Tudo sobre fetiches. O site Bound Brazil. Vídeos, Filmes, Crônicas, Fotos e Humor. Atualizado semanalmente. Comentem, participem.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
O Rio de Janeiro ganha um novo espaço

Quando foi anunciado o encontro Cosa Nostra que acontece no Rio de Janeiro dia 22 de Setembro próximo, deu inicio uma correria desenfreada contra o tempo, para que o estúdio da Fetixe-Rio estivesse pronto após a remodelação a que foi submetido para abrigar o evento.
Havia uma vontade que perdurava a algum tempo de ampliar o estúdio em razão das produções do site Fetixe-Rio que acontecem ali, ao mesmo tempo em que apesar de relutar contra a idéia de fazer nas dependências um espaço para realização de alguns eventos, bateu na Nefer e na Lucia a chama empreendedora que fez ambas começarem uma guerra particular contra o cansaço e ir em frente sem se importar qual obstáculo teria que ser ultrapassado primeiro. Foram com a sede dos marujos que cruzaram o Atlântico há séculos atrás, deixaram tudo de lado para dedicarem-se a um único objetivo, e colocar a cidade do Rio de Janeiro na rota de calendário fetichista nacional, mostrando que com força e luta nada é instransponível.
Me sinto orgulhoso de ter colocado um pedaço da pulga atrás de suas orelhas e ser parte do impulso que as levou a enfrentar esse desafio. Se já existia de minha parte uma admiração intensa, brotou uma amizade e senso de união que o tempo parece contribuir para que seja longínqua e, porque não dizer, eterna. Como parte integrante desse projeto, sou grato por ter tido a chance de contribuir e ter a consciência de que em cada pedaçinho haverá uma pequena gota da minha dedicação.
Hoje à noite, após mais uma gravação dos vídeos do site boundbrazil.com, Nefer me mostrou toda a sua criatividade que a cada dia que passa fica mais visível no que esta sendo construído e idealizado. É de admirar sua competência para distribuir o espaço em relação a tudo que pode ser aproveitado, o carinho com que me contava detalhes da obra já em fase final e o esmero com que idealiza pequenos arremates onde fica flagrante seu conhecimento do que faz.
Prefiro não adiantar aqui o que espaço poderá produzir a partir do dia 22 de Setembro, acho melhor que cada um que possa comparecer veja de perto o quão bonito e acolhedor será o que se pode chamar de Fetixe-Rio Estúdio & Club, (não importa o titulo e sim o conteúdo).
Entretanto, tenho a certeza absoluta de que esse local será de grande beneficio para quem reclama de não existir nessa cidade um cantinho não mutante, onde cada um possa discutir o que gosta e assistir o que lhe é de desejo. Que ali aconteçam dezenas de festas Fetixe, milhares de encontros e seja parada obrigatória para fetichistas veteranos ou iniciantes, e motivo de orgulho para quem um dia pensou e fez tudo isso virar realidade.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Pride por Isaac W.
Uma das obras que foram comercializadas em VHS e até hoje provocam frisson em quem assiste no conforto de sua casa é o filme Pride, do produtor e ator Isaac W. a quem tive o prazer postar uma entrevista aqui no blog. Produzido no ano de 2003 e dirigido por Isaac para a sua produtora Centaur Celluloid, Pride tem no papel principal sua atual esposa Natasha Flade e como coadjuvantes as belas Connie Sims e Miranda Capulet verdadeiras divas de vídeos da cena BDSM produzidos nos anos noventa.
