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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Com Mais de Trinta
Elas já passaram dos trinta. Começaram cedo a posar para intrépidos fotógrafos em cenas de bondage. Por mais de uma década deram as cartas e mostraram como uma heroína deve se comportar diante das lentes.
Após um tempo, porém, não foram mais vistas.
Muitas histórias sobre seus paradeiros estão postadas em fóruns fetichistas, principalmente na terra do Tio Sam onde essas musas têm status de Deusas da indústria. É comum encontrar relatos desencontrados e variadas versões sobre as famosas divas americanas dos anos noventa e começo do milênio. Há admiradores que garantem escrever sobre fatos reais que incluem alcoolismo, envolvimento com drogas, problemas familiares diversos e até religião.
E mesmo que tudo isso não passe de uma grande falácia, um conto desmedido de quem não tem o que fazer, não é difícil que algumas dessas versões acabem se tornando reais pelo aspecto repetitivo e de divulgação. Um sujeito posta aqui e outro repete ali. Está montada uma farsa que pela difusão num segmento estreito assume caráter de realidade.
Verdade que eu gostaria de saber com certeza sobre a vida de algumas delas.
Com o advento do Fetlife ficou mais fácil trocar figurinhas com produtores mais antigos que vez por outra conseguem informações fidedignas. Mas num todo há muito mistério em torno disso.
Há aspectos que conspiram para que existam essas incertezas. A própria renovação iminente que a indústria exige termina por afastar algumas modelos que fizeram história na juventude e não aceitam a concorrência com quem chega. Muitas mulheres famosas não toleram a fase madura com naturalidade, ainda que exista um público sedento pelas chamadas MILF’s norte-americanas. O próprio significado de MILF sugere vulgaridade. Seria em português: “mamães que eu gosto de comer”. Com isso, algumas divas não se sentem confortáveis de aparecer na mídia com essa nomenclatura chula e optam por desaparecer incógnitas.
Claro que o que se publica nos fóruns e se comenta pelo Fetlife às vezes faz sentido. Existem casos de envolvimento com drogas pesadas, casamentos desfeitos com produtores falidos, álcool, questões familiares e também religiosas. A arte exibida em sites não existiria sem a participação de seres humanos o que torna o segmento factível de ter um histórico como em qualquer outro nicho social existente no planeta.
Entretanto, em meio a este mar de incertezas e histórias sem nexo algumas musas com mais de trinta ainda perturbam o sono de bondagistas. Não é fácil convencê-las a enfrentar as lentes e postar o trabalho sem photoshop, a batalha é dura. Aqui no Brasil, no Bound Brazil, tenho esse tipo de problema e o placar ainda é muito desfavorável, mesmo depois de quase três anos de imagens exibidas na rede.
Fatores diversos imperam quando há a tentativa de trazer uma mulher madura para um site fetichista e o principal deles é a idade dos filhos. Com a popularização da Internet essas mulheres maravilhosas, verdadeiros exemplares da perfeição segundo Balzac, morrem de medo que seus filhos as encontrem num papel de vitima dentro de um ensaio bondagista.
Segundo meu amigo Seether, do site Shadow Playing, é uma luta invencível, passível de desistência. E olha que o cara vive no olho do furacão, no país onde o preconceito não tem a mesma dimensão daqui.
Pra terminar uma historinha sobre ex-musas da indústria fetichista.
Faz mais ou menos um ano estive envolvido em longas conversas com a ex-modelo Tori Sinclair. Nada além de bons papos e historinhas interessantes sobre trabalho e vida fora da indústria fetichista. Ela me contou muitas passagens e sempre deixou claro uma enorme vontade de voltar a ficar diante das câmeras. No entanto, alegou que poria em risco um casamento já consolidado há tempos, admitindo em certos momentos que um dos motivos de seguir na relação era um tipo de acordo com o marido para que tudo fosse esquecido e ela
nunca mais voltasse à ribalta.
