sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Busca do Conceito


Cinco e meia da tarde e nem acredito que consegui encerrar a semana de batente.
Deu até tempo pra bater um papinho com a galera do Hemisfério de cima no Fetlife. Teclando para lá e pra cá não é difícil formar opinião sobre o que os caras pensam a respeito do trabalho apresentado em sites comerciais fetichistas.
O que do lado de cá do globo é “coisa esquisita”, perversão e outros bichos, lá é chamado de arte. Esse é o conceito que os camaradas têm a respeito do que se exibe na Internet.
O grande mercado consumidor norte-americano olha uma mulher amarrada como uma obra de arte. Consideram uma escultura, comentam detalhes como se estivessem diante de uma pintura de um artista famoso. Compram e colecionam, por isso escolhem as melhores com profundo conhecimento de causa.
Embora eu tenha um conceito definido quando comparo esse material à exibição de uma fantasia sexual fetichista, devo concordar que muitas vezes, ao longo dos anos, tive meus momentos de turista em visita a um Museu. Várias vezes curti aquela assim: uma pausa, um café, um cigarro e a imagem preferida na tela a um palmo do meu nariz.
Excita, mas também relaxa. Faz a cabeça girar e o pensamento voar. Prá trás ou lá na frente, pouco importa. Até hoje encontro inspiração em sites de amigos e tento produzir algo semelhante, sem cópia exata, apenas uma idéia e nada mais. Aqui a recíproca é verdadeira, porque já discuti sobre sets, posições e os caras também viajaram nas minhas convicções.
O conceito de imagens fetichistas pode estar ligado diretamente à vontade de reproduzir as cenas em fantasias privadas. Nesse caso, funciona como uma preliminar, um aperitivo de uma noite longa entre dois adultos que tenham interesse de apostar nesse game.
A particularidade do fetiche impede que todos, sem exceção, tenham interesse pela mesma coisa. A lógica não perdoa.
Mas nem tudo que se cria na rede é repetido ao vivo e a cores na vida real.
Algumas fantasias ficam por lá. Quem sabe adormecidas no subconsciente de alguém que as deseja e não consegue a tão sonhada reprodução, ou simplesmente não combinam com as idéias dos espectadores.
Não encontro razões para sentimentos como inveja ou desdém, porque quem está na pista respeita o que sai da cabeça do parceiro. Da minha parte prefiro o aplauso pelo belo trabalho realizado. É a expressão do fetiche e se meus olhos captam a mensagem é porque há uma boa razão pra isso.
O legal nessas conversas é comentar sobre o que está em moda e sobre o que já caiu em desuso. Quer um exemplo? Cordas de seda, daquelas que se usava em adereços de cortinas. Quase não se vê mais, com exceção a alguns remakes dos anos oitenta onde elas eram a cereja do bolo. Hoje a moda é o algodão, a juta ou o cânhamo. Há espaço para nylon e cordas de alpinismo, mas em escala bem abaixo de uma quase unânime preferência.
O resultado desses papos, dessa troca de conceitos acaba na tela do consumidor.
Nesse mundo diferente a tendência é tudo, afinal existe o lado comercial, o sucesso ou a sobrevivência acima do sentimento fetichista.

Ficam de fora dessa história as cenas pornográficas. Nada contra, aliás, ninguém da indústria fetichista discrimina, apenas pertencem a outro segmento, mesmo que muitos considerem também como arte.
São horas de conversas transparentes e interessantes que o tempo passa e nem nos damos conta. Bom é saber que amanhã tem mais...

Para registro: hoje o Bound Brazil exibe o vídeo “No Mercy”. Terps e Lia numa revanche super sensual. Confiram!


Agradecimento especial a dois amigos por cederem as fotos que ilustram o texto de hoje: Dom (Paragon Videos) e Andre.
Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Outra


