terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dando Vida aos Personagens


Um personagem não precisa de certidão de nascimento ou carteira de identidade para ter vida, basta nascer da imaginação de cada um que o cria. A relação dos criadores com alguns personagens chega a ser tão intensa fazendo com que eles tenham vida própria e sua história particular.
Esses “amigos imaginários” não passam de seres criados a imagem e semelhança de pessoas que gostariam ser como eles, de viver o papel desenhado para eles e vez por outra assumir o lugar desses supostos indivíduos.
Alguém pode estar pensando que fiquei maluco da noite para o dia ou entrei em definitivo estado de demência absoluta. Calma brother, não fumei nada além de um simples cigarro da Souza Cruz.
Fetichistas têm o hábito de criar personagens.
Convivem com eles algumas horas do dia e os deixam guardados em local seguro até que a próxima festa apareça e os faça reviver. Outros, porém, assumem uma dupla personalidade impressionante e caminham com ela, lado a lado, pela vida afora e se sentem felizes dessa maneira.
Há, também, os que às vezes renegam personagens criados e flertam com eles somente diante de um grupo de outras pessoas que compreendam a sua existência. Você esbarra com o sujeito na rua e tenta tocar no assunto do fetiche. O cara disfarça, olha em todas as direções possíveis e te diz: “tá maluco brother, aqui não dá pra falar, alguém pode ouvir e ferrou.”
Nem tanto ao mar e nem tanto a terra, o ideal é conviver com o personagem fetichista de forma relax, sem exigir muito, sem ter que dar satisfações e nenhum dos mundos.
Apesar de por a cara no perfil do blog não ando por aí com uma bandeira na mão defendendo o fetiche e seus praticantes como se fosse um revolucionário. Trabalho normalmente dez horas por dia, e após os compromissos escrevo os artigos aqui sem levar em conta essa questão. Meu personagem resume-se a sigla do meu próprio nome.
A intenção de escrever essa matéria visa desmistificar o universo fetichista e seus tabus.
Se um dia o famoso escritor Sérgio Porto usou o pseudônimo de Stanislaw Pontepreta e ninguém achou estranho, porque criticar alguém por criar seu próprio personagem fetichista?
Acho até que essa conversa de amigo oculto e imaginário andando do lado, invisível, é meio esquisita, e dá pinta de que o criador pode em determinado momento estar ligado a alguma coisas sem sentido, mas um personagem definido, com característica própria, principalmente quando visa à manutenção do anonimato, é perfeitamente aceitável, em todos os aspectos.
Cada um tem seus motivos. É a lógica.
E a receita só começa a desandar quando o fetichista cria mais de um personagem. O chamado fake do fake, aquele que inexiste e chega depois do que sequer existe. Porra, que doideira...
Mas é isso mesmo. Algumas vezes nascem personagens de alguns que foram criados anteriormente e, talvez por se sentirem sozinhos no planeta imaginário, arranjam espaço para um terceiro habitante da mesma mente criadora.
A essa altura todos podem pensar que estou bêbado escrevendo esse artigo dentro de um boteco em Copacabana. Explica-se: aqui no Rio, em toda a orla de Copa o sinal da internet é 0800.

É sério, conheço muita gente que embarcou nessa e atravessou o samba. Criou um dominador ou dominadora e na falta de um submisso ou submissa, deu luz a um novo ser com tais característica, pra não precisar de ninguém além dele mesmo e assim realizar suas práticas.
Politicamente correto brother, é o princípio de auto-sustentabilidade.
Quer saber, melhor deixar que meus amigos e minhas amigas postem nos comentários as suas impressões, afinal assim como eu, também criaram os seus próprios personagens.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quando Dividir é Tudo