O filme com uma hora de duração, conta a história de uma mulher muito religiosa de nome Faith (fé em Inglês) que encontra sua amiga Rachel utilizando de meios pornográficos em sua casa. Inconformada, decide castigar sua amiga tomando medidas extremas as quais chama de purificação espiritual, fazendo com que ela desmaie por meio de sonífero colocado em um drinque e acorde totalmente amarrada na cama. Em seguida, Faith queima suas roupas através de um ritual onde ela exorciza os “demônios” que supostamente tomaram o corpo de sua amiga e, não satisfeita, consulta seu mentor, um Padre chamado Mitchel (interpretado pelo próprio Isaac) que resolve fazer o trabalho de exorcismo pessoalmente, levando a amiga da religiosa para um porão onde pratica atos sadomasoquistas como forma de purificar a linda Rachel. Natasha Flade, a grande estrela do filme, aparece no final no papel de uma Freira chamada Angélica que tenta salvar Rachel e tirá-la das mãos do Padre Mitchel, porém tudo que ela tem na cabeça é apenas vingança.
Essa produção desafiou conceitos religiosos utilizando-se de vestimentas oficiais de membros da igreja, levando Isaac W. a enfrentar processos e perseguições que terminaram somente anos mais tarde. Pride é mais um das dezenas de filmes realizados com material caseiro numa época de pouca entrada de recursos na Centaur Celluloid e mostra a capacidade de criação desse gênio de Chicago, que tirou leite de pedra transformando roteiros inocentes em apimentadas obras de BDSM.
Pride é um dos êxitos remanescentes das produções as quais podemos classificar como longas de filmes com conteúdo fetichista, porque produtoras como a Centaur realizam hoje pequenos “teasers” que oscilam entre os cinco e dez minutos e são devorados pelos internautas mundo afora. É muito mais fácil baixar um vídeo pequeno no computador e assistir tranquilamente do que receber um pacote de correio que tardava vários dias para chegar. O público hoje acompanha o instantâneo que não requer vasta capacidade de produção e de atuação de quem participa, não precisa de um roteiro elaborado minuciosamente e nenhuma direção vigorosa, é mais ou menos como os curtas acontecem no cinema, se levarmos a termos de comparação extrema.
Isaac W defendeu-se de todas as acusações a que foi submetido utilizando-se do argumento de que nenhum Padre ou Freira em sã consciência agiria da forma como foi desenvolvido Pride. Disse, ainda, que foi criado em berço católico e utilizou-se desse roteiro como um falso clichê, tratando como pirados seus personagens. Entretanto, fica a obra e como em vários casos semelhantes que o cinema profissional mostrou, alguns filmes pela força de expressão exibidas em seu conteúdo, transformaram-se em lendas que até os dias de hoje são cultuadas em sessões privadas.
German Fetish Ball Weekend 2008

Seguindo a linha das grandes festas fetichistas ao redor do mundo, falamos hoje da GFB (German Fetish Ball) um evento muito conhecido em toda a Europa e que aconteceu no mês de Maio na cidade de Berlim, Alemanha. Comparado a outros eventos do gênero, a GFB é muito mais um encontro de moda e estilo do que uma celebração, embora existam apresentações de performances BDSM em horários pré-determinados.
O Fetish Ball acontece desde o ano de 2003, quando dois amigos acostumados a promover festas fetichistas em velhos castelos e palácios abandonados na região de Berlim, decidiram colocar a Alemanha na cena do fetiche mundial, sem repetir o que já era tido como padrão de eventos desse nível por toda a Europa.
As atividades começam sempre as Sextas e têm o ponto alto no Domingo seguinte, por isso essa festividade é conhecida como o fim de semana fetichista na Alemanha. O local tem capacidade para 1500 pessoas e os cinco andares ficam lotados todos os dias durante o evento.
As últimas GFB’s obtiveram lucros e sucesso absoluto de todos os patrocinadores e expositores, com milhares de Euros em contratos de venda e exportação de seus produtos como em qualquer grande evento de moda.
Para quem estiver interessado em atualizar-se e saber tudo sobre o GFB, basta dar uma olhada no site da GFB: German Fetish Ball Weekend 2008
É bom lembrar que para o próximo ano espera-se que esta feira renda o dobro em arrecadação para produtores que queiram expor seus produtos. Portanto, para quem tem interesse na área de trajes e artigos fetichistas e sexuais, fica aqui uma grande oportunidade de quem sabe dar um salto de qualidade em suas atividades.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Wasteland, a maior festa mundial do fetiche.
