Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Viciados em Bondage


Por Léo Vinhas

Qualquer garimpeiro da internet já se deparou – e muito provavelmente se deliciou – com os vídeos postados por alguém que assina “comscidoc”. São vídeos totalmente amadores, captados via webcam, com belas mulheres vivendo ao máximo a fantasia da “donzela em perigo”. Todos postados de graça, primeiro no YouTube (do qual foi sumariamente banido), depois no Dailymotion (onde ainda há videos) e por fim no Mediafire.
A curiosidade de saber como tais vídeos foram feitos nos levou a investigar quem os fazia. E encontramos: é um PhD em Ciência da Computação (daí o “doc” no nome) de 44 anos que vive nos arredores de Atlanta, Geórgia (EUA), que obviamente prefere permanecer anônimo. E é também uma pessoa de fino trato, agradabilíssima e que sabe bem o que quer. Praticante de bondage a vida toda, há cinco anos ele começou a produzir seus vídeos, mas é melhor ler o que ele próprio tem a dizer sobre sua trajetória.

1) Acho que a primeira coisa que todo mundo que já viu seus vídeos quer saber é: como você encontra garotas tão naturalmente bonitas que estejam dispostas a aderir às suas fantasias bondagistas?
Tenho mais de 1.000 vídeos de webcam, alguns de garotas que compartilham um interesse em viver a fantasia de “damsel in distress” e concordaram em brincar em frente às suas câmeras (e eu nunca posto esses clipes), outros são de sites pagos nos quais as garotas o fazem por uma taxa. Acho que eu tenho muito dinheiro e pouco bom senso.

2) Quando você descobriu que se interessava por mulheres amarradas e amordaçadas?
Acho que nasci com esse interesse. Algumas de minhas primeiras memórias são de ficar fascinado sempre que eu visse mulheres amarradas e amordaçadas na televisão. Eu achava que era a Única pessoa no mundo com esse interesse e achava que eu era um pervertidozinho. Conforme fui envelhecendo, foi ótimo descobrir que eu não estava sozinho e foi ainda mais excitante quando encontrei garotas que compartilhavam do mesmo interesse.

3) Alguns caras não gostam de ser amarrados, mas isso não é parte da diversão também?
Não para mim. Não sou nada submisso. É uma coisa sexual e não tenho qualquer interesse em ver homens no papel de “dudes in distress”. Não sou gay ou bissexual. Estou interessado apenas em ver mulheres amarradas e amordaçadas.

4) Você faz e publica seus vídeos de graça. Ainda assim, você sempre encontra uns malas que se acham no direito de dizer a você o que fazer e como, e até reclamam dos resultados. Diante disso, o que te mantém motivado para continuar a fazer o que faz?
Isso é a única coisa que realmente me incomoda. Encontrei algumas pessoas realmente ótimas por aí, mas de longe a maioria dos e-mails que recebo são de malas que acham que eu deveria passar meu tempo postando cenas que se adéquam aos critérios do que eles querem ver. Qualquer um que já tenha feito uma postagem vai te dizer a mesma coisa. É frustrante e eu costumava reagir de uma maneira muito negativa, mas com o tempo eu cheguei a um ponto ao qual sou capaz de ignorá-los. As pessoas precisam entender que essa é uma área muito subjetiva e todos têm prioridades diferentes envolvendo o que gostam ou não. O que me importa são as mordaças, mas elas devem ser de pano, nos estilos “cleave” (entre os dentes) ou “OTM” (cobrindo a boca). Não me importa o jeito que a mulher está amarrada contanto que tal tipo de mordaça esteja aplicada. Recebo muitos pedidos por mordaças com fita e eu subo esses vídeos se os encontro, mas eu não saio do meu caminho para encontrá-los e editá-los. Apenas gosto de compartilhar a cena rara com a qual me deparei e acho que isso fornece a motivação.

5) Você sempre usa webcams. Nunca tentou uma filmagem mais complexa, ou o aspecto Amador da webcam é parte da diversão?
Gosto da variedade de mulheres com as quais posso fazer um vídeo com uma webcam. Eu poderia preferir outra mídia porque a qualidade fica restrita à qualidade da câmera que a moça tem, mas não quero me envolver em nenhum tipo de produção maior. Realmente curto o aspecto amador da coisa e ver as garotas desempenhar o papel é parte da diversão. A maioria delas leva tudo numa boa e realmente se diverte.

6) Onde seus vídeos podem ser encontrados atualmente?
Costumava postá-los no Dailymotion, mas havia muitos problemas técnicos que estavam me enchendo o saco e por isso eu parei de postar por lá. Eu tentei postá-los no Mediafire, mas eles viviam sendo deletados então eu simplesmente parei.