Outro dia alguém comentou que a vergonha é o abismo do fetiche.
A questão não é concordar ou discordar, mas descobrir onde a vergonha exerce esse poder diante do fetichista. Ter vergonha de seus atos ou vergonha de exibir seus dotes publicamente?
São caminhos opostos como paralelas que nem no infinito se acham.
Porque o sujeito pode ter vergonha de se expor, aos amigos, à família, ou por qualquer outra razão. Isso é compreensível, afinal cada um sabe como cuidar de si mesmo.
O que não é aceitável é dizer que as pessoas deveriam ter vergonha de ser fetichistas.
Aí o bicho pega e funciona como um pisão em unha encravada. Justamente porque cada um tem que tomar conta de sua própria vida, meter o nariz no que lhe diz respeito e aos seus atos, sem se importar se o vizinho almoça e janta ou lava as mãos depois de fazer as suas necessidades.
O fetiche tem um senso de coletividade, comunitário às vezes, porque engloba pessoas com o mesmo prazer por fantasiar seus atos sexuais, ainda que essas fantasias sejam diferentes.
Eu poderia levantar o dedo e dizer: meu fetiche é transar com roupa de marinheiro. Por mais ridículo que possa parecer para alguns há que haver respeito, embora ninguém esteja obrigado a ver essa minha suposta cena grotesca.
O que dizer dos infantilistas? Não confundir com pedofilia, porque trata-se de pessoas adultas que se vestem de bebês para se relacionar sexualmente. Normalmente, pessoas desavisadas a respeito desse fetiche achariam graça, teceriam comentários ridicularizando e coisas piores.
Nesse universo paralelo, nada é absurdo, porque habita o imaginário de cada um que gosta de criar uma fantasia para ter prazer.
Como os dominadores que expõem suas submissas em blogs ou nas páginas do Fetlife. Os rostos são preservados, por questões sociais e morais, mas o prazer pulsa em cada comentário que recebem elogiando tal atitude.
Eu sou um destes comentaristas. Elogio a coragem e, principalmente, o aspecto coletividade, porque dividem com os demais as imagens que colhem entre quatro paredes. Divulgam o fetiche aos que amam e ainda não tiveram a oportunidade de viver essa fantasia.
Dividem o que lhes satisfaz plenamente, sem remendos, sem retoques, inteiramente grátis, por puro amor a arte e ao fetiche.
Hoje, me entristeceu a notícia que recebi do próprio MrZ dono do blog Escravas Brasileiras de que havia chegado a hora de encerrar as atividades. Nem por curiosidade procurei saber a razão, porque ainda tenho esperança de que isso seja apenas passageiro e a sentença dada por ele mesmo seja reformada.
MrZ é um espadachim do fetiche. Mostra sua escrava Raiane (foto acima) das formas mais exóticas, sempre pronta a revelar um segredo do fetiche que faz desse cara um expert na arte de encantar platéias. Ao vivo num Motel de Brasília ou nos vídeos que ele posta em seu blog. Quer dar uma olhada? Acesse: http://tinyurl.com/2vprn55
Quem sabe ajudamos esse cara simpático a mudar de idéia?

Portanto, opções não faltam pela internet para admirar o que esses intrépidos fetichistas disponibilizam na rede para aguçar corações e mentes que dormem pensando nesse tipo de fantasia.
Basta escolher, vasculhar e é fácil encontrar centenas de canais onde a coisa acontece em tempo real, sem cortes e muito menos vergonha de exibir a quem estiver interessado a sua própria visão do fetiche.
A foto que encerra esse artigo vem de outro grande amigo: Master_Mistery, mostrando os encantos de sua escrava Slave Love.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Sabiá Fetichista


