Tudo sobre fetiches. O site Bound Brazil. Vídeos, Filmes, Crônicas, Fotos e Humor. Atualizado semanalmente. Comentem, participem.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Maktub
É Pat você tem razão: ninguém tem a segunda chance de causar pela primeira vez uma boa impressão. O melhor é aproveitar e ensejo e subir no pau de sebo sem escorregar.
Então, depois de escrever setecentos artigos aqui vou partir em busca dos mil ainda querendo causar uma boa impressão.
E embora alguns possam pensar que o glossário fetichista tem um limite, sempre haverá um fato novo, algo capaz de ter relevância, de abalar alicerces e causar curiosidade. E já que não há uma segunda chance vou tratar da minha vida fetichista brother!
Engana-se quem pensa que vou sugerir que as damas inventem um bondagista para suas noites solitárias, ou ainda, para afagá-las quando estão à beira de um ataque de nervos – o que pensando bem, não seria nada mal. Minha idéia é fazer a própria terapia, aproveitando a deixa que me chegou como por encanto e de onde eu menos esperava, reúno a trupe no próximo feriadão e vou gravar o novo longa metragem do Bound Brazil 2011.
Até lá, contando os dias e as noites, vou deixar toda a adrenalina possível tomar conta desse escriba incansável e me preparar para viver a aventura de superar o que caiu no gosto de fetichistas e simpatizantes; o filme The Resort.
Dessa vez não vou subir a Serra. Vou deixar a montanha passar ao lado e usar o mar como pano de fundo. Aproveitar as belezas naturais da Cidade de São Sebastião numa trama de ação com a temática de Robbery Slave – “mulheres seqüestradas para se prostituir no primeiro mundo.”
Se o tema é manjado o roteiro não é. Peca sim, pelo excesso de beleza e sensualidade de um elenco que foi escolhido a dedo (nada pejorativo hein?). Mostra o BDSM sem cortes, sem distinção, passando pela captura ardilosa até cenas onde a tortura psicológica e física aparecem com extrema sutileza.
Confesso que esse tipo de produção me agrada. Já me amedrontou um dia é verdade, mas vencer desafios começa por criar autoconfiança dentro de nós. O desejo não é tirar onda com a cara dos gringos lá fora ou simplesmente passar a mensagem muda de que aqui também existe fetiche. Já foi tempo...
Agora é dar segmento, fazer melhor ainda pra não passar recibo.
Por isso acredito nas palavras da Pat quando diz que não há uma segunda chance para se mostrar pela primeira vez. O que vier depois do Resort tem que estar no mesmo nível ou acima. Tem que ultrapassar em vendas, corrigir o que os críticos detectaram como possíveis faltas (não falhas) e achar uma maneira de se mostrar diferente num tema comum.
Aqui não há espaço pra flertes com didáticas distintas. Não há comédia ou love history; é fetiche na veia, pulsando e levando o espectador a acreditar que tudo que está condensado naqueles oitenta minutos pode ser parte de suas próprias fantasias.
Quando for lançado em Julho, exatamente um ano depois do seu antecessor, esse filme tem que estar impecável, pronto pra ser degustado por mim, por vocês e por milhares de fãs do fetiche de bondage de todas as partes do globo. É a novidade que repete o passado, o que deu resultado, o que nunca deixou de ter seu lugar ainda que a tecnologia insista em pregar aos quatro ventos as vantagens das produções curtas ampliando os horizontes desse clichê.
Daí eu vou nessa, com uma idéia no papel devidamente organizada e uma parafernália de equipamentos para filmar o fetiche em alta definição. Rodeado de meninas fetichistas de verdade vivendo a ficção em cenas reais.
Desafiando a lógica, a ordem natural dos fatos, sem patrocínio financeiro e com o apoio promocional do Fetlife, que mesmo lá fora acreditou no trabalho de um cara que convenceu um monte de gente doida como ele a botar fé num sonho, ainda que no lugar onde viva ninguém dê a mínima para o que em civilizações evoluídas as pessoas chamam de cultura.
