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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fazer Bem Feito


Era pra ser mais uma dessas Segundas enlouquecedoras, daquelas que só terminam quando eu escrevo aqui no blog e junto minhas coisas pra ir embora. Mais um daqueles dias terríveis quando nem consigo ler todos os emails que recebo, tamanho o comprometimento profissional que existe.
Muita gente costuma guardar o melhor pedaço pro fim e comigo não é diferente.
Quando dei uma olhada pela manhã e achei uma mensagem da Lady Vulgata me perguntando sobre seu ensaio sensual, achei melhor segurar a onda e responder aqui, publicamente, sem medo de ser feliz.
O resultado? Confere lá: http://ladyvulgata.blogspot.com/
Então vamos começar a botar defeito. Silêncio absoluto...
Pra começo de conversa essa dominatrix severa diante da imagem sexual que lhe seduz e meiga de coração e alma, deu um pontapé em algum lugar que se deu o nome de barreira. Colocou a chibata entre os dentes e partiu pra se realizar como Mulher.
Não pode uma dominadora ficar diante da lente de um fotógrafo profissional?
Claro que sim. Ela brinca com o fetiche o tempo todo.
As fotos por si só são um fetiche masculino e, quem sabe, feminino. Além disso, ela seduz como uma loba sedenta pronta para devorar e demolir o primeiro submisso que encontrar a sua frente e exibe “seus dotes” à marmanjada que se derrete ao ver fotos sensuais.
Como é legal ver esse povo fetichista fazendo sucesso...
Afaga meu ego, me faz ter a certeza que existe vida além de uma tela de computador.
Com ela não rola essa conversa sobre o que vão pensar, como é que fica minha vida profissional, o que os vizinhos vão dizer a meu respeito. Ela encara de frente e nem quer saber de blá blá blá.
Digo por que a conheço e tenho a noção exata de seu caráter.
Mas noves fora a coragem, a Lady deu um show de sensualidade no ensaio. Dá uma canja aos podólatras e exibe sua “comissão de frente” com fartura. (Haja fartura!)
Na modesta opinião do escriba aqui somente um detalhe me fez falta: cordas, muitas delas colocadas no lugar certo. Mas seria pedir demais, seria como procurar pelo em ovo, sonhar com uma perfeição que só cabe no meu pensamento pervertido.
O ensaio é da lady Vulgata e por mais “pentelho” que seja essa bondagista que vos escreve as cordas teriam sentido quando utilizadas pela Lady e ninguém mais, pelo menos neste ensaio.

Nota dez em todos os quesitos.
Recomendo a todos que vejam as fotos e comentem no blog da Lady.
Se submisso fosse, pegaria minha senha e entraria na fila a espera de um chamado.
Como não possuo esse dote que tanto agrada a essa minha querida amiga, vou pegar a senha de qualquer maneira, na esperança que ela um dia volte e eu possa ter outra noite de Sábado tão perfeita quanto aquela em que jogamos conversa fora com um sorriso largo no rosto.
Valeu Lady!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Prazer da Inversão


Pode ter um aspecto didático, mas esse texto da Lady Vulgata merece uma divulgação à altura do conteúdo. Veja bem: para os amantes desta prática fetichista é elucidativo e leva traços de opinião de uma especialista e profunda conhecedora de BDSM.
Portanto, me atrevo a postar a matéria desta semana do blog da LV (http://tinyurl.com/ybolut2).
Aos adeptos, uma aula.
Aos que não praticam uma explicação.

Eis um dos mais polêmicos fetiches: a inversão. Mexe com as fantasias masculinas e femininas, independente da orientação sexual. Pira a cabeça dos machões de plantão, que não conseguem compreender como um homem “de verdade” sentiria prazer fazendo papel de “maricas”. Em contrapartida, muitos dos que já experimentaram lutam contra seus próprios preconceitos para se auto-convenceram de que não são viados.

Well, meus queridos, falarei da minha própria experiência – que não é modesta...


Mais de 90% dos homens com quem pratiquei a inversão são heterossexuais. Dos outros 10%, a maioria tem tendências bissexuais e uma porcentagem reduzidíssima é de fato gay! E por que o gay não curte inversão? Porque o que o atrai é o cheiro, a pele e a “pegada” masculina. Uma mulher que pratica inversão, por mais poderosa e/ou agressiva que seja, será sempre uma mulher, com cheiro, hábitos, pele e formas suaves. Logo, meus caros, livrem-se do fantasma da ‘boiolice’ ao pensarem nos seus desejos. Com todo respeito aos meus queridos amigos homossexuais, inversão é coisa pra macho!