Talvez eu precise mesmo de umas férias. Quem sabe esse dia a dia de puro estresse esteja causando embaralho em meu raciocínio. Pra acabar com qualquer nóia, o melhor é sair por aí tentando fazer alguma coisa diferente, fora do padrão, pra simplesmente deixar de lado a mesmice.
Então resolvi tentar encontrar pelo em ovo. Como um autêntico arqueólogo, parti para uma pesquisa pessoal na tentativa de saber de onde vêm os leitores do blog, ainda que pareça ridículo ou sem sentido para alguns, afinal sendo os textos em português teoricamente brasileiros e portugueses seriam a grande maioria.
Mas é aí que levei um escorregão e rolei escada abaixo.
Depois de pouco mais de dois anos de existência, esse espaço é freqüentado por leitores de todos os lugares. Os brasileiros respondem por cinqüenta e sete por cento da freqüência, e os outros quarenta e três por cento concentram dignos representantes de uma autêntica torre de babel, onde norte americanos, ingleses e alemães dividem a maior fatia do bolo, na ordem.
A malta de além mar que nos ensinou a falar o idioma soma cerca de quatro por cento dos leitores.
Conclusão: na terra onde canta o sabiá esse pássaro não é tão fetichista como deveria ser.
Das duas uma: ou o tradutor do Google é mesmo muito eficiente ou essa galera anda louca pra aprender português. Claro que fotos às vezes traduzem longos textos, mas se nós morremos de curiosidade de ler o que se escreve mundo afora, a equação aqui nessas páginas não é diferente.
Claro que dou as boas vindas a todos aqueles que utilizando essa ferramenta que cada dia que passa fica mais eficiente ajudando a globalizar, fazem desse blog um lugar pra espiar todos os dias, mas não baixo a guarda brother, e sigo na esperança de um dia ver os brazucas e os portugas comandando a festa por aqui.
A realidade é cruel, mas faz sentido. Nós começamos tarde, tanto aqui como em Portugal, Argentina, Espanha, e eles, os saxônicos, há tempos enxergaram uma luz que só agora brilha no nosso horizonte.
Só de pensar que muitos antes de nós deixaram o fetiche adormecer por pura falta de incentivo, ou até pela pouca oportunidade de encontrar reciprocidade desse lado do planeta, provoca um sentimento de perda profundo.
Porém, o tempo é agora pra quem está vivo.
E com essa frase estampada no pára-choque da frente da carreta o negócio é descer a ladeira e ver até onde nossos sonhos nos levam.
Acho que valeu a pesquisa. Sempre é bom aprender.
O trabalho de bondage da foto é do meu amigo Tony Korleone.

FUJA SE FOR CAPAZ

O titulo do vídeo de hoje do site Bound Brazil parece obra de pela saco.
Mas a idéia era essa mesmo. Amarrar duas mulheres e vê-las tentando escapar de todas as formas. Coisa de sádico!
E embora o sadismo não seja meu fetiche, às vezes é legal flertar com esse segmento, essa face do BDSM, porque deu gosto fazer as amarrações e ver as meninas tentando, tentando, e nada.



Então, pra quem quiser assistir esse colírio, basta assinar o Bound Brazil e ficar ligado na atração de hoje: “Scape if you can!” Com Jade Silva e Luíza Castro.
Um belíssimo photoset recheado de imagens maravilhosas faz parte do pacote de Sexta.

Um excelente final de semana a todos. Sem estresse!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Fetiche e o Sucesso


