terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que você faria?


As linhas a seguir reproduzem de forma exata o que diz essa gata.

Meu nome é Abbey, eu sou jovem, sexy, loura, uma submissa em Londres. Eu tenho 21, bem vividos... Já me disseram que eu sou o sonho do verdadeiro mestre...
Sou a submissa Abbey.
Gosto de todos os castigos corporais e também de bondage. Gosto de ser amarrada, provocada sexualmente e realizo sua fantasia com serviço pessoal completo.
Eu sou uma jovem que cresceu fantasiando sobre espancamento desde a adolescência. Meu desejo é a punição disciplinar por razões muito reais. Eu costumava assistir a vídeos online de castigo antes de mesmo de completar a maioridade... Sempre flertei com alg
uma coisa que pudesse despertar a necessidade de ser punida. Não vai demorar muito para você me ver contorcendo e lutando, pois o que fica claro para mim é que suas cordas e chibatas tenham tudo a ver...
Se você tem predileção por deixar marcas em vermelho escuro, eu tenho certeza que você vai adorar a minha bunda. Firme, redonda e pronta pra receber as suas marcas. É tudo quase perfeito, exceto meu matiz vermelho. Mas eu tenho certeza que você vai saber como lidar com isso.
Eu gosto de começar descobrindo, testando, sendo testada, mas depois, eu realmente gostaria de ser empurrada para dentro dos meus limites. Gosto da surra em níveis diferentes, de um spanking lúdico, e da mão firme para punições disciplinares. Meu fetiche favorito é ser amarrada e surrada um pouco acima dos joelhos.
Vestir-se em diferentes trajes e fantasias através de dramatizações submissas é algo que eu gostaria muito de fazer! Ser uma colegial travessa que faltou a aula e provocou um problema, e, por isso, mereceu o castigo,
esfregou a bunda dolorida e disse: senhor, sinceramente, acho que eu aprendi a "lição”. Me excita muito.
Eu gosto de usar meias brancas até o joelho e uma saia curta sem calcinha, mas muitas vezes eu preciso lembrar que a insolência, atitudes e um desrespeito saudável pela autoridade vão me levar à punição ...
Eu tenho um grande aparato de utensílios para castigos corporais e uma vasta coleção de uniformes e roupas para todas as fantasias submissas.
Visite-me na Baker Street aos sábados.


Pra conferir aqui vai o link dessa garota travessa: http://tinyurl.com/246mkr4
Claro que assim como tudo que é bom nessa vida, essa aventura tem um preço, aliás, um preço bem salgado, em Libras. Por mais prazer que ela demonstre no que descreve como gosto sexual, ela atende a estas práticas para faturar. Entretanto, deve ser bem avaliado porque nem todas as mulheres que se dispõem as práticas de prostituição aceitam ser castigadas, e muito menos descrevem com tanta riqueza de detalhes.
Ainda que estejamos falando de “coisas do primeiro mundo” essa fantasia tem sempre um risco. Psicopatas existem em todos os lugares e Londres não seria uma exceção. A história está aí pra provar.
Talvez um dia essas novidades desembarquem por aqui. Quem sabe as meninas que optam por este segmento descubram que o fetiche é um filão a ser explorado e, que seus praticantes, se forem verdadeiros, dão muito mais valor a detalhes do que os baunilhas viciados em bundas e corpos sarados.

Exemplos já mencionados aqui mesmo, em matérias passadas, dão conta de que bem perto daqui, no nosso terceiro mundo, em lugares como Argentina e República Dominicana essa prática já aparece em destaque.
Por aqui, algumas dessas garotas ensaiam alguns passos como dominadoras e apesar da pouca habilidade com a nomenclatura fetichista, encontram sucesso por este caminho. Quanto às submissas, se alguém souber me mande notícias.

(As fotos são da Abbey)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Simbiose