Nunca tive a intenção de transformar esse espaço num blog de reportagens, ainda que fossem fetichistas. Por outro lado, as histórias de experiências fetichistas jamais transbordaram minha cota. Adoro receber esses casos e repassar aqui. Creio que soma.
Essa não vem de uma mariposa apaixonada de Guadalupe e tão pouco de algum caminhoneiro chamado Arlindo Orlando, mas é muito legal e deixa uma pulga atrás da orelha. Quer ler?
O sujeito tinha um fetiche comum. Tão comum que era possível contar numa roda de amigos.
Gostava de assistir, como um bom voyeur, duas mulheres se pegando.
Esse é daqueles fetiches que por mais estranho que possa parecer, ninguém se atreve a argumentar o contrário. É como fetiche por bunda, ainda que seja renegado jamais é enxovalhado. Ces’t La Vie...
Num dia entre Janeiro e Dezembro de um ano qualquer, nosso amigo fetichista resolveu que era hora de correr atrás de sua fantasia, e não mediu esforços para conseguir o que queria.
Começou uma cruzada sem limites na tentativa de convencer sua namorada de dois anos a participar de suas folias. Gastou baldes de saliva, comprou todos os vídeos com cenas de mulheres transando, e teve seu esforço recompensado quando sua gata aceitou “colaborar”.
Tinha tudo planejado. Instruiu sua mulher a entrar em salas de bate-papo para interagir com outras meninas em busca da tão desejada terceira pessoa.
Conta que depois de muito garimpo, com sua participação direta e efetiva, algumas garotas deixaram o mundo virtual e encontros foram marcados. Um chopinho aqui e outro ali foi o suficiente para descobrir entre três ou quatro candidatas a parceira perfeita.
“ACM, ela era um sonho. Tão bonita quanto a minha namorada e apesar de deixar claro sua escolha sexual tinha muita feminilidade aflorada”.
Das mancadas nas primeiras transas a um desenrolar perfeito nas subseqüentes, o trio esbanjava energia em cada novo encontro, que se sucediam com mais força criando uma dependência esquisita a qual o cara não estava acostumado, e pior, nada daquilo havia sido planejado.
As transas comportadas de antes desapareceram e só rolava tesão se a “amiga” estivesse no meio da conversa.
“Minha participação foi diminuindo a passei a ser literalmente um mero espectador”.
Antes que a porta do quarto fosse fechada na sua cara, o cidadão foi chamado na chincha pela namorada que lhe deu três sapatos: um em cada pé e um na bunda. Dois anos e meio de namoro foram pro espaço e o sujeito entrou numa paranóica dor de cotovelo.
Tentou demover sua ex-mulher de todas as formas e nada. A outra tomara seu lugar.
“Em pensar que fui eu quem criou todo esse cenário de terror dá vontade de me jogar da ponte Rio - Niterói. Jamais imaginei que uma mulher que sempre apregoou aversão a ter sexo com outra mulher fizesse essa opção. Meus dias ficaram nublados por mais de quatro meses e só agora começo a entender e saber onde eu errei”.
Moral da história: sinceramente, não há.
Pode ser que alguém tenha uma posição definida quanto a este episódio, mas eu fico com a idéia de que ela achou um elo perdido, alguma coisa adormecida por dentro que despertou ao primeiro chamado, ou então, partindo pra briga, o cidadão não estava “com a bola que achava que tinha”.
Alguém chegou comendo pelas beiradas e levou tudo.

Realmente a sensação de perda é horrível. Não importa se existe fetiche ou não.
Não me venham com teorias machistas de que perder para outra mulher é ainda pior. Acho que ficar chupando o dedo é ruim em qualquer situação.
Melhor deixar que cada leitor ou leitora tenha a sua opinião.
No lugar dele eu aceitaria, ainda que fosse doloroso ou levasse um tempão. Só não abriria mão do fetiche, mas teria todo o cuidado do mundo da próxima vez.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Perigo


Se existe uma palavra que pode resumir a essência do bondagista é “perigo”.
A expressão do perigo nos olhos da parceira dispara o gatilho. Desde os tempos do desenho animado na infância, dos seriados de televisão na adolescência até as cenas montadas na fase adulta, a mulher diante do perigo iminente desperta qualquer fetichista que gosta de bondage (damsels in distress) do sono profundo.
É fácil deduzir, mas é difícil explorar.
Nessas horas é preciso ter habilidades teatrais para buscar a cena. Não adianta um belo cenário, nós simétricos sem a participação efetiva de quem é o foco principal da cena. O mundo real tem que ficar em outro plano e a viagem deve ser profunda, do começo ao fim, caso contrário a “brincadeira” fica sem graça.
E como nunca é demais dar dicas de como é possível introduzir esse jogo em suas fantasias, deixo alguns exemplos.
Agradecendo ao amigo “T” do site Moraxian, um especialista em criar situações de perigo.
Siga essa trilha!




terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sorria, você está sendo filmada


