sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Otra Noche en La Viruta



Primeira Parte

Produzir filme de fetiche é legal quando quem participa mostra certo envolvimento com o que está sendo realizado.
Ontem foi diferente, porque não houve conotação sexual ou de aventura, foi fetiche na veia. E isso vai ao ar em breve pra todo mundo ver e quem sabe consiga reparar na diferença entendendo aquilo que eu quero dizer. Pensem nas marcas que ficam...
Mas o fetiche tem dessas coisas e de onde menos se espera vem algo sensacional, de tirar o fôlego, de babar na gravata.
Outro dia li no blog da Phoenix a respeito de coisas que “elas” não suportam ouvir quando são fetichistas e acabam se envolvendo com alguém de fora. Recomendo dar uma olhada através do link aqui na página. Os homens deveriam fazer uma lista também das coisas que detestam ouvir quando uma mulher chega de mansinho e diz: se você for legal eu deixo você me amarrar... Legal? Deixa? Espera aí, não deveria ser de comum acordo?
Deveria ser, mas nunca é. Melhor seguir tentando e talvez elas mudem o discurso.



Aviso Importante

Falando do site, dos filmes, quero deixar aqui um comunicado à galera que assina o Bound Brazil. Todos sabem que por 24 horas estivemos com problemas devido à troca de provedor e de administrador. O site estava hospedado num plano mixuruca que deu pau no terceiro vídeo por falta de espaço.
Contratou-se então uma hospedagem maior que alcança uns quinhentos vídeos e uma infinidade de fotos, portanto está tudo superado e aos poucos tudo segue seu rumo.
Mas o melhor da festa é que a todos que foram prejudicados por nossos ajustes será oferecido grátis um dia a mais como membro, ou seja, a senha vencerá em 31 dias a partir da data que foi adquirida. É o melhor que podíamos fazer e todos serão avisados por email que será enviado pela administração.
Cumprindo o protocolo, hoje o vídeo anunciado na semana passada está sendo lançado e dois novos sets de fotos com as lindíssimas Anna e Jackie.



Epílogo

De volta à noite passada, o cansaço me venceu pela segunda vez essa semana e cheguei em casa com um único objetivo: do banho pra cama.
Mas quando liguei a TV comecei com a dança frenética dos dedos em busca de um canal que não me fizesse prender à atenção e, por conseqüência, me levasse direto aos braços de Morfeu, o Deus do sono.
Mas no meio do caminho havia uma pedra, havia um filme no Canal Brasil no meio do caminho. Foi lá que resolvi embalar meu cansaço e deixar o controle remoto de lado, ajeitando a cabeça para cair no sono como um bebê.
Virando de lá pra cá me ajeitei e embora tenha achado o filme do meio para o final, notei uma boa fotografia e cenas picantes, com lindas mulheres e coisa e tal.
Mas a última cena me fez acender e recolocar os óculos pra ver direito. Achando melhor nem comentar, publico a foto aqui ao lado de parte da cena porque acho que nesses casos uma imagem vale mais que mil palavras. (Já li isso em algum lugar...)
Hoje me dei conta que se tratava do filme 3 Efes de 2007 do diretor Carlos Gerbase e procurei saber quando repete, afinal tenho que ver na íntegra uma obra que mandou meu sono pro espaço!
Good weekend for everybody!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vesti Azul


