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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Coincidências


Um amigo foi a uma Sauna aqui no Rio e topou com um show das meninas de vida horizontal o qual classificou como esquisito. Pra resumir: duas belas garotas se apresentavam com uma capa preta que escorregava lentamente ao som da música. Com um cachecol, uma delas amarrava as mãos da parceira que era deitada nua sobre o piso e então gotas de velas davam o toque fetichista final à apresentação.
Meu amigo tão baunilha quanto um sorvete do Mcdonalds não resistiu à tentação e levou as duas para terminarem a cena entre quatro paredes no andar de cima.
Moral da história: o fetiche na hora certa mexe até com quem olha pra ele de banda. E como o velho dito popular ninguém está imune e, principalmente, não deve dizer que desta água não beberá.
Por conta disso, resolvi tomar Activia com Johnny Walker pra cagar e andar a quem afirma que fetiche é coisa de maluco. Se for, o primeiro Hospício que me aguarde porque embora seja louco por meu fetiche a demência passa a quilômetros de distância.
O problema é que as pessoas que se julgam politicamente corretas, mas se excitam diante de uma cena fetichista, insistem em chamar isto de uma terrível coincidência. É brother, quem muito cospe por alto acaba se respingando...
Quando o assunto é sexo ninguém está impune a gostar de alguma coisa diferente, que provoque um frisson a mais e faça com que a roda gire com mais força. São os famosos impulsos que aparecem de onde menos se espera e se transformam em alguma história que um dia alguém acaba contando na tentativa de fazer outra vez.
Mas se não houver consistência é melhor desistir, senão vira um balaio de gato impossível de desvendar.
Como uma amiga que reclamou durante anos da insistência de seu namorado para que cuidasse dos pés e sempre usasse um salto provocante, mas seis meses após o fim do relacionamento ainda não havia encontrado alguém que a pedisse para fazer o mesmo. Docemente constrangida me confessou que não conseguia esquecer seu ex, e na hora de ir pra cama com seu substituto ainda guardava essas gostosas lembranças.
Coincidências? Talvez, mas é muito complicado viver sem o fetiche depois que ele dá o ar de sua graça.
O melhor é tirar proveito de tudo que possa contribuir para tornar a vida sexual mais agradável, desde que se enquadre em seu perfil. Não adianta forçar a barra e tentar realizar fantasias que um dia possam criar um afastamento do fetiche. O ideal é tentar experiências que não sejam nocivas ou prejudiciais e ser feliz.
Quem não quer ser feliz?

FANTASIAS APÓS O BANHO

Por falar em fantasias que excitam e causam generosas descargas de adrenalina, o Bound Brazil preparou uma muito interessante: Post Shower Bondage II, o vídeo que o site exibe na noite de hoje aos seus assinantes.
Imagine duas belas garotas (Terps e Miuky) brincando de bondage na cama enroladas em toalhas depois de um cansativo dia de trabalho. Um colírio, com mordaças em scarf e tiras de couro para amarrar os pulsos. Cenas quentes e estonteantes dessas Deusas.
Mas o imprevisto acontece quando Carolina, dona do apartamento, chega em casa e encontra as meninas semi-nuas chegando “as vias de fato” em sua cama. Indignada, prepara uma surpresa aprisionando as intrépidas amigas com uma boa amarração de bondage difícil de escapar.
Como sempre, um photoset com setenta e oito fotos faz parte do pacote dessa Sexta.

Aos amigos e amigas que estão colaborando e votando no Bound Brazil para o Awards 2010 vale um lembrete: a votação encerra amanhã à meia noite, portanto fica aqui o agradecimento e o pedido para um esforço final.
Vamos que dá. Yes, we can!

Um bom final de semana a todos!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Velas


Elas sobrevieram à modernidade e jamais perderam sua importância com o passar dos anos. Nenhum jantar é mais sedutor do que a luz de velas...
Decorativas, artesanais, religiosas, as velas seguem presentes em vários segmentos nesse mundo de hoje e nenhuma energia é capaz de tirar seu encanto.
Se os cenários de tempos atrás inspiraram o Marques de Sade em seus contos proibidos, também foi fonte de criatividade aos que naquela época nutriram relações de dominação e submissão, justamente quando só havia as luzes de velas, por isso, são venerados utensílios fetichistas.
Mas não imaginem que o poder das velas está ligado a castigos com sua cera quente somente, porque adornam cenas de vários fetiches que não sublimam a dor em seu conteúdo. É muito comum a montagem de cenas com apurado senso de sexualidade com castiçais antigos ou pedaços de velas coloridas.
As velas representam um fetiche, porque independente de ser uma cena de BDSM ou não várias pessoas associam a vela ao sexo por um infinidade de razões. E uma dessas razões é o inegável poder de sedução que elas guardam, transmitem e exalam.
Já assisti cenas de S&M de elegância impar através do uso correto do Wax Fetish. A cera quente deve ser usada com categoria e no momento certo, sem abusos e muito menos fora de contexto.
A vela deve estar inserida no cenário montado para uma sessão de BDSM, com um belo suporte, mas não deve ser tirada do bolso e aparecer do nada, por encanto das mãos de quem é dominante. Garanto que perde pelo menos cinqüenta por cento do efeito, embora nem todos prestem atenção a esse detalhe. E o fetiche habita os detalhes.
Uma dica para quem quer praticar bondage e não deseja impor dolorosos castigos a quem se submete: vende os olhos, amarre bem e passe a vela suavemente através do corpo sem deixar pingar ou encostar a chama na pele. É infalível!

Vários praticantes de BDSM são especialistas no uso de velas, principalmente os muitos amantes do fogo como instrumento fetichista. Porém, antes de se atrever a essas práticas, procure os cursos disponíveis e bastante leitura porque as conseqüências podem ser desastrosas.
E por que não falar da importância de uma boa depilação quando o submisso exposto a castigos com cera quente for cabeludo? Todo o cuidado é pouco, principalmente quanto à remoção da cera após a cena. Segundo a “Fetish Alliance” a pele recém depilada pode aumentar a sensibilidade à cera quente, principalmente na região pubiana, mas essa não é uma condição sine-qua-non porque alguns masoquistas são adeptos de castigos extremos e prefeririam ter seus pelos arrancados pela cera enrijecida. Porém, para os iniciantes a retirada menos dolorosa da cera pode ser feita penteando os pelos em linha reta ou com aplicação de óleo de bebes.
Concluindo, as velas podem ser classificadas como preferência absoluta entre os praticantes de fetiches mais apimentados e também pertencem ao cardápio de pessoas tidas a práticas suaves. Estão presentes nas fantasias eróticas dos que imaginam desde masmorras escuras e tenebrosas a banheiras enfeitadas por velas vermelhas e pétalas de rosas.