou suas histórias e com toda estrada fetichista que levo nas costas, garanto que muitas delas são mesmo verdadeiras, porque de outra forma ela não teria esse vasto conhecimento para entender de tantas coisas.
O que mais me impressionou foi à maneira despojada e sem subterfúgios que ela me concedeu essa entrevista.
Assumida, ela não se envergonha de nada e alguns arrependimentos a parte de coisas que ela mesma garante que não faria outra vez, Lia tem sonhos com uma vida normal, sem passar pelos abismos que ela tem que enfrentar todos os dias.
As pedras que apareceram em seu caminho jamais conseguiram tirar sua alegria de viver, mesmo tendo que se submeter a tanta maldade e falta de sentimento, o que faz essas experiências fetichistas parecerem os melhores momentos de sua vida de prostituição.
Ela me negou contar seus sonhos e desejos secretos e muito menos assumiu ter gostado de qualquer uma dessas práticas que ela teve que aprender, mas quando foi embora deixou um vazio que é até difícil de entender.