quarta-feira, 18 de maio de 2011

Conseqüências


O primeiro encontro é sempre excitante. A voz ao vivo, a face, o movimento dos lábios diante dos olhos, é como se uma obra imaginada deixasse o anonimato em busca da fama.
E como um bom top ele tinha todos os planos em mente. Já haviam trocado tantas confidencias que tudo parecia uma representação de uma peça ensaiada com cuidado. A mulher em êxtase total e absoluto sequer raciocinava, apenas sentia e nada mais.
Em determinado momento despertou de um sono profundo quando seu parceiro disse com a costumeira voz firme: “abre a boquinha que eu vou terminar minha festa. Vou fechar com chave de ouro.”
Foi à senha.
A mulher arregalou os olhos e foi clara: “você não vai gozar na minha boca né?”
Ele – claro que sim.
Ela – mas você não me disse nada disso!
Ele – mas isso é normal, todo mundo faz e...
Ela – todo mundo é uma ova, menos eu!
Ele – por quê? Tem nojo de mim?
Ela – de você não, mas da coisa...
Ele – acho que não estou escutando isso. Você levou um monte de chicotada e não quer que eu goze em sua boca?
Ela – levaria o dobro, mas isso não dá. Eu... Eu enjôo!
Ele – cacete, passei a noite toda bebendo a sua e agora sem reciprocidade... Qual é?
Ela – é, eu vomito, fico verde, azul, sei lá, inventa outra.
Ele – até o Manel meu primo que não é fetichista goza na boca da mulher dele...
Ela – mas eu não sou a mulher do Manel! Esqueceu do consensual?
Ele – mas gozar na boca não é BDSM. Vai, tá me deixando louco!
Ela – é simples, eu chupo e na hora você tira rápido, mas sem pingar...
Ele – nem pensar...
Ela – poxa, foi tudo tão bom. Tivemos uma noite ótima, tudo deu certo, mas esse negócio não, definitivamente não.
Ele – relaxa amor, você ainda está algemada...
Ela – nem vem, se fizer a força eu mordo e arranco um pedaço!
Ele – você não é louca... Vá lá, não estraga minha festinha...
Ela – se o preço do ingresso for este, estou fora da lista. Já disse, não dá. Já tentei outras vezes e não deu.
Ele – tenta de novo.
Ela – me solta vai, acabou o tesão!
Ele – então tá, mas não reclama depois. Não vai sair por aí dizendo que eu só queria uma noite contigo. Você arregou!
Fecharam a conta.
Ela ainda insistiu com ele por um longo tempo em que ainda estiveram juntos. Tentou de todas as formas fazer com que seu parceiro não fosse pra casa com o saco lotado. Mas não deu em nada, ele se mostrou irredutível e tudo terminou naquele dia.
Inconformada ela buscou ajuda falando com as amigas intimas, mas não achou quorum nas queixas. Todas eram unanimes em dizer que era uma coisa muito simples demais pra ser o motivo de uma não continuidade.

O sujeito revoltado não deu mais as caras. Deu um tempo e desapareceu por um bom período.
O que prometia ser uma historia bacana, muito bem negociada através de diálogos intensos terminou como um enredo sem final feliz.

A moral da história é simples: no período de negociação de uma relação fetichista, os praticantes ficam atentos aos detalhes de suas fantasias, mas esquecem de mencionar coisas simples, que muitos casais praticam e passa longe imaginarem-se fetichistas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Na Contramão


Imagina se você chega cedo ao trabalho e dá de cara com uma mensagem assim:

- Prezado ACM. Somos duas mulheres maduras, e de um tempo pra cá, assíduas leitoras de seu blog. Gostamos do que escreve, sempre de forma objetiva e direta. Portanto, vou também direto ao assunto: faz parte de nosso desejo ter um homem a nossa inteira disposição. Isso mesmo, alguém que queria se submeter aos caprichos de duas mulheres experientes, uma viúva e outra divorciada. Prometemos total segurança e sigilo. Não importa que seja casado, nossa intenção não é um romance e sim uma aventura.
Por favor, publique o meu email para os interessados. Prometo o envio de fotos já num segundo contato. Somos do sul e aceitamos conversar com qualquer pessoa que se disponha a se deslocar ao nosso encontro. Caso haja interesse de sua parte, aqui fica o nosso convite, já que é uma pessoa que conhece bem esse caminho e poderia até nos dar umas aulas. Quem sabe não pensa com carinho? Beijos da Simone. Contato: simonne.santos41@gmail.com

Noves fora o convite, acho que esse espaço está cumprindo seu principal objetivo, estreitando laços e conectando os canais. As moças foram valentes e colocaram na mesa as intenções. Cabe agora aos interessados estudar a “proposta” com tranqüilidade e partir em busca da fantasia, participando da aventura das intrépidas sulistas.
Normalmente estes convites e desejos chegam de um público masculino. Poucas vezes as meninas mostram essa espécie de atrevimento. Embora não esteja autorizado a publicar possuo as fotografias das moças e posso garantir de trata-se de mulheres altamente interessantes, o que balança um pouco esse coqueiro cinqüentão aqui, e mesmo em se tratando de uma proposta na contramão, confesso que adoro coisas indecentes...
Porém – e aqui há mesmo um porém – tenho meus compromissos fetichistas e quem sabe outra hora eu possa pensar em ficar do outro lado da linha, se é que me entendem.
Pra ilustrar, a imagem acima mostra meu desejo com duas belas moças...

Então sigo checando o correio e deparo com outro email. Desta vez um sujeito que se intitula OZ, ou seja, submisso OZ, que manda essa letra aqui:

- Prezado Blogueiro. Lendo seus artigos gostaria de relatar um fetiche. Você pode até tornar público porque quanto mais opiniões forem colhidas, mais retorno eu terei. Não sou homossexual, mas tenho um fascínio por ser dominado por homens, não por mulheres. Aceitaria se fosse no máximo um casal, desde que ele assuma totalmente o comando.
Nunca tive desejo por ter relações com outros caras, entretanto, aceitaria ser penetrado por um homem durante uma sessão. Mas a minha principal tendência não é essa. Gosto mesmo de ser humilhado por outro cara. Já cheguei a pagar por esse tipo de serviço, mas foi uma merda. Os caras nem sabem do que se trata e eu perdi mais tempo ensinando do que fazendo.
Minha pergunta é: meu fetiche é anormal?

Bom meu caro OZ. A coisa toda aqui é anormal, desde que vista por uma ótica totalmente de fora do nosso universo. Porém, ao cruzar a porta de entrada para este mundo, o primeiro passo deve ser se sentir a vontade, acreditando que aqui desse lado pra toda ação corresponde uma reação, ou seja, por mais estranho que seja o desejo, sempre existe um fetichista interessado no mesmo caminho. Basta acreditar e tentar.
Aqui foram dois exemplos de duas moedas aceitas num mesmo lugar. As moças em busca de aventura e o submisso e suas dúvidas e, por que não dizer, desabafo.

A semana está apenas começando, e vem muita novidade por aí. Aguardem!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Caixa de Sonhos