Como em qualquer lugar no mundo produzimos aqui, de tempos em tempos, as nossas musas perfeitas. Mulheres que da noite para o dia se transformam em símbolos sexuais, capazes de revolucionar cabeças adolescentes estampadas nuas na capa de revistas masculinas.
Estas divas pré-fabricadas sobrevivem por alguns anos até se tornarem juradas de algum programa de auditório ou aparecem diante das câmeras com uma bíblia na mão, disparando repúdio a qualquer tipo de manifestação as quais, via-de-regra, estiveram ligadas.
Assim, as Tiazinhas dos anos Noventa são hoje respeitáveis senhoras que em nome dos bons costumes ou convivência social ignoram seu próprio passado, que um dia as fez brilhar no estrelato.
Nada contra essas mulheres e suas escolhas que por conta própria ou guiadas por empresários visionários, conseguiram estar no topo de um segmento, e talvez essa última palavra seja a chave do sucesso: segmento.
Um segmento popular é o caminho mais curto para o sucesso. Dalí tudo pode se espalhar e ocupar um lugar de destaque que ultrapassa esse próprio setor, indo direto para a ponta da cadeia comercial que impulsiona o consumo. A briga é boa, mas compensa.
Não critico o sucesso dirigido. Se possuo um site fetichista na internet com finalidades comerciais, também busco espaço num segmento, e embora não seja pornográfico, apresenta imagens restritas a um publico consumidor. E mais: aqui fabricamos as nossas Feiticeiras e Tiazinhas também.
Se um dia alguma modelo for descoberta por um canal de comunicação que lhe permita vôos mais elevados e oportunidades além das que concedo, ficarei feliz, com o sabor de dever cumprido, mesmo que reste um pouco de dor de cotovelo.
E quando modelos ou atrizes reconhecidas pela mídia invadem as hostes fetichistas?
Neste caso, cria a sensação de que um craque de bola veio atuar no nosso time.
Portanto, daqui pra lá ou de lá pra cá, os sentimentos se confundem ou se condensam. O fetichista delira ao ver musas idolatradas exibindo em público aquilo que ele mais gosta.
Pergunte a um podólatra qual modelo ou atriz de sucesso ele gostaria de ver calçando uma sandália num comercial ou exibindo seus pés na revista Playboy?
A lista seria imensa, infinita, porque na imaginação de um fetichista existe espaço para qualquer delírio e tudo é encarado por uma ótica sonhadora capaz de virar o mundo de ponta à cabeça.
Pena que os nossos produtores não explorem mais esse segmento.
Em meio a tantas bundas bonitas poderiam aparecer mais pés. Em lugar de cangas ou toalhas deslizando pelos corpos dessas sereias poderiam estar cordas, ainda que fossem amarrações pouco fidedignas, mas que levassem com elas o nosso desejo de ver essas princesas mostrando o melhor do nosso pequeno universo.
Minha esperança reside no cansaço. Sim, porque não há imagem repetitiva que não canse os olhos, e nessa onda, novas idéias podem provocar um aumento significativo de temas fetichistas ligados ao prazer e ao sucesso.
Mas não há do que se queixar. Se há alguns anos atrás não tínhamos quase nada, hoje temos duas, três ou quatro mulheres famosas mostrando fetiche do jeito que queremos ver.
Porém alguém dirá: “tá reclamando de que ACM? Você tem mais de cento e vinte lindas mulheres amarradas e amordaçadas em seu site, ou não?”.

Claro que sim e divido com todos, afinal estão todas lá, prontas para serem devoradas pelos olhares mais detalhistas da face da terra, mas mesmo assim eu quero mais, quero tudo, quero o fetiche na mídia, porque se o que gostamos é sadio nada mais justo do que termos a Guilhermina Guinle pra guardar a sete chaves e olhar quando houver a necessidade de flertar com o que é maravilhoso.

(Fotos: Guilhermina Guinle e Fani, ex BBB)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Doze Dias


Faltam doze dias para a Rio Fetish Night.
Já falei sobre as atrações da festa aqui.
E como não é bom dormir de touca, o negócio é colocar seu nome na lista amiga na comunidade Point BDSM no Orkut e gozar dos descontos para os que garantem presença na festa.
A Rio Fetish Night nasce com pedrigee, tem a marca do sucesso que dá pra prever faltando pouco mais de dez dias para o evento. Basta ver pelo tamanho da lista amiga da comunidade e da grande procura, através de mensagens aqui no blog e no Fetlife.
A galera do fetiche vai com força.
Para quem ainda não garantiu lugar no evento vou repetir as dicas:

RIO FETISH NIGHT
Segunda-Feira dia Seis de Setembro, véspera de feriado.
Local da Pajelança: Vibe Club (Foto)
Avenida Men de Sá, 331, no corredor cultural da Lapa, RJ
Início: 21 horas
Traje: Dress Code ou Preto

Dá uma olhada na relação de quem está se aprontando pra festa:

Mistress Bela
Sra. Loba Domme
Marco Feet
Mistress Vamp
Kimbaku
Eris de Troia
Sra das Flores
Tie
Narcisa Adrastea
Rainha Dourada
Gordinha Rj
Domme Naja
Sr. Wz E Princesa
Lord Animal X
Mestre Votan
Del Monica
Korva
La Femme
Tapete Gaucho
Sr. Policial Sádico
Lindinha
Nelson/Rj
Rainha Scarlet

