quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cotidiano


Fetichista é mesmo bicho esquisito.
Basta ser um fetichista para reconhecer alguém com parentesco de instintos. É só observar.
Hoje durante o almoço com dois amigos aqui no Centro do Rio, aliás, um deles fetichista de carteirinha, notei um cidadão que sequer se dava conta do caminho que o alimento fazia entre o prato e a sua boca, tamanha era a disposição do indivíduo em olhar para os pés de uma garota numa mesa ao lado da minha.
E bota olhada nisso brother!
Aquele olhar tipo a nega é minha ninguém tasca, manja? Aos desavisados, o cara parecia com um olhar perdido, como se estivesse viajando noutra galáxia, mas meu “fetichômetro” pegou-o com a boca na botija, grudado como um chiclete na imagem a sua frente. A comida era um mero detalhe.
É fácil perceber um podólatra. Metrô, ônibus, onde quer que seja ele está sempre com a luneta em punho. Com outros fetiches fica mais complicado, mas ainda assim dá pra pescar certas atrações. Quer um exemplo?
Bondagista é doido, alucinado por “hands behind their back”. O que é isso? Tradução literal: mãos pra trás.
Isso mesmo. Mulheres com os braços cruzados às costas, sem nada a prendê-los é um prato cheio, diria um banquete, para qualquer bondagista que se preze. Pode conferir.
Já vi caras coçando o queixo, procurando rimas, disfarces, sem tirar o olho de uma mulher de pé conversando com as mãos cruzadas às costas.
É o tipo de imagem que diz tudo. Aquela que te cutuca por dentro e mexe com os princípios do fetiche. Está ali, doida pra ser amarrada. Esse é o pensamento. Claro que a garota nem percebe que está sendo o alvo das taras de um sujeito comum, que a observa com o desejo a flor da pele. Talvez se algumas delas soubessem, usariam este artifício para conquistar um de nós. Por que não?
Mulher com lápis ou caneta entre os dentes, mordendo lenço, para um louco por bondage é coisa do capeta. Diz que não?
A olhada certeira é o momento da prática do voyeurismo escondido em cada um de nós.
Nem sempre essas mulheres estão dando sopa na rua. Mas em desfiles de moda, concurso de miss, elas via-de-regra nos oferecem esse visual atrativo e sedutor.
Outro dia li no blog “baunilha é gelo” um pedido de presente de Natal diferente: um emprego numa sapataria feminina. Precisa dizer qual é o fetiche do cara?
Nenhum podólatra passa impune pela porta de uma sapataria lotada de mulheres num shopping. Nessa época do ano então... Ele sempre dá uma paquerada no visual, mesmo à espreita, ao lado da namorada ou de quem quer que seja consegue até disfarçar, mas não tira o olho da cena.
É a famosa bandeira!

O pior disso tudo é saber que os caras que passam na rua babando pelas bundas das mulheres o fazem sem receio, sem críticas, na maior cara de pau. O povo acha normal, a mídia acha natural e todo mundo, até as mulheres, vê com bons olhos. “O cara gosta de bunda. Legal, coisa de macho”.
Porra nenhuma! Então pra ser macho é preciso gostar de bunda? Pra mim, bondagista confesso, pernólatra por natureza e convicção, bunda só serve pra fazer aquilo que dela se espera... Precisa ser mais específico?
Portanto, olhem, babem, façam tudo que seu subconsciente mandar ao cruzar com uma imagem que balança sua estrutura, que lhe traz o fetiche num segundo. Se alguém meter o malho, mande lamber sabão, passear ou ver se você está na esquina.
Se não quiser dizer por que está olhando invente alguma coisa, desde um detalhe no piso até uma desculpa esfarrapada qualquer. Mas faça, seus sonhos agradecem.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dúvidas e Desabafo


