quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mulheres de Óculos


Fetiches existem aos montes, todo dia se fala de um diferente aqui além dos mesmos que são a razão da existência desse blog. Porém, há aqueles que nos tocam e que ao vermos uma foto ou um vídeo a cera transborda.
Mulher amarrada usando óculos; meu calcanhar de Aquiles...
Com mordaça tipo OTM (over the mouth), aquela que tapa a boca por inteiro, viro trapezista e dou cambalhotas no ar. Meu reino por uma mulher assim, é mais ou menos por aí.
De repente eu possuo algum trauma por não ter tido a oportunidade de amarrar minhas professoras primárias na infância, mas a verdade pura e simples é que a imagem que ilustra o fetiche quando bate à porta causa um terremoto e só quem sente essas coisas esquisitas sabe o que estou dizendo.
Bom, pensando nisso e aproveitando para satisfazer meus próprios devaneios, a matéria de hoje enfoca esse assunto de forma direta: os óculos nos rostos femininos como instrumento de fetiche.
Diriam os submissos que adoram suas donas usando óculos negros que combinem com suas roupas de couro, botas e demais assessórios, enquanto nós bondagistas assumidos se tivermos o gosto por mulheres com um belo par de óculos em apuros, na certa gostaríamos de ver nossas musas amarradinhas fazendo uso dos mesmos.
O certo é que os óculos quando inseridos neste contexto tem diferentes conotações: na dominação e submissão sugere a professora austera e disciplinadora, enquanto numa cena de bondage significa a menina indefesa transmitindo pelo olhar detrás das lentes toda sua incapacidade de libertar-se das cordas que a sujeitam.
Outro dia um amigo me perguntou por que eu não produzo mais cenas de mulheres de óculos amordaçadas no Bound Brazil além das poucas que existem, mas é bom que se diga que nem sempre nosso apelo fetichista pessoal deve imperar na construção de um portal comercial onde centenas de vertentes de bondage precisam ser apresentadas. Vontade dá, é claro, mas é preciso ter controle, embora admita que gosto disso pra cacete!
É aquela velha história: se estiver amarrada e amordaçada com óculos nos olhos nem olhe pra mim, senão viro fera e que alguém te proteja da minha fúria! De repente esse raciocínio me impeça de gravar esses tipos de cenas mais a miúdo, sei lá. Mas é o mesmo efeito que uma mulher praticando “dangling” (aquele balanço que a mulher faz tirando e calçando o sapato) causa num podólatra; masoquismo puro ficar olhando sem poder tirar casquinha...
Mas a onda aqui é mostrar o efeito dos óculos numa cena de bondage.
E pra satisfazer a rapaziada que é louca por isso e freqüenta meu clube, posto dois brindes: a Monique (AKA Scarlet) numa foto de um set no Bound Brazil e um vídeo pra lá de especial com a belíssima modelo Charlotte, uma cortesia do site Escapevideos (http://escapevideos.com/) com um trabalho de bondage de primeira produzido pelo estúdio Captured Snapshots.
Reparem na simplicidade da cena e a diferença que os óculos fazem quando Charlotte se mostra em apuros.
Aperte o sinto e tire todo mundo da sala...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Efeitos Colaterais


O cara era tímido demais, mas mesmo assim foi se chegando e achou seu lugar.
Numa noite de Sexta colocou a roupa preta e saiu pela primeira vez atendendo a um flyer para uma festa fetichista.
Louco por pés deparou-se com muitos que tinham o mesmo fetiche. Olhou, observou e foi embora blasfemando contra o que achou um absurdo. Jamais se imaginaria em uma luta corpórea disputando a chance de beijar uns pés lambidos por outros e jurou nunca mais voltar.
Com a antena ligada naquele mundo, decidiu dar uma passada no mesmo lugar alguns meses depois, nem que fosse para tomar umas e voltar pra casa com a mesma impressão. Naquela noite chuvosa com pouca presença de público, surpreendeu-se num papo alegre e demorado com uma dominadora e ficou amigo.
As trocas de emails começaram e ele viu as nuvens se abrindo para um novo horizonte que jamais supôs existir. Aprendeu bastante, ouviu demais e viu-se envolvido.
Ele queria apenas podolatria, sequer consentia pensar em outra coisa que passasse além da linha imaginaria que impôs como fronteira.
Ela ansiava por iniciar alguém, não admitia nada que viesse com um passado fetichista para dentro de seus muros, desejava a virgindade.
Se encontraram em outras festas, depois das festas e nos dias sem festa.
Ela ensinou a liturgia das práticas fetichistas, falou de sua vida, das expectativas, das experiências, dos bons e maus momentos, do âmago de uma relação desse tipo.
Foram longas noites a partir de então sempre comandadas pelas mãos firmes daquela mulher serena e dona das ações. Aos poucos ela ultrapassou as fronteiras e colocou cordas e algemas em cima da cama.
Suas longas botas matavam-lhe a sede pelos belíssimos pés que exibia sempre com um tom diferente na coloração das unhas, sugava-lhe em pequenas doses pra dentro de seu dungeon e o fazia engatinhar atrás da oportunidade de lhe lamber os pés.
Introduziu pequenos castigos toda vez que ele passava dos limites e passou a ser a dona da fronteira que não mais lhe pertencia daquele dia em diante.
Com claras e más intenções foi seduzindo até chegar ao bote felino, amarrando-lhe, açoitando a quem renegava um dia na vida estar em tal condição.