Faz tempo que venho bolando uma fórmula de fazer as pessoas com tendência fetichista se aproximarem das cenas. Tentar apenas, já é um ótimo começo.
De repente rola uma vontade intrigante de realizar uma cena fetichista por qualquer razão. Não importa muito. Pode ser pra presentear a alguém especial ou simplesmente guardar pra sempre.
Acontece brother, acontece. Algumas vezes a chama exibicionista pode estar restrita a quatro olhos, a quatro paredes, e nem sempre aparece uma chance de realizar a fantasia só pra si.
Mas dessa vez resolvi dar uma “mãozinha”.
A idéia não é convencer ninguém a se tornar uma estrela da indústria fetichista com o rosto estampado no site. Isso fica reservado para quem já faz, quem tem aptidão e está preparada pra tanto. O foco é dar o direito a quem não pode realizar esse tipo de cena por inúmeras razões, mas morre de curiosidade, de vontade de ver como fica.
Como nosso trabalho no site Bound Brazil se resume a bondage com doses de podolatria, está feito o convite para essas intrépidas meninas leitoras do blog. Não é concurso, nada a ver com jogo dos milhões. Totalmente grátis, tipo na faixa ou 0800.
Estúdio equipado com aparelhos de alta definição de foto e vídeo.
É só ligar as luzes e começar a brincadeira.
Bom, se a Adriane Galisteu fez, se a Guilhermina Guinle também topou, essa é a sua chance de ter seu book fotográfico e seu vídeo de uma cena de bondage idealizada somente pra você.
Pode ser da forma que quiser, aqui quem manda é quem recebe o presente. Todos os originais serão entregues, depois de tratados e nada ficará em nossos arquivos, afinal, tem tanta coisa aqui que seria até uma heresia achar lugar para um trabalho a mais.
Precisa ser fetichista? Não necessariamente, basta gostar.
Ontem falei aqui sobre a realização de fantasias. Passei um link de um site especializado nesse segmento nos Estados Unidos. O negócio é muito bem bolado, tem tudo de excêntrico e sagaz. Mas custa uma baba... Um seqüestro pré-combinado no modo mais simples não sai por menos de três mil dólares, mais de cinco mil reais. Se forem introduzidos detalhes a conta sobe e pode se tornar estratosférica.
Embora o presente para as meninas ligadas aqui no blog seja mais simples, o único gasto previsível pode ser o deslocamento até o Rio de Janeiro. Se a moça viver por aqui sai mais barato que uma ida ao Shopping.
Portanto, é hora de pensar no assunto.
Se a fome for igual à vontade de comer não precisa se expor. Basta enviar um email e a Lucia Sanny irá reservar um dia para se dedicar a sua fantasia. Ela, e todo mundo do Bound Brazil.
Toma nota do correio eletrônico: acm@boundbrazil.com

Se quiser enviar os detalhes da cena desejada a casa é sua.
Então, mãos à obra doutoras!
Não se esqueçam do cenário que pode ser desde fundo infinito até um dungeon dos mais sinistros ou tenebrosos.
Lugar de vergonha é dentro do armário. Leve sua cena de bondage já!

(Fotos: Terps e Mac no Bound Brazil. Elegância e beleza)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Kidnap Fantasy


Os caras anunciam assim:

A última palavra em fantasia. Imagine a mais emocionante e excitante aventura sexy de sua vida...
Sinta a adrenalina única, a sensação real de seqüestrar ou ser seqüestrado.
O cenário perfeito em parceria com a sensualidade. O coração bate de forma intensa nesta experiência erótica - a melhor emoção da sua vida!
Sua fantasia de seqüestro pode ser romântica ou emocionante, como você desejar, e pode ser para você, sua parceira, ou ambos. Essa fantasia pode durar até 24 horas e podemos criar cenários tão simples ou tão complexos, como quiser – depende de você e sua imaginação!
E, claro, podemos combinar nossas fantasias de seqüestro com a maioria de nossas experiências de outras aventuras, para tornar a sua fantasia verdadeiramente única.
Nós vamos ao extremo para se certificar de que cada detalhe é trabalhado. Todas as pessoas envolvidas estão aptas para garantir a sua segurança máxima e para criar a sua fantasia exatamente como você deseja que ele seja.
Podemos lhe passar todas as pistas para que você as siga, os melhores hotéis para te esconder, ou as masmorras mais emocionante para te jogar dentro.
Alguns exemplos de cenários para inspirá-lo.
Sua parceira é arrebatada na rua e levada para um local secreto. Nós vamos informá-lo onde você pode ir para salvá-la. Você chega a um hotel isolado, entra no quarto e vai encontrá-la sozinha, amarrada à cama com a melhor lingerie esperando por você.
Você é levado a um calabouço - sua venda é removida e você vê o seu destino pela primeira vez - a nossa seqüestradora vai mantê-lo cativo e atormentá-lo com todos os equipamentos à sua disposição durante o tempo que ela quiser.
Você também pode optar por seguir as aventuras elaboradas que temos para você. Nós vamos seqüestrar sua parceira e você poderá ouvir e ver o seu tormento através de pequenos clipes especialmente preparados, assim terá uma idéia do que nossas dominadoras estão fazendo com ela. Você tem que encontrá-la antes que a mulher malvada vá longe demais. Só você pode salvar a sua amada. Quer mais?
Os dois podem ser capturados juntos e jogados na parte traseira de um carro de olhos vendados. Vocês dois são levados a um estúdio profissional onde serão filmados e fotografados. Então decidirão o que fariam para ganhar sua liberdade.
Se você tem um orçamento específico ou cenário em mente, favor entrar em contato conosco pelo telefone (Somente para os EUA – 0870 0663583), ou através de nosso formulário de contato.
Todas as nossas fantasias de seqüestro são 100% legais e consentidas.
Nós nunca envolveríamos nesse jogo quem não está plenamente consciente do que vai acontecer.
Por isso, nunca peça para raptar alguém sem o seu consentimento.
Mas não se preocupe sobre estragar a surpresa, somos grandes mestres prontos para criar ilusões.