É aquela velha história: existem coisas que nasceram umas para as outras.
Dentro do mundo fetichista a simbiose se acentua com mais evidência do que no universo ao redor. Quer exemplos?
Sei que vou levar cacetada de todos os lados, mas mesmo assim, sem essa de ficar em cima do muro. Se ficou no pensamento é melhor assumir.
Salto alto nasceu para os pés das damas. Sei que existem milhares de adoradores de pés que babam por havaianas, sapatilhas, mas nada melhor que uma mulher e seu salto. Assim como é fácil afirmar que elas, as mulheres, têm jeito de vítima. Calma senhoras dominadoras, por favor, não confundam vítimas com submissas. O personagem ao qual me refiro faz parte da fantasia do bondagista por heroínas em perigo. Ninguém pensou em açoitar uma dominatrix, mas ela não está imune a ser o alvo da fantasia de um fetichista.
E assim se move a comunidade fetichista, sempre encontrando relações que sejam mutuamente vantajosas. Por que não? Ou seria exagero dizer que todo submisso precisa de uma dominadora? E vice e versa, é claro.
Dentro das paredes do underground fetichista para toda a ação corresponde uma reação.
Fora deste circuito é mais complicado saber sobre a personalidade alheia. Você pode estar num bar, numa casa noturna, onde for. Uma olhada daqui e outra de lá, pronto, rolou a química. Desse ponto em diante começa uma batalha silenciosa na tentativa de descobrir quem é quem. Onde aquece a pólvora para disparar o gatilho e coisa e tal. Por maior que seja a interação entre estes ilustres desconhecidos leva tempo pra saber as coisas mais simples.
São as inevitáveis diferenças.
Num ambiente fetichista é fácil descobrir quem combina e quem dá choque. Sim brother, tem mulher que só no olhar você sabe que se enfiar o dedo naquela tomada vai morrer torrado. Não precisa ter sexto sentido ou brincar de mago adivinhão, porque está escrito na testa.
Mas ter uma vida a dois sadia no mundo fetichista não é tão simples como possa parecer. Há que combinar sonhos e fantasias e nem sempre o que é o desejo de um alcança a ansiedade alheia. Além disso, também pesa o caráter, a conduta dentro e fora desse clubinho fechado cheio de vantagens e cercado de armadilhas. Quem nunca caiu numa dessas?
Enfim, para que a simbiose seja perfeita não é preciso apenas que haja conjunção de interesses e taras. Há muito mais fatores a serem descobertos para que se possa chegar próximo a plenitude.

O Zé Luiz pediu e o link segue abaixo.
Leitor do blog desde o começo, o Zé tem a mesma mania que eu e outros tantos: um perdigueiro pronto a encontrar pegadas que nos levem a descobrir cenas interessantes, sempre na direção do fetiche.
Hoje a dica do Zé nada tem de damsels in distress. Aqui o buraco é mais embaixo.
Estamos falando da série CSI Las Vegas, segunda temporada, oitavo episódio, chamado “Slave of Las Vegas”.

http://www.megaupload.com/?d=NREJFS47


Noves fora a retórica da série CSI sempre enfocando dois casos, um importante e um segundo nem tão relevante, o episódio engata a quinta e apresenta um enredo interessante. Se não é rico em cenas é altamente elucidativo e traduz em detalhes tudo que acontece num clube sadomasoquista de alto nível. Desde a capacidade da proprietária em desvendar os desejos de quem chega através de atitudes e olhares, até os termos corretos do BDSM.
A morte de uma das dominadoras do local é o mistério a ser desvendado desta vez.
Vale ficar antenado e baixar o seriado na íntegra em ótima resolução de som e imagem. Com legendas em português.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Festa do Reco


