
Você pode achar sinistro, inusitado, mas gostar de axilas suadas é um fetiche até comum. Normalmente mantido em anonimato e cercado de mistérios e segredos, o fetiche por axilas é um exercício de excitação pra muita gente.
As pessoas têm por costume esconder seus fetiches e alguns mais bizarros não escapam ao sigilo, principalmente para fugir de atos preconceituosos. Pois é, sempre o preconceito, o maldito preconceito.
O “underarm fetish” não é muito difundido em sites especializados, talvez por ter um pequeno numero de adeptos assumidos e por conta disso não desperta interesses comerciais. Se houver um paralelo comparativo o fetiche por axilas suadas atrai muito mais as mulheres, e algumas chegam a perder o equilíbrio em transportes públicos quando deparam com um sujeito com fortes odores.
Em alguns paises da Europa é comum ver algumas mulheres que apresentam axilas cabeludas, muitas por questões culturais e outras para despertar interesse em homens que têm atração por axilas que além de suadas devem estar peludas.
A razão cientifica para as atrações por odores é chamada de olfatofilia, que é uma espécie de comunicação que atrai os seres humanos. São os feromônios, que influenciam os gostos e por sua vez detectam uma ligação entre a pessoa e os odores misturados ao ar.
Da mesma forma, esses feromônios que são produzidos pelo próprio organismo se tornam um pólo de atração com o sexo oposto, ou em alguns casos a pessoas do mesmo sexo quando há tendências homossexuais. Hoje existem pesquisas para a produção de essências que podem gerar perfumes com alguns desses odores.
Cheiro e sabor são sentidos muito parecidos, e da mesma forma que o cheiro atrai, a vontade de sentir o sabor aumenta consideravelmente. É fato comum no fetiche por axilas generosas lambidas que levam praticantes ao delírio extremo.
Junte-se ao fetiche o “sweaty fantasy” que é a atração por pessoas que apresentam a roupa marcada pelo suor nas axilas. Existem sites especializados em fotografar celebridades flagradas com aquelas rodelas de suor ao redor do sovaco.
Mas o problema acontece quando é a hora de confessar, de dizer a parceira ou ao parceiro onde está o tesão. Sei de casos de algumas pessoas que vão aos poucos, procuram a hora certa, inventam razões para transar após uma longa caminhada, uma manhã de exercícios, coisas do gênero, daí literalmente tiram suas “casquinhas”.Porém, ao serem “percebidos” preferem não assumir o gosto e por vergonha terminam desistindo, deixando o relacionamento acabar e desaparecem sem deixar rastros.
Por isso insisto na mesma tecla e acho que nessas horas a vergonha tem que entrar na gaveta e deixar à mostra toda a obscenidade que deve imperar entre quatro paredes.
Se for necessário expor o desejo que seja feito no ato, sem temor, porque se o trem sair do trilho que seja no começo da viagem, assim não haverá conseqüências maiores.
Ninguém precisa assumir publicamente o fetiche por axilas suadas, mas na intimidade é melhor morrer tentando do que se arrepender de nunca ter dito.