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quarta-feira, 30 de março de 2011
No tempo das Revistas
Os registros mostram que as revistas fetichistas com temática de bondage, os chamados “Detectives Magazines”, começaram a ser publicados nos anos 20. Algumas dessas edições do começo do século passado mostraram o fetiche de forma cômica com imagens de bondage sugeridas através de histórias hilárias onde mulheres eram amarradas, sem muita técnica ou critério, porém, sempre com destaque ao lado Damsels in Distress (Donzelas em Perigo).
Havia um número limitado desse tipo de revista, que ganharam uma conotação fetichista de mais peso alguns anos depois, entre 1946 e 1949, estampadas nas publicações bizarras de John Willie e nos anos cinqüenta pelas páginas da Eneg’s Exotique.
Essas edições desapareceram no final de 1959, época considerada como a derrocada fetichista que só voltaria à moda algum tempo mais tarde.
Com a chegada dos anos setenta e a tão sonhada liberação social alcançada pela luta da geração anterior, algumas revistas especializadas em bondage começaram a florescer nos Estados Unidos. Nessa época surgiram as edições da Harmony Concepts, House of Milan e Lyndon Dsitribuitors Magazine, que anos depois adquiriu todos os direitos e publicações da House of Milan. Essas revistas não tinham uma distribuição através de grandes editoras, eram vendidas em separado nos Sex-Shops que começavam a aparecer ou em sistema de venda de correio.
Tipicamente, esses magazines traziam um layout muito comum, com estórias de rapto seguidas de fotos de mulheres amarradas como ilustração. Uma foto ou no máximo duas para cada conto que preenchiam as cerca de vinte e cinco ou trinta páginas publicadas.
Algumas vezes as fotografias eram substituídas por trabalhos de artistas que desenhavam mulheres imobilizadas e começaram a fazer parte da história do fetiche.
Outro fato comum eram as entrevistas freqüentes com expoentes da indústria que não parava de crescer e tornavam-se famosos no mundo inteiro. Com exceção da Harmony Concepts, a Milan e a Lyndon passaram a preencher suas páginas com propagandas de seus vídeos que anunciavam em catálogo no final da edição.
Devido à pequena circulação, muitas dessas revistas apresentavam um material de pouca qualidade se comparadas à indústria pornográfica, e muitas vezes mais de oitenta por cento das páginas eram em preto e branco, contrastando com excelentes fotografias a cores. Nas décadas seguintes, com o sucesso alcançado e o conseqüente aperfeiçoamento começaram a surgir às revistas totalmente coloridas, sendo que algumas conservaram ainda o projeto “color and black white”.
Esse crescimento levou algumas revistas a mudarem de linha fetichista e as publicações com conteúdo BDSM passaram a tomar conta do mercado. Cada vez mais picantes, deixaram de lado o gênero Damsels in Distress inocente e apostaram numa nova linha alcançando um público ainda maior.
Nos anos noventa com a chegada da internet algumas dessas revistas aos poucos foram perdendo espaço, conservavam, porém, o aspecto BDSM cada vez mais acentuado onde muitas dominadoras tinham suas próprias revistas apresentando seus trabalhos e ainda conseguindo uma boa tiragem. Mesmo com o mundo cada vez mais globalizado, divas dominantes como Be Be LeBadd e Alexis Payne continuavam mostrando em revistas suas sessões de spanking e lançaram o estilo “Men in Bondage”.
Em 2003 todas essas revistas desapareceram pra sempre do cenário e são encontradas em saldos de pessoas que negociam como pérolas através da internet. A única edição remanescente de êxito é a famosa Taschen que conserva toda a tradição das antigas revistas criadas há anos atrás.
(Fotos: Capas das Revistsa Bondage Life/ Harmony Concepts publicadas por Lyndon Distribuitors entre 1977 e 2001)
terça-feira, 29 de março de 2011
Opções e Escolhas
Um dia, ainda menino, sonhei com a colega do colégio sendo seqüestrada por dois mascarados.
Pensei em ser seu herói, libertá-la dos raptores, mas depois analisei com calma e achei melhor ser um dos mascarados e no fim das contas eu já nem sabia ao certo onde estar naquele delírio. A única certeza era de que aquela menina de cabelos longos que sentava do lado esquerdo da sala estaria em apuros...