Me lembro de ter assistido num espaço cultural um show de mágica. Faz anos, vivia em Amsterdam, e nessa época a vontade de aprender os segredos do fetiche de bondage interessava mais que qualquer outra coisa.
Mas nesse dia um mágico chamado Mário, convocou uma pessoa na platéia para amarrar uma jovem chinesa bem magra que em seguida foi colocada dentro da caixa para ser serrada. Claro que os truques são óbvios e um numero de mágica sempre tem o objetivo alcançado. E num mar de puro ilusionismo a única coisa que despertava interesse era saber como a chinesinha magrela conseguia se desvencilhar das cordas.
Levei comigo a curiosidade, porque os ilusionistas não costumam revelar seus truques.
Tempos depois, ainda em Amsterdam uma nova caixa de sonhos me chamou a atenção. Trazida por um conhecido produtor americano da indústria fetichista, a caixa desvendou alguns segredos que até hoje carrego comigo. Dentro havia várias revistas e filmes em VHS de seu trabalho. Ele estava ali como um verdadeiro mascate, um vendedor andarilho de desejos através das fotografias e vídeos que sua ótica fetichista produziu.
Esse herdeiro de Irving Klaw trazia o aprimoramento da idéia do mestre com uma técnica de causar inveja. E se a principio eu só tinha olhos para os nós e seus efeitos, ao ver o conteúdo da caixa outras sensações vieram fazer sombra aos meus anseios. O desejo de ser um “rigger” era mais amplo. Não terminava com o fim da festa ou entre as paredes do meu quarto. Era o começo do entendimento de que o conceito de bondage é mais abrangente e aquele material mostrava que todas as tendências devem ser respeitadas.
Ainda que tenha demorado alguns anos, naquele fim de tarde gelado me tornei um produtor.
O orgulho estampado no rosto daquele americano me fez achar um espaço, um rumo. Pouco importava pra ele se as capas dos trabalhos tinham um selo, uma marca, se havia comissões a serem pagas ou se ele era apenas uma peça de uma imensa engrenagem comercial. Seu feeling estava preservado e registrado nas cenas, no conjunto da obra.
Um bondagista ou “rigger”, se preferirem, nem sempre é um praticante de jogos de BDSM. Ele procura a arte, um desenho, um traço pessoal que identifica seu trabalho. Porém, para ser um produtor de imagens fetichistas com ou sem movimento, é preciso um pouco mais que uma simples demonstração de técnica apurada com as cordas. Faz-se necessário entender o que o espectador deseja assistir.
E esses caras intrépidos com jeito de desbravadores que chegavam à Europa com os conceitos da América de Irving Klaw, traziam na bagagem muito mais que complicadas imobilizações ocidentais ou orientais. Junto com eles aprendi um negócio chamado de essência, zelo, e, principalmente, aptidão.
Por isso, toda vez que me preparo para produzir um curta metragem semanal nem sempre coloco as cordas em primeiro plano.

Algumas vezes elas cedem espaço, terreno, e outros instrumentos roubam a cena e comandam o espetáculo. Lenços de seda, fitas adesivas e algemas são parte desse universo que reproduz cenas de captura consentida, aprisionamento induzido e fantasias com seqüestros arranjados dentro de casa.
Claro que muita gente aplaude uma bela amarração, da mesma forma que aplaudi de pé o mágico Mário e seu truque ousado com a chinesa imobilizada dentro daquela caixa cheia de adornos. Mas nem sempre esse tipo de mensagem é capaz de despertar o interesse de quem tranqüilo espera pelo que a cabeça de um produtor prepara com esmero.

As fotografias que ilustram a matéria de hoje indicam dois momentos diferentes de uma produção. Na foto acima Jamylle é imobilizada com fita adesiva (silver tape) num vídeo do Bound Brazil. Na foto ao lado, um assinante ilustra através de imagens enviadas ao site o desejo de ver uma produção onde duas modelos são aprisionadas pela mesma algema.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Imagens


