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quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Day to Remember


Coisas do cotidiano…
Existem dias pra serem lembrados. Por coisas boas que aconteceram e pelas más. Eu prefiro lembrar sempre do que foi bom, talvez na esperança de que se repita, afinal, sou antes de tudo um otimista e meus olhos seguem sempre em busca do que há de melhor.
Mas nem sempre é assim brother, e algumas lembranças um tanto desastrosas rondam e se fazem presentes de tempos em tempos.
E não é que prestes a encarar pela segunda vez o cadafalso através do meu segundo exame de próstata marcado, relembrei da primeira vez? Nessa altura, com cinquentinha, não há como correr. Por conta disso, o dia a ser lembrado infelizmente não traz uma imagem fetichista deliciosa ou algo alentador, o que ficou gravado na memória foi a estranha sensação de cagar pra dentro...
E o pior é que te colocam numa posição fetal super incomoda, fazem discurso sobre a masculinidade preservada, e em seguida buzuntam o fiofó de creme e enfiam o dedo acabando com a virgindade da prega rainha. E não dá pra pedir pra esperar, tentar tomar um ar ou achar mais coragem na esperança de que te esqueçam pra sempre. Chegou, dançou e depois só resta sair com a impressão de que todos na rua estão sabendo que você acabou de levar uma dedada!
Alguns dirão que muitos homens sentem prazer com o famoso fio terra e isso realmente não lhes afeta a masculinidade. Concordo, e embora não tenha essa tendência fetichista, não posso imaginar que um sujeito seja capaz de sentir prazer com essa prática realizada num consultório, ou laboratório, às nove da manhã. O fetiche rola no ato sexual e só.
O melhor é escutar quando tudo termina que está tudo bem e que teu órgão segue normal, e o pior é ter a certeza de que cinco anos depois você vai voltar e passar por tudo outra vez.
Confesso que a primeira vez cheguei com o medo aflorado. Ao sair me senti orgulhoso, feliz, impávido, me achando o máximo por ter levado uma dedada no rabo e ter sobrevivido. É incrível como o ser humano é capaz de transformar algo tão constrangedor num ato de bravura...
E se o exame é frio e sem sentido que tal criar uma atmosfera que possibilite diminuir os efeitos negativos? Como bom fetichista, e com plena consciência de que o exame seria inevitável, introduziria uma ou duas dominadoras para que realizassem o trabalho. Elas seriam especialistas, mas teriam na veia fetichista o princípio de tudo. A consensualidade ficaria garantida já que estaria lá por vontade própria, ou necessidade no caso, mas não seria a contra gosto. Por outro lado, haveria a chance de transformar o cenário para que pelo menos os efeitos não fossem tão negativos assim.
Pensando bem seria como o espermograma. Antigamente o cara te entregava um vidrinho, mostrava o caminho do banheiro e você entre quatro paredes pequenas descabelava o palhaço e enchia o recipiente de esperma. Mas até dar liga a coisa era complicada...
Hoje, existem lugares que fazem o sujeito sentar numa confortável poltrona, assistir a um vídeo erótico (eu preferiria de bondage, claro) e calmamente ejacular no tubinho. Não é bem melhor? Então, que a técnica do exame de próstata seja modificada e o cadafalso seja menos pavoroso.

Basta contratar um fetichista pra cuidar do assunto.
Os laboratórios estão com muita grana e podem pensar nesse tipo de investimento. Talvez isso trouxesse homens sedentos por realizar exames de próstata semanais, o que seria um exagero, mas de uma forma geral seria eficiente e tranqüilo.
E enquanto essas idéias são apenas sugestões é melhor me preparar bem e encarar o que vem por aí. Com certeza será menos doloroso e nem tanto estranho, afinal a primeira vez é sempre quando a barra pesa mais...Wish me luck!