E seu amigo escriba aqui com várias modelos do Bound Brazil a tiracolo.
Mais perto do evento eu confirmo a lista das princesas do site e mais fetichistas que estarão por lá.
Imperdível.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Primeira Vista


A pessoa pode estar encantada por imagens fetichistas, afinal se existe identificação passa a ser uma doce realidade, ainda que virtual. Tudo é mágico no reino da fantasia...
Mas chega o dia em que essas imagens são vistas a olho nu, e o primeiro contato pode ser sinônimo de apego ou abandono.
Por mais experiente que seja, o fetichista sofre um impacto quando se depara com sua própria semelhança, quando percebe que aquilo que está diante de seus olhos é real, carne e osso, como se alguém o tivesse removido do conforto de sua sala pra dentro de um dungeon.
Há que saber lidar com isso porque a primeira imagem ninguém esquece.
Qual bondagista nunca tremeu ao fazer os primeiros nós na primeira parceira receptiva?
Comigo não foi diferente.
Me lembro de um dia em que passeando pelas ruas de Amsterdam tomei coragem pra entrar num dungeon de aluguel. Já contei esse caso aqui, em detalhes, de quando enchi a paciência de uma dominadora com as minhas perguntas idiotas.
Não havia internet, nada era parecido com a realidade. E olha que eu já tinha firmeza de propósito, sabia exatamente o que queria e trazia na bagagem uma experiência, ainda que pequena, acumulada com namoradas antes de estar ali.
Juro que senti a dor do primeiro submisso maltratado pela loura. A mulher parecia imensa brother, porque além de seus um metro e oitenta, aquele salto de uns vinte centímetros a tornava gigante, em altura e atitudes. Enfiou um plug no rabo do cara, torceu-lhe as bolas e as amarrou torcidas, de forma impiedosa. O sujeito só gritava e jamais pedia arrego. Assisti a tudo na poltrona da mulher porque ele queria público. Estávamos eu, uma senhora com cara de cafetina e um baixinho que seria o próximo da fila.
Essa cena ficou gravada no meu subconsciente, tatuada na lembrança e até hoje recordo de cada detalhe como se estivesse naquele lugar cheirando a mofo e velas queimadas.
Nunca tive tendência sadomasoquista, mas queria ver como era, saber de tudo.
Uma vez, faz tempo, levei uma amiga na qual tinha interesse a uma festa fetichista. Era a chance de apresentá-la ao meu mundo underground, ao meu lado B. Temendo que ela passasse algum desconforto, tratei de explicar diferenças, consensualidade e critérios. Fui didático, litúrgico, usei toda minha experiência em prol de aproximá-la do fetiche para fazer minha proposta indecente.
Deu tudo errado. A mulher tomou horror por tudo que viu e nem me deu brecha pra tentar dialogar, explicar que meu fetiche começava e terminava com cordas. Nunca mais usei essa tática. Perdi, aceitei e fui em frente.
Por isso é muito complicado convencer pessoas sem qualquer identificação com esse tipo de práticas sexuais a aceitar uma aproximação. Como diria um amigo, é como chover no molhado, malhar em ferro frio.
Resumo da ópera: procure saber como tudo se processa antes de se aventurar.
Nos dias de hoje a literatura é farta e gratuita na internet, fotos e vídeos estão disponíveis para cuidar desse approach entre o fetichista e seu universo, basta ter vontade e saber escolher de que lado do campo é melhor jogar.

Evitar apostas em práticas que não lhe dizem nada e ter consciência de que ninguém, nem mesmo os mais experientes sabem tudo, porque nesse mundo “diferente” não existe os donos da verdade. Cada um, com o tempo, deve aprender a conviver com seus próprios impulsos sem se deixar atrair por coisas estranhas aos seus sentimentos apenas por sugestão.
É fácil conviver com o fetiche depois que se aprende tudo a seu respeito: basta nascer com ele nas veias.

(Fotos: Red Light Amsterdam)