quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Novo Clube Dominna


Outro dia li no fórum do Grupo BDSM de Portugal que era desejo de todos os nossos irmãos de além mar que um dia as terras Lusitanas abrigassem um clube como o Dominna. Pois pasmem, estamos falando de um País Europeu, primeiro mundo, que não conta com a possibilidade dos amantes do BDSM terem um lugar como o Dominna.
Não é fácil colocar em prática uma idéia, ainda mais quando conta com um público extremamente seleto e segmentado. Por mais que o clube ofereça um bar bem transado com pista de dança, gente ligada ao fetiche é que freqüenta e dá a audiência necessária.
Ter uma sede própria já é um grande desafio, entretanto há que buscar atrações, eventos, ou seja, quem fica à frente de um clube da grandeza do Dominna tem que ter uma dedicação quase que 24 horas à empreitada. Nem todas as pessoas que gostam de fetiche estão em São Paulo (apesar de reconhecer que grande parte da galera que dá a cara e participa ativamente vive na cidade ou nos arredores), e por isso dificulta muito a integração que só é possível em grandes eventos quando todos tomam o rumo de Sampa e se abrigam na casa que desenvolve e abriga o fetiche de muita gente.
O Dominna tem um canto pra cada um e não é necessário gostar de SM pra freqüentar, porque sempre haverá lugar pra todos nas dependências e no coração do clube.
Que tal praticar bondage e shibari numa sala especialmente montada pra isso? Pois o Dominna tem e está sempre de braços abertos te esperando, na hora que for ou no dia em que houver evento marcado. Pra ficar ligado nas atrações, basta olhar no canto esquerdo aqui do Blog e acessar o link do clube, garanto que não falta atrativo que vão desde as festas podólatras até as sessões sado-maso numa masmorra apropriada pra isso.
Na frente de tudo está a Bela e sua incrível capacidade de agrupar pessoas, corações e mentes. Pessoa de brilho intenso e conhecimento total da doutrina BDSM, Bela leva adiante essa idéia e carrega com muita autoridade o fardo de cuidar de um imenso rebanho. Quem a conhece admira, porque é impossível estar avesso ao seu carisma e atitudes, principalmente quando defende o fetiche de unhas e dentes e de maneira incondicional (vide sua participação ano passado no programa Saia Justa do GNT).
Nessa longa caminhada pelo “mondo fetishe” tenho conhecido pessoas e pessoas e muito se ouve falar a respeito do Clube Dominna. Pois dia 24 de Julho, daqui a menos de dez dias, todo mundo tem a chance de ver de perto tudo que se fala e escreve do clube na festa de comemoração do dia internacional do BDSM. Pelo quinto ano consecutivo, o Dominna abre as portas pra esse evento e na certa estarei por lá tentando sugar um pouco dessa festa e vou tentar passar um pouco do muito que acontece aqui nesse espaço após o evento. Quem sabe não consigo convencer a Bela a atravessar o oceano Atlântico e abrir um Dominna em Portugal? Tem gente boa demais por lá e que leva o assunto muito a sério. Pena que não estamos mais perto...
Finalizo com o slogan do clube que tenho uma tremenda inveja de não tê-lo criado um dia: Clube Dominna: “Onde o normal é ser diferente”.

terça-feira, 15 de julho de 2008

DiD Cap: fanáticos por filmes de heroínas


O Americano tem uma incrível mania de inventar siglas e abreviar tudo dentro de seu idioma e do dia-a-dia. O termo DiD (assim mesmo, duas maiúsculas e uma minúscula) significa “damsels in distress” ou melhor, em bom português donzelas em perigo. Neste contexto a palavra donzela pode ser sinônimo de heroína, aquelas mesmas dos filmes do cinema e da televisão que nos acostumamos a ver em intenso perigo. Seqüestradas, sempre imobilizadas, elas povoaram a nossa fantasia desde os tempos dos desenhos animados e estenderam-se nos seriados de TV e grandes produções do cinema.
Quais as suas preferidas? Ainda se lembra? Pois mesmo que sua lembrança falhe um pouquinho, esses episódios, filmes ou até mesmo cartoons e quadrinhos podem ser relembrados no site http://www.geocities.com/hollywood/set/3937/#movbond. Indo passo a passo pode-se eleger entre fotos e vídeos o que for de sua preferência. Claro que o inglês é fundamental para navegar e o melhor, é de graça.
Pra quem quer um pouco mais de ação e pode pagar por um lugar mais qualificado, o site italiano http://www.pantydidcap.com/Framesetprinc.htm oferece o que há de melhor no gênero na internet. Um DVD com o episódio de um seriado ou um filme completo sai por 27 dólares ou 19 Euros. Tem algum preview onde se pode ter uma idéia do que se adquire antes de fechar o pacote. Existem algumas produções italianas que poucas vezes vimos por aqui e que valem muito a pena pra quem gosta de cenas de bondage quase reais. Outra dica interessante no mercado nacional, principalmente no tocante a novelas brasileiras, pode ser encontrada no Blog do meu amigo VH Carioca. Basta clicar no link “me amarro nesses blogs” na coluna à esquerda e viajar pelas fotos e trechos de novelas que ele sempre atualiza em sua página.
O canal de vídeos youtube (www.youtube.com) é outro caminho onde com muita paciência pode-se achar bons momentos de filmes e seriados de nossas heroínas. Basta digitar a palavra kidnap na busca ou o nome correto (em Inglês) do filme de preferência e escolher o melhor. É possível achar bons trechos do filme O Colecionador (The Collector – 1966) com a belíssima Samantha Eggar ganhadora do globo de ouro do mesmo ano sendo seqüestrada pelo algoz Terence Stamp. Dirigido por William Wyler o filme conta a história de um timido colecionador de borboletas que ganha na loteria e resolve sequestrar a sua musa e tentar de todas as maneiras a conquista, mesmo dentro de um porão de uma mansão na Inglaterra.
Portanto, não faltam dicas pra ver uma mulher em perigo sendo seqüestrada e amarrada por um vilão qualquer em alguma parte do planeta, seja nos dias de hoje ou há algum tempo atrás. Então, mãos a obra e boa caçada.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nos tempos da Harmony Concepts