O tempo avançou e com a maturidade vieram os detalhes. E esses detalhes me faziam perder o sono e traziam o apavoramento de ser diferente dos demais, que contrastava com o êxtase de dormir e acordar com o Zé Mané a postos lá embaixo do calção sem imaginar as lindas bundas que a praia mostrava, só pensando nas mulheres amarradas dos filmes de TV.
A primeira providencia que se pensa é sempre exorcizar o fantasma, tirar o encosto. Porque ninguém quer ser o estranho no ninho e a roda de amigos não perdoa deslizes. A um passo de me tornar um Robinson Crusoé dentro da minha ilha solitária era chegada a hora de fazer uma escolha. Ainda que ficasse guardada, pra mim mesmo, mas não havia outra alternativa.
Onde achar literatura? Como saber se aquilo que te incendeia as entranhas também acontece lá fora? Há alguém nesse mundo como você?
Varri as enciclopédias em busca de uma única palavra: fetiche. Isso após uma longa luta pra descobrir o que era o fetiche. Hoje é simples, basta apertar o botão de busca do Google, mas estamos falando de mil novecentos e lá atrás...
Os estudos me mostraram, enfim, o meu mundo e por conseqüência me apresentaram a outros mundos. Então você descobre que existem combinações possíveis de serem encaixadas vindas de segmentos fetichistas diferentes, e por isso, um leque de novas escolhas aparece à frente. É hora de mais uma decisão: descobrir coisas novas.
A realidade, porém, é outra.
Ninguém pra conversar, pra dividir. As namoradas vão e vêm e se falta coragem de dizer aos amigos a confissão trava na hora de dizer a menina ao lado que você é o Dr. Jekyll, mas lá na frente ela irá se encontrar com Mr. Hyde. Os relacionamentos são efêmeros, transitórios e se você estiver interessado na pessoa por outro motivo ou razão, a culpa é iminente.
Sem mencionar o que sente os anos se arrastam e a opção por uma vida feliz se transforma num martírio em que uma mentira consciente abala qualquer alicerce. Não é difícil enxergar num horizonte próximo o final anunciado. Triste sina, doce ilusão.
Procurar um analista, um médico? Não, minha loucura é sadia, pois ela apenas envereda por caminhos diferentes, que não são tortos. Meu destino foi traçado quando via a menina da escola e tinha meus próprios planos e pra isso não existe remédio.
Nesse instante da vida alguns fetichistas desistem e deixam os sonhos morrer.
Abafam o caso da maneira mais óbvia sepultando o desejo em nome da razão. Apostam numa vida dupla, vivem literalmente o papel do médico e o mostro na vida real. E não há crítica, porque já tive meus dias de viver os dois lados da moeda sem a menor cerimônia. Minhas histórias, assim como a de muitos outros tiveram inicio com as meninas de vida horizontal. Algumas contei aqui e aquelas que por um acaso não mencionei as guardo com o devido carinho.
Portanto, com ou sem informação a manifestação fetichista por via-de-regra carrega um complexo de culpa. Em lugares onde a cultura e os padrões sociais rejeitam alguns conceitos tudo é mais complexo, e embora a descoberta nos dias de hoje esteja ao alcance dos olhos e fácil de ser decifrada, assumir determinadas atitudes tem um preço alto, principalmente porque o prazer não é hereditário o que obriga ao praticante a busca de auxílio fora de seu nicho.Ainda que tenha feito as minhas escolhas bem no começo a minha opção demorou bastante e em alguns casos ela fica escondida pra sempre.
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Mitos e Tabus das Relações no BDSM

Quando se fala em BDSM é impossível deixar de fora um importante detalhe: respeito.
Respeito às regras e à liturgia? Creio que sim, mas, principalmente o respeito às praticas e aos desejos alheios é que deve acima de tudo ser preservado.
Ora se está escrito lá no livrinho de regras que tudo deve pautar pelo princípio do são, seguro e consensual os praticantes teoricamente irão se apoiar nesse conjunto de normas. Porém, é inegável que muitas das vezes a entrega não se resume apenas à consensualidade, ou seja, assumir o papel de dominante ou submisso às praticas dentro de um envolvimento.