Tinha tudo pra ser uma daquelas festas de jovens em busca de aventura.
Desculpa pra namorada, sexta-feira de lua cheia, calor e muita disposição. O Reco ia se mudar e armou uma social na casa vazia.
Bebidas rachadas, vinte e poucos anos, seis amigos e pelo menos dez garotas. Algumas conhecidas e outras recém chegadas. Musica boa rolando e muita adrenalina.
As pessoas foram “se achando” quando o álcool começou a fazer efeito. Me lembro que rolou até lança perfume. A luz era quase imperceptível já que por precaução tratamos de sumir com as poucas lâmpadas que restavam, e nesse vai e vem, embolado com alguém num solitário sofá que deixaram na casa porque já não suportaria o transporte, notei um camarada do meu lado esquerdo com os pés da garota enfiados dentro da boca.
Devido a pouca luz (quase um breu) era impossível ver quem era.
O cara lambia, cheirava, fazia miséria e ela chapada era só gargalhadas. Cócegas? Talvez.
Mas o fato é que fetiche naquele tempo (olha que estamos falando de oitenta e qualquer coisa) era assunto proibido. Gostar de fetiche era coisa de tarado, maníaco sexual e outros predicados. E o cidadão não estava nem aí pra qualquer um que desse de cara com aquilo.
Fiquei tão ligado na imagem que meu tesão se multiplicou. Seria algum instinto de voyeur correndo nas veias? Sei lá, mas que a visão de uma cena pouco comum provoca a libido eu não tenho dúvidas.
Pois com o fetiche rolando ao lado tratei de me embolar com a garota de forma voraz. Era um beijo aqui e o olho grudado ali. A mulher já estava totalmente entregue e eu me embalava a cada olhada no podólatra se esbaldando à minha esquerda. Era um olho no gato e outro no peixe, uma paulada aqui e uma olhada pra lá.
Quando o cara mudou de posição pude ter certeza de quem era. Um parceiro, amigão, que jamais tinha confessado sua preferência por pés.
Fiquei com a cena na cabeça e pensei: vou amarrar essa mulher!
Tirei o cadarço do tênis e ela me deu um fora. “Nada disso. Que porra é essa?”
Insisti mas no máximo só rolou amarrar um pulso. Ficou parecendo uma rabiola de pipa mal feita. Um lixo. Mas o circo estava armado e parti com tudo, mesmo que o bondage comparado a podolatria do meu amigo tivesse a marca da imperfeição.
A festa foi rolando e as horas passando até chegar à irmã do Reco e acabar a brincadeira.
Mas engana-se quem pensa que foi ela quem acabou com a festa.
O bafafá melou quando o Reco pegou o Sérgio comendo a irmã dele...
Nunca tive coragem de tocar no assunto com o meu amigo. Fingi que não vi e ele talvez nem estivesse interessado em saber se alguém tinha notado sua podolatria.
Os tempos eram outros e a cabeça também.
Valeu a festa e, principalmente a lembrança.
Tempos difíceis. Hoje seria mais fácil. Porém, vai saber?

Diana Vidal Week

Falei dessa musa aqui essa semana.
Mas esse é um daqueles casos em que falar é quase nada perto do que se pode ver.
A Diana deu um show nos ensaios desta semana do Bound Brazil.
Sente o olhar.
Sempre relembrando que neste mês de Novembro, quando o site completa dois anos, cada semana é dedicada a uma modelo em especial.
O vídeo de dez minutos é um colírio pra quem gosta de bondage e silver tape. Não custa lembrar que é um dos materiais utilizados para imobilização mais pedidos por bondagistas.
Junto, o site exibe um photoset com as melhores cenas.
Um prato cheio. Imperdível!

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Bondagista Feliz


Acho bacana postar algumas histórias que recebo por email.
Primeiro vale esclarecer: pra quem ainda não sabe, do lado direito aqui do blog tem um link chamado “quem sou eu”. Ao clicar aparecerá minha cara simpática e abaixo em azul a palavra “email”. Basta clicar e mandar uma mensagem.
De lá chegam essas historinhas como a que vem a seguir. O legal é a não necessidade de se identificar e, ao mesmo tempo, me faz pensar se o que chega é fruto da imaginação ou realidade. Ainda que essa incógnita perdure não muda o sentido da coisa e tão pouco causa desmerecimento de quem enviou. Porque mesmo sendo uma grande fantasia, há motivos de sobra para aplaudir a iniciativa de quem se desprende a incrementar esse espaço.
Dentre tantas, procuro escolher sempre a que mais se assemelha a realidade.
Então vamos a ela.
O sujeito é apaixonado por criar fantasias sexuais que envolvam o aprisionamento na hora do sexo (bondage para os íntimos). Pra ele, não importa se ela é a vitima ou ele próprio. Como um bom switcher, curte a fantasia da forma que vier, e como afirma, fica por conta de quem se habilita primeiro.
Como esteve em tempos de vacas magras, vivia a escassez de namoradas, decidiu se aventurar pela internet até descobrir uma clinica de massagem. Ora, não é de hoje que se sabe que esses lugares oferecem aos clientes muito mais que simples massagens corpóreas.
Se confessando sem jeito ao chegar ao local, foi levado a um dos quartos com uma maca rodeada de retratos do corpo humano e diplomas. Uma simpática atendente lhe falou das condições e aos poucos meninas entravam naquele lugar acanhado onde ele estava e se apresentavam de maneira formal. Dois beijinhos, sorrisos e uma pequena volta para mostrar os dotes.
“Me senti um sultão”. Assim ele definiu a cena.
Escolheu a massagista de sua preferência, tomou uma boa ducha e ficou a espera.
Ela reapareceu com um roupão de seda em cima de um belo salto pronta para a sedução. A massagem? Aquela altura, peladão na maca só pensava nos “finalmentes”.
Deitado de bruços percebeu que a moça deixou o roupão escorregar e uma linda tira de seda caiu primeiro. Ligado no desejo, imediatamente sugeriu que a brincadeira fosse diferente. Pediu para ser amarrado à maca e ser massageado daquele jeito. A moça sorriu, atendeu seu desejo, e ao atar suas mãos de forma carinhosa e gentil escutou nosso nobre bondagista pedir que fizesse como deveria ser. “Amarra direito!”.
Ela atendeu - “quase estrangula meu pulso “- e começou a comandar a festa.
Com óleos aromáticos e cremes o cara se viu nas nuvens. Uma hora de sacanagem bem feita por cem pratas. Realmente ele não tem que reclamar da sorte.
Depois desse dia, conta que experimentou com todas as meninas da casa e ainda foi além, tentando a sorte em outros estabelecimentos. “Quase vira um vício”.
Nosso amigo termina o relato afirmando que nem todas às vezes foram perfeitas. Algumas das moças não entenderam a mensagem, chegaram a achar ilógico e lhe pregaram algumas peças. Mas num cômputo geral esses encontros nos fins de tarde lhe renderam ótimas transas fetichistas.