Quando voltei de Amsterdam lá pelos idos de noventa e três, trouxe na bagagem além do que havia ido buscar naquela terra gelada (Meu Mestrado, Ufa!), muito mais compreensão do verdadeiro significado de bondage e incontáveis revistas de Harmony Concepts. Quando um ano depois estava escrito na mala direta, recebia mensalmente seus folders com os lançamentos dos vídeos e revistas que ainda guardo até hoje. A Harmony era uma distribuidora e apenas postava trabalhos de produtores que não tinham uma mala direta de clientes para divulgar seus vídeos e fotos. Assim começou tudo.
Depois, em meados dos anos noventa quando a modelo Star Chandler assumiu a direção artística, a Harmony Concepts começou a produzir seus próprios trabalhos. Gente como Simone Devon, John Woods, Eric Holman e Isaac W. tiveram a concorrência interna dentro do seu próprio distribuidor. Desde então, uma receita que dava certo passou a ficar amarga e com a chegada da internet houve uma debandada geral. Cada um buscou seu espaço e criou seu próprio site (vide entrevista com Isaac W. aqui mesmo no blog). Alguns seguiram a carreira solo alcançando um sucesso maior do que na época da Harmony, outros nunca mais se ouviu falar. O mais bem sucedido de todos foi Eric Holman que saiu da falida e suposta concorrente Close-up Concepts (Pra onde se transferiu depois da decisão da Harmony) para criar tempos depois a FM Concepts e virar uma lenda do fetiche mundial.
Meu primeiro contato com a Harmony aconteceu na época que Star Chandler era a manda-chuva e gostou de um trabalho super amador que lhe mandei por correio. Como eu era alguém engatinhando no assunto e vinha da América do Sul (eles sequer sabiam onde ficava) e tinha um conteúdo parecido com a série EE de Eric Holman (Podolatria e Bondage) nunca tive o reconhecimento devido, mas dos vídeos que mandei alguns renderam certo lucro, apesar de serem mal dublados e muito mal editados, com cortes de mais de trinta minutos. Mas Eric quis saber quem era esse cara que vinha lá do sul e que fazia coisas parecidas com as dele. Viramos amigos, tipo “pen friends” porque a internet sequer havia começado.
Mas a Harmony Concepts ainda pulsa e se pode acessar o site para comprar algumas pérolas daquele tempo, porque os arquivos por força de contrato ficaram com eles (inclusive os meus). Os melhores e mais pedidos são comercializados até hoje em versão DVD ou podem ser adquiridos para serem vistos on-line. Excelentes trabalhos com modelos lindíssimas e ex-heroínas como Andréa Neal, Eve Ellis, Tori Sinclair, Pia Sands e outras, podem ser comprados por preços bem menores do que os praticados na Net. Portanto, para os admiradores e colecionadores de fotos e vídeos de bondage fica aqui essa dica quentíssima para aquecer as noites de inverno, mas vá correndo porque o último a sair por aquelas bandas na certa vai apagar a luz.

SOBRE O TÓPICO PASSADO UMA DICA: Pra quem curte algemas não deixe de ver os seguintes fotologs com ótimas fotos: http://www.fotolog.com/algemadas &
http://www.fotolog.com/as_detidas. Vale muito a pena!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma paixão por algemas