Um dado que corrobora minha experiência é que frequentemente rola sexo convencional após a inversão. O homem fica mais excitado e quer devolver o prazer à mulher com a penetração. E mesmo na hora em que está sendo 'comido', ele curte o toque dos seios, dos cabelos e o perfume da mulher que o penetra.

Algumas pessoas riem de mim quando digo que é preciso ser muito homem para dar o cu. É verdade, gente! Assim como é preciso ser muito homem para namorar uma garota fora dos padrões e sair com ela de mãos dadas no shopping, ou assumir qualquer comportamento socialmente questionável, que vá contra os parâmetros aceitos por gentinha medíocre. Assumir o que se é, o que se gosta e como gosta é, infelizmente, privilégio de poucos. Admiro os homens que praticam a inversão porque vejo neles um rompimento de barreiras em nome do prazer.


Outro dado importante a ser ressaltado aos que se questionam e fantasiam sobre o tema é que ABSOLUTAMENTE TODOS OS HOMENS SENTEM PRAZER ANAL. Sim, podem me xingar, mais eis uma verdade fisiologicamente definitiva. Algumas mulheres também sentem prazer anal, mas muito mais pelas sensações psicológicas do ato do que na fisiologia do corpo humano. Já os homens possuem próstata que, quando estimulada, intensifica o prazer de forma considerável.

Alguns conselhos que posso dar aos homens que se permitirem experimentar é:

1. Procurar uma mulher que realmente goste de inversão, que sinta prazer em dar prazer ao seu homem e se sinta poderosa com o ato. Esta mulher não precisa ser uma dominatrix; pode ser sua própria esposa ou namorada. Basta que ela descubra a sensação de dominar a cena eventualmente no ato sexual.

2. Jamais force sua namorada ou esposa a fazer isso. Além de correr o risco de se machucar, porque ela pode fazer com raiva e trata-se de uma região delicada, você certamente causará um trauma sexual nela. Nem todas as mulheres curtem esse fetiche. Aliás, esse número ainda é reduzido. Estimo pelo que leio e vivo, que para 100 homens que curtem inversão, temos uma mulher que realmente goste da prática. Portanto, converse com sua parceira, tenha paciência com as possíveis barreiras que ela oferecer e saiba respeitar os gostos dela. Caso veja que realmente com ela não rolará, seja franco quanto à sua curiosidade e deixe claro que tentará uma sessão com uma domme ou outra moça que curta o fetiche.

3. Use bastante lubrificante e equipamentos adequados. O tradicional strap-ons ou ‘cinta-caralha’ apresenta muitos formatos, tamanhos e materiais. Sua parceira precisa estar confortável com o modelo. Sabemos que as sexshops nem sempre permitem que se prove o artefato, mas é prudente que o faça sempre que possível. Da mesma forma, cuidado com a escolha do dildo que deve ser preferencialmente de silicone, com uma anatomia que se adapte ao seu formato de prazer. Há homens que toleram dildos mais grossos, texturizados e mais longos, e há outros que prefiram tamanhos e grossuras mais modestas, assim como é com as mulheres e suas anatomias vaginais e anais. Como o objetivo é o prazer, vale testar vários tipos, até porque dildos não costumam ser muito caros e achar um que encaixe direitinho realmente vale a pena. Existe ainda a opção de strap-ons com duas aberturas, onde a mulher pode cololocar um plug que a penetre enquanto faz a inversão. Eu aprovei!

4. Se realmente optar por uma dominatrix, procure uma que tenha certa experiência na prática, além de acordar com ela o que será feito durante a sessão. Tenho algumas amigas que curtem, mas não fazem apenas isso; querem outras práticas associadas. Portanto, a menos que você também seja masoquista e/ou submisso, converse bem sobre os termos do encontro de vocês, seja ela profissional (que cobra para isso) ou não.

5. Se permita novos prazeres. Relaxe e curta a nova sensação. No começo sempre dói um pouco, mas depois eu garanto que será prazeroso. Fale sobre os possíveis desconfortos e posições e tudo fluirá a contento. Seja feliz e goze muito!

Enfim, meus queridos, espero ter contribuído para que mais e mais homens e mulheres encontrem as fontes de prazer que a inversão proporciona.

Um beijo

LV

(P.S: Amore, nem na próxima vida...)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

iFetiche


Alegria.
Nem a falta de tempo me poderia fazer passar em branco quanto a essa idéia genial.
Vem aí o “iFetiche” da Lady Vulgata.
E você pode esperar seriedade, cultura e extremo conhecimento de causa.
Recomendo, e muito!