Impossível falar de fetiches sem associar as tendências e as imagens.
A empatia entre estes dois pólos é severa. A manifestação do fetiche num individuo pode acontecer por diversos aspectos, desde o auditivo até o psicológico, mas nada separa o fetichista das imagens. Vale salientar que estou falando de imagens não de simples fotografias, desde as que antes eram gravadas em papel e guardadas para amarelarem com o tempo até as digitais de hoje que podem ser esquecidas em algum lado do disco rígido.
Às vezes nossos olhos fotografam algumas cenas que se transformam em imagens inesquecíveis armazenadas num espaço de nossa memória. Dessa forma o fetiche conspira com a eternidade.
E como um bom voyeur das minhas próprias aventuras, cultuo meus grandes momentos. Experiências fetichistas vividas que sobrevivem a todas as intempéries porque minha mente se nega a esquecê-las determinantemente. É claro que o momento do êxtase está acima de toda e qualquer conotação fotográfica, mas até mesmo a cena fatal é capaz de ficar registrada e permanecer por um tempo infinito. Diga que não!
Uma pessoa pode ao longo da vida perder tudo, se desfazer de muito, porém, se existe algo intocável e irremovível são as lembranças. Costumo dizer que até minhas calças podem levar, mas o que tenho guardado na mente vai ficar comigo pra sempre.
Pessoas sem intimidade com o universo fetichista têm uma ótica diferente e acham que por se tratar de uma mania intensa, ou uma tara, as imagens que este mundo projeta se tornam repetitivas. O que não é verdade, porque ainda que tenham uma dinâmica parecida cada fato se diferencia do outro, mesmo que sejam realizados pelos mesmos protagonistas.
Então, se parceiros fetichistas resolvem reinventar suas próprias cenas elas terão apenas um sabor de remake, e jamais deixariam a impressão de uma remontagem sem graça. Entretanto, não seriam iguais, ainda que as práticas se repitam. Seria como um grande pintor produzir o quadro duas vezes com o mesmo tema.
A minha opinião é simples: os fetichistas se renovam nas próprias práticas. O bondagista recria o traço e os nós, os sadomasoquistas aperfeiçoam as torturas, podólatras descobrem novos aromas e sabores, enfim, buscamos o aperfeiçoamento, mesmo que num âmbito geral pareça que estamos tentando complicar o que dá resultado.
A chamada evolução fetichista fica evidente nas imagens, gravadas ou não.
Há bem pouco tempo falava sobre esse assunto com um amigo bondagista. Porque as imagens produzidas comercialmente não fogem a essa regra. O que fiz há mais de dezessete anos torna-se diferente do que realizo atualmente por inúmeras razões, sendo que a principal delas é a busca pela perfeição, a correção do que eu mesmo criei. As sensações, porém, se repetem, à vontade também, mas a ótica acompanha a mudança que o tempo exige.
Daí eu me apego no mesmo panorama e trago esse conceito para o que fiz no intuito de realizar a minha própria fantasia, e descubro que é impossível prever se o que marcou tanto quando concebido de forma diferente teria um resultado melhor. E ainda sigo pensando...

Nessas horas é fácil perceber o final da equação. Fica óbvio que realizar a cena outra vez com a mesma parceira poderia até trazer um prazer maior, no entanto, a que ficou pra trás e deixou marcas profundas, jamais seria suplantado pela novidade latente.
Embora o fetiche quando misturado ao sexo seja um jogo de adultos, em busca de incrementar relações afetivas, algumas práticas podem ser consideradas uma arte. Seja pela plasticidade ou pela conjunção de movimentos, porém, capazes de refletir imagens belíssimas.
E essas imagens que foram tema do artigo de hoje devem ser preservadas por nós, fetichistas, que as fizemos nascer e ter vida própria, com isso, conseguem resistir por anos e anos...

Duas imagens produzidas por mim: Angélica em 1994 (Para Harmony Concepts) e Terps em 2011 (Para o site Bound Brazil) Analisem as semelhanças, diferenças e comentem.

A Culpa do Mordomo


Se o Google não seqüestrar outra vez esta postagem, está de volta por inteiro.