Sim, envolvimento, porque BDSM sem ser a dois vira punheta, siririca, coisa virtual.
Dominadores e submissos por muitas vezes violentam seus sentimentos em troca do prazer de realizar uma sessão. A busca aflitiva de alguns em deixar o campo virtual é tão intensa que no período destinado à negociação alguns aspectos importantes são sistematicamente deixados de lado. Há o mito de que fulano é bom nisso, naquilo, e que a fulana é a melhor aqui e acolá. Entretanto, muito disso deve-se ao fato de que alguns praticantes soltam aos quatro ventos o que fazem em suas histórias particulares, alguns por exercício do exibicionismo latente e outros por puramente extravasar egos ou, simplesmente a alegria de ter seus desejos atingidos.
Então tudo se transforma num mito. Cultua-se o óbvio por obrigação de servidão.
Na verdade, o que é extremante necessário numa relação desse tipo, desse quilate, é que os praticantes exerçam aquilo que está dentro dos seus manuais de desejo. É preciso ser autêntico para que as práticas sejam eficazes.
De nada adianta ser extremamente masoquista para realizar desejos sádicos quando não é essa a vocação do praticante. Sabe-se que desde que essas práticas vieram à baila os pares precisam de afinidade, de conforto. “EU NÃO VOU LEVAR TREZENTAS CHIBATADAS PARA AGRADAR AO MEU SENHOR”. Isso é fato, mas é preciso ter coragem pra admitir o erro antes que a relação se torne insuportável.
Como também não é válido expor desejos a alguém e depois simplesmente não aceitá-los.
Não há liturgia que acolha esses casos.
Os praticantes necessitam de estudos. Não só estudos litúrgicos ou leitura de experiências alheias. É preciso acima de tudo analisar seu próprio comportamento no universo fetichista antes de fazer parte de algum grupo ou apregoar virtudes para si mesmo.
A frustração é o pior dos males de uma relação D/S e será um grande aliado do egoísmo para destruí-la. Experimentar parceiros é valido, desde que essa busca fique evidente em cada relação que inicie. O “pra sempre” muitas vezes é bravata, fanfarronice, e lá adiante pode acarretar prejuízos a algumas pessoas que tentam vencer uma barreira terrível para a entrada no planeta fetichista: a timidez.
A regra básica para entender esse universo é saber que ninguém é melhor que ninguém. Ponto.
O que é bom pra mim nem sempre é o que ela espera, e assim sucessivamente.
Um detalhe deve ficar claro: exibir submissa ou exibir dono em festas, na Internet, serve somente para inflar o ego do praticante. O que se faz dentro da relação é muito mais importante do que isso.
Costumo dizer que não há meio mais ladeado de intrigas, fofocas e preconceito que o BDSM. Deveria ser diferente, afinal, lutamos muito contra isso e estar aqui, escrevendo, dando a cara à tapa é a prova cabal de tudo isso. Portanto, deixar essa paranóia de lado, o velho e tenebroso vício de saber da vida do vizinho através de intrigas palacianas é antiético, mesquinho e dispensável.
Sozinhos, somos poucos, um nicho quase sem expressão. Juntos, talvez possamos ter alguma representatividade. Quando aceito participar de alguma entrevista por conta de meu trabalho com o site sinto na pele a aversão das pessoas quando bisonhamente tecem comentários sobre o que viram e ouviram por lá.Pra essa gente de fora eu simplesmente estou cagando um quilo exato, mas quando gente como eu, que comunga do mesmo sentimento olha de lado, critica sem saber de detalhes do comportamento de pessoas iguais, a decepção é
grande.
Praticar o BDSM sem medo de certos tabus é um começo com enormes possibilidades de um final feliz.
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sexta-feira, 25 de março de 2011
O Bom, o Mau e o Feio

Se a vida nos prega uma peça e algo sai errado o melhor é não aceitar. A coisa certa a fazer é encarar, olhar de frente e lá adiante vencer.