Gostou?
Por aqui não existe nada parecido, ou se há, ainda não chegou ao meu conhecimento.
Além das opções apresentadas, reparem que também estão prontos a realizar a fantasia que se tem em mente.
Imagine a sua...
Para saber mais sobre estas fantasias visite o site: http://www.pureexperiences.com/

(Fotos: Becky - Bound Brazil e Chrissy Daniels - Bondage Mischief)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Duct Tape


O Cinema costuma ditar normas de conduta. São vários exemplos.
Quer um deles? A fita adesiva ou de vedação, a chamada Duct Tape.
Invariavelmente nas mãos de malfeitores e psicopatas, essa fita está sempre em cartaz quando existe ação ou aventura na telona. Na era moderna, ela substituiu as cordas que amarravam e os lenços que amordaçavam as vitimas.
Fácil de manusear e com excelente resposta quando o assunto é imobilizar, esse material é sempre a primeira opção dos diretores cinematográficos. Não mostram nós desarrumados e ineficazes dispensando a presença de algum expert em bondage para a composição da cena.
Por conta desse sucesso, a duct tape ganhou lugar no mundo do fetiche.
Pelas mesmas razões do cinema, apreciadores de imobilização que não querem perder tempo em aprender a dar nós, lançaram mão desse objeto e trouxeram para suas fantasias.
E vou mais além. Combinam cores, ainda que o cinza seja o grande barato da história, porque remete as aventuras que combinam com a vida real, e recriam capturas justamente por ter essa compatibilidade.
Embora prefira a utilização da fita adesiva como mordaça, atendo a pedidos e realizo cenas no site Bound Brazil onde a modelo é imobilizada por duct tape.
Ainda que reconheça a sua importância na cena de bondage, assim como as cordas, algemas e lenços, sou de opinião que a duct tape tem uma ligação maior com a aventura do que com a cena de imobilização inanimada. Talvez pela facilidade de criar a própria restrição dos movimentos com a fita, porque ela não deixa muita opção nesse sentido, mas os próprios exemplos do cinema nos remetem a imaginar que as capturas e seqüestros consentidos, onde ela está sempre em primeiro plano, é a melhor escolha.
Responda rápido: no cinema moderno quando o assunto é aventura quantas cenas de imobilização com duct tape chegam agora a sua lembrança? E não precisa ser fetichista ou ter tendências bondagistas pra pensar no assunto. É pública e notória a preferência.
Hoje, existem materiais de excelente qualidade (na maioria importados) que são antialérgicos e não provocam os indesejados efeitos que a fita adesiva de baixa qualidade produz, como assaduras e a famosa depilação forçada.
Uma dica especial às dominadoras malvadas que se deliciam em grudar a fita adesiva nos pelos de seus submissos para depois arrancar: usem a antialérgica. Além de fazer o mesmo efeito quanto aos pelos, elas protegem a pele após a sessão.
Pra encerrar vale um esclarecimento: embora a maioria se refira a essa fita como “silver tape” é importante esclarecer que somente a de cor cinza pode ter esta tradução. O correto é mesmo duct tape, ou simplesmente, fica de vedação.

Footjob

Duas mulheres bonitas, pés bonitos e a cena perfeita.
Tudo para agradar ao mais exigente apreciador desse objeto do desejo feminino que reúne uma grande quantidade de adeptos: os pés.
O vídeo da semana do Bound Brazil, Forced Footjob, vai um pouquinho além, e explora o fetiche através da dominação com os pés. Scarlet imobiliza Jade Silva que é obrigada a adorar seus pés por longos minutos, fazendo a vontade da malvada loira.

Este é o tipo de vídeo onde as imagens valem mais que mil palavras.
As melhores cenas estão num photoset de altíssima qualidade que também será exibido hoje no site.
Assine e assista. Vale à pena.

Um ótimo final de semana a todos!
Vote consciente.