Infelizmente tal atitude nos tirou a alegria de ver essa Deusa no melhor da idade...
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
MILF

Muitas modelos da cena bondage não gostam deste termo.
Na verdade, MILF em Inglês significa "mom I´d like to fuck" (em português, "mãe que eu gostaria de foder"), e se refere a um fetiche sexual com mulheres mais velhas com idade suficiente pra serem mães. Só que no cenário da fantasia de bondage, utiliza-se este termo para apresentar as mulheres acima dos trinta e cinco anos de idade.
Como algumas dessas modelos se retiram da cena cedo demais, em minha opinião, poucas musas atingem o status de MILF. O ideal seria se elas ficassem um pouco mais, aproveitassem essa bela idade madura e através da experiência pudessem construir cenas com alta qualidade.
Algumas trocam de lugar e se arriscam como produtoras. Dificilmente dá um bom resultado, principalmente num lugar onde a concorrência é implacável.
Mas existe um local onde qualquer mortal pode ter contato com essas Deusas: o Fetlife.
Basta ter boa memória e se aventurar pela procura. Fatalmente algumas vão aparecer na sua tela, embora esse garimpo seja mais difícil por conta da duplicidade de apelidos, que as faz optarem por um nome a mais em seus perfis. Nada, porém, que impeça esses encontros.
Receptivas ao primeiro contato, elas aceitam a adesão e sabem que tudo isso é produto do tempo em que permaneceram no estrelato fetichista. Curtem adicionar pessoas que as reconhecem e várias vezes trocam mensagens de agradecimento.
Aqui como lá o cenário é sempre o mesmo: novas meninas sempre se apresentam em busca do trabalho. Muito embora exista espaço para as mulheres maduras na cena bondage, o público tem tendência a gostar de mulheres mais jovens.
O Brasil não possui musas experientes. O fetiche apenas engatinha por aqui e antes do Bound Brazil não há registro de outra tentativa de realizar este tipo de trabalho. Salvo um trabalho independente daqui e outro ali, não existe um histórico que possa apontar alguma musa com mais de cinco anos de trabalho neste cenário.
Mas o mundo é globalizado e essas mulheres maduras estrangeiras também são parte dos nossos delírios.
Outro dia conversando com um amigo produtor Inglês me liguei numa frase que ele falou: elas vão e vêm com muita freqüência. É assim mesmo, por aqui esse fenômeno se repete como na terra da Rainha.
Chega a ser estranho ter que responder a um assinante do Bound Brazil sobre uma modelo que realizou ensaios há um ano e já não faz parte do elenco do site. Mas é a realidade.
Já pensando num próximo filme de longa duração, andei por aí pesquisando a possível participação de uma mulher na casa dos quarenta para o roteiro. Fucei daqui e dali e nada...
Elas existem, mas não se interessam.
Como um bom “carne de pescoço” eu não desisto e ainda vou descobrir a MILF perfeita, podem anotar e depois cobrar.
Voltando ao fetiche globalizado e aos sites de bondage algumas dicas são importantes. Melhor percorrer o oceano virtual e apostar em sites como Helpless Heroines onde existe vasto material em arquivo possível de encontrar produções com mais de uma década, do que jogar suas fichas em portais que apregoam o conceito “bondage MILF” no titulo. Tudo que se consegue encontrar nesses sites é uma mescla entre mulheres jovens e algumas na casa dos trinta, nada além.
Aos que ainda anseiam em ver mulheres maduras brasileiras em poses de bondage um pouco de paciência. Falta pouco, e assim que “contratar” a estrela do próximo filme do Bound Brazil, tenho a certeza de que abrirá o caminho para outras tantas indecisas que ainda não compreenderam a importância de ter uma mulher madura em nosso cenário.Eu aposto no sucesso. E vocês?
(Fotos: Cherry Velvet e Danni. Duas MILF's de tirar o fôlego)
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