E não havia mais calor onde estavam...
O afeto tinha tirado férias, a louca vontade de encontrar, de sorrir e festejar chegava agora por correio dentro de uma caixa vazia.
O tempo era o mordomo. Não pouparam o infeliz que já fora sentenciado a morrer empalado num calabouço qualquer e ter o corpo, ou as sobras, atirado num oceano. Vá lá que a convivência é um erro quando não se está preparado pra tanto, mas se os cálculos não encerram em números corretos a ponte se parte e cessa o caminho, ceifando o destino.
Meu chapa, você voltaria no tempo se soubesse. Concorda? Se ela chegou de mansinho implorando por tua bravura, mão firme e voz imponente, jamais poderia se transformar no meio do enredo. A submissa que experimentou os dois lados e depois escolheu apenas um, nas tuas barbas, diante de teus olhos agora incrédulos quando antes eram de desprezo.
Pois é brother, ela se foi. Tomou o rumo que achou por bem seguir e te deixou na mão.
Agora você vai precisar do tempo outra vez. Ele será novamente o culpado, mas dessa vez, ao contrário, por passar tão devagar, tornado os dias mais longos e as noites sem fim. Porque aquela menina que você trouxe pra dentro da festa hoje empata contigo, dá as cartas, e você sem nenhum compromisso patético com mudança de identidade jamais se submeterá a ser dominado por ela. Logo ela!
Rapaz, o universo fetichista já publicou muitas histórias parecidas com essa. Parece coisa de doido, fica meio sem pé e sem cabeça no começo, mas toma forma, sai da fase ectoplásmica pra virar realidade logo ali na esquina. É ou não é a síntese do descompasso? O dom que virou sub, a sub que virou domme, a rainha esfolada no próprio trono assistindo ao dom levando uma inversão no tapete da sala...
Pois é malandro. Junte seu orgulho e toca o barco pra frente.
Se ela rachou a moringa é porque não existia mais um gole d’água pra beber.
Anos e anos, aprendizado, ensinamento, e daí? Ela está apenas exercendo o que se chama de direito de escolha, e você brother, nesse momento, não faz parte dos planos que ela traçou.
BDSM é fantasia cara! Aqui nesse cantinho escuro a escravidão não passa de um estado de espírito. Vai ver que ela gostou tanto do que viveu que resolveu experimentar o outro lado da moeda? E como você não lhe deu a mínima chance, ou quiçá esperança de um dia pular a cerca, ela entendeu que era hora de partir. E foi!
Tira umas férias, depois volta com tudo. Quem sabe vocês se encontram na próxima festa e...
Ta legal, você não vai querer ver essa cena, já sei. Pelo menos agora, o enterro foi ontem, mas lá na frente já com outra na ponta da sua coleira a cena nem te cause tanto embaraço assim.
Abre o olho brother! Olha pra tua identidade e verifica a data de nascimento. Agora pensa bem e analisa quantas vezes na vida isso já ocorreu? Não importa se tinha algum fetiche na história ou não, porque quebra de relação é a mesma coisa, aqui dentro e lá fora.
Bom, está ficando tarde. Vou partir.
Pede a conta e vamos rachar. Olha, conheço uma moça de vida horizontal que topa umas paradas mais ousadas, tipo submissa mesmo. Um amigo já foi lá e disse que é bater e valer.
Sem trocadilhos, certo?
Quer tentar? Nessas horas ajuda, dá uma força e você vai pra casa mais aliviado...

E tem outra coisa: pára de ficar pensando nela. Com quem ela está, como está e coisa e tal, porque até uma semana atrás o senhor estava literalmente cagando pra isso, portanto, não vá agora dar uma de bom moço hein?
Ah, já ia esquecendo. Esse negócio de afirmar aos quatro ventos que relação fetichista é diferente da vida real é papo pra boi dormir, concorda ou vai insistir nessa tese? Porque quando a coisa esquenta e existem duas vidas em jogo, uma delas vai vencer a batalha. Lembre-se disso e vai na boa. Abraços!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fetichismo na Gravidez