Resumo da ópera: o ingrediente principal para uma boa receita de fetiches é a tentativa, ou se preferirem a ousadia. O contexto de quem não arrisca não petisca é politicamente correto para quem tem em mente uma fantasia.
O bondagista do relato recorreu às meninas de vida horizontal para por em prática seu fetiche, já que não gozava de parceira afetiva. De forma direta se arriscou numa aventura sem medo e foi feliz.
Talvez esses raros momentos lhe sirvam de experiência para vôos mais complexos.

Eu também tentaria. E vocês?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bondage na tela: o que evoluiu?


Dizem que a Internet existe a mais de 20 anos. Começou como um projeto de estratégia militar norte-americano e acabou se transformando no atual meio de comunicação, que possibilita a troca de informações entre milhões de pessoas em todo o mundo.
Mas foi nos anos noventa que tudo evoluiu.
Dessa época em diante, durante o “boom” da Internet, as produções comerciais de bondage saíram das páginas de revistas e das fitas de vídeo em VHS para se espalhar de vez aos quatro cantos do mundo. Claro que tudo evoluiu, o fetiche em si se propagou, mas a evolução das produções é evidente tanto pelo lado tecnológico como pelo aspecto fetichista.
As primeiras musas que aceitaram o desafio de posar imobilizadas como vitimas de raptos, marcaram época, vivem até os dias de hoje na lembrança daqueles que navegam desde o começo por esse universo e, embora tenham se retirado do cenário, suas obras tornaram-se raras nas mãos de colecionadores.
Hoje, quase quinze anos depois do aparecimento dos primeiros sites especializados, diversas modelos ou atrizes tomaram de assalto a grande rede e multiplicam-se a cada dia que passa. São novos talentos em busca de espaço. Amparadas por toda uma estrutura tecnológica capaz de gerar recursos de melhoria e edição das imagens, as novas heroínas tentam conservar o que suas precursoras criaram para o grande público. Instruídas por diretores que se baseiam sempre no que foi produzido lá atrás e na própria essência do fetiche, as meninas de hoje não têm mais a missão do desbravamento, porém, lutam contra uma concorrência que anos atrás simplesmente não existia.
Se comparado as artes o fetiche se revigora, mas não reinventa talentos.
A capacidade de representar o fetiche de bondage na Internet vem do âmago. A modelo leva jeito pra coisa ou não. Esse batimento cardíaco que rege o coração fetichista é posto à prova quando a imagem inunda a tela e leva o selo do espectador.
Não se pode criar uma nova musa. Ela apenas aparece e ganha seu espaço.
Também não é justo comparar uma menina que ensaia os primeiros passos dentro do mundo fetichista com alguém que durante anos reinou absoluta. Há que haver concessões, deixar que ela própria alcance seu momento e tenha o talento das divas do passado somente como exemplo, jamais como espelho, como a obrigação de fazer da mesma forma.
É possível para nós produtores de cenas de bondage fazermos uma releitura do que deu certo, desde que sejam respeitadas as devidas diferenças. O “remake” é bem vindo, por quem viu ou quem não teve a oportunidade de assistir. Sem exageros, porém.
É importante estender o debate. Creio que ele não pode ficar restrito aos criadores de cenas ou posições. O público que gosta, que delira, que paga pra ver, deve ser convidado a dar opinião, a tirar dúvidas e deixar claro o que deseja.
Em dois anos produzindo o site Bound Brazil coloquei na grande rede quase cento e trinta mulheres brasileiras apresentando cenas de bondage. Um recorde. Talvez existam sites com este acervo, ou até maiores, entretanto com mais de dez anos de existência o que gera um vasto arquivo.
Destas cento e trinta meninas somente parte delas assumiu a batalha, fincou bandeira e marcou território. Muitas delas chegaram, provaram e acharam melhor nunca mais voltar.