Oi ACM, tudo bem?
Queria te contar uma coisa e ao mesmo tempo te pedir uns conselhos. Sinta-se livre para usar a história no Blog se quiser:
Casado há muitos anos, com filhos e sem chance de abrir meus desejos de bondage com minha esposa (bom, eu tenho 95% de certeza que ela não iria topar e mesmo que aceitasse 5% não valeria o risco de tudo que está em jogo) eu tinha que achar um jeito de fazer o negócio na prática, pois até então, só sites e vídeos.
Minha primeira tentativa foi numa viagem a negócios e tentei convencer a uma garota de programa, que ficou muito cheia de medos e não deu muito certo. A segunda vez, a menina até que deixou tudo mesmo. Depois disso, eu tentei muito, mas era difícil achar garotas de programa que topassem. Por fim, encontrei uma agencia de modelos sob medida.
Aqui tudo funcionou a contento, embora tivesse que pagar uma taxa chamada de “segurança” para a primeira vez e levou um tempo até que eu ganhasse confiança com a dona de lá. Eu pago o dobro da taxa normal, e mesmo que realmente não sejam as gatas que aparentam nas fotos, topam o que eu quiser no bondage.
Perguntas para você:
1 - Colocando a questão moral de traição de lado (porque acho que isso é comigo e minha consciência), você acha errado eu preferir isso a me expor publicamente para garotas no meu meio social, com o receio de que amanhã possam sair falando e me por a fama de pervertido?
2 - Estive pensando em divulgar o nome desse site, dado que é o único lugar que achei que fornece esse serviço e uma referencia das meninas que me atenderam. Será que isso é legal ou pode pegar criminalmente para mim ou algo do gênero? Aliás, talvez as tais meninas se interessem em posar para seus filmes...
3 - Me fale um pouco de como você vê a sociedade de hoje com relação ao fetiche. Sei que você defende a posição de que as pessoas devem assumir o que são, mas hoje eu vejo fetiches de SM muito mais discriminados do que era o homossexualismo nos anos 50. Tipo, se um pai de uma criança em um colégio fosse identificado, com certeza nenhuma criança iria às festas dos filhos dele, por exemplo... E vai por ai...
Joguei a bomba agora é contigo...

Meus Comentários:
Em primeiro lugar um fato deve ficar claro. Eu não costumo dizer que todos devem assumir o fetiche. No meu caso, devido ao trabalho comercial em função do Bound Brazil, tive que por a cara a tapa. Um site sem dono é como cão vadio na madrugada. Um avatar, neste caso, faria com que tudo fosse fantasia, quando a fantasia deve pertencer somente aos filmes e fotos que se produz.

Teu relato emociona por duas vias. Por dividir comigo e com todos um problema que não afeta só a você, o que me faz sentir útil e importante, principalmente pra mim. Recorrer a garotas de programa não é exclusividade sua, muitos já o fizeram e fazem. Já falei disso aqui e acho válido. No seu caso (que me desculpem as mulheres baunilhas) soa como uma doce traição, algo que por decisão própria você resolveu manter afastado de sua vida social.
Daí só há um jeito: ou recorre às meninas de vida horizontal ou definha sem rumo.
Encontrou um cantinho especial depois de muita garimpagem, deu sorte, conseguiu o que muitos ainda não tiveram a chance. Dividir o tal portal não é crime, desde que não saia empunhando a bandeira por aí...
Com relação ao fetiche na sociedade e a discriminação que se sofre, fica claro em sua própria carta: ninguém luta, todos aceitam. Então é fácil encontrar a exclusão.



Tudo que você fizer, que realizar, ainda que esconda contra os riscos, deve pesar quando você estiver em pleno exercício de consciência, no sentido de que seus sonhos e desejos, ainda que na clandestinidade, jamais se esfumacem com o tempo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os Efeitos do Nylon