7) Agora uma pergunta bem parcial: tendo visto bondage do mundo todo, você acha que há algum aspecto do "Brazilian bondage" (isso é, garotas brasileiras) que é diferente?
Eu adoro Brazilian Bondage, vocês do Bound Brazil têm um ótimo site, as mulheres são tão bonitas e sexy! Elas parecem trazer uma autoconfiança aos clipes e eu gosto muito disso. Sempre fui atraído por mulheres fortes e gosto de ver essas mulheres em um cenário de “damsel in distress” no qual ela está braba consigo própria por cair em uma situação em que ela está indefesa. Sou um grande fã da Hanna Vitoria, mas parece que ela não está mais trabalhando com vocês. Pergunte a ela se ela não gostaria de trabalhar pra mim via webcam (risos). Também sou um grande fã da Terps e da Scarlet/Monique – acho que ela é uma domme e não uma sub, mas adoro vê-la amarrada (risos). Viajei pelo mundo e sempre achei as latinas extremamente sexy, mas me encantam as asiáticas também. O lance é que eu gosto de todas as mulheres. (risos)



Miranda
Enviado por comscidoc. - Explore vídeos sobre estilo de vida, moda e Faça você mesmo.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cherry Velvet (Entrevista)


Ela é daquelas mulheres maduras que qualquer bondagista gostaria de ver em sua cena.
Ainda que tenha sido apresentada ao fetiche um pouco tarde, ela revela total intimidade com a indústria nesse curto período e promete novidades em breve para quem é louco por bondage.
Resolvi entrevistar a Cherry e postar hoje aqui por dois motivos: por ser ela uma mulher a conhecer o fetiche depois de anos sem saber da existência desse tipo de fantasia sexual, e também, por sua atividade intensa depois desse descobrimento.
Alguns poderiam me questionar sobre a escolha, afinal, conheço tantas e, inclusive, mais famosas. Mas acho que minha curiosidade ilustra esse tópico, o qual tenho o prazer de dividir com todos.

Vamos lá:

1. Cherry, qual a sua visão do fetiche de bondage?
- Eu amo o que faço, o que pratico e, principalmente, o resultado das cenas. Jamais me identifiquei tanto com outra atividade como acontece com esta.
2. Como você lida com os comentários sobre seu trabalho no Fetlife?
- Na grande maioria me deixa feliz e faz com que eu tenha vontade de produzir sempre novas imagens. Na verdade não há muita crítica, construtiva ou não, principalmente pela própria postura de quem tem um perfil numa rede social voltada exclusivamente para o fetiche, mas ainda assim, funcionam como uma espécie de combustível para buscar sempre o melhor.
3. Você se considera uma atriz ou uma fetichista quando realiza um trabalho?
- Eu me considero mais fetichista do que atriz e mesmo que tenha a certeza de que estou atuando num filme, eu garanto que me dá muita alegria e prazer em fazer.
4. Como você sabe, muitos praticantes de bondage têm fetiche por pés. Você pratica foot fetish?
- Sim, pratico de verdade. Gosto de levar pra meu dia a dia, aliás, pratico bondage e podolatria de forma natural, não somente como modelo.
5. Quando você conheceu o fetiche nunca achou estranho que alguém gostasse de te ver amarrada e amordaçada? Em perigo?
- Eu nunca tive essa visão. Talvez por me apaixonar por tudo isso ficou mais fácil de entender.
6. Você já pode se considerar uma musa da indústria fetichista?
- Talvez um dia eu venha a ser... Quem sabe?
7. Como tudo começou?
- Começou há um atrás quando Mr.B454 (aqui ela evita divulgar seu incentivador e coloca o numero do Fetlife) me falou sobre esta rede social. Então encontrei Mr. Wolfg com quem realizei meu primeiro trabalho, minhas primeiras fotografias amarrada. Daí em diante, conheci vários riggers (bondagistas) o que me fez gostar desse universo maravilhoso.
8. Pode passar seu endereço no Fetlife e uma mensagem aos amantes do fetiche no Brasil e futuros fãs?
- Claro ACM. Diga a todos que em breve terei meu próprio website (CherryVelvet.net), mas que jamais vou abrir mão desse espaço que aprendi a gostar e me fez evoluir (o Fetlife). Peça a eles que conheçam minha página aqui, que comentem e postem sugestões sobre meu trabalho. Estarei sempre feliz em atender a todos.

Ela encerra assim: Thank you so much for this...hopes your well and chat soon...

Alguma frase tinha que ser em seu idioma nativo…

Pra conhecer a Cherry e seu trabalho acesse: http://fetlife.com/users/295337
É só criar um perfil. Vale à pena.