Às vezes me lembro de certas coisas que chega a causar espanto de onde fui buscar isso.
Estava em casa dando uma olhada na internet, lendo coisas interessantes e uma musica antiga, de muitos anos atrás, me levou aos meus nove anos, sei lá, mais ou menos nessa época, afinal, seria o fim da picada (ô coisa velha!) lembrar de determinados, digamos assim, detalhes.
Mas essa pequena frase de uma música cantada por Wilson Simonal que nos deixou há poucos anos atrás, falava de alguém que passou a vestir a cor azul pra trazer a sorte de volta. Como tenho um arsenal musical em meu HD tratei de colocar essa canção e fazer o tempo voar. Porém, ao prestar atenção à letra notei que a cor azul representava muito mais que ter a sorte outra vez à porta, mas uma mudança de astral e de comportamento, atitude, coisas que passavam longe quando eu escutava em tempo real na minha infância.
Mas a música tem essa grande vantagem de atravessar o tempo e indelével alcança várias gerações, ora escutando de pessoas mais velhas ou através de regravações dos cantores atuais.
Voltando ao assunto da mudança, por mais que se possa acompanhar a evolução da vida se não buscarmos o astral elevado nada de bom nos alcança.
Há bem pouco tempo fiz uma matéria aqui mesmo com queixas de falta de tempo, os inúmeros problemas que passaram a ser parte do meu dia-a-dia depois que o Bound Brazil entrou em atividades. Hoje, encaro de outra forma e parece que passei a vestir azul, não que tudo tenha se transformado num passe de mágica e os problemas tenham mudado de endereço, mas porque passei a encarar as coisas de outro modo, tomei atitudes diferentes e comecei a valorizar tudo que foi construído até o momento, sabendo que nunca se chega a mil sem passar pelo um.
Dessa forma, tudo passa mais depressa e a tranqüilidade é o antídoto para resolver qualquer problema, porque as decisões são tomadas pausadamente e nenhuma ação intempestiva tem lugar.
E assim as coisas foram caminhando de maneira suave e progressiva mesmo que o caroço do angu fique para ser resolvido no dia seguinte. Passou a existir compreensão e a corrida desenfreada pela perfeição deu um tempo seguindo de forma normal.
E o site está caminhando, embora ainda esteja em fase de aperfeiçoamento com alguns ajustes de provedor, sinalização interna mais eficiente e uma melhor resolução de fotos e vídeos. Mas tudo isso aos poucos será realidade e poderemos construir juntos o que sempre se pensou existir.
Por falar em construir juntos, a presença maciça da galera brasileira impressiona, cria uma energia positiva que comanda cada nova sessão de fotos ou vídeos. A participação é intensa e quando coloco alguma novidade dá vontade de correr e falar com cada membro para saber a opinião. A legião estrangeira aos poucos mostra interesse e traz gente de Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Itália e outros, e olha que somente me refiro aos assinantes, sem contar as visitas diárias que o Histats informa a cada cinco minutos.
Mas a galera que acreditou e veio logo de cara pertence à tropa de elite, de choque, e sinto cada dia que passa que está aí para o quer e vier torcendo junto para que tudo se encaixe, participando pelo email do site ou aqui no Blog, sempre com um único objetivo que é fazer essa comunidade mais forte.
Por essas e por outras que a canção do Simonal faz mais sentido e incorpora o espírito que quis passar. Bons ventos tragam todos aqueles que um dia como disse aqui mesmo nessas linhas, fariam parte de uma grande família.
(Na Foto: Capa do LP Alegria, Alegria de Wilson Simonal do ano de 1967)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Noites de Terça no Bound Brazil


Inaugurando as atualizações de toda Terça-Feira, o site Bound Brazil apresenta hoje dois novos sets de fotos.
A gata Sarah Moon muito querida pelos fãs que mandam mensagens ao site, num belo trabalho estilo hogtied, e o primeiro set de duplas com Anita e Teka.
O vídeo de Sexta passada irá ao ar hoje, pela de troca de administrador do site e por ajustes no espaço cedido pelo provedor. Pedimos aos assinantes desculpas pela não publicação do vídeo na data marcada, mas esse procedimento se fazia necessário para uma melhor apresentação do site e de resolução de imagem nos vídeos.
Em breve, cada modelo do site terá seu próprio “Blog Post” e poderá interagir com os assinantes criando seu fã clube. Para enviar mensagens às preferidas, basta clicar nas imagens no link “Garotas” e mandar um elogio, uma crítica ou até perguntas mais quentes. Estamos trabalhando para disponibilizar desse serviço.

Miss Feet Brasil 2008

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sábado, 22 de novembro de 2008

Fernanda Making Off

Fernanda fazia sua estréia no Bound Brazil. Como muitos amigos e amigas em seus comentários e emails perguntam a forma como é realizado esse trabalho em studio, resolvi postar um clipe do que rolou no ensaio fotográfico.
A camera de Lucia Sanny captou os detalhes desse trabalho que espero possa matar um pouco da curiosidade de cada um na construção de uma sessão de bondage. O vídeo mostra que é necessário entendimento dos traços a fazer com as cordas através de medidas pré-estabelecidas, mas o fator criatividade ainda é o ponto máximo para quem quer aperfeiçoar essa técnica.
A cena contou com a ajuda e colaboração da bela Scarlet e a edição de vídeo da Rainha Nefer.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