Seria a síntese do otimismo exacerbado? Talvez, e ainda que eu faça do otimismo a fonte de inspiração pros meus dias, muitas vezes convivo com bons e maus momentos.
E se o fetiche é parte integral de nossas vidas, às vezes o que é bom pra mim não serve pra você. Na boa, há casos estranhos aos olhos e indiferentes ao que sentimos, mas se toda expressão fetichista é válida, conviver com o óbvio nem sempre é o melhor caminho.
Daí um amigo virtual se expressa via email e me conta um daqueles casos em que a fantasia desafia a lógica. Seria eu o analista de Bagé fetichista? Não, mas quem sabe essas linhas encontram abrigo em algum lugar?
O fato: “ACM, tenho bem claro na minha cabeça que a situação que maior realização íntima me traria seria estar elegantemente "vestida" como uma bela secretária executiva, senhora de si e que sabe que é gostosa. Devidamente "trajada" com um tailleur em tons de bege ou creme, estaria eu "sentada" ou em pé atendendo ao telefone ou fazendo qualquer outra coisa que me distraísse a atenção, e nesse momento alguém (de preferência um homem mais forte do que eu) chegaria por trás de mim e me dominaria. Eu poderia tentar me debater até para que a cena tivesse mais veracidade e não parecesse que eu já esperava o ataque. Mas, no fim, eu seria devidamente "subjugada" pelo meu algoz de ocasião. Depois, evidentemente, eu seria "amarrada" e "amordaçada" ou numa cadeira, ou numa pilastra, ou numa cama. São muitas possibilidades (infelizmente não dá pra passar uma linha férrea no quarto). "Amarrada" de costas numa pilastra, por exemplo, poderia ser simulado um sexo anal forçado contra a minha pessoa. "Amarrada" de frente, alguém viria por trás e apertaria meus "seios"... São situações assim que eu imagino quando penso na hipótese de me ver totalmente à mercê de um "tarado sexual" por algumas horas.
Para mim, são recorrentes os sonhos relacionados a essa fantasia que me acompanha há 26 anos. Penso que algumas das minhas poluções noturnas tiveram relação direta com isso.
Decerto eu já pensei em contratar os serviços de um "profissional" para satisfazer o meu desejo. Mas duas coisas pegam nessa hora: não tenho a princípio vontade de ser penetrado por um homem; e é claro que tenho medo de ser assaltado, de ser seqüestrado ou até mesmo ter minha vida posta em risco. Não seria a primeira vez que isso ocorreria no mundo.”
Seria uma fantasia normal pra ser realizada por uma mulher em busca de uma aventura comum, parecido com um seqüestro lúdico e consentido. Mas neste caso, um homem que afirma não ter nenhuma tendência homossexual quer estar feminizado e devidamente dominado por outro.
Nossas opiniões fetichistas algumas vezes aparecem desencontradas. Mas o critério a ser avaliado é relativo ao desejo de quem quer encontrar parceria para a fantasia. Dane-se o pensamento baunilha que somente separa sexo e nada mais. O fetiche é estranho aos olhos algumas vezes, mas muito leal ao coração.
Meu amigo virtual não quer ajuda, nem precisa, por saber o que quer em detalhes. Se alguém se habilita a suprir esses desejos simplesmente escreva. O email está no link “quem sou eu” a direita do blog.
Captured SecretariesSonho de consumo dos bondagistas, as secretárias em apuros vivem na fantasia daqueles que diariamente convivem com a colega de trabalho ao lado, quietos, mas com mil desejos ocultos.
A minha secretária era uma fera! A Scarlet do site foi morar na França, de vez, deixou órfão o site e a mim como patrão.
Aqui, no vídeo de hoje que o Bound Brazil exibe aos seus assinantes, Jordana e Diana Vidal encenam as secretárias capturadas por um
intrépido ladrão.
Tem self-bondage, hand gag, algemas, hogtie, tudo dentro de um escritório de verdade e trajes perfeitos.
Essas duas garotas bonitas vão bagunçar essa noite fetichista.
Confira esse vídeo curta! E as belas imagens do photoset.
Um excelente final de semana a todos!