Como diz meu amigo Sabre, um Inglês pra lá de conhecedor do assunto, elas vêm e vão com tanta rapidez que sequer dá tempo pra avaliar o desempenho.
Mas este é o teor do desafio. Quem está na chuva...
O velho e o novo sempre foram passíveis de comparação, isto é fato.
Pra mim o antigo serve de inspiração para tentar fazer o melhor e apresentar a novidade de forma correta.
Nas fotos duas musas de ontem: Andrea Neal e Tyler Scot. Inspiração.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Restrictive Footwear


Já ouviram este termo antes?
Restrictive Footwear é um fetiche. Traduzido ao bom e velho português diria que trata-se de castigo através de sapatos apertados, ou seja, uma pessoa que normalmente calça sapatos trinta e oito ser obrigada a utilizar sapatos trinta e seis.
Existem praticantes. Claro que este tipo de fetiche via-de-regra se enquadra com bondage, afinal, se a idéia é forçar uma pessoa a utilizar um calçado menor, nada melhor que restringir também os movimentos.
O mais intrigante desse fetiche é o feedback. As mulheres são a maioria esmagadora dentre os praticantes, aqui e lá fora. Existem mulheres masoquistas que se auto castigam com o uso de sapatos apertados. Já cheguei até a ajudar na construção de cena nesses casos.
Criei um cenário muito louco para uma amiga que pratica self-bondage e também restrictive footwear.
A instrução foi à seguinte: numa forminha de gelo colocar as chaves das algemas e cobrir com água para congelar. Em seguida, retirar o cubinho de gelo com as chaves congeladas dentro deixando ao alcance. Calçar os sapatos, com uma corda atar os joelhos e os tornozelos bem apertados. Se for do interesse uma mordaça. Prender as algemas com as mãos para trás. Daí é só esperar o gelo descongelar para sair do suplicio.
Dependendo das condições de temperatura e da época do ano o castigo será duradouro. Se for verão, as coisas tendem a acabar mais depressa. Porém, para quem gosta de sentir o aprisionamento e tirar prazer de situações doloridas é uma boa dica.
O fetiche por sapatos apertados desperta interesse em alguns praticantes de podolatria também. Embora se saiba que tudo que diz respeito a sapatos e pés faz parte de seu universo, somente um grupo de podólatras admira alguns detalhes que sobressaem após o uso desses calçados menores que os pés. As marcas deixadas nos pés e o suor proveniente do desconforto são alguns dos aspectos.
Não sei ao certo se as mulheres que gostam de ter os pés e o corpo totalmente restritos de movimentos podem ser chamadas de masoquistas. Talvez o uso do calçado apertado neste caso funcione como uma forma de restrição apenas, e assim como as mãos, os braços, pernas e pés seriam parte de um todo. Diria que tem um apelo muito mais fetichista do que masoquista, embora existam opiniões em contrário.
Existem fetichistas praticantes de bondage que não utilizam amarrações durante o ato sexual. Gostam de praticar antes do ato, ou até depois. Criam situações capazes de satisfazer seus desejos. Imaginam a parceira capturada e as libertam. Figuram em cena como vilões e as aprisionam. A fantasia é livre e ninguém está obrigado a seguir regras ou protocolos.
Por isso, numa fantasia de captura vale imaginar a posição ideal para restringir os movimentos da parceira, enquanto que durante o ato algumas dessas posições seriam descartáveis, principalmente com respeito às pernas e pés.

O fetiche chamado de restrictive footwear deve ser encarado com naturalidade, por fetichistas é claro. Se o desconforto é capaz de gerar energia e tesão em algumas pessoas, vale praticar, independente se existe bondage ou não.
E se alguma das musas que visitam este espaço quiser entrar na onda vá em frente. Pecado é não tentar e morrer de vontade de fazer.
Aproveite a dica do cubo de gelo.
A vantagem: você pode fazer sozinha, e depois, quem sabe, dividir essa delícia com alguém.

(Foto: Miranda - cortesia David Knight)