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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Gotas de Sexta


Essa vem dos “States”.
A famosa modelo Jessica Alba aparece amarrada e amordaçada com fita adesiva numa campanha pessoal na qual clama pelo voto dos jovens nas eleições americanas.
Numa época eleitoral por essas bandas, acho que o pensamento dessa Deusa cabe sem tirar nem por.
Aspas pra ela:
"Eu acho que é importante para os jovens a plena consciência sobre a necessidade que temos neste país para serem mais ativos politicamente.
As pessoas reagem às coisas que são chocantes, por isso, a opção pela cena.
Se você não estiver apto para votar e não fizer a diferença, terá que esperar sentado para mudar as coisas ruins que estão acontecendo no nosso país, ficará mudo, amordaçado.
Você não pode silenciar. Faça-te ouvir. Vote agora".

Vale o conselho e, principalmente, a fotografia.

JUNTAS OUTRA VEZ

Protagonistas do longa “The Resort”, Terps e Daphne aparecem juntas (e amarradas) outra vez.
Num cenário totalmente “outdoor” essas meninas chutam o pau da barraca e mostram em doze minutos o que o efeito do fetiche de bondage é capaz de causar. Com o sugestivo nome de Bondage Garden, o vídeo é rodado de forma livre, com ênfase às cenas.
Em um lugar de tirar o chapéu e de total interatividade com a natureza, as meninas são amarradas e amordaçadas e tentam escapar da cena de perigo.
Damsels in Distress na veia.
Mas não é só a mensagem da “menina em apuros” que caracteriza o vídeo.
As cenas ao ar livre são muito pedidas por fetichistas, talvez porque as imagens “indoor” sejam a maioria apresentada nos diversos portais, e por serem concebidas com mais facilidade. Não é tão simples conseguir cenas externas de qualidade a não ser que sejam planejadas com a devida antecedência como estas que são a grife do vídeo Bondage Garden.
Eu, particularmente, gosto muito de cenas indoor. Não me importo com cenários repetidos, com mobiliário reutilizado, porque na minha concepção a forma como o fetiche é apresentado é mais importante, e, também, porque as roupas e acessórios ganham melhores contornos.
É impossível imaginar meninas amarradas em trajes elegantes em meio a um jardim, um gramado.
Porém, as cenas externas têm seus encantos. A começar pela qualidade de fotografia interagindo com o ambiente e a pouca exibição desses cenários. Já que estamos num país onde a natureza colabora cem por cento, por que não tentar?

Um aviso aos loucos por cenas de “biquíni bondage”: amanhã, Sábado, vamos gravar dezenas de cenas com as gatas do Bound Brazil em trajes de banho. Vai ser imperdível.

Na noite de hoje, além do vídeo Bondage Garden, um belíssimo photoset com todos os detalhes do filme estará à disposição dos assinantes. Vale conferir.

Um ótimo final de semana a todos!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Dura Realidade


Um dia alguém me falou: “o certo seria conseguir apoio político e tentar reconhecer o BDSM como uma sub cultura. Assim como os homossexuais ‘conseguiram’ quem sabe...”.
Conseguiram o quê? Ter direito a uma união estável onde o parceiro (a) fica com a pensão? O que mais? Nem a adoção lhes é permitida, porque uma juíza alegou que uma criança necessita chegar aos doze anos de idade para entender perfeitamente a sexualidade, claro porque esta magistrada imagina que essa pobre criatura indefesa pode ser influenciada, inserida num mundo mundano pelas mãos de inconseqüentes.
E o que pensaria esta senhora dos fetichistas? Melhor nem tentar começar a imaginar...
Quem pagaria o lobby em Brasília para que os ilustres legisladores votassem a favor de uma causa tão insignificante sem molhar o bico?
Embora saiba perfeitamente que esta nação está longe de ser o País das Maravilhas, confesso que muito se assemelha à Terra do Nunca, mas que nada tem de parecido com a história de Peter Pan, simplesmente porque aqui nada acontece Nunca.
Se um possível bem intencionado (êta, coisa rara...) realmente pensasse em propor tal reivindicação o primeiro fetichista a se apresentar perderia a guarda e o direito de ver os filhos, seria considerado incapaz, louco, pervertido e poderia sofrer a perseguição implacável do órgão repressor do novo milênio, legitimo sucessor do antigo SNI, a idolatrada Policia Federal.
Apareceriam jovens promotores que iriam para a televisão com palavras de ordem, seria instaurada uma caça às bruxas e aos bruxos, padres e pastores nos excomungariam sem piedade.
Então pra que buscar reconhecimento? Pra chegar ao trabalho, em casa, numa roda de amigos batendo no peito se auto-intitulando fetichista? O preconceito seria ainda maior, ninguém suporia chegar perto de alguém com essas “virtudes”. Seríamos tarados, porcos e violentos. E eles?
Bom, quem ousaria falar de uma “autoridade” que estupra crianças, que rouba o erário público, que se apodera do dinheiro do povo em beneficio próprio, vive à beira do caos, de escândalos, que pratica sexo anal de modo selvagem na calada da noite com prostitutas pagas com cartões de crédito oficiais, claro tudo em nome da transparência...
Esta gente que iria defender a minha causa? Desculpem, mas prefiro a clandestinidade coletiva à exposição em praça pública.
Tudo que se mistura a política cheira a falcatrua por essas bandas, ninguém faz nada de graça, nem ajuda sem ser “ajudado”. Por que tentar convencer o mundo, as pessoas, que nosso sexo tem fundamento mesmo sendo diferente?
É muito melhor abrir as portas da minha casa e receber quem eu quero, quem pensa na minha sintonia, quem comunga com meus sentimentos, pelo menos assim eu vivo em paz.
Que
persigam as minhas idéias, o que eu escrevo, o que eu publico, mas deixem minha vida de lado porque problemas eu tenho muitos a resolver todos os dias e nunca precisei de nenhum político para tratar dos meus assuntos.

Eu era criança e me lembro do dia em que a Leila Diniz colocou um biquíni expondo a gravidez na Praia de Ipanema e depois foi ao Programa do Flávio Cavalcanti falar um monte sobre a ditadura. Tocou um foda-se geral e nunca mais apareceu nas telas do cinema até morrer num acidente de avião três anos mais tarde. Hoje, milhares de mulheres exibem suas lindas barrigas prenhas em qualquer praia e nunca precisaram de apoio político pra tal, simplesmente seguiram um exemplo e resolveram ousar.
A ditadura foi para o espaço, ninguém lembra dos babacas que condenaram esse gesto de liberação e a Leila virou um símbolo não de luta, mas de atitude.
É disso que precisamos: de atitudes.
Se somos fetichistas devemos assumir perante nós mesmos e a quem nos entende, nem que seja num clube fechado, dentro de casa, em qualquer lado desde que diante de um olhar que respeite, que admire, que jamais condene.
Ninguém precisa se expor ou procurar auxílio onde à porta tem cinqüenta trancas. Não cometemos nenhum crime, nascemos assim e temos o direito de expressar nossos sentimentos como qualquer um, exigimos respeito e preservamos nossa dignidade.
Não devemos nada a ninguém, por isso tenha sempre em mente aquele sábio ditado: “quem com porcos se mistura, farelos come”.
Conheço muitos fetichistas e pessoas bacanas em Brasília e isso é só o que vale a pena.