sexta-feira, 8 de maio de 2009

Totalmente por trás das Câmeras


Finalmente uma reivindicação antiga dos assinantes do Bound Brazil vai ao ar na noite de hoje.
Num excelente trabalho de garimpagem de Lucia Sanny e com uma trilha sonora especialmente elaborada para esse vídeo, o filme Making Off é a atração dessa Sexta.
O vídeo mostra cenas descontraídas das modelos nos bastidores, antes e depois das filmagens, bem como todo o trabalho de corda que é realizado com cenas que remontam ao inicio de nosso trabalho.
Um segundo Making Off oficial está sendo produzido e fica aqui a promessa de uma segunda edição.
Participam desse primeiro vídeo as modelos: Monique (AKA Scarlet), Hanna Vitória, Fernanda, Anna, Giulia, Nicole, Claudia, Paula Andrade, Rafaela, Vivian e Penélope.
Se alguma aparecer de repente em cena peço desculpas, pois nem sempre o HD aqui da cachola funciona corretamente.
Esse é o vigésimo sétimo vídeo disponível ao assinante desde o lançamento do site em Novembro do ano passado, cumprindo à risca nossa intenção de apresentar um vídeo a cada semana. Nesse embalo, estamos chegando quase a casa dos trinta vídeos produzidos e cada vez mais cenas outtake são separadas para um futuro trabalho como o de hoje.
Para os amigos aqui do blog deixo postado um clipe de apresentação do vídeo Making Off com algumas cenas desses filmes que antes de tudo é gratificante e apaixonante, porque mostra todo o trabalho desenvolvido em sete meses de atividades do site.

Nos ensaios fotográficos, Lara em seu primeiro set fotográfico e Talita (foto) numa ótima seqüência de bondage hogtied. Um excelente trabalho das bondagistas Korva e Frida.
Bola cheia para as meninas, provando que mulheres também são craques em bondage.

Para todos, um excelente final de semana!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Uma Lente Indiscreta


Recebi outro dia um email o qual achei muito interessante porque fala de uma coisa que desfila entre o voyeurismo e a exibição, entre o certo e o errado ou entre a culpa e o perdão. Então, resolvi publicar na matéria de hoje algo que pudesse transcrever o conteúdo da mensagem recebida misturada ao fetiche e a ficção.
Ficou mais menos assim:
Um cara mora numa cidade como São Paulo, num lugar onde existem muitos prédios ao redor e vem aquele bichinho atentando ao pé do ouvido, insinuando que há coisas acontecendo na janela em frente, que acabam levando as pessoas a voltar aos dias de adolescência e começar a vasculhar o lado oculto da vizinhança.
E nessa onda, o sujeito pegou aquele binóculo que era do Pai, empoeirado pelos anos a fio que ficara guardado num canto do armário, para dar uma paquerada no que se passava naquela noite quente de verão.
Sozinho em casa, janelas abertas em busca de uma brisa noturna o convidavam a um passeio pelas imagens que a velha lente inconseqüente trazia, e numa dessas buscas surgiu um quarto a meia luz, com sobras de cortinas brancas que tremulavam aos efeitos do vento fresco.
Lá em baixo na rua, fachos de faróis e buzinas, mas no andar que a lente havia captado corpos se amassavam e anunciavam uma noite tórrida como um dia de sol.
Rolou a ereção e o foco parou de buscar outra imagem para se concentrar no que vinha após as preliminares. A penumbra escondia os rostos, mas as silhuetas denunciavam um sexo voraz com um desejo à flor da pele, queimando, até que o protagonista num impulso sacou umas tiras amarrando os pulsos da mulher na cabeceira da cama.
Aí o caldo entornou Zé!
Os olhos ficaram vidrados como duas bolas imóveis capazes de fazer inveja a qualquer coruja, e tudo que ele queria naquele instante era que o velho binóculo pudesse registrar aquilo tudo através de uma gravação, assumindo o papel de uma câmera com máxima definição.
Foram momentos de tensão tamanha que as mãos tremiam a ponto de precisarem de um apoio para produzir uma imagem sólida, o suor corria e as palpitações aumentavam na medida em que ela, imobilizada, contorcia-se enquanto aquele cara lhe abusava e a invadia sem a menor cerimônia.
Que angustia... Nunca houve uma inveja tão grande e uma vontade louca de querer ser aquele individuo com ares de príncipe consorte do planeta. Aquela cena era para ser vivida por quem estava observando, que levava na alma o fetiche, jamais por quem estava no papel principal, ali, ao vivo e a cores sem passar pela tela.
E foram minutos intermináveis até o orgasmo! Ele a soltou devagar, um a um os braços foram pendendo como um peso morto, mostrando satisfação e cansaço a ele que observara todos os movimentos ou a outros que o seguiam naquela jornada.
Para seu desespero, eles fecharam as cortinas depois do ato como numa peça de teatro, denunciando uma cumplicidade exibicionista quase impossível de acreditar. Havia sido planejada aquela noite? Talvez, mas essa certeza só aos dois personagens pertencia.
Por fim, ele entrou numa ducha para refrescar-se do suor e impávido precisou de poucos minutos para através de uma breve sessão de masturbação, relembrar os momentos que ficaram gravados nas lentes e na memória, assumindo de vez a própria culpa de um olhar indiscreto.
Quem não o perdoaria?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mondo Bizarro