Meias de nylon…
Um fetiche, um objeto de desejo extremo, de sedução ou elegância?
Um acessório que é idolatrado por podólatras, bondagistas, sadomasoquistas, enfim, alcança vários segmentos de todas as formas possíveis e imaginárias.
Como os amantes dos pés lidam com o nylon? Alguns adeptos do sweat foot fetish (experimente digitar essas palavras no Google), enlouquecem quando as meias de nylon atuam retendo o suor nos pés das meninas. O efeito para esse grupo é bombástico. Quanto mais molhados os pés maior o tesão. Mas há casos de podólatras que gostam da beleza que as meias de nylon produzem quando apresentam combinações com os calçados. Estes ignoram os efeitos do suor e do cheiro e se esbaldam com a imagem sedutora da mulher.
Outra combinação interessante diz respeito à bondage e nylon.
Parte desses fetichistas é alucinada por mulher amarrada trajando meias de nylon. A viagem vai desde lingeries tipo sete oitavos a meia calça. Existem sites especializados nos quais a imagem de uma mulher descalça ou sem as meias é quase impossível, mesmo que inseridas num contexto de mais de quinze mil fotografias.
Claro que existe uma ligação intensa entre o fetiche de bondage e podolatria. É inegável essa proximidade, e porque não dizer, parentesco. O tesão por mulheres amarradas com meias de nylon vai desde a utilização das meias como ligadura, ou seja, como elemento imobilizador, até imagens onde as meninas aparecem apenas trajando as meias. Nem calcinhas são permitidas.
Daí o “ritual” segue de acordo com a imaginação de cada fetichista. Uns optam por fitas adesivas, outros por cordas, tiras de couro, enfim, tudo que possa criar uma imagem que dê vida as meias cor de pele. Assim como os podólatras, alguns bondagistas colecionam as meias de nylon utilizadas durante uma cena.
Mas não pára por aí.
Esse objeto de desejo de fetichistas também faz parte de sessões de sadomasoquismo. Não é difícil conseguir imagens de mulheres sendo flageladas com as meias de nylon rasgadas durante cenas em calabouços ou masmorras.
Normalmente, nestes casos, o interessante é conseguir acabar com a elegância da mulher aos poucos, despindo à força, peça por peça, até que sobrem apenas as meias de nylon semi destruídas.
Em sites de sadomasoquismo é comum a associação das meias de nylon com cordas de sisal. A união desses materiais se encarrega de causar o impacto que a cena necessita. As meias vão se deteriorando aos poucos até serem rasgadas com violência pelos praticantes.
Não podem ser ignorados os sites especializados em exibir mulheres colocando e retirando essas meias e lingeries. Há vários, alguns com cenas de bondage também, mas o foco central é por este material sintético.
Como dizem por aí, a mulher já nasce sabendo seduzir um marmanjo.
Tanto é verdade que as que sequer se imaginam fetichistas, utilizam lingeries para encantar seus pares. Flertam com o fetiche sem admitir qualquer proximidade. Coisas da vida...
Os efeitos do nylon em atividades fetichistas ou até baunilhas são intensos.

O prazer obtido com estes objetos enquanto estimulantes sexuais por determinado grupo de pessoas é muito grande, o que faz com que a matéria seja relevante.
Ainda que podólatras, bondagistas e sadomasoquistas tenham preferência por pés descalços um belo par de meias provocantes é sempre um fator interessante e sedutor.
Sobram questionamentos: você, amiga e freqüentadora desse espaço, em algum momento admitiria usar meias de nylon para provocar suor em seus pés a pedido de seu parceiro?

Com a palavra, as moças.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Que é Demais…


Não pensem que essa é uma conversa de bêbado, muito menos que me mudei para o mundo da lua. Nada disso. A idéia é apenas perguntar: o que é demais enjoa?
Discutia com um amigo no sábado a esse respeito.
Porque conheço gente que sonha com determinadas coisas e depois que as têm simplesmente as ignora, como se jamais tivesse sido algo inimaginável, o supremo a ser alcançado.
É como o sujeito que sempre sonhou em ter um automóvel de certa marca, e quando consegue seu objetivo, passado algum tempo o deixa de lado e olha como se fosse um fruto cobiçado que perdeu o sabor.
Seria possível que o objeto do desejo, o fetiche, tenha o mesmo significado para alguns?
O cara passa a vida flertando com imagens e não as tem. Nem supõe que um dia haverá uma rede internacional de computadores capaz de interligar o planeta. É louco por mulheres em apuros, amarradas e amordaçadas. Passa noites garimpando um filme de ação para saborear um, dois ou no máximo cinco minutos de uma moçinha em perigo. Sente-se realizado ao topar com uma cena que jamais esquecerá pelo resto dos seus dias.
O tempo passa, o futuro chega.
Ele acessa o fetiche favorito na Internet e tudo está ao seu alcance.
Não é preciso mais perder horas de blá, blá, blá para ver sua heroína. Ele agora tem aos montes, de todas as formas. Como ele encara tudo isso?
Torna-se um colecionador e um dia repassa todas as cenas ou não liga tanto assim? O fetiche ficou tão “vulgar” que para esse sujeito virou uma paisagem que ele observa, com bons olhos, claro, todas as vezes que sai de casa, ou o fetiche é, ainda, parte da sua vida, capaz de fazer com que algumas horas do dia sejam concedidas a ele?
Muita gente deve estar atrás dessa resposta.
Acho que é válido um momento de reflexão. É bom notar que estou me referindo ao fetiche quanto ao impulso, a imagens, nada a ver com o fetiche enquanto prática, apesar de não haver distinção, pois esse fenômeno pode ocorrer nas duas vias.
Nem é bom pensar que isso é um fator exclusivo de bondagistas, incapaz de ocorrer em outros segmentos. O fetiche é igual pra todos, mudam somente os gostos e tendências.
Assim como um podólatra começa a engatinhar no fetiche olhando para um pé, o bondagista tem seus primeiros contatos com o fetiche nos filmes, durante a fase adolescente. Os sadomasoquistas idem, e assim por diante.
Quando esses aspectos são transportados para o lado comercial a balança pesa brother, e muito. Daí eu corto na própria carne, aliás, como o fiz aqui, faz umas duas semanas, quando falei em reciclagem.
Sábado passado entrei em estúdio e mudei alguns conceitos. Pensei em coisas novas e o resultado me agradou. Porém, há que analisar uma diferença importante: o site, o Bound Brazil, comercializa o fetiche de bondage apenas num aspecto: damsels in distress. Pronto.
Não há love bondage. Porque não existe sexo nas cenas, apenas meninas em apuros.
Eu não gosto de classificar como love bondage o jeito suave de apresentar o fetiche, a não violência. Embora respeite o conceito de alguns fetichistas, pra mim love bondage envolve sexo, paixão e tesão. Deve ser praticado entre fetichistas que querem viver essa fantasia durante o ato sexual.