Ela disse:
“A novidade é a gestação (quase no final) do mais novo portal sobre fetiches do Brasil. Aguardem o iFetiche... Logo logo convido vocês pelo blog, pelo twitter, pelo orkut e por todos os meios que estiverem à minha disposição. Fiquem ligados!”.

E porque não dizer que o que vem da terra boa de Santa Catarina tem o aroma do sucesso? Claro, porque o vento do sul na certa escreverá mais um capítulo do fetiche por essas bandas.

Basta ficar atento.
Só me resta através dessa matéria saída a fórceps aceitar – com muita honra – o convite que me foi enviado para falar sobre bondage nesse canal.
LV: minha vida está de ponta a cabeça, estou em meio a um mar de trabalho que me toma todas as horas disponíveis, mas jamais me perdoaria se recusasse essa intimação.

Desde já convido a todos a participar e deixo o espaço aberto para tudo que venha desse portal.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O que menos importa


Num mundo cada vez mais rotulado de siglas e significados é comum que se defina o personagem que mais se enquadra no perfil das pessoas. E por que personagem?
Porque nosso caráter e comportamento definem a maneira de atuar nesse grande cenário chamado vida.
Daí essas pessoas podem ter um lado B através de uma vida fetichista, que nem sempre pode estar estampada no currículo de cada um, mas engana-se quem pensa que na porta de entrada deste mundo as características pessoais ficam do lado de fora, porque elas refletem diretamente pelas atitudes e convivência.
Por isso, o que menos importa quando me relaciono com pessoas fetichistas é o segmento o qual essas pessoas pertencem. Dominadores, submissos, podólatras, bondagistas, voyeur e exibicionistas, bizarros, enfim, valorizo o ser humano e suas virtudes sem elogiar ou desmerecer seu modo de ver as coisas.
Tantos anos de experiência nesse mundo fetichista me levam a concluir que até mesmo nas pessoas com tendências fetichistas mais “perversas” habita um lindo anjo azul. Pois é, que se danem os psicólogos que pensam o contrário, porque é preciso ter convivência com determinado segmento social para poder traçar um perfil das pessoas que a ele pertencem.
E este longo prefácio, me serve de introdução pra falar na alegria de ter tido o prazer de passar um final de semana ao lado de uma dessas pessoas que a vida nos dá de presente a cada dez anos.
O convívio com minha amiga Lady Vulgata não só me possibilitou ter esta certeza, como contribuiu em vários aspectos para meu aprendizado e conhecimento. Para um fetichista esta busca por informação deve ser eterna e quanto mais houver oportunidade de estar ao lado de pessoas que possam somar, melhor para quem souber aproveitar a chance e evoluir.
Por mais que as páginas de um blog carreguem um pouco do que o autor dos textos pensa, nada melhor que ver de perto, de sentir as emoções de suas histórias, apreciar uma visão diferente daquela que escolhemos como única.
Se aqueles lindos olhos verdes pudessem falar, eles contariam as aventuras de uma severa Mistress em seus momentos de glória, mas ao mesmo tempo sussurrariam baixinho toda a doçura que emana de uma alma ímpar, cheia de alegria e humildade.
Como é bom saber que o fetiche não permite arrogância e estupidez, que o tesão não modifica a personalidade de ninguém quando existe coerência e sabedoria para entender o certo e o errado.
Enfim, foram dias de cansaço e trabalho árduo em meio a produções dos mais variados tipos para fazer o site Bound Brazil decolar em seu primeiro ano de existência. Mas foram dias incríveis, que reverenciaram uma rainha presente num reino bondagista, sem preconceito, sem dogmas, com a alma nua expondo sentimentos e opiniões construtivas.

O site uniu como os nós que apresenta, recebeu de braços abertos quem dele se aproximou com pureza de espírito, e segue representando um desafio para corações e mentes que ousaram construir um castelo num mundo de areia.
Pode ser filosófico, mas não é um clichê barato recheado de rimas bregas e oportunistas.
A verdade é uma só: a fortuna sorri aos audazes. E se isso for realmente verdade, haverá o dia do reconhecimento, do juízo final, mas antes é melhor aproveitar os momentos que a vida proporciona da forma mais simples.
Porque viver com simplicidade é o caminho para conviver com gente decente, honesta e brilhante.
Lady Vulgata, obrigado por ter vindo, obrigado por acreditar, obrigado por tudo!

(Foto: Mayara com estréia prevista para Sexta no Bound Brazil)