No Bar do Manel


Agente se esforça pra não querer escutar o que rola na mesa ao lado, mas os bares às vezes pecam pelo espaço, as cadeiras se esbarram, telefones celulares tocam quase ao mesmo tempo, enfim, tudo se escuta mesmo quando as vozes tornam-se uma musica fora de ritmo em descontrolados decibéis.
E o bar do Manel não foge à regra. Filho de imigrantes portugueses assim como o escriba aqui, Manel herdou uma pequena espelunca caída ponto habitual de meia dúzia de pinguços, achou um espaço na calçada que transformou em varanda, colocou umas caixinhas de som que só dá pra ouvir enquanto está vazio, arranjou uma dona que prepara bons petiscos e danou a vender cerveja. Os amigos foram chegando e trazendo cada vez mais um para o famoso balcão de porções que se escolhe ali mesmo, basta levantar o plástico que protege dos insaciáveis insetos e fazer o pratinho.
Nesse lugar agradável onde muita gente se sente em casa, semana passada estava eu com alguns amigos e amigas quando na mesa ao lado (sempre na mesa ao lado, mas isso é fato e corriqueiro), um cara pra lá de chapado às nove da noite ouviu da acompanhante que se não parasse de olhar pra uma mulher falante que chamava a atenção alguns metros à frente, iria tomar algumas providencias. O diálogo foi mais ou menos assim: - Tu para quieto aqui nessa mesa e chega de dar voltinhas perto dessa sirigaita, senão pego uma corda e te amarro nessa cadeira.
Pronto, foi a senha necessária pra o entreouvido. O papo da minha mesa passou a ser secundário e eu só queria tentar me virar e olhar ao lado pra ver quem era a bondagista que ora se apresentava. Mas o aperto no Bar do Manel é de praxe e mover o esqueleto na direção contrária fica muito complicado. Explico: As cadeiras se entrelaçam parecendo um jogo chinês daqueles onde as peças se encaixam. Você escuta alguém falar e tem que fazer um movimento de 360 graus para tentar unir o som da voz e os lábios que as precedem, e pior, na mesa além do chapadão ouvia-se uma voz masculina e pelo menos três femininas, sem contar às pessoas que por falta absoluta de lugar ficam o tempo todo de pé, ou seja, fazendo uma conta de chegar temos um cálculo de umas oito a dez pessoas amontoadas ao redor de uma mesa com quatro cadeiras.
Mas sou insistente e procurei em meio a todo o burburinho natural do boteco gravar a voz que falava em fetiche quando o assunto era completamente diferente. Aliás, nesse momento nem me lembrava mais do era debatido e se alguém me pedisse opinião iria balbuciar o famoso “quê”?
Virei de lá pra cá e consegui ver três mulheres na casa dos trinta, sorrindo, bebendo, falando e busquei uma delas que estivesse com os olhos em cima do cara que cambaleava sem destino participando de todas as conversas que ao longe escutava, sim porque bêbado em bar é mais chato de aturar que aquela ampulheta do windows quando um programa de computador fica lento para abrir. Todo cara em começo de porre é pegajoso e inconveniente, sorri pra tudo e pra todos e quando desata a falar quer passar a impressão que conhece todos os assuntos. Arranja espaço, senta, dá tapa nas costas dos outros, beija a mulher alheia, enfim, pior que aturar um bêbado num bar só pegar ônibus errado com o último trocado que sobrou da passagem. Como dizem sabiamente os argentinos, “tenia una tranca...”.
Mas a mulher tinha os olhos grudados em todos os movimentos do espaçoso “bebum” e eu já sabia de quem se tratava. Pensei: será que ela falou isso da boca pra fora ou vai chegar em casa e colocar o ébrio num castigo de cordas de dar inveja a qualquer mestre de bondage? Será que rola um castigo sadomaso além do jogo de cordas?
Fiquei ali por vários minutos esperando que surgisse naquela mesa ao lado outro comentário a respeito do assunto, afinal se ela falou de forma que até eu pude ouvir em meio aquela bagunça sonora, na certa seus amigos também haviam notado tanto quanto eu e haveriam comentários descambando a conversa para o lado fetichista. Seria uma razão e tanto para que eu pedisse licença, buscasse espaço e sem a menor timidez entrasse no assunto que pra mim era mais interessante.
Mas elas continuaram com as conversas mais variáveis possíveis e nem por um momento sequer consegui escutar uma palavra a mais sobre fetiches.
Desiludido, voltei às conversas com meus amigos e nem notei quando eles pediram a conta e foram embora.
Contei essa história toda e quase não falei de fetiche, mas fica desse papo animado sobre o Bar do Manel uma constatação: quando estamos muito ligados a um determinado assunto toda e qualquer conversa a nossa volta padece em detrimento aquilo que nos interessa. Você pode se desligar do fetiche, buscar outros entretenimentos na vida o que é normal compreensível e saudável, mas quando o vento trás algum gesto ou palavra, pode ter certeza que seus olhos e pensamentos estarão voltados para onde surgiu o que mais te agrada.
E o melhor disso tudo é que o Manel está pensando em ampliar o seu bar, finalmente.