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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Desenvolvendo os Sentidos
A dica do assunto de hoje não saiu da minha cabeça. Vem de longe, do extremo sul, quase onde uma fronteira separa o país dos nossos “hermanos”...
Mas dessa mente inteligente e de um coração lindo e cativante, surgiu à idéia de falar sobre o desenvolvimento dos sentidos quando o assunto é fantasia sexual.
Sabiamente ela adota o pensamento que os adultos usam com as crianças, porque quando a mãe num ato autoritário diz ao filho que não toque em qualquer objeto ele olha, venera, mas aceita a ordem, justamente porque está em aprendizado.
E como eu sempre repito que um fetichista consciente deve estar em constante aprendizado é hora de saber se quem se dedica as práticas está desenvolvendo seus sentidos. Pra isso, basta uma voz de comando e alguém que assuma ser comandado. Claro que há receitas ótimas que podem adornar esse jogo, entretanto, o que prevalece é a intenção de fazer com que um sentido se ocupe do outro durante a tal proibição.
Ok. Vamos pra prática.
Experimente vendar os olhos da parceira e acabar com o sentido da visão ainda que momentaneamente. Dê a ela a chance do tato ou do olfato e procure fazer com que estes dois sentidos sobreponham à falta da visão. Na certa ela passará a desenvolver uma capacidade sensorial pra esse fim. Vale a experiência, por que não?
A diferença fundamental é que esse tipo de jogo pode aos poucos limitar alguns sentidos e aguçar ainda mais o desenvolvimento de outro. Utilizando a técnica de bondage, por exemplo, é possível imobilizar quem está sendo comandado na atividade e limitar ainda mais a sua capacidade. Sem visão e sem tato, restariam o olfato, a audição e o paladar.
Na verdade, quando se trata de fantasias ou jogos de adultos o mais importante é o fator criatividade. Quando a idéia nasce de um dos lados e é imediatamente aceita por outro a tendência é que haja o engajamento total de ambos na busca pelo desconhecido, com a clara intenção, nesse caso, de aumentar consideravelmente o prazer.
Não existe prática de BDSM que não busque o prazer como alvo.
Entra nesse jogo um componente importante que muitas vezes move o fetichista na constante busca dos seus próprios desejos. Porque vale ressaltar que alguns desses sentidos são fundamentais para quem se dedica a estas práticas. Não é difícil encontrar pessoas que se excitam com odores, bons ou considerados ruins, da mesma forma que a audição atinge em cheio o desejo de outros.
Claro que é complicado imaginar uma fórmula de limitar o olfato de alguém sem utilizar métodos perigosos como a asfixia. Mas vale uma tentativa de fazer com que quem está subjugado não tenha atendido seu desejo e tente através deste desenvolvimento de sentidos buscar outra aproximação com o que lhe causa o êxtase.
Ora, ele não pode naquele momento sentir o odor do sexo da parceira, mas tem total consciência do que lhe fascina.
Por isso, esse tipo de fantasia pode ser considerado um jogo de BDSM.
Não há receita certa e infalível para que essas fantasias tenham êxito total. O que conta é a capacidade de cada um em tentar novas fórmulas que garantam uma aproximação com novidades, desde que respeitados sempre os limites dentro daquilo que rege o principio da consensualidade.
Lembrando a adolescência, esse tipo de atividade fetichista nos remete às brincadeiras de tape os olhos e adivinhe o que tenho nas mãos. A diferença está na prenda do vencedor. O que antes valia um beijo inocente pode na fase adulta valer algo bem mais interessante.
Então? Gostaram da idéia da gaúcha?
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Fetiches e BDSM

Na vida há fetiche pra tudo.
Existem pessoas com fetiches por moda, dinheiro, poder, enfim, o fetiche pega nas pessoas como uma gripe e não desgruda mais. Porém, aqui se escolheu falar dos fetiches sexuais, que representam as fantasias sexuais e, por isso, as pessoas podem pensar que para ser um fetichista é preciso gostar de atividades ligadas ao BDSM.
Porém, não é necessário pertencer a um grupo de BDSM para ter um fetiche. Há casais que fantasiam com swings, ménage a trois e outras brincadeiras de adultos conhecidas como taras sexuais.
Entretanto, esta gente praticante deste tipo de fantasia não se excita com cordas, correntes, velas ou chibatas. O sexo é o coringa do jogo, e o fetiche criado em torno dele apimenta relações e cria um elo de cumplicidade que é capaz de segurar até crises.
Claro que existem casos em que as pontas se juntam e estes praticantes de jogos adultos também se envolvem em atividades fetichistas ligadas ao BDSM. Isto ocorre, de uma forma geral, quando a descoberta por prazer pelos fetiches que envolvam bondage, dominação e disciplina acontece mais tarde, ou seja, estas pessoas não carregam a veia sadomasoquista desde os primeiros passos, e descobrem nas fantasias ligadas a estes fetiches um quesito a mais na busca pelo prazer.
Aliás, quem não busca o prazer na vida? Se vestir bem é um prazer.
Existem mulheres com fetiches por roupas de couro ou sapatos de salto alto que quando deparam com a possibilidade de utilizar estes objetos com intuitos sexuais, adentram no universo BDSM e acabam se transformando em praticantes. Aprendem tudo sobre o fetiche e escolhem um rumo a seguir. É preciso ter coerência para analisar alguns comportamentos em particular, porque nem sempre o tesão por vestimentas de couro ou látex é de exclusividade de mulheres com tendências dominantes.
Por mais que reze a lenda que as dominadoras sejam usuárias de corseletes ou botas existem várias submissas sexuais que morrem de amores por este tipo de roupa.
Faz pouco tempo escutei de uma amiga que esteve na Itália no ano passado, todo o descontentamento de ter freqüentado um evento classificado como fetichista sem ter visto qualquer manifestação de BDSM por lá. Segundo ela, os praticantes estavam vestidos a caráter, mas nenhuma cena com práticas dominantes rolou na festa.
Em lugares onde o fetiche funciona como uma sub-cultura é comum existir este tipo de evento, onde pessoas se apresentam em dress code sem, no entanto, haver práticas ou afins.
Aqui quando se fala em festa fetichista as pessoas costumam associar imediatamente a praticas de BDSM e se preparam para assistir cenas de uma masmorra transportada para um palco de uma casa noturna. Infelizmente tudo começou muito depois por essas bandas, e as pessoas se perdem quanto a conceitos.
Outro dia assisti uma consultora de moda feminina no canal GNT vociferando bobagem quanto ao tema fetiche. Se ela se limitasse a falar do que entende, sobre o fetiche enquanto moda, não haveria qualquer problema. Mas no momento que misturou as estações e passou a falar em comportamento e conduta ela perdeu a pose e a oportunidade de ficar de fora.A coisa é simples e não tem erro: a mulher pode sair para uma festa montada num corselete negro e vinho, com uma saia de couro e um sapato de fazer inveja ao primeiro podólatra na próxima esquina. Até aí é um dress code fetichista que um evento assim solicita. Mas se uma entendida em moda sugere a utilização de um “chicotinho” o melhor é mudar de canal e esquecer tudo que ela tentou explicar.
Resumindo: numa festa a fantasia eu posso me vestir de Superman (aliás, ficaria ridículo cacete!), mas daí a abrir a janela e voar existe uma distancia enorme, talvez a mesma da loura vestida de preto segurando o tal “chicotinho”.
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