O fetiche por mulheres grávidas já foi tema de artigo aqui no blog.
O fato de uma mulher estar em gestação pode significar um ato de erotismo para vários homens. Nestes casos, algumas partes do corpo feminino podem despertar interesse da grande maioria. A começar pelo abdômen avolumado, o inchaço do corpo e até a fantasia pela falta de mobilidade que as mulheres costumam apresentar nesse período.
E como fetichista gosta de fantasiar, essa falta de movimentos pode ter o auxílio de cordas.
Não é difícil encontrar fotografias e vídeos de mulheres prenhas amarradas na rede. E como sapo não tem medo de sereno, resolvi atender ao pedido de uma grande quantidade de assinantes do Bound Brazil realizando um trabalho com a Anna, aproveitando o fato de a modelo estar exibindo seu belo barrigão no sexto mês de gestação.
Claro que realizei o trabalho com a cartilha debaixo do braço. E neste livrinho estão escritos todos os cuidados que devem preceder uma sessão fetichista com uma mulher neste estado.
Desde o laço com folga e sem estrangulamento de pulsos e tornozelos, até a não aplicação de cordas ao redor dos seios e, principalmente, do abdômen. Com isso, o ensaio transcorreu sem qualquer incidente e a Anna pode experimentar uma coisa rara, pois sequer imaginou que pudesse continuar posando para o site antes de dar a luz.
A tese da dificuldade de movimentos numa sessão de bondage não ocorre somente durante a gravidez, como comprova o leitor e amigo Orestes nesse trecho de uma mensagem: “minha namorada engordou mais de dez quilos e isso tem ajudado nas nossas brincadeiras de bondage. Não sou muito bom com os nós, e antes, magrinha, ela escapava com facilidade. Mas de um tempo pra cá, ela encontra dificuldade em se livrar das amarras e sei muito bem que meus nós não evoluíram tanto, apesar do capricho.”
No caso do Orestes a namorada não precisou ficar grávida para ganhar uns quilos extras que possibilitasse um melhor desempenho em seus jogos. Sabe-se que o fetiche de bondage quando realizado em mulheres gordinhas tem um resultado excelente, e aos poucos, vem se tornando um atraente canal fetichista. Pedidos de vídeos e fotos com meninas acima do peso não faltam no Bound Brazil, e aos poucos, vou atendendo esses assinantes.
Porém a maioria das mulheres não costuma bobear com o peso e busca a boa forma. A chance do bondagista sedento pela pouca mobilidade é encontrar espaço durante a gravidez de sua parceira.
E é neste período em que os cuidados devem ser redobrados, principalmente quando o bondage abandona as brincadeirinhas das inocentes capturas e dá um passo em relação ao sadomasoquismo. Se numa amarração de bondage o bicho pega, numa sessão de spanking eu nem sei como cornetar. Passo fácil. Melhor consultar um médico antes...
Voltando às cordas, alguns podem concluir que numa imobilização realizada em mulheres magras as chances de escapar aumentam. Mas não é bem assim. No caso, depende de como a imobilização é concebida e exemplos aqui no blog não faltam de como realizar uma boa amarração que mantenha uma mulher magra aprisionada para o sexo. 

Ainda que algumas maneiras de amarrar a parceira sejam reincidentes, durante a gravidez elas precisam ser abandonadas, por mais que excitem os praticantes. Por exemplo, a posição chamada de hogtie, onde a mulher fica de barriga para baixo. Sem chances de fazer um hogtie completo. A única maneira de unir mãos é pés de forma eficiente é colocando a parceira de lado, e mesmo assim sem apertar os nós em demasia, mantendo o cuidado de verificar a todo o momento se ela está passando por algum desconforto.


Portanto, não é necessário abandonar a prática fetichista num momento de pura felicidade para o casal. Desde que tudo ocorra em comum acordo e com absoluto respeito ao estado da parceira é possível obter ótimos resultados nesse período.
As fotografias da Anna são um convite aos praticantes de bondage durante a gestação e, por conseqüência uma ótima idéia para o próximo encontro.