Este resumo não está disponível.
Clique aqui para ver a postagem.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Eu quero ter um milhão de amigos

O que parecia apenas um delírio aos poucos toma ares de realidade. Nas últimas semanas, na medida em que mais e mais pessoas descobriram esse cantinho na internet, venho recebendo inúmeras participações de antigos e novos amigos trazendo uma consistência ao trabalho que era inacreditável há alguns meses atrás. Cheguei a falar nas primeiras matérias e em particular num tópico chamado “sonhos com nós” de coisas que naquela época me pareciam impossíveis de acontecer que agora é fato, e me enchem de orgulho de um dia ter pensado assim.
Acho que na vida as pessoas se juntam e apegam-se ao que lhes é de interesse e, também, onde são bem vindas. E aqui isso acontece com freqüência, a cada novo comentário sinto cada vez mais essa união e participação de todos através das sugestões que não param de chegar. Claro que nada é por acaso e a congregação existe porque todos que estão me dando essa honra e incentivo sempre comungaram do mesmo sonho, embora em tempos e locais distintos. Hoje formamos uma comunidade que se torna mais populosa e agregada onde à parcela de contribuição de cada um estará visível no que está prestes a ser apresentado. Todos nós entendemos um pouco do que é discutido aqui de Segunda a Sexta nas linhas desse blog, temos nossa visão do fetiche e, principalmente, colocamos nossas preferências como prioridade quando nos aproximamos de um objetivo.
Devemos entender que cada fetiche tem a sua particularidade e certas “regras” não são passiveis de modificação, porque a proposta apresentada e hoje desenvolvida é parte de um segmento, que não aceita mudanças justamente por ter sido elaborado dessa forma. Portanto, se a sugestão for parte desse segmento ela será de grande valia e possivelmente terá lugar de destaque quando da confecção de ensaios fotográficos ou de vídeos, sempre atendendo ao que é estabelecido pelo ou pelos autores.
Há que fazer uma separação entre o trabalho que é realizado pelo boundbrazil.com e o que é discutido no blog bound-brazil.com. A diferença não está apenas no traçinho, ela caracteriza-se pela diversificação de ambos, aqui no blog discute-se a respeito de fetiches ligados ao BDSM, enquanto no site apresentar-se-á um trabalho de soft-bondage que significa apenas a letra B na sigla supra citada. E onde está esta diferença? Em vários aspectos e que desde o dia 10 de Junho vêm sendo apresentados aqui e várias matérias falam a esse respeito. Não existe polemica, somente uma preferência por determinado conceito que por natureza é independente dos demais, uma questão muito mais de gosto do que de ótica. Em soft-bondage as cordas castigam, não o chicote, a posição de imobilização e as ameaças torturam, jamais o açoite.
Abdicamos de cenas de nudismo em nosso site porque embora tenhamos um conteúdo adulto achei que as meninas mostrariam muito mais o lado artístico com as roupas tão comuns de nosso dia a dia. Gosto de passar a idéia de apresentar “uma caixa de bombons” para ser aberta sem mostrar seu conteúdo, pelo menos esse é o meu entendimento do conceito – damsels in distress.
Com o tempo e no momento em que alcançarmos o know-how necessário, buscaremos outros caminhos desde que nunca desviados da mesma estrada, assim, atenderemos as dominadoras na questão dos rapazes sendo vitimas de mulheres, bem ao estilo “men in bondage” e os homens poderão raptar as mulheres também, isso tudo quem sabe muito em breve.
No mais, apenas agradecer o que cada um tem feito para tornar esse sonho o mais real possível e deixar as portas abertas para cada novo amigo ou amiga que quiser fazer parte dessa apaixonada comunidade que cresce a cada dia.
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