Mas alguém pode dizer: os sites, desse segmento, mostram o que pode ser um começo. Concordo, sempre, afinal tudo pode começar numa brincadeira de rapto.
O efeito fetiche não me causa enjôo. Jamais me passou pela cabeça tal reação. Gosto de observar, de buscar a perfeição, de analisar o que as pessoas querem ver e, principalmente, o que gosto de fazer. Dentro e fora do site, da mesma forma.


Mas fica valendo refletir. Às vezes o que parece um lugar comum, é apenas um indício de que as coisas precisam ser revisitadas como as imagens que ilustram esse artigo. Duas preferências. Basta optar por uma delas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Catfight Fetish


Nada de cordas, algemas, correntes, ou outros acessórios BDSM.
O tesão que rola nessa conversa tem a ver com luta corporal entre duas gatas. Pouco difundido no Brasil, o Catfight Fetish tira onda na terra do Tio Sam.
Existem até espetáculos fora do circuito da Internet, mas é na grande rede que ele faz um sucesso alarmante. Assim como o bondage, o Catfight Fetish produz suas musas e centenas de sites faturam com esse segmento.
As cenas vão desde roupas rasgadas até espetáculos de luta livre.
Os lugares onde essas cenas acontecem são totalmente diferentes. Tudo pode ocorrer numa sala, no quarto, num escritório ou num ringue de lutas, onde até luvas de boxe são utilizadas. Mas não é um “vale tudo”. Socos e pontapés são proibidos, pois a intenção é subjugar através de golpes estratégicos, como estrangulamentos, chaves de pernas ou de braços.
Alguns portais conseguem inovar e chegam a exibir cenas com amarrações de silver tape, utilizadas pelas vencedoras após a façanha de derrubar a oponente, assim como podolatria e o trampling. Quem perde pode terminar imobilizada, ser obrigada a beijar os pés da vencedora ou até mesmo ter o corpo pisoteado.
Aqui vale a lei da mais forte.
Também não é incomum encontrar alguns sites de Catfight Fetish explorando roupas eróticas. Saltos e meias de seda fazem parte da cena e muitos adeptos do fetiche deliram quando essas peças são rasgadas. Outras vestimentas como camisetas molhadas e blusas de seda destruídas estão em destaque.
As lutas também rolam na lama, em piscinas de gel ou de água ensaboada. É como nos antigos empórios: tem de tudo, pra todos os gostos. Lindas mulheres de biquíni ou totalmente nuas fazem a festa da marmanjada na fila do gargarejo.
Confesso que nunca fui ligado em assistir a esse tipo de fetiche, mas outro dia navegando por indicação de uma modelo de bondage que eu considero de primeira linha, a Velvet, encontrei boas cenas de Catfight Fetish no site Lady Fist. O uso da fita adesiva imobilizando as meninas perdedoras no final da luta aparece muito pouco, porém, para os bondagistas que curtem expressões de sofrimento e desconforto é recomendável. Ainda que o esforço físico de lutar seja forjado, as meninas sentem os efeitos da batalha inegavelmente, e ao estarem “entregues” às oponentes, demonstram ótimas imagens imobilizadas e rendidas.
Talvez todos já tenham conhecimento desse fetiche e dos sites espalhados na Internet com essa temática, mas fica aqui a dica para quem ainda não foi devidamente apresentado ao Catfight Fetish e uma matéria sobre um assunto que alguém gostaria de ler.