Thank you Cherry!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lia tem Sonhos


Ela é uma mulher linda, atraente e com sensualidade acentuada.
Vinte um anos de idade, muita história pra contar de aventuras em que cada capítulo retrata coisas incríveis. Vamos a elas.
Moradora da Cidade de Deus no Rio de Janeiro sofreu um estupro aos quatorze anos de idade de forma brutal, por um vizinho que até hoje olha nos olhos. “Na verdade eram três caras, amigos de uma prima viciada em maconha que me levou ao apartamento deles. Drogada e sem possibilidade de reagir diante da violência, pensei em me atirar da janela e só não fiz porque com o efeito da droga as minhas forças eram mínimas”.
Entregue a vida mundana desde o fato, Lia conta que seus dias passaram a ser páginas de publicações pornográficas em todos os modos e atitudes, até que um dia ainda menor de idade, encontrou nas páginas de um jornal uma “agenciadora” que lhe mostrou o caminho da prostituição. Mesmo correndo riscos por abraçar uma vida de meretrício ainda menor, Lia deu os primeiros passos para um submundo onde impera a lei do silencio e do temor.
Nessa conversa informal, ela apresentou um leque de experiências fetichistas de fazer inveja a qualquer livro ou manual de práticas. “O primeiro caso foi incrível. O cara tinha o aspecto do Pingüim, personagem do Batman, morava numa mansão na Estrada do Joá que tinha até elevador interno. Minha colega que me acompanhou já tinha me dado um toque de suas manias e logo quando chegamos ele nem quis me ver nua, mandou que eu evacuasse em cima de seu peito e assim que consegui tive que espalhar a merda por seu corpo até o pescoço. Saí assustada, mas dali em diante o que veio passou a ser tão normal quanto escovar os dentes”.
Lia sorri e continua com suas jóias raras: um cara que se vestia de empregada, lavava a louça na sua frente e ainda queria umas palmadas, outro que se vestia de mulher (feminização) e gostava que ela fizesse sexo oral com seu membro preso entre as pernas e virado na direção do ânus. Um segundo feminizado era passista e gostava de sambar de biquíni fio dental diante de seus olhos atônitos.
Vários podólatras fizeram parte de seus “clientes”. Desde um cara que exigia que ela usasse salto alto e se masturbava dentro do Escarpin, um outro que pedia que ela se apresentasse de tênis ou longas botas. “Esse era especial, porque além do chulé variado entre os diversos tipos de calçado, delirava quando eu esfregava a bota com força em seu rosto, ou com o cheiro da minha meia usada. Depois era só esperar ele terminar de se masturbar, pegar meu cachê e ir embora. Me davam pouco trabalho e eram muito educados”.
Dentro dessa educação fetichista colhida através desses contatos, Lia despertou ainda mais a cobiça da Cafetina a quem prestava seus “serviços”. Ela conta que havia um sujeito que gostava de ser humilhado desde o momento que ligava para a agencia, então passou a atender seus telefonemas e o ofendia de todas as maneiras possíveis. Excitado, o cara não hesitava em contratar o serviço imediatamente, a tal ponto de atingir o orgasmo em pouquíssimos minutos tão logo ela chegava ao local de encontro.
“Foram muitos, há até os que não me lembro, porém alguns marcaram e ainda fazem parte dos meus dias. O cara que queria ser amarrado com fio de nylon, o que adorava ser penetrado por um consolo e ser queimado com ponta de cigarro, até um bem velhinho que pedia para que eu cagasse numa xícara e depois de jogar o cocô fora dava uma levada superficial e dizia que no dia seguinte daria para a esposa tomar café”.
Lia garante que recebeu várias propostas de fazer sexo amarrada, mas nunca aceitou com medo de sofrer algum tipo de violência por estar indefesa.

Com um largo sorriso estampado na face, Lia contou suas histórias e com toda estrada fetichista que levo nas costas, garanto que muitas delas são mesmo verdadeiras, porque de outra forma ela não teria esse vasto conhecimento para entender de tantas coisas.
O que mais me impressionou foi à maneira despojada e sem subterfúgios que ela me concedeu essa entrevista.
Assumida, ela não se envergonha de nada e alguns arrependimentos a parte de coisas que ela mesma garante que não faria outra vez, Lia tem sonhos com uma vida normal, sem passar pelos abismos que ela tem que enfrentar todos os dias.
As pedras que apareceram em seu caminho jamais conseguiram tirar sua alegria de viver, mesmo tendo que se submeter a tanta maldade e falta de sentimento, o que faz essas experiências fetichistas parecerem os melhores momentos de sua vida de prostituição.
Ela me negou contar seus sonhos e desejos secretos e muito menos assumiu ter gostado de qualquer uma dessas práticas que ela teve que aprender, mas quando foi embora deixou um vazio que é até difícil de entender.