Um dia chegou austera, com os lábios pintados de negro da cor de suas botas. As ordens foram diretas, sem subterfúgios e o levaram a ser amarrado e submetido a severos castigos seguidos de afagos demorados, beijos por todo o corpo e os pés de sua dona a seu dispor.
Ao final, lubrificou-lhe o ânus e aos poucos o possuiu com os dedos até a dura penetração lateral com um pênis de silicone. Ele gemeu abafado pela mordaça aceitando aquilo na forma mais pacata que podia parecer, até que ela percebeu que seu pênis perdera a ereção por completo e resolveu parar por ali.
Ele juntou suas roupas, cabisbaixo, e desapareceu sem nunca mais dar notícias.
Ela me conta que jamais aceitou tal situação com normalidade e isso custou caro trazendo-lhe efeitos colaterais que hoje ainda a afastam de qualquer grupo ou reunião fetichista. Só de pensar em ter feito algo de errado a uma pessoa a faz desmontar, e o único consolo que ainda a mantém com esperanças de encontrar um novo caminho nas vielas fetichistas é o fato de ter conversado com seu ex-parceiro sobre tudo que poderia ocorrer.
Quem sabe a timidez e a vergonha de ter sido penetrado o tenham afastado ou, simplesmente, não tenha compreendido até onde iriam os desejos de sua parceira, pecando por não deixar claro o seu próprio limite.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dieta Zero


Se existe uma coisa que a vida me deu de graça foram os amigos. Disso me orgulho, e muito. E essa militância fetichista aumentou ao longo dos anos essa cota de amigos.
A distancia me faz ter saudades de alguns, de outros recebo sempre noticias e diversos os tenho por perto.
Nesse final de semana por conta de uma matéria publicada num jornal aqui do Rio, um camarada que não via há tempos resolveu lembrar do escriba aqui. Paulo é um desses caras que a natureza esculpiu. Sempre alegre e brincalhão tira grandes sarros com seu lado fetichista e o transporta para o dia-a-dia sem o menor problema ou complexo.
Submisso assumido andou por anos a fio em busca de uma rainha que fosse capaz de ser a dona de todos os seus desejos e até pequenas frustrações, como ele mesmo deixa claro, até dar de cara com alguém por quem teve que ralar as calças até ficar roto para chegar perto.
Começou como o terceiro de uma lista de preferências de sua dona e das migalhas que lhe sobravam construiu um castelo que serviu de escada para alcançar o primeiro posto. Hoje, goza da exclusividade de ser o único a servir sua Mistress e nem lhe passa pela cabeça dividir o que foi conquistado, embora saiba que uma relação desse tipo a qualquer momento pode dar lugar a essa forma de disputa. Poligamia de escravos é um direito de qualquer rainha.
Mas o momento é bom e Paulo comemora agora a possibilidade de gozar de intensos quinze dias em companhia de sua dona pelas férias que ambos combinaram tirar ao mesmo tempo, para juntos tentarem algo tipo 24/7.
Pra quem pensa que tudo foram flores, Paulo passa a receita: humildade e aplicação.
Chegando aos quarenta e com boa estrada e conhecimento, viu-se obrigado a perder a barriga que o chope e o sedentarismo lhe deram de brinde, pois sua rainha o queria magro para atender seus caprichos. Sob ordens restritas, seguiu uma dieta com impressionante comprometimento perdendo peso até chegar próximo ao que sua dona impôs como meta. Segundo ele nada foi fácil, abriu mão de muita coisa em nome de um bem maior.

Em sua dieta ministrada, recebendo castigos em troca de merecimento por peso perdido, Paulo viu sua barriga murchar com muita força de vontade e perseverança. Pronto para os dias de “festa” que se aproximam e feliz da vida encontrou na sua dedicação a solução de seus problemas.
E se a moda pega, vou começar a procurar uma rainha que me coloque na linha, ou humildemente pedir a uma dentre as muitas que conheço e respeito que me façam perder uns quilinhos.
Bom, o importante nessa história é a confirmação que o fetiche pode mudar a vida das pessoas fazendo com que haja mais amor próprio que seja suficiente para levar uma relação adiante com mutuo respeito, porque ninguém consegue gostar de ninguém não tendo afeição por si mesmo.
Tudo isso é uma prova de que levado a sério o fetiche cura males além da depressão.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sacananear ou outros: um Fetiche diferente?


Conheço muito fetiche e já vi ao vivo e a cores diversas práticas desde simples sessões de podolatria até cenas impressionantes de Scat (Fetiche por fezes).
Isto posto, nunca vi ou tive notícias de algum fetiche que pudesse estar diretamente ligado à sacanagem, principalmente quando ela não é gratuita, mas com claros objetivos escrotos. E como esse espaço trata de fetiches e o assunto de hoje foge um pouco a regra, vale a explicação.
Porque quando você coloca um site no ar precisa de um domínio, que nada mais é que um endereço com um nome em que você escreve na barra do navegador e ele acessa o portal. Esse domínio é vendido por sites que dão suporte aos servidores de internet por todo o planeta identificando os portais para serem acessados.
Um cara em New York vendeu um domínio chamado de “pizza.com” pela bagatela de dois milhões e seiscentos mil dólares. Pouco? Eu até penso que sim, afinal ele pensou antes de todos...
Portanto, seu domínio é sua marca registrada, seu DNA e sem ele ninguém te encontra.
E onde está a sacanagem? Elementar meu caro Watson, porque se você possui um site com uma boa quantidade de acessos e não renova o domínio a tempo, ele simplesmente fica a deriva, sem nome, sem nada e só pode ser acessado pelo endereço de IP, a identidade que o portal tem, o famoso protocolo de internet. O pior é que a renovação custa à fortuna de 9.95 Dólares, cerca de 20 Reais, por ano.
Uma mixaria que pode colocar todo um trabalho na lona, em questão de segundos, porque o site que te vende o domínio não avisa com o mínimo de antecedência do vencimento e da conseqüente renovação. Na falta de pagamento te corta na hora e você é pego com as calças na mão.
Esse problema está nesse momento ocorrendo com o site Bound Brazil, que apesar de ter renovado seu domínio deve aguardar as não menos tradicionais 24 horas até a regularização. Aqui mora a verdadeira sacanagem.
Aos membros tanto do Brasil quanto do exterior foi passado o endereço de IP, com o qual qualquer um pode acessar o site sem ter a necessidade de escrever o nome na barra do navegador.
Para quem quiser acessar o site antes do prazo sacana do vendedor de domínio aí vai o IP: http://205.234.197.50/. Com esses números digitados no seu navegador você pode acessar o Bound Brazil, e se for membro basta colocar seus dados de acesso e pronto.

TEACHING BONDAGE

Hoje a continuação do vídeo Self-Bondage da semana passada.
Jessy encontra Miuky praticando self-bondage e resolve ensinar como se faz uma verdadeira prática do fetiche.
Com categoria de quem conhece, Jessy amarra Miuky e se diverte com a amiga imobilizada, porém é surpreendida por um misterioso intruso que a faz prisioneira ao lado da amiga. Despidas e postas em trajes íntimos as duas debatem-se tentando se livrar das cordas e mordaças.
O filme tem tudo para agradar com ótimas tomadas de bondage e diversificação de mordaças, além da sempre competente edição da Lucia Sanny.

Na atualização fotográfica a beleza negra de Gardênia em sua estréia no Bound Brazil. Linda!
Bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Dia Que Virei Suco!