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quinta-feira, 24 de março de 2011
Veredicto!

Não pense que é fácil se chegar a um veredicto.
Culpados ou inocentes, isso sempre circula em nossas cabeças. Onde eu errei? Nem a gente sabe.
Essas histórias de entregas definitivas e relações no meio fetichista têm dois caminhos irremediáveis: ou dá certo ou vai pro ralo.
Na hora que o mundo acaba dá vontade de arrancar as calças pela cabeça, xingar todo mundo e se cogita até o abandono à causa. Foda-se o prazer!
Depois, com calma, a cabeça esfria e o corpo padece. Vem o juízo, necessário e sábio.
Porque nesse mundo louco e relegado a poucos habitantes todos vivem em busca de espaço e emoções. Talvez, pensando bem, experimentar seja válido, sensato e até benéfico. Como? Ficou louco ACM?
Não ainda. Mas já vi tanta água cruzando debaixo dessa ponte que cada fio de cabelo branco testemunhou incríveis histórias que o BDSM revelou. O certo que deu errado, o errado que deu certo. Nessa paranóia absoluta onde cresce a agonia de sentir prazer a roda gigante nunca termina, ela gira de forma infinita até onde nossos sonhos nos levem.
E os sonhos que às vezes parecem realizados de uma hora pra outra viram um samba descompassado. O sádico que virou masoquista, o submisso que deu um tapa na cara da domme e a devassa que botou a bíblia debaixo do braço, virou santa e mandou os ex-confrades pro inferno!
E tudo isso é possível num universo onde a emoção sobrepõe a razão.
Toda loucura tem perdão quando o fetiche pulsa mais forte. Há limites? Claro, porque a lógica jamais abandona a quem dela se utiliza e abdica da insanidade.
Todas as vezes que abracei o BDSM o fiz em beneficio próprio. Aliás, quem não fez? Dizer que está aqui pra dar uma força à imensa comunidade reprimida é papo pra boi dormir.
Meus lamentos se resumem à saudade que tenho de pessoas caras, queridas, que por uma razão qualquer tocaram um belo foda-se pra tudo isso. É brother, o tempo não volta atrás e imaginar um mundo perfeito sem certas pessoas ao lado é como comer jujuba de dentadura!
Só que eu gosto dessa porra desde pequeno e se cheguei até aqui foi por obra e graça de um negócio que se chama ousadia.
Então falei essa gloriosa pasmaceira toda pra simplesmente dizer uma coisa bem clara: o BDSM não é de ninguém e nem síndico tem.
Cada um faz o que quer, o que bem entende e depois assume as suas conseqüências.
Só não vale xingar a mãe e inventar histórias. Daí eu fico puto e esculacho quem me esculhamba.
Portanto, ficar escrevendo besteiras a respeito dos outros tem um limite de aceitação. E ler é ainda pior.
Não vou dar nome ao artista – ou à artista – porque gosto sempre de achar que babaquice se ignora, se deleta.
Tenho mais de cinqüenta nas costas, vinte de história no BDSM e mais uns cem anos de sereno pra aturar bobagem sem nexo. Ler merdas a meu respeito é fácil: cago e ando.
Mas insinuar calúnia envolvendo uma pessoa que eu gosto, junto ao meu nome é putaria.
Daí, em bom português vale repetir só pra deixar as coisas claras: a Terps é minha amiga, sou mentor dela. Sou um dos responsáveis pelo crescimento dessa moça no mundo do BDSM. Ela é medalhista do Bondage Awards 2010. Conhecida no mundo todo, amada pela turma do bondage. E você? Quem é?Não como a Terps, porque não como amigas ou meninas as quais eu dedico minhas instruções.
Peço desculpas às pessoas que me seguem e me lêem por ter respondido através de um artigo que não deveria conter certas palavras.
Tudo que eu falei a respeito do BDSM serve pra dirimir qualquer dúvida sobre o que eu penso desse assunto. Que fique claro pra quem acha que minha história começa aqui e se dá ao trabalho de escrever merdas na rede.
Não gosta de mim? Foda-se de novo. Então, faça um grande favor: fale mal só de mim.
R.I.P
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