Keith Underhill é proprietário de um site e nele demonstra toda sua paixão por algemas.
Nada é ensaiado, nenhuma cena é feita em estúdio e todas as mulheres (não há modelos por excelência) posam em festas, em casa, onde quer que seja, usando algemas e são captadas por sua lente.
Existem diversos sites que trocam as cordas por algemas quando falam e encenam bondage, mas Keith procura passar uma idéia diferente, e na base da brincadeira curte seu fetiche.
As mulheres, digamos mais atrevidas, colocam uma mordaça, deitam-se e mostram os pés descalços, mas em boa parte das fotos não há preocupação com um ângulo melhor, nenhuma posição especial é sugerida e, fica a idéia de que o fetiche pode mesmo começar através de uma simples brincadeira.
O site é totalmente grátis e basta clicar na palavra “bondage” que o cardápio é servido por inteiro sem nenhum “preview”.
O interessante nas fotos apresentadas é que existe sempre uma impressão de que tudo é realizado num clima de festa, ou que esse cara é um tremendo arroz de festa e o convidado especial num universo de pessoas felizes.
Bondage nem sempre deve passar a idéia de desconforto e isso acontece quando se passa a impressão de rapto, onde se conta uma estória que é traduzida pelas fotos, o soft-bondage, tema principal do fotoblog e do site boundbrazil.com que vem por aí.
Diversas brincadeiras com algemas, desde que não sejam essas de baixa qualidade que são comumente adquiridas em sex-shops e que sequer têm fechadura, contam apenas com uma travinha chamada “trava de segurança” (qualquer um pode abrir com as próprias mãos algemadas) podem funcionar como um fetiche sim. Quem nunca aproveitou as brincadeiras de adolescentes para imobilizar uma amiga e ficar cheio de tesão depois? Pois é, a coisa começa cedo e vamos apenas desenvolvendo a fantasia dentro de cada um de nós, e quando o tempo passa e nos tornamos donos do nosso nariz, damos seguimento e aperfeiçoamento fazendo a brincadeira virar realidade dentro da fantasia entre quatro paredes.
Mas voltando a Keith Underhill, podemos procurar entender através do que as fotos nos mostra que o tema em si já demonstra um fetiche, porque o desejo de cada um não precisa ser igual ao do outro. Coincidências existem e muitos desejos são exatamente iguais, mas nem sempre o rio termina no mesmo oceano.
Então, pra quem é um apaixonado por algemas, faça um click abaixo e veja as inúmeras fotos de Keith Underhill.

http://www.keithunder.com/

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pauline Réage e sua Historie d’O

Pouca gente tem conhecimento, mas esta senhora foi a autora do épico Historie d’O escrito no ano de 1953. Nascida no sul da França, em Roquefort no ano de 1907, Pauline Réage viveu quase noventa e um anos e contrariou o pensamento do Marques de Sade que afirmava ser uma mulher incapaz de escrever um romance erótico. Seu livro foi adaptado ao cinema no ano de 1975 tornando-se um clássico erótico cultuado em todo o mundo até os dias de hoje com a bela Corinne Clery no papel de O. O filme conta a história de uma bela fotógrafa que é conduzida por seu amante à linda mansão de Rossy para educar-se como escrava sexual. Depois de abandonar o castelo, ela conhece um amigo de seu amante e, com a sua permissão, começa a manter com ele uma relação de dominação e submissão. Dirigido por Just Jaeckin, o mesmo diretor do clássico “Emannuelle” um outro fenômeno francês nos anos setenta, é considerado uma produção do cinema soft-core, principalmente porque mostra uma relação de entrega amorosa incondicional através de uma relação de submissão e doses de lesbianismo. Tudo isso deve ser interpretado como crítica à obra literária e cinematográfica. Não reflete, porém, a ótica do fetiche erótico que foi a intenção de transmitir ao espectador. Para o público que de uma forma geral assistiu ao filme em meados dos anos setenta quando tudo relacionado ao fetiche era visto pelo olhar do escândalo, talvez não tenha entendido a mensagem passada pelos seus criadores, daí ter se tornado um verdadeiro “cult”, exibido em seções privadas e festas tipo “play-parties” até os dias de hoje pelo mundo afora. Se olharmos pelo ponto de vista de que essa história foi concebida ainda nos anos cinqüenta, o estrago social causado deve ter sido muito maior. Muita gente se escondia e ainda se esconde quando o assunto é expor seus desejos mais íntimos. Mas o estudo do tema deve ser muito mais abrangente do que possa parecer e é necessário esclarecer que dentro do enredo existem vários aspectos eróticos do que um simples fetiche. Entretanto, devemos estar atentos ao detalhe de quando, como e por quem essa obra foi desenvolvida. Uma mulher teve a coragem de desafiar conceitos absurdos, romper barreiras numa época super conservadora e brindar o mundo com uma obra que na certa abriu caminho para outras tantas que vieram a reboque. Que todas as pessoas saibam que um dia Pauline Réage criou uma história que foi mal compreendida por diversos segmentos da sociedade e, ao mesmo tempo, conglomera uma leva de seguidores que admiram cada palavra toda vez que abrem as páginas do livro.

ASSISTA AO TRAILER ORIGINAL DO FILME DE 1975

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O que vem por aí

Bom, resolvi postar um trailer dos videos que estão sendo produzidos e que estarão disponíveis em versão na íntegra no novo website. Como disse antes, o boundbrazil.com, assim mesmo, sem tracinho, tem previsão para estar ativo ainda este mês. Será o primeiro site de bondage com garotas genuinamente brasileiras e assim que a data estiver confirmada, aviso por aqui. Até mesmo porque não pretendo de forma alguma abandonar tanto o Blog quanto o Fotoblog, sempre trazendo pequenas gotas do que rola pelo site e seguir com as matérias que vêm sendo publicadas neste espaço. No mais preciso da opinião de vocês. Obrigado