Sweet Revenge

Numa cena de bondage, nada melhor que uma doce vingança.
Duas garotas bonitas brigando por um espaço em seu local de trabalho. A vítima resolve agir da mesma forma e faz com a colega o mesmo que foi feito com ela.
Deu pra sacar? Claro, parece coisa de novela. Mas não é não. Trata-se de um vídeo de bondage, aliás, de dois vídeos de bondage. Porque para entender o vídeo que o Bound Brazil exibe hoje aos seus assinantes, é preciso

ter assistido ao clipe da Terça-Feira passada.
O enredo ganha sentido e tudo tem lógica e razão de existir.
Duas gatas: Ellys e Nikki. Estreando no site, praticando bondage pela primeira vez.
Na primeira parte apenas um castigo, na segunda, um jogo de sedução erótico.
Claro, belas fotos compõem um photoset das melhores cenas.
Imperdível, ou imperdíveis!

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pregnofilia


Milhares de homens têm fetiche por mulher grávida (Pregnofilia). Até aí nada de anormal, afinal é um fetiche muito conhecido, mas em se tratando de práticas de bondage com mulheres grávidas, existem regras de segurança que devem ser seguidas à risca.
Vamos tentar colocar algumas questões para a galera que gosta de bondage e que não quer se afastar do fetiche caso a parceira fique grávida.
A mulher durante o período de gestação produz o hormônio conhecido como Relaxin, que permite a expansão da pelve para o nascimento do bebê, e por conseqüência suas funções corporais ganham muito mais flexibilidade permitindo que ela consiga mover os ombros, os cotovelos, os quadris e os joelhos de uma forma que jamais conseguiria sem estar grávida. Entretanto, na parte do dorso essa flexibilidade por razões óbvias fica restrita, mas nos membros na medida em que o período de gestação vai aumentando fica mais acentuada.
Amarrações de bondage devem ser aplicadas nessas regiões do corpo onde há a expansão, jamais na parte abdominal.
Deve-se evitar cordas apertadas ao redor dos seios e nos tornozelos, no primeiro devido às glândulas que incham para a futura amamentação e no segundo pelo inchaço normal que ocorre nessa zona corpórea.
Existem sites especializados que mostram fotografias e vídeos de mulheres grávidas em posições de bondage, mas é preciso ter muito cuidado ao tentar reproduzir o que é exibido nesses portais, principalmente quando se trata de hard bondage, um fetiche com tendências totalmente sadomasoquistas que ultrapassa todos os riscos que estamos falando nessa matéria.
Muitas dessas cenas são montadas (fakes) e não expressam a realidade, por isso devem ser muito bem analisadas por quem pratica o fetiche para não expor a parceira e o bebê a riscos descabidos.
E por falar em risco, a realização de bondage com suspensão em mulheres grávidas é totalmente inadequada e fora de contexto, devendo ser evitado durante essa época para que problemas graves possam aparecer.
A gravidez é um momento único e muito desejado por toda mulher, e porque não dizer dos futuros papais também, portanto, todo cuidado é pouco para que haja uma relação sadia e prazerosa dentro do princípio consensual.

Nós mais frouxos, tipos de cordas suaves ou scarf (amarração com lenços de seda) são possibilidades que permitem ótimos resultados para ambos durante a gestação e podem ser praticados sem susto pelos amantes do fetiche de bondage.
Mesmo que os praticantes tenham uma tendência mais sadomasoquista o respeito ao momento delicado deve prevalecer, sempre.
(Na foto ao lado, a posição perfeita para a prática de bondage com mulheres grávidas)