Na verdade todo mundo gosta de falar de coisas que deram certo e ninguém sai por aí falando de micos, de vaciladas, derrotas, coisas assim.
Pois chegou a hora de revelar as famosas roubadas.
Era uma morena daquelas que ninguém desvia o olhar. De babar mesmo.
Eu, com meus vinte e um aninhos nas costas, um humilde discotecário (na época DJ era discotecário mesmo!) da casa noturna que ela era habituè, mantinha o olhar vidrado naquela Deusa e já a havia comido durante o banho várias vezes ininterruptas. Era muita bronha, dia após dia sem a menor cerimônia.
Inatingível, cobiçada, nunca me passou pela cabeça nada além de um simples “oi” que ela balbuciava quando passava pela cabine e sempre dava de cara comigo.
Um dia, Valentina (nome real mesmo, afinal lá se vão anos e ela nem deve lembrar) pediu uma musica e ficamos amigos. As punhetas aumentaram consideravelmente devido a proximidade.
Até que numa Quinta-Feira sem graça ela bebeu um pouquinho a mais e não quis ir embora com as amigas, só queria dançar até o final como nunca havia feito antes. Passou horas na pista de dança, às vezes solitária, exibindo seu corpo perfeito diante de olhares libidinosos dos sacripantas.
Lá pelas tantas chegou bem perto e insistiu em me chamar para dançar. Com a casa vazia, já com os gatos pingados não menos embebidos em álcool, deixei a timidez de lado e me entreguei ao balé frenético entre doses de whisky. Nem pensei na possibilidade de me mandarem arranjar outro emprego, só tinha olhos pra aquela maravilha de morena de quase um e oitenta de altura.
Devido ao estado etílico da mulheraça não foi difícil trocar beijinhos e arrastá-la para o primeiro motel. Alegre pela bebida e feliz pela conquista, parti feito louco com a melhor mulher da casa, linda e maravilhosa no banco do carona do fusquinha. Aliás, deve ter sido uma das melhores bundas que aquele velho banco teve o prazer de dar abrigo!
Escolhi a melhor suíte sabedor que deixaria ali boa parte do meu mísero salário suado, mas o que é um peido pra quem está com calça borrada? Era apostar todas as fichas ou sair do jogo.
E lá dentro começou um jogo que já estava desesperado pra participar, afinal já havia feito tanta preliminar pensando nela que seria apenas carimbar o passaporte pra felicidade. Porém, me dei conta após centenas de beijos e roupas tiradas que o Zé Mane lá embaixo seguia dormindo qual gato em saco de armazém.

Comecei a ficar apavorado e procurei a primeira coisa mais fácil pra bolar um bondage rápido que fizesse o pinto desgraçado dar o ar de sua graça. Peguei o cadarço do tênis, era o mais próximo, lógico, e nem precisei falar nada, ela já estava em estado de tesão absoluto e topava qualquer fetiche aquela altura do jogo.
Amarrei suas mãos e a fiz tremer da cabeça aos pés. Cartas na mesa, eu era o dono do jogo e tinha aquela mulher inteirinha na minha mão. Só não contava com a minha incrível falta de apetite momentânea e num piscar de olhos cheguei a triste conclusão que havia broxado.
E dá-lhe língua e dedo pra fazer aquela mulher gozar, mas em certo momento ela pediu, rogou, implorou pela participação do instrumento. Só que eu não tinha um confiável...
Muito a contra gosto tive que confessar, docemente constrangido mandei aquela velha conversa tipo “não sei o que houve”!
Ela deu um sorriso amarelado e tentou me dar uma força. Nada, nem um guindaste faria o Zé Mane acordar do sono profundo em que se metera. A vergonha já me coloria o rosto de vermelho e se pudesse teria metido à cara no vaso sanitário ou cortado o pinto com uma gilete.
Me lembro que olhava aquelas pernas esbeltas e abertas e fiquei mais depressivo que meu pênis desacordado. Era a primeira broxada na vida. Pensei em tantas outras mulheres “menos interessantes” em que sequer havia dado sinais de negar fogo e fiquei sem entender o que estava acontecendo.
Diante de tanta tentativa inglória a Valentina desistiu e quis ir embora.
Arrasado e vencido, jurei vingança ao pênis traidor pelo mico que me fez passar e o ameacei de morte caso voltasse a ficar de prontidão outra vez que eu pensasse naquela mulher ou naquela noite.
Naquele dia tive a certeza de ter virado suco pela primeira vez...

A HORA E A VEZ DAS GORDINHAS (BBW)

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