Pois é, Sábado estava num churrasco (aniversário do meu mano) e lá encontrei um amigo contemporâneo que a vida ingrata resolveu separar pelas circunstancias imponderáveis que habitam nosso universo.
Mas como costumo acreditar que mesmo por linhas tortas esse universo conspira sempre a nosso favor, como um prêmio de loteca fui agraciado por passar uma das mais agradáveis tardes de Sábado dos últimos tempos. E foi muita conversa até que chegou a hora de falar do blog, do site, ou seja, coisas dos dias de hoje.
Pra minha surpresa me foi sugerido um tema e, respeitando a democracia, espero que gostem do assunto de hoje: fetiche bizarro.
Huguinho acredita que é muito mais bizarro ver um cara cheio de redbull misturado com whisky na cabeça enchendo o saco de uma garota num bar, numa boate, do que alguém confessar que gosta de algum fetiche estranho.
Mas engana-se quem pensa que é fácil, porque o que é esquisito aos olhos dos outros às vezes é o grande impulso para quem vive as voltas com um fetiche bizarro, ou alguém aqui tem duvida de que é uma barra se declarar assim: “amor, tá tudo bem, tudo muito legal, mas eu gosto de cocô!”
O cara tem que revelar a “outra face”, como o médico e o monstro, e não há outra explicação plausível a não ser fugir a própria realidade, e não estou aqui para dar uma de escapista, porque chega um momento que é calça de veludo ou bunda de fora mesmo, ou seja, fale agora ou cale-se pra sempre...
É muito melhor assumir qualquer coisa na vida do que se esconder num mundo que só pertence a nós mesmos e aos nossos pensamentos mais ocultos. Ninguém vende sandálias Ipanema numa loja de um shopping de categoria, mas Havaianas pode ter certeza que saem todas, porque nesse mundo tudo é uma questão de sobrevivência e se você for escalado para vender Ipanema num shopping de luxo é pegar ou largar amigo, porque tem que ser assim.
Portanto, quem tem na veia o fetiche bizarro se não achar um par para dividir e, principalmente praticar, morre com ele e não vive os melhores momentos que a vida é capaz de proporcionar.
Poderia citar aqui uma lista de fetiches dos mais bizarros e estranhos que existem e se eles estão listados é porque há quem os pratique e é um preconceito desmedido fazer cara feia a essa gente, principalmente em se tratando de pessoas fetichistas, a grande maioria que me dá a honra de ter nesse espaço.

Recebi o seguinte comentário outro dia por conta de uma matéria com o título de “meias de seda”: “desculpe, mas achei uma nojeira esse assunto que você publicou em seu blog, afinal se eu tivesse um namorado que gostasse de chulé eu iria dar a sugestão para ele usar um sapato velho com uma mesma meia à semana toda e depois se esbaldar de cheirar, mas jamais me prestaria a esse papel.”
Como se fosse dela a incumbência de cheirar o chulé...
Ora veja minha amiga, mas se dar uma sugestão também é possível, melhor seria você simplesmente desistir da pessoa que lhe fizesse essa proposta, sem tirar “satisfações”, sem magoar, apenas dizendo que você não quer mais ficar com ela, assim evitaria expô-la ao ridículo porque isso é preconceito, afinal se você veio ao blog é porque algo lhe interessou, mesmo que seja para ver se existe mais alguém no mundo que goste da mesma coisa que a pessoa a quem se refere.
Existem milhares de coisas na vida que eu não faria, e relacionadas ao sexo ou a fetiches também classificaria umas várias também, mas tenho por bem jamais desmerecer quem gosta ou tecer qualquer crítica destrutiva ou comentários jocosos a quem o faz.
E olha que já vi cada uma que preencheriam umas dez páginas escrevendo, desde garotas que vêm posar para fotos do Bound Brazil e trazem amigas para conhecer, e às gargalhadas acham ridículo alguém gostar de ver mulheres amarradas, até comentários como esse que dei como exemplo.
O bizarro passeia por vários aspectos que colhemos em nosso dia-a-dia, desde o camarada encharcado de álcool babando no ouvido da garota e torrando a paciência, até gosto por coisas pouco comuns e com o fetiche acontece exatamente à mesma coisa, porque somos todos diferentes, embora parecidos.
Finalizando, as páginas desse blog estão abertas a todos que gostam de algum fetiche, seja ele bizarro ou não, porque quem ama o feio bonito lhe parece, e ninguém tem nada a ver com isso.

(Exemplos de fetiches bizarros: Foto 1 Menofilia - Excitação por mulheres mestruadas. Foto 2 Necrofilia - Prazer por pessoas mortas ou atividades sexuais com mortos)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ata-me


O cinema sempre reeditou histórias que deram resultado, pelo menos na semelhança do roteiro e Pedro Almodóvar fez dessa “receita” um grande sucesso mundial.
O tempo, os personagens e os aspectos de composição do enredo são distintos, mas a idéia principal do rapto em busca de amor ardente segue a mesma.
Vinte e quatro anos separam O Colecionador de Willian Wyler e Ata-me de Almodóvar o que não significa tanta diferença assim, já que ambos apostaram na mesma temática.
Em Ata-me, Ricky interpretado pelo então estreante Antonio Banderas, conta a história de um jovem que sai de um reformatório psiquiátrico e vai para um set de filmagens.
Lá encontra Marina Osorio (Victoria Abril), uma ex-viciada em heroína e ex-atriz pornô que ele já conhecia de um bordel, que está filmando um filme de terror "B" dirigido por Maximo Espejo (Francisco Rabal), um diretor conhecido que está tentando se recuperar após ter tido um forte derrame, que o deixou preso a uma cadeira de rodas.
Após o término das filmagens, Ricky invade o apartamento de Marina e lhe diz que quer ser seu marido e o pai dos seus filhos. Ele resolve deixá-la amarrada na cama até Marina aprender a amá-lo, mas diversas situações imprevistas dão um novo rumo aos acontecimentos.
Assim como Terence Stamp em “O Colecionador”, Banderas não consegue seu objetivo e o combustível para nós fetichistas é retratado em várias cenas onde Victoria Abril mostra toda a sua exuberância amarrada a uma cama.


Cai por terra mais uma vez a velha retórica do amor roubado, e exceto pela cena em que a amiga bate à porta e Victoria tenta desesperadamente livra-se das cordas e da mordaça para pedir ajuda, ela não passa a idéia da garota em apuros, que é muito mais evidente na história de Wyler através da uma interpretação vigorosa e condizente de Samantha Eggar.
Mas o público e os críticos abraçaram essa produção de Almodóvar e a levaram a receber uma indicação ao César, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, e quinze outras indicações ao premio Goya.
Vinte anos depois, essa obra cinematográfica conhecida em toda a parte do globo e traduzida em diversos idiomas, ainda provoca suspiros em quem a assiste e figura entre as preferidas do público fetichista, até que uma nova produção com os mesmos ingredientes roube a cena e se transforme na cereja do bolo.


CAPTIVITY

Captivity (Cativeiro) é o filme de hoje disponível aos assinantes do Bound Brazil.
Um show de interpretação com a competente Sarah Moon que vive momentos de pânico e angustia abandonada amarrada e vendada em um lugar qualquer, após ter sido raptada numa festa.
Através de um dialogo dramático dirigido ao seu “suposto” raptor, Sarah é vitima de alguém que a quer filmar e fotografar totalmente imobilizada e em trajes de lingerie.
Nos ensaios fotográficos duas surpresas: a estréia da belíssima Flavia (foto) num trabalho perfeito de Mestre Nauticus e a primeira edição de cenas “outtake” tiradas dos bastidores do Bound Brazil.
Um programa perfeito para esse feriado prolongado.